quinta-feira, 30 de junho de 2016

Resultado da Promo de Junho Comentarista

Tivemos 4 pessoas participando da promo comentarista do mês no blog! Amo essa promo porque vocês são demais, sempre acompanhando tudo do blog!
A sortuda segue abaixo: 

















Parabéns Lu!!! Me avise se irá no evento de domingo que levo para vocês ( se bem que esse final de semana tenho evento sábado e domingo!! Se for em um dos dois me avisa, senão eu levo para você em outro evento!) .

Quem não ganhou nada de tristeza! Hoje mesmo entra a nova promo comentarista no ar.

[Resenha] O Mensageiro @editoraarqueiro

Título Original: Messenger
Título no Brasil: O Mensageiro
Autora: Lois Lowry
Editora Arqueiro
Número de págs: 160











A cada livro da série eu me encanto mais com a escrita de Lois Lowry, cada vez conhecemos um personagem, o do 3º volume se chama Matty, um garoto  que vive com o Vidente há 6 anos em um lugar que ficou conhecido por receber estrangeiros, exatamente por ser super receptivo bem diferente das demais sociedades próximas.
Matty é O Mensageiro do título, tudo porque ele é o único que consegue entrar na floresta e sair dela vivo, muitos vão mas não voltam e outros tantos recebem pequenos avisos de que não devem mais voltar nela, esses avisos podem ser desde pequenos arranhões até sussurros no ouvido da pessoa. Recentemente um pai com 2 filhos pequenos não ouviu o que a floresta dizia e nunca mais foi visto vivo.
Como ele consegue ter essa habilidade o Vidente lhe pede algo muito especial, que vá atrás de sua filha Kira, pois as fronteiras se fecharão em breve, o povo antes tão receptivo agora não deseja mais receber estrangeiros. E vocês lembram quem é Kira? A protagonista do livro A Escolhida! Sim, é sensacional ficar sabendo o que de fato aconteceu com ela depois do final do segundo livro. E para quem ainda se recorda de Jonas, ele está nesse livro também, o protagonista de O Doador de Memórias!

Com um final surpreendente e uma segredo sobre quem de fato é Matty  - ele desenvolve um poder nessa jornada pela filha do Vidente - a autora nos reserva um final surpreendente. Já quero mais dessa série. 

terça-feira, 28 de junho de 2016

[Resenha] Minhas Duas Meninas @cialetras

Título Original: Minhas Duas Meninas
Autora: Teté Ribeiro
Editora Companhia das Letras
Número de páginas: 172












O sonho de ser mãe. Se você tem ou não isso deveria depender de você escolher, mas sabemos que a vida não é assim. Teté jamais imaginou que não podia ser mãe, ela pensou como toda mulher que quando quisesse ser, pararia de se cuidar e pronto. Mas assim como tantas outras ela descobre abortando espontaneamente que não pode gerar um filho e se vê com seus sonhos vinculados a ter um filho se esvaindo por causa dessa notícia. Ela tinha um bom emprego, um marido compreensivo e uma mãe participativa, mas ser mãe lhe deixaria completa. Começa aí uma peregrinação por médicos especialistas em fertilização e em tratamentos que a deixam muito nervosa, ansiosa e tomando injeções na barriga a todo minuto.
Teté, jornalista, moradora de diferentes cidades do mundo, se vê no seu maior desafio: ser mãe. A cada mês que a menstruação desce e que ela não tem sucesso nos tratamentos, por todas as vezes que achou que seria fácil realizar seu sonho, ela se sente triste mas não desiste. E aí iniciam várias pesquisas...primeiro se inscrevem para adoção, depois finalmente decidem o que é o nome do livro: ter suas duas meninas. 
A forma escolhida não aceita por todos até hoje - a história se passa em 2013- a barriga de aluguel. Sim, anos atrás uma novela com Claudia Abreu e Cássia Kiss trazia o tema, muitos discutiram afinal de quem era o direito de ter o bebê no ano de 1991, o final escolhido foi um pouco surreal : o pai interpretado por Victor Fasano sela a paz entre as duas mães - a que gerou e que aguardava o bebê, papel que seria de Teté- dando a entender que as 2 seriam mães dele. 
Decididos a pagarem a cara quantia para uma mãe indiana gerar o bebê deles, Teté e Sergio o fazem sem avisar a família. Achei muito interessante a entrega da jornalista em nos explicar tudo que sentiu e mostrar como a lei da Índia é diferente da nossa, a cultura a gente já sabia pelas novelas, filmes e estrangeiros que volta e meia nos visitam ou que vemos em viagens a Londres ou cidades americanas. 
Lá existe uma clínica especializada em barrigas de aluguel, as mães tem que ter entre 21 e 45 anos e serem casadas, já terem pelo menos um filho para poderem ser pagas para gerarem bebês de terceiras, é um negócio lucrativo. E com a pobreza habitual indiana muitas mulheres se inscrevem para terem como trabalho essa função. 
Teté nos faz mergulhar nas dúvidas das mães de primeira viagem, embarcamos nos medos e nas delícias de quando ela vê as filhas  Cecilia e Rita pela primeira vez. É muito mais do que apenas uma história com final feliz, é o amor de uma mulher por suas filhas, antes mesmo de conhecê-las. 
Adorei essa leitura, recomendo a todos.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Menina que via Filmes : O Caseiro [Crítica]

