quarta-feira, 31 de julho de 2013

[Resenha] A espera de um milagre @Suma_BR

Título no Brasil : À espera de um milagre
Autor: Stephen King
Editora : Suma de Letras
Número de págs: 396









Sim, eu demorei todo esses anos para ler um dos melhores livros de Stephen King, na besteira de ler tantos outros livros ruins de outros autores pelo simples fato de ter visto inúmeras vezes o filme estrelado por Tom Hanks. E não, que depois de ler o livro goste menos do filme, longe disso, mas a perfeição de um completa o outro. As 396 páginas vão se completando  uma história que é tão maravilhosa que só poderia mesmo ter saído da cabeça do mestre.
Se você espera um livro de terror, vai se decepcionar, porque King não é só terror, ele é sobrenatural também e aí está a grande diferença de quando um autor de verdade sabe escrever sobre o tema.
Em " A espera de um milagre" um velho Paul Edgecombe relembra seu passado como guarda de uma penitenciária onde todos estavam fadados ao corredor da morte. Nas paredes de um asilo, entre narrar o que viveu no local e o que vive em sua velhice sem a esposa já falecida, ele as vezes se indaga o que poderia ter feito para mudar o passado.
Sua vida nunca foi moleza, afinal o que viveu nos corredores da penitenciária Could Mountain traumatizaria qualquer mortal. Eram pessoas que culpadas por legítima defesa ou não - mesmo que a justiça não as visse dessa forma - eram condenadas a morte na cadeira elétrica . Entre a espera pelo inevitável eles dividiam seus dias com os guardas que nada tinham mais a fazer senão quando eram bom como Paul amenizar a espera angustiante. 
Delacroix foi um que com seu rato de estimação acabou fazendo com que Paul se afeiçoasse e sentisse pena do dia que tiveram que matá-lo.
Tantos outros passaram por aquelas celas e tanto outros ainda viriam que o comum era se acostumar com a rotina. O chefe de Paul não parecia se importar tanto com o que acontecia, tomado pela dor de estar perdendo dia a dia sua esposa para o câncer.
A vida em Could Mountain muda com a chegada de um prisioneiro nada usual, John Coffey, um negro gigante de pouco estudo e de fala esquisita chega a prisão acusado pelo crime de estuprar e matar as gêmeas que foram encontradas em seu colo próximos de uma árvore. A família delas, seu pai principalmente nunca esqueceu da manhã que acordou sem vê-las e só foi encontrá-las no colo do gigante estranho que tudo levava a crer tinha cometido um crime hediondo contra suas meninas.
Da chegada na prisão até  a descoberta de um dom que Coffey possuía tudo que Paul acreditava foi mudando, mas o espanto veio quando o gigante cura - sabe-se lá como explicar isso- sua infecção urinária. E assim como fez isso ele faz diversas vezes provando que tem um dom que ninguém acreditaria se contassem. 
Do animal salvo a esposa do chefe, Coffey demonstra que é uma pessoa boa e o motivo de estar com as meninas no colo poderia ser outro .
King nos envolve de certa forma que até os mais vorazes defensores da pena de morte vão pensar duas vezes ao conhecer o personagem Coffey.
Porque veremos que injustiças acontecem, e nos corredores de uma prisão onde todos sabiam o que lhes esperava e onde poucos guardas ainda tinham coração como Paul, o difícil é terminar esse livro não achando que é uma obra-prima escrita por alguém que já nos acostumamos a ler histórias memoráveis.
Não por acaso, como já citado, no cinema Paul foi vivido por Tom Hanks, um astro a altura dessa história, tão excelente quanto!

[Resenha] Como dizer Adeus em Robô @galerarecord


Título no Brasil : Como Dizer Adeus em Robô
Autora : Natalie Standiford
Editora : Galera Record

