quarta-feira, 10 de junho de 2015

Menina que via Filmes : Hot Girls Wanted [Crítica]

Título Original : Hot Girls Wanted
Título no Brasil : Hot Girls Wanted
Dirigido por Jill Bauer, Ronna Gradus
Com atores desconhecidos
Gênero Documentário

Nacionalidade EUA
Ano : 2014
Duração :1h 24 min

























Já tinha ouvido falar desse documentário e como sou fã do gênero ficava de ver e nada. " Zapeando" o Netflix o encontrei e resolvi assistir, o resultado foi no mínimo chocante ( para mim!). 
Não serei de forma alguma puritana, mas entendam, o mercado pornô existe? Claro! Eu o consumo? Não. Por essa razão não me atento a novas tecnologias e muito menos estou por dentro do que está na moda. 
Em Hot Girls Wanted ( no português seria Precisa-se de garotas quentes)  a indústria pornô amadora é minuciada. Entendam por isso que a câmera passa o dia inteiro filmando a vida e como são as moças que assim que completam 18 anos resolvem se alistar para fazerem pornô. O documentário é claro em explicar que a lei americana somente exige que a garota tenha mais de 18 anos, de resto há poucas leis no ramo, uma citada é de que a casa escolhida pelo " empresário" das meninas fica em Miami , tudo porque Los Angeles tem uma lei que obriga filmes pornôs a usarem preservativo , mas como os espectadores não curtem, vale a pena filmar tudo na Florida. Riley é o dono da casa, ele que agencia as meninas, quando entrevistado demonstra orgulho no que faz, afinal mora em uma casa de 5 quartos , tem carro e dorme com quem quiser. Nossa, que pessoa bacana ( é deboche, ok?). 
Há um tom de aviso no documentário, o de como a indústria só cresce e usa essas meninas por pouco tempo, uma moça que faça um vídeo amador filma geralmente somente mais 3 vezes, depois cai no ostracismo e o interesse do público por gente nova aparece. Elas então viajam para fazerem filmes mais fortes onde apanham e são humilhadas , mas o que me impressionou mais é que quando prostitutas são filmadas no Brasil a grande maioria conta as histórias  de pobreza e o que a levaram a fazer isso. Como " Brunas Surfistinhas" as meninas não tem histórico de falta de comida, pelo contrário ,a que é mais filmada se chama Tressa, mas tem o apelido de Stella May no mercado pornô. tem 19 anos e um lar lindo, quando ela filma a casa dela e os pais a vontade que dá é de trazer ela aqui pro Brasil e mostrar quantas pessoas não tem aquilo, é surreal ver o como os pais são carinhosos com ela e o discurso é parecido com o das outras : " Precisava de liberdade , de ter meu dinheiro..." Sério isso? Como alguém acha que é liberdade ser escrava da indústria pornô? Porque elas pagam aluguel, gastam muito para estarem bonitas sempre e ainda dormem com homens que nunca viram na vida . Qual a diferença disso para a prostituição mesmo? Elas não sabem explicar, o namorado dela tenta entender, mas ninguém consegue. 





















Estranho para mim que sou leiga entender como alguém pode gostar de trabalhar com isso? No documentário nenhuma delas é drogada - fumam maconha, mas não usam  drogas pesadas - mas mesmo assim parecem viciadas em fazerem pornôs. 
A diretora optou por nos mostrar que em tempos de internet, para essas garotas filmes pornôs não são algo errado, são uma escada para o sucesso já que celebridades como Kim Kardashian se lançaram com cenas do gênero. Existe diferença no que fazem ? Talvez, por mais que ela tenha sido flagrada fazendo sexo e tenha ficado famosa após o vídeo vazar na web, ela não cobrou por aquilo, o interesse maior seria vê-la nua, transando com um namorado. 
Ok, essa sou eu tentando me tornar PHD em algo que não sou, mas fica a dúvida de para onde foram os limites? Como meninas tão novas podem achar legal serem gravadas transando e receberem por isso?
Uma delas que esqueci o nome - a que está sempre de óculos - diz que jamais iria se adaptar a ser como os pais, casados, etc que ela é muito mais feliz assim morando com aquele cara estranho e com as meninas que fazem pornô como ela. Vontade de entrar e dizer " querida, não case, mas vá trabalhar com outra coisa..."
Elas com o pouco tempo de filmagem parecem entender que não há muito futuro naquilo, o final é de pelo menos metade largando a curta carreira. O que no início pode parecer maravilhoso, ter muitos seguidores no twitter ( que também mostram porque é o mais usado por elas, o usuário pode ter acima de 13 anos e eles quase não bloqueiam assuntos pornográficos) com o tempo as faz perceber que nem todo mundo vira Kim Kardashian, que por sinal como citei, já nasceu rica e nunca foi atriz de filme pornô amador. 
Outro ponto : tanta gente fala dos brasileiros, mas as americanas são tão pornográficas como as daqui, por semana chegam meninas interessadas em fazerem os filmes , e o número nunca diminui.
Se puderem assistir, vejam. Fiquei impressionada. Talvez porque nunca tivesse parado para pensar no tema...









5 comentários:

  1. Sei lá o que pensar. Nunca foi um tema que eu conseguisse entender. E olha que já pensei, já quebrei a cachola procurando um motivo para alguém se aventurar nesse mundo. E mesmo cogitando grana alta, que pra mim, seria o ponto forte da questão, não foi aceitável pra mim.
    É loucura demais se sujeitar a isso. Mas..há gosto pra tudo!
    Vou procurar o documentário sim e ficar também meio estarrecida. Tudo que nos traga um pouco de questionamento, é válido!!!
    Beijo

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  2. Realmente não dá pra entender. Fico imaginando um NAMORADO tentando entender. Meu deus, eu jamais entenderia. Claro que a vida é delas e elas fazem o que bem entenderem, mas é muita humilhação pra mulher. Por que essa "troca" tão rápida? Eu duvido que isso aconteça com os homens. As mulheres são facilmente descartáveis até mesmo em filmes pornô!!! Aonde esse mundo vai parar, gente? Eu não troco uma vida simples com uma pessoa que goste de mim e com quem eu faça um sexo apaixonado por uma vida luxuosa indo pra cama com qualquer um. Não mesmo.
    Vou procurar assistir pra ficar um pouco mais indignada kkkkkkkk

    Beijos,
    Duas Leitoras

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  3. Nossa! Já estou chocada só de ler sua crítica imagina quando assistir ao documentário. Mas vou assisti-lo sim.
    É impressionante como os valores de hoje mudaram. Espero que minhas filhas conservem os valores de antigamente, pelo menos tentarei educá-las assim.

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  4. Nem sei o que pensar disso, sinceramente. Porque não consigo entender o que leva uma pessoa a seguir tal rumo, ainda mais num país desenvolvido que teoricamente possui mais oportunidades de emprego, né? Seria só por diversão, para viver uma vida "louca"? Não entendo mesmo, não consigo pensar numa hipótese que eu considere válida.

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  5. Nossa vc falou tudo o que penso na sua resenha sobre o documentário,não entendo,existem tantas possibilidades,mas preferem isso,vai entender...

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