Título Original: O Caseiro
Data de lançamento 23 de junho de 2016
Direção: Julio Santi
Elenco: Bruno Garcia, Malu Rodrigues, Denise Weinberg mais
Gêneros Suspense, Terror

Nacionalidade Brasil
Ano: 2015










Ter assistido Isolados ( 2014) me deixou um pouco traumatizada com os filmes brasileiros ditos de terror/ suspense. Felizmente O Caseiro veio para provar que há como fazer bons filmes no nosso país usando elementos já vistos lá fora mas com uma história que mesmo sendo assustadora nos traga à nossa realidade. Passado em uma casa do interior, o filme nos mostra que nossos maiores fantasmas vivem por perto, e faz com que até mesmo o maior cético como o professor Davi ( Bruna Garcia) um especialista com livros publicado sobre o assunto se indague até onde o que acontece naquela casa é verdade. 
Uma moça ( Malu Rodrigues no papel de Renata) assiste à aula do professor e o procura no final para pedir ajuda, ela não é aluna dele, mas leu seu livro e diz que o que está acontecendo na casa de seu pai é bem parecido com a história dele. Davi vai se interessando e acaba aceitando conhecer mais a fundo uma história que ele já julga saber o final.  A filha mais nova Júlia ( Bianca Batista, dá um show essa menina...) anda aparecendo com hematomas e dizendo ver um caseiro que lhe entregou uma boneca velha. A irmã desesperada quer ajuda. O pai Rubens ( Leopoldo Pacheco) aceita que Davi se hospede em sua casa para espantar o que para ele é o fantasma de um ex empregado de seus pais que se matou naquela casa anos atrás, ou melhor que se matou na casa dele, há a casa da família e a do caseiro onde também moravam a esposa e a filha que também morreram. 
Aos poucos vamos levando sustos, mas não há nada que comprometa ou que nos faça rir de cenas mal feitas, pelo contrário, aqui as crianças são as mas assustadoras, Julia e sua irmã Lili são as únicas que enxergam o caseiro, as mais velhas não conseguem vê-lo. 













Davi pede para irmã mais velha se afastar enquanto faz as investigações, na verdade ele desconfia que o pai vem tomando a forma do caseiro e atacando as filhas. Além das 3 meninas citadas há Gabriela, que não consegue ver o fantasma mas que serve de escudo para as menores.
Enquanto isso nos assustamos com o padre que diz que também não acreditava até ver o que viu, com a história de que a mãe das meninas morreu depois que mexeram na casa, e com uma tia bem estranha ( Denise Weinberg)que começamos a desconfiar.
Todos parecem suspeitos e as crianças metem medo com suas caras de assombração no final do corredor.
O final inesperado e as atuações no tom certo fazem desse um excelente filme da nova safra nacional. Que mais filmes assim sejam feitos. 

domingo, 26 de junho de 2016

Menina que ia ao Teatro: Cinderella - O Musical [Crítica]






















Título : Cinderella - O Musical 
Teatro Bradesco ( Rio de Janeiro  - Shopping Village Mall) 
De sexta á domingo às 16 h e 21 h
Elenco:
Bianca Tadini (Cinderella)
Bruno Narchi (príncipe)
Totia Meireles(Madame, a Madrasta)
Ivanna Domenyco (Marie, a fada madrinha)
Bruno Sigrist (Jean-Michel)
Raquel Antunes (Charlotte)
Giulia Nadruz (Gabrielle)
Tiago Barbosa (Lorde Pinkleton)

Carlos Capeletti (Sebastian)















Da última vez que fui a São Paulo fiquei muito chateada por não ter visto essa peça, com o tempo reduzido, achei que não teria mais chance de vê-la. Mas...para minha alegria e de outros cariocas ela veio ao Rio de Janeiro, para uma temporada que começou no dia 24 de junho e vai até setembro.
Comprei praticamente no dia que começou a vender os ingressos e me preparei para o grande dia como uma criança. Amo a história da Cinderella e ver no teatro seria inédito. 
Mostrei muito do que vi no vídeo - calma, não filme a peça!!! Só a parte do beijo rs - e divido com vocês minha experiência nesse vídeo .



Única coisa chata é que como fui na sessão das 16 h o número de crianças era grande e eu sei que a peça é infantil mas a maioria delas falava MUITO, eu vou a muitos filmes infantis e as crianças ficam quietas, elas levantam ( ok!) , pedem pipoca ( ok, normal!) ....mas nunca vi tantas crianças falando ao mesmo tempo, nenhuma parecia estar prestando atenção. Por essa razão, recomendo que somente crianças acima de 6 anos assistam á peça. As menores pareciam cansadas, o roteiro me parece bem mais adulto do que dos filmes da Cinderella, a história que conhecemos é a da Disney e há muitas mudanças, nada que interfira na beleza do enredo, mas para a criançada a parte política dá sono...e os adultos pareciam se divertir muito mais.
Das 5 crianças sentadas atrás de mim, todas encheram o saco e pediram para ir lá fora, pediram para jogar no celular...nunca tinha visto algo do gênero.
Para os adultos tudo estava perfeito. a Cinderella de Bianca Tadini é na medida certa e a atriz está ótima no papel. O destaque vai para a irmã dela Gabrielle ( interpretada brilhantemente por Giulia Nadruz) e  a madrasta ( com a maravilhosa Totia Meireles) . Os diálogos trazidos para nossa época como gírias que falamos animam muito os pais e os sem filhos como eu. O cenário é a coisa mais linda e o figurino é deslumbrante.
Por favor, assistam enquanto está em cartaz, é uma graça essa peça e merece que muitos cariocas prestigiem.