Número de págs: 344












Gosto de livros que pouco espero mas que me surpreendem! Foi o caso desse " Como dizer Adeus em Robô". 
Não conhecia a autora mas o capricho da Galera Record na capa e nas folhas rosas me fizeram querer lê-lo. O resultado é que em apenas um dia eu já havia devorado quase 200 páginas e só parei porque não dava para andar na rua, pegar táxi e carregar mala lendo o livro ( ou certamente se o fizesse não estaria aqui para contar essa história!).
O livro conta a história de Bea, que é uma adolescente como qualquer outra mas diz que é robô porque sua mãe um belo dia a compara com um por não ter coração e não ter chorado por algum motivo.
Ao se mudar para a nova escola - sempre essa história mas nesse caso até não estraga o que veremos em seguida - ela conhece Jonah, ou como é conhecido " O Garoto Fantasma".
Bea que apesar de se achar a Garota Robô tem uma vida bem mais simples que a de Jonah, ela é filha única, se dá melhor com seu pai do que com sua mãe e acha que ninguém pode ser mais feliz que as cabeleireiras da Islândia.
Jonah é super traumatizado, perdeu a mãe e o irmão gêmeo que era deficiente e vive com seu pai que apesar de ser muito rico e não lhe deixar faltar nada vai deixar a desejar no quesito dar amor ao filho.
Jonah e Bea vão virar amigos, ela vai ouvir a rádio que ele adora participar contando um pouco do que está sentindo e mesmo com todos na escola dizendo a Bea que Jonah é um esquisito ela nem vai ligar e vai fazer de tudo para manter essa amizade;não gostei tanto do personagem de Jonah, por ter sofrido muito - e ainda vai sofrer mais com as revelações que teremos no livro sobre seu irmão Matthew - ele não vê o quão egoísta é ao só pensar no que sente e esquece que a amizade de Bea é sincera mas não me parece que se preocupe com o que ela sente, mesmo quando ela se abre - ou tenta fazê-lo - contando por exemplo da separação dos pais , ele está preocupado demais com sua vida e no final ele só prova o que achei, que é um garoto atormentado que naõ soube manter uma amizade ou quem sabe plantar um namoro com Bea que visivelmente está apaixonada.
As cinco estrelas do livro vão para Bea, a personagem fofa que quer ajudar tudo e todos - só não gostei muito do jeito que trata a mãe dela - e que nem liga para o fato de Jonah só pensar em si mesmo.
Gostei do final que lhe deram, e torci como se ela fosse de verdade que a tal garota robô tivesse toda a felicidade do mundo , porque para mim quem não tinha ou se tinha era de lata o coração era o Garoto Fantasma. Adorei esse livro!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Mais pesado que o céu - Biografia de Kurt Cobain

Título original : Heavier than heaven
Título no Brasil : Mais pesado que o céu
Biografia de Kurt Cobain
Autor: Charles R. Cross
Editora : Globo
Formato lido : E-book
Aparelho : Kindle
Número de págs do livro impresso: 450




Quando o Nirvana começou a estourar nas paradas de sucesso e consequentemente no Brasil eu tinha 13 anos, era completamente apaixonada pelos Guns n´Roses, Bon Jovi e Metallica. Mas aí na escola todo mundo começou a ouvir as bandas de Seattle, era o tal movimento grunge, as roupas eram quadriculadas, homens usavam saias e quem não soubesse uma música do Nirvana era um E.T! A MTV tocava " Smell like teen spirit" a todo vapor, o albúm com o bebê pelado atrás da nota de dólar na piscina estava em todas as casas, eu gostava tanto da voz de Kurt Cobain e daquelas letras meio depressivas que logo virei fã. Comprei todos os cds, revistas que tivessem eles na capa e um imenso poster. Naquela época não me lembro de falarem muito aqui no Brasil do vício dele, falavam sim do relacionamento dele com os fãs, com a ´mídia e com a esposa. Uns a amavam, outros a odiavam, e a comparavam com Yoko Ono.
Foi então que descobri que meu ídolo maior Axl Rose odiava Kurt, como boa fã passei a gostar da banda mas não do Kurt, por motivo inexistente, apenas por imaturidade de apoiar um ídolo .
O livro de Charles Cross para mim foi um revival, eu vivi tudo aquilo, eu lembro das apresentações nas premiações, lembro das pessoas comentando no outro dia na escola, já que naquela época não haviam compartilhamentos de vídeos no Facebook, mas sim a MTV, era o máximo tudo que aparecia ali, cada clip novo, cada entrevista com Kurt era a glória, já que ele quase nunca aceitava falar com os jornalistas.
Já li inúmeras biografias de roqueiros, e não lembro de nenhuma que tenha me impressionado mais que essa. Nâo que as biografias de Slash, Mick Jagger, Sid Vicious tenham sido light, mas não tinha ideia de como Kurt sempre foi além de um dependente químico uma pessoa imensamente perturbada por seus fantasmas do passado.
Ele se droga em todas as páginas, ele tem hábitos estranhos desde sempre, senti nojo ao saber que ele gostava de ver as pessoas vomitando, que não escovava nunca os dentes e fiquei impressionada no como a heroína lhe fez de refém. A droga controlou sua vida, por mais que o amor por Courtney o tenha dado uma sobrevida, já que de acordo com o livro ela foi a companheira mesmo louquinha que o amava de verdade e que lhe deu a filha que ele queria.
Do relacionamento doentio com seus pais, sempre fugindo deles porque se separaram e ele os achava culpado de seus traumas as loucuras que fazia nos shows, assim como o desdém com que tratava sua vida obcecado pela ideia de se matar , tudo está no livro.
Dave Grohl, grande desafeto de Courtney Love hoje em dia quase não é citado, Novoselic é e está em muitos acontecimentos relatados.
Perdi a conta de quantas vezes ele teve overdose, de quantas vezes ele quis morrer... e pelo que vimos mesmo que ele não tivesse dado fim a sua vida com aquele tiro em 1994, ele teria morrido de overdose.
Amo as músicas do Nirvana, adoro as letras de Kurt Cobain e sempre farão parte de uma parte que amo lembrar de minha vida.
Pena que eu não tenha ido no show dele que fez no Brasil e que ele tenha desperdiçado a vida dele se drogando , um gênio desses merecia um final mais feliz.