[Resenha] Qualquer Outro Lugar @novo_conceito

Título Original: Ensnared
Título no Brasil: Qualquer outro lugar
Editora Novo Conceito
Autora: A.G Howard
Número de págs: 411










Foi bem difícil fazer a leitura desse livro, como recebi ele da editora sem ter lido os anteriores, fiz um exercício de ler resenhas dos livros anteriores para entendê-lo melhor. Na verdade vi que não teria tempo de ler os 3 livros, então vamos ao que entendi de uma das histórias que mais amo " da Disney", que é Alice no País das Maravilhas e essa série é baseada nele. 
A personagem Alyssa e seu pai Thomas estão desesperados para salvar a ma~e que ficou presa no país das Maravilhas, o nome do livro Qualquer OUtro lugar é um mundo de espeçlhos onde os expulsos de Wonderland ficam presos. Lá tudo é estranho e um tem medo do outro, sendo que diariamente tem que lutar para estarem vivos, são muitas ameçasas, acreditem. 
Alyssa tem que passar por esse lugar para chegar onde quer e salvar sua mãe, só que o que ela descobrirá é que quem se arrisca a entrar nesse local nunca mais será o mesmo, já que a cabeça sofre algumas mudanças e isso inclui esquecimento de muitas coisas.
Thomas acompanha a filha mas ele mesmo parece já ter sofrido com perda de memória em outros livros, ou seja, o lugar é um perigo para ambos, fiquei imaginando se eles iam esquecer o que foram fazer lá e a mãe nunca mais fosse salva...
Os dois encontram Morfeu e Jeb que demonstram não serem mais os mesmos, obviamente porque ali as pessoas de fato mudam o que são. A vilã da história se chama Vermelha ( vuilgo rainha de Copas...) o que ela descobre é que a única forma de fazer com essa mulher volte a si, já que parece ter o coração congelado de maldades é encontrar um cara que um dia ela amou para salvar tudo e todos inclusive sua mãe.

A históriaé bem envolvente, mas fiquei com vontade de ter tido de tempo de veredade de ter lido os livros anteriores e bem curiosa.

[Resenha] Wicked @EditoraLeya

Título Original: Wicked- The life and times of the wicked of the West
Título no Brasil: Wicked
Autor: Gregory Maguire
Editora Leya
Número de págs: 495








Vocês acompanharam quando eu fui assistir a peça Wicked em SP, e nada mais justo do que agora ler o livro na qual a peça foi baseada. Tudo começa quando o casal Melena e Frex esperam um bebê mas então ele nasce completamente verde. 
Claro que levam um susto, o pai não aceita ter uma filha tão estranha assim dos padrões e se pergunta que criatura é aquela que nem chorar, chora quando nasce? Batizam a como Elfaba mas não tem muito apreço pela filha que não mama, que já nasce com dentes e que parece mais um monstro com suas diferenças.
Tudo isso se passa antes de O Mágico de Oz, ou seja, da famosa história de Dorothy que conhecemos. Elfaba cresce e vai para faculdade, onde é hostilizada por todos, acaba conhecendo Glenda que é seu oposto. Linda, amanda por todos e também nem um pouco humilde, elas acabam tendo que dividirem um quarto onde nasce uma amizade duvidosa onde o que no futuro já sabemos que virá a se tornar a Bruxa Boa do Norte ( Glenda) e a Bruxa Má do Oeste ( Elfaba) .
Os desafios vencidos pelas duas em encarar a sociedade de todas as suas formas nos mostram que Elfaba apenas devolveu ao mundo tudo que recebeu desde que nasceu diferente de todos: maldade. Quando sentimos o preconceito na pele entendemos porque é fundamental ser aceito e não se destacar por ser algo que as pessoas não entendem e ainda debocham.
O fato da linda Glenda e da estranha Elfaba disputarem o mesmo rapaz só coloca ainda mais óbvio uma situação que é comum em qualquer local. Geralmente o bonitão da turma se afeiçoa com o que todos veem como uma " sorte grande" estar ao lado, é muito mais fácil do que encarar tudo e todos por um amor que é estranho aos olhos de todos. 
Em certa parte essa história se resume em uma única frase da página 286: " Havia ódio demais nesse mundo, e amor também"

Wicked é para ler e reler, é para guardar na estante como um dos grandes clássicos já lançados. 


sábado, 25 de junho de 2016

Menina que Via Filmes: Mais Forte Que O Mundo [Crítica]

Título Original: Mais Forte Que O Mundo
Data de lançamento 16 de junho de 2016 (1h 55min)
Direção: Afonso Poyart
Elenco: José Loreto, Cleo Pires, Jackson Antunes mais
Gêneros Esporte, Biografia, Drama