domingo, 7 de julho de 2013

Lançamento O Livro das Princesas @galerarecord

Imaginem um livro com Lauren Kate e Meg Cabot? Imaginaram? Agora coloquem uma pitada de Brasil e juntem a ele contos de Paula Pimenta ( mega famosa por " Fazendo meu filme") e Patrícia Barboza ( autora de " As mais"), pronto, terão o livro da princesas, são 4 contos bem legais - em breve resenha por aqui! e promo!!- com essas fofas!

Hoje teve evento de lançamento aqui no Rio de Janeiro e claro que o blog estava lá para contar tudinho para vocês. Infelizmente a parte internacional do livro não veio mas a nacional fez as honras.
O evento começou a ser divulgado quase um mês antes pelas autoras nas principais redes sociais. Muita gente queria madrugar para chegar a livraria Saraiva Mega Store do Shopping Rio Sul ( que fica em Botafogo, zonal sul do RJ). Tinham meninas do Maranhão na fila ansiosas pelo momento dos autógrafos.

 Eu cheguei no local ao meio dia porque iria almoçar com meus pais ( e ver o lindo e maravilhoso do Brad Pitt matando zumbis no cinema também), logo encontrei a Lygia do Brincando com Livros e peguei o bus com a Lany e ainda encontrei a Cris também . Claro que a hora de espera passou bem mais rápido, mas somente as 14 h dariam as senhas! E a livraria começou a encher chegando mais fãs para tarde de autógrafos.

Tinham divulgado que seriam 500 senhas , mas como eu ainda iria no cinema, eu queria que demorasse para dar tempo de eu sair e pegar meus autógrafos nos dois livros abaixo...
 Então as 14 h em ponto ( estava marcado para as 16 h o início da tarde de autógrafos) começaram a colocar pulseiras amarelas na gente - dessas de VIP rs - e isso garantia o autógrafo. 
Fui feliz para o cinema e deixei minhas amigas na fila! Filme terminado corri com minha mãe para Saraiva e me deparei com essa fila!Claro que aguentei feliz porque afinal seria atendida e para
animar ainda mais encontrei mais amigas fofas na fila: a Luiza do Eternamente princesa e a Thati e a Mari do blog Magia Literária.Aproveitei para tirar muitas fotos das autoras enquanto aguardei cerca de 1h e meia na fila e claro também rever os queridos que trabalham no Grupo Editorial Record <3



















Finalmente havia chegado minha vez, ganhei uma linda tiara e um botton fofo com imagem de princesa - o que me fez lembrar do dia mágico que conheci Meg cabot !!!- entreguei a máquina digital para minha mãe e lá fui eu encontrar com as fofas da Patricia e da Paula!As autoras autografaram das 16 h até as 19h! Foram 250 senhas distribuídas ;) Sucesso !!!