Nacionalidade Brasil
Ano: 2016







Não sou fã de UFC, na verdade quando meu marido assiste eu saio do lugar para fazer qualquer outra coisa que seja homens quase se matando. Sim, amo boxe, mas o UFC tem algo que não me agrada, por essa razão não foi minha escolha ir ao cinema ver esse filme,  mas sim do Gabriel. 
Agradeço a ele pois se não tivesse visto esse filme me arrependeria muito. Primeiro porque Mais Forte Que o Mundo é a história de um entre milhões de brasileiros que passam necessidade e tem uma vida sofrida mas a diferença é que José Aldo é uma história de sucesso, e fã do esporte que o consagrou ou não, seu valor tem que ser reconhecido. Se fosse filme gringo seria campeão de bilheteria fácil, não amamos ver o sofrido Rocky com uma música bacana ganhando de seus adversários? Mas José é Brasil, nascido no Amazona, de pais muito humildes, ele conheceu desde cedo o que era ter problemas em casa. Seu pai ( o ótimo Jackson Antunes) bebia mais do que devia e sua mãe ( Claudia Ohana, em uma atuação maravilhosa) apanhava dele frequentemente. Filho mais velho de 3 irmãos, José não trabalhava, passava os dias com 2 amigos que não tinham muito futuro mas amava treinar jiu jitsu. 
Depois que sua mãe larga seu pai ele decide vir pro Rio atrás do sonho de se tornar um lutador de verdade, procurando seu amigo Marcos Loro ( Rafinha Bastos, o único fora da linha, a atuação é boa mas o sotaque carregado de paulista estraga tudo, como um personagem que veio do Amazonas morar no Rio fala assim?) em uma academia, onde faz limpeza com ele e divide um quarto muito pequeno com mais um auxiliar de limpeza. A parte dramática de sua terra Natal fica para trás, no Rio há mais alegria e os diálogos são recheados de humor. 
Na tal academia ele se encanta com Vivi ( Cleo Pires, deusa real!) que luta e não é uma princesinha, pelo contrário, o enfrenta o tempo todo e não engole sapos.

CLEO PIRES E JOSE LORETO NO FILME COMO VIVIANNE E JOSE ALDO
Destaque para o Marcius Melhem como treinador Dedé, adoro esse ator e mais uma vez ele tem o tom certo que o personagem pede.
Da pobreza e traumas que deixou para trás até ganhar o cinturão do UFC o filme passa por todo os períodos da vida do lutador. É a prova de que o Brasil faz filmes excelentes quando o roteiro e os atores ajudam. Estou cansada de só ver comédias nos cinemas quando falamos de cinema nacional. Palmas para Loreto, parece ter encarnado o lutador e sua entrega é visível na tela.
O CASAL NA VIDA REAL :) 
 
É filme para emocionar, para se identificar e para aplaudir. Perfeito. 

[Resenha] Todo Seu @EditoraParalela

Título Original:One With You 
Título no Brasil: Todo Seu
Autora: Sylvia Day
Editora Paralela
Número de Págs: 318
5º Volume da Série Crossfire
Tradução: Juliana Romeiro e Alexandre Boide





Sylvia Day é minha autora de livros eróticos favorita, e isso se deve principalmente à dua história mais famosa do ricaço Gideon Cross com Eva Trammel. Comparado com Cinquenta Tons de Cinza posso lhes garantir que Day escreve infinitamente melhor do que  El James e isso faz com que cada livro dela seja prazeroso de ser lido!
Depois de tantos traumas, muito sexo e amor incondicional de ambos os lados, o que o último livro da série poderia nos presentear? Bom, com uma história que mesmo com o sexo dessa vez demorando para acontecer - e isso eu não vou contar para vocês o motivo, porque quem está acompanhando a série sabe do que estou falando - o amor dos dois sempre fala mais alto
Temos nesse final, a mãe de Eva em destaque contando um segredo que nunca imaginei e que coloca o mundo de Eva de pernas para baixo, mas que faz super sentido se lembrarmos de todo o histórico do tratamento da mãe com Eva. Lembrando que agora a mãe tem um caso com o pai de Eva mas continua com o padastro. Safadinha. não? Contando pontos a mais pro inferno com louvor.
Para colocar água no chopp do casal temos Corine, a mulher que promete lançar um livro devastador sobre o famoso e desejado Gideon Cross, ou seja, mais uma no hall das mulheres mal amadas que não aceitam que perderam para outra. Cresça, mulher!
Ao mesmo tempo Eva está às voltas com a confusão na vida de seu melhor amigo que será pai e de seu casamento, agora com convidados, e tendo que aturar fotógrafos para onde quer que vá com seu marido.
O que amei é que Day não perde a mão nesse final e nos prende, quando os dois finalmente se entregam é um revival de todas as cenas de amor maravilhosamente narradas por Day e isso ela faz com perfeição.
Gideon é  o homem que todas querem, ele não tem contratos loucos, ele a defende, não a bate, e a ama muito, só não curti muito quando ela para de trabalhar, mas enfim, cada um sabe como será feliz. 
Vou sentir muita falta dos diálogos com " Meu anjo", " Garotão"...como amo essa série. Claro que faz sucesso, a escrita é boa, a vida de luxos é uma delícia - não tem momento Eva lavando cueca do marido...já basta a nossa vida real!- e o amor vence. Leiam essa série. Parabéns para Sylvia, diva da escrita sempre. 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Menina que via Filmes: A Maldição de Chucky [Crítica]

Título Original: Curse Of Chucky
Título no Brasil: A Maldição de Chucky
Direção: Don Mancini
Elenco: Jennifer Tilly, Danielle Bisutti, Fiona Dourif mais
Gênero Terror

Nacionalidade EUA
Ano : 2013





Os filmes de Chucky fazem parte da minha vida. Como boa fã de terror, sempre gostei muito do Brinquedo Assassino, por mais que boa parte das pessoas torça o nariz para a história de um boneco horrendo que mata as pessoas. Para mim Chucky é muito mais do que isso, é um clássico dos filmes do gênero e abriu espaço para Anabelles da vida. 
Em seu 6º longa - tivemos O brinquedo assassino 1,2 e3 + A Noiva do Chucky + O Filho do Chucky- a história se passa antes dele ter sua noiva , ou seja, funciona como um prequel o que talvez tenha decepcionado alguns fãs que esperavam uma continuação da última história.
Nina ( Fiona Dourif) é uma moça que não pode andar, presa em uma cadeira de rodas morando em uma imensa casa com uma mãe meio depressiva. Até que um dia recebem uma encomenda que não pediram, quando abrem a imensa caixa é Chucky, o que você faria?
1- Jogaria o boneco longe;
2- Se assustaria e ia nos Correios informar que aquele monstrengo não é seu?
Pois a mãe até joga fora, claro que o boneco volta, mas a filha acha fofo e quer dar para sobrinha!! Oi?
Bom, o boneco do mal mata a mãe - isso não é spoiler, estava na cara! - e aí com isso a filha recebe a visita da irmã com uma babá S.O.S Malibu , acompanhada da sobrinha e do cunhado bobão.
Chucky mostra suas garrinhas e não é pego por ninguém, mas não sei porque por pior que possa parecer eu dizer que esperava mais de um boneco de jardineira que mata as pessoas eu gostaria que entendessem que não podem pegar o Chucky e enfiar ele em qualquer furada. O filme é muito fraco. 

Sim, comprei em dvd porque coleciono, mas para mim foi o mais fraco da série. Há uma participação de Jennifer Tilly - nossa eterna noiva do boneco - e talvez se ela tivesse aparecido mais o filme seria bem melhor.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Lançamentos @UnicaEditora e @EditoraGente

Como falei hoje pela fanpage renovamos a parceria com a Editora Única e Editora Gente, então agora vamos falar dos livros que eles lançaram para o mês de junho!





















MOTIVOS PARA SORRIR - Tudo e mais um pouco sobre a família mais divertida do YouTube
Autora: Manoela Antelo e Luan Novitt
Editora: Única
Páginas: 128


Sinopse: Se você já é fã do canal Manoela Antelo ou do Luan Novitt este livro é para você. Mas se você ainda não conhece os dois, acredite: este livro também é para você. Acostumados a dividir a vida com seus seguidores, Manu e Biri (como os dois se chamam) sabem o poder de um sorriso: conquistaram o Brasil fazendo milhares de pessoas sorrirem todos os dias com vídeos leves, engraçados e sinceros. Muito mais que tio e sobrinha, os dois são melhores amigos e parceiros para qualquer aventura. Este livro é para todos aqueles que acreditam na força da amizade, na união, no sentimento único de ter alguém com quem contar em todos os momentos. Encontre aqui as melhores histórias de Manu e Biri e se surpreenda, pois assim como eles, você também vai ter muitos motivos para sorrir ao fechar este livro. Aqui você vai encontrar:Manu por Luan e Luan por Manu Segredos que ninguém sabe sobre eles Textos sobre a vida entre família e amigos. Páginas interativas para os leitores de todas as idades. Venha descobrir que a vida é cheia de motivos para sorrir <3



GUERREIROS NÃO NASCEM PRONTOS
Autor: José Luiz Tejon
Editora: Gente
Páginas: 192


Sinopse: Este livro fala de lutas. Lutas que nos servem de exemplo, que nos ensinam estratégias. Lutas que mostram que não é fácil correr atrás daquilo que queremos. Mas nunca devemos nos ajoelhar perante o destino porque essa é, nas palavras de José Luiz Tejon, “a essência da alma forjada na têmpera forte dos grandes guerreiros”. Em Guerreiros não nascem prontos, Tejon leva ao leitor palavras inspiradoras, mostrando que o caminho para a realização não chega sem obstáculos. Tejon despertará o guerreiro em você, ajudando-o a fazer escolhas inteligentes, alinhadas com os valores da sua vida. Entre outros pontos da ética do guerreiro, aprenda aqui: Construa sua identidade / Saiba o que você representa / Não deixe que os outros o definam / Aceite seus próprios desafios / Não tenha medo de ser o primeiro. O livro vai que vai revolucionar sua carreira e sua vida.


Eu gostei muito do segundo, qual vocês leriam?

quarta-feira, 22 de junho de 2016

[Resenha] Minha luta - por Adolf Hitler

Título Original: Mein Kampf
Autor : Adolf Hitler
Formato lido: E-book
Aparelho : Kindle
Número de págs: 638













Me perguntei muitas vezes se deveria resenhar esse livro. Se o resenhasse encontraria quem entendesse minhas palavras, caso contrário me sentiria covarde por ter medo dos que não entendessem ou concordassem com minhas impressões. Resenhando estou de peito aberto aguardando que as críticas venham, mas ao postar a foto do meu Kindle com o livro vi muita gente pedindo pelo que faço agora.
Sempre me interessei pela Segunda Guerra, uma simples busca em meu blog mostra que assisti muitos filmes com o tema e li diversos livros com o mesmo assunto. Faz parte de mim, porque afinal minha família veio da Itália depois desse momento. Por não ser de família judia, nunca me senti no direito de dizer que sofri os males do período. Mas claro que a vinda de familiares que foram mal recebidos por meu país porque o governo italiano era aliado de Hitler, nunca me saiu da cabeça.
Então depois de tanto ler sobre o assunto, tive enfim, a minha hora de ler a Bíblia nazista : Minha Luta, escrita por ninguém menos do que um dos nomes mais famosos do mundo, Adolf Hitler.
Para entender melhor, no início ele nos conta que está preso e que escreveu o livro nesse tempo. Que tal entendermos um pouco melhor essa HIstória? Depois da 1ª Guerra Mundial, a Alemanha sofreu bastante, sua população dimuída, uma crise sem prescendentes com índices altos de desemprego, pessoas morrendo de fome e parte do território sendo perdido. Natural que mordidos com essa situação, os alemães nunca mais fossem os mesmos.
Hitler, de origem austríaca, sempre se sentiu mais alemão do que austríaco, ele próprio diz que não se identificava com o país dele e sua monarquia, desde cedo ele tinha verdadeira paixão pela Alemanha e seu povo, e se sentia parte dele. Filho de um funcionário público e de uma dona de casa, ele sempre quis ser pintor, mas seu pai nunca o apoiou, mesmo depois da morte de ambos, Hitler não teve muita sorte com sua paixão, não sendo aceito por 2 vezes na Escola de Belas Artes. O sonho de Hitler era a Alemanha, e ele aproveitou para partir para Munique onde foi se envolvendo cada vez mais com política , lembra da 1ª guerra citada acima? Hitler foi um soldado e cabo do exército, já que se alistou e quando voltou dela estava mais do que certo de que deveria levar sua mensagem para os demais alemães, fundando assim em 1923 o Partido Nazista ( que tinha o nome de Partido Socialista dos Trabalhadores Alemães). Foi exatamente porque Hitler e seus companheiros resolveram fazer uma revolução armada que foram presos,e foi nesse período de cadeia que ele aproveitou para escrever Minha Luta.
Após sua biografia escrita por ele próprio, o livro passa para uma segunda parte onde ele nos apresenta seus ideais. E quando eu lembro de tudo que ainda lutamos hoje, parece bem surreal que tantas pessoas tenham apoiado as ideias retrógradas e preconceituosas desse senhor.
Primeiro ele começa a falar do como tem horror dos males - de acordo com ele!- do marxismo e do judaísmo, cita até que quando jovem não se atentava muito para tudo de ruim que ambos traziam, como todos sabemos a cisma de Hitler com os judeus era doentia. Culpava eles de tudo de ruim que podia inventar, para eles eram uma raça impura, nada comparados à raça ariana. Chega a afirmar que eles não tomam banho, que são imigrantes dentro da Alemanha que tem se espalhado causando doenças durante todo o tempo. Claro que para qualquer um isso é tão absurdo, como mesmo ele podia garantir o que era raça pura? Ele mesmo não era um austríaco - falso alemão de carteirinha - de olhos e cabelos escuros? E quantos judeus não tem a pele, olhos e cabelos claros? Então o que de fato os diferencia? 
Hitler criou um inimigo, e conseguiu com todo seus poder de persuasão transformado em progagandas políticas com técnicas que funcionaram muito bem, colocar todos contra quem ele julgava ser o inimigo, os culpados por toda a pobreza do povo alemão. É como se culpássemos os negros pela crise econômica do Brasil...parece rídiculo? Sim. E o é. Mas ele conseguiu contaminar tanta gente com suas ideias absurdas que a única habilidade que consigo encontrar nesse senhor era o poder do convencimento. 
Se  a ideia em ler o livro é entender as razões de Hitler, continuarão sem entender, nada do que ele fala faz muito sentido, é um discurso de ódio e de falta de humanidade para todos os lados. Ataque gratuito a tudo que ele não concordava. 
Tinha um ódio gratuito pela França que mais parecia chilique de criança, porque o país era mais conhecido por sua cultura do que sua terra natal. Isso explique porque ele quis tanto demolir tantos lugares históricos do país. 
Sou totalmente contra o livro ser proibido, ou a pessoas que manifestam que ele não seja mais publicado. Entendo que temos e devemos conhecer a História para nunca mais repetirmos os mesmos erros. E claro que me coloco no lugar das pessoas que acreditam que com ele o ódio será incitado e em mãos erradas novamente pode gerar mais falta de humanidade do que o mundo já tem. Mas para mim, não podemos deixar de passar filmes violentos porque algum louco de um lugar onde o porte de armas é liberado vai imitar as cenas. Temos que nos colocar no lugar das pessoas que tem dúvidas se aconteceu de verdade. fazê-las ver o como realmente tudo aquilo existiu e da onda saíram ideias tão surreais.
Alguém que se achava tão superior que pensou ter direito de matar tanta gente inocente. Mas que não teve coragem de se deixar ser pego e pagar pelo que fez, se matando no bunker.
O nacionalismo não deve ser usado para o mal, não deve ser tão rígido que faça com que o indivíduo pense que somente seus compatriotas são dignos de respeito. Impressiona e choca, e é fácil perceber o como um homem tinha tanto poder com as palavras, mas as usou da pior forma possível.

Por favor, leiam. 

domingo, 19 de junho de 2016

Menina que via Filmes: As Tartarugas Ninja - Fora das Sombras [Crítica]

Título Original: Teenage Mutant Ninja Turtle -Out Of The Shadows
Título no Brasil: As Tartarugas Ninja - Fora das Sombras
Data de lançamento 16 de junho de 2016 (1h 52min)
Direção: Dave Green
Elenco: Megan Fox, Stephen Amell, Noel Fisher mais
Gêneros Aventura, Ação

Nacionalidade EUA
ANO : 2016








Como achei o 1º filme da franquia bem chato, não fui nada animada para ver esse. E nem lembro se vi o segundo no cinema.  Então o resultado nem foi dos piores. Foi bem melhor do que esperava.
Dessa vez Raphael, Donatelo, Michelangelo e Leonardo vão enfrentar o clã do Pé que quer libertar O Destruidor, enquanto ele está sendo transferido da prisão. Aí entra mais uma vez na história a insossa Megan Fox como April O´Neal. Ela descobre e acaba contando para as tartarugas que o vilão está sendo libertado, aí entra em cena um novo vilão que parece um chiclete mastigado chamado Krang. 
As tartarugas ganham um aliado gatíssimo chamado Casey Jones ( Stephen Amell) que além de preencher  a cota de galã está ali para fazer o par com April. Ainda não descobri porque todo filme com Megan Fox acho que ela está péssima e fazendo sempre o mesmo personagem, deve ser porque ela é ruim mesmo. O que tem de bonita tem de atriz fraca, cheia de caras e bocas. 
O filme cumpre ao que veio, a criançada da sala vibra com as lutas e com as piadas sobre viverem no esgoto e os vilões trapalhões.
Talvez isso tenham me animado e o tempo do longa passou super rápido. Engraçado é que amava o desenho deles mas na telona não consegue ser tão bom.

No 3º filme da série, quem tem a faixa de 30 anos vai gostar de ouvir Ice Ice Baby do sumido Vanila Ice e encontrar várias coisas que era da época que as tartarugas estouravam em jogos, e outros objetos para os pequenos. Hoje, parecem coadjuvantes de seu próprio filme, e a mocinha deixa muito a desejar. 
Vocês devem estar se perguntando: afinal, vale a pena? Sim, mas é filme para divertir uma vez só, não consigo aceitar esse visual pesado, eles parecem estranhos demais no cinema, tenho vontade de sair correndo e ver os desenhos deles. 

sábado, 18 de junho de 2016

Menina que via Filmes: Como Eu Era Antes de Você [Crítica]

Título Original: Me Befores You
Título no Brasil: Como eu Era Antes de Você
Data de lançamento 16 de junho de 2016 (1h 50min)
Direção: Thea Sharrock
Elenco: Emilia Clarke, Sam Claflin, Janet McTeer mais
Gêneros Drama, Romance

Nacionalidade Reino Unido
Ano:2016
Baseado na obra de JOJO MOYES




A maioria já leu o livro, muitos amam, outros odeiam por causa do final, mas a verdade é que se você nunca nem ouviu falar de Jojo Moyes é porque não acompanha a blogosfera mundial. 
Queridinho de muitos e inclusive um dos livros que mais amei ler nos últimos tempos, Como eu era antes de você finalmente chega à sua versão na telona, depois de uma espera de 4 anos do lançamento oficial. Confesso que tinha medo de que o filme estragasse a linda história de amor entre uma moça um pouco estabanada e única na forma de se vestir e um rapaz que era um galã da vida até sofrer um acidente e ficar tetraplégico. Se você nunca leu o livro e nem quer porque acha que é mimimi demais, repense. Eu vejo essa história com outros olhos. E foi uma surpresa muito agradável ver que os atores estão literalmente vestindo a pele dos personagens e não deixam a desejar em nenhum momento.
Lou Clark é vivida pela britânica Emilia Clarke, conhecida por seu papel em Game Of thrones e Will Traynor o rapaz que tinha tudo mas perdeu seus movimentos do pescoço para baixo é vivido pelo lindo ator de Jogos Vorazes, Sam Clafin, há química, há lágrimas e há o mais importante : um roteiro que sustenta e que pode ser que os críticos torçam o nariz, mas entendam que o segredo do sucesso de Jojo foi unir uma moça humilde com um rapaz milionário mas sem os fetiches de livros hot que rondam nossas livrarias, ali não pode haver sexo, ali eles são estranhos no início mas apaixonados no decorrer de uma deliciosa história onde a mocinha não irrita, onde ela é gente como a gente que tem que pensar duas vezes em suas atitudes pois ajuda os pais no sustento da casa, onde pensa menos nela  e mais na irmã...e onde parece não se importar com o fato de estar cada dia mais envolvida com alguém que não poderá lhe oferecer muitas das coisas comuns nos relacionamentos, mas ela mesma anda bem decepcionada com um namorado atleta que é um mala sem alça...os dois encaixam no momento certo, mas Will não acha justo que ela fique com ele.

Ah não...não posso soltar spoilers, posso sim garantir que se você ama o livro como eu não vai se decepcionar, é tudo perfeito, os atores, o roteiro, a trilha sonora...e é como a vida. Sim, não somos todos ricos, não somos lindas e muito menos todas as vezes temos finais felizes. Jojo teve a sensibilidade de nos tocar de uma forma linda que na telona só me restou levar muitos Kleenex e enxugar as lágrimas que deixei cair. 

É amor...e pode ser clichê, mas sim, há sempre alguém que amamos e que nos marca de tal forma que nos lembraremos para sempre, que nos faz mudar para melhor...e que somos eternamente agradecidos. 
É lindo sim, é para ser visto mais de uma vez sim. 

quarta-feira, 15 de junho de 2016

[Resenha] Psi-Q @sextante

Título Original: Psy-Q
Título no Brasil: Psi-Q
Autor: Ben Ambridge
Editora Sextante
Tradução: Ivo Korytowski
Número de págs: 286











Eu trabalho com diversos psicólogos, na verdade metade do pessoal que trabalho é formado na área. Quando caí de para-quedas em Recursos Humanos sabia que muitos eram psicólogos e tantos outros eram administradores. Mas jornalista, só eu. Até hoje não conheci ninguém que tenha feito Comunicação Social e Marketing e trabalhe com o que trabalho. No meio de pareceres, de análises comportamentais, de testes psicológicos...vivo eu, e sempre que posso leio tudo na área. Não, não aplico testes diretamente, mas posso dizer que aprendi a identificar muitos perfis por modos de agir nas inúmeras entrevistas e dinâmicas para vagas de trabalho que estava - e estou- lá analisando. 
Por essa razão ler Psi-Q foi uma delícia, e talvez eu não consiga descrever nessa resenha tudo que senti lendo essa obra, aplicando testes em mim mesma e me reconhecendo nas respostas deles.
Muitos testes podem ser aplicados para descobrirmos o perfil comportamental de uma pessoa, no livro aprendemos a utilizar vários deles. Mesclando com piadas e jogos o autor nos leva ao mundo do auto conhecimento, terreno que achamos ter domínio mas nos espantamos com os resultados de quem entende como nos reconhecer em cada perfil. 
Como agimos diante de determinadas situações? Como lidamos com o inesperado? Cada qual trabalha de uma forma mas o comportamento nem sempre é igual, e nem pode ser, somos diferentes por mais que sejamos irmãos, cada um age de uma forma distinta.
Então como não se deliciar com um livro que tem teste para avaliar nossa própria felicidade? E o formato com que vemos borrões e o que identificamos neles quer dizer muito de nós.


Amei tanto esse livro que após feitos os testes levei pro trabalho e fez muito sucesso por lá :) 







Menina que via Filmes: Truque de Mestre : 2 º Ato [Crítica]

Título Original: Now You See Me 2
Título no Brasil: Truque de Mestre - 2º Ato
ata de lançamento 9 de junho de 2016 (1h 55min)
Direção: Jon M. Chu
Elenco: Mark Ruffalo, Jesse Eisenberg, Woody Harrelson mais
Gêneros Suspense, Ação, Comédia

Nacionalidade EUA
Ano: 2016









Tido como um dos filmes mais animadores de 2013, Truque de Mestre trouxe uma proposta bacanérrima, onde especialistas em ilusão, ou o que chamamos de mágicos, conseguiam invadir um banco e rouba-lo. O final surpreendente e o time de atores maravilhoso fez com que esse filme fosse um sucesso de bilheteria. Agora, 3 anos depois, sem Isla Fisher no papel de mocinha  - ou seroa vilã? - do filme, os cavaleiros como são chamados voltam Daniel ( Jesse Eisenberg) , Merritt ( Harrelson) e Jack ( Dave Franco) estão sumidos, enquanto isso Dylan ( Ruffalo) tenta encontrar uma forma de impedir o FBI de acha-los.
Com o apoio do público que os ama, afinal eles jogam dinheiro roubado para eles, um inimigo aparece com o intuito de desmascara-los para as autoridades que não veem a hora de prende-los. E claro que quando o personagem de Daniel Radcliffe entra em cena ouvimos gritinhos na plateia, efeito Harry Potter, claro.
A nova mulher do grupo não tem o carisma de Isla, mas Lizzy Kaplan não compromete o filme. Destaque para Woody Harrelson sempre perfeito interpretando um irmão gêmeo de Merritt.

Morgan Freeman aparece para encantar ainda mais as cenas misteriosas, como Taddheus ele faz toda a diferença no longa.
Elenco de primeira, roteiro que seguram a curiosidade do espectador e um final não tão especial quanto o primeiro mas aidna assim muito bom. Se falar mais estrago. Confiram nos cinemas.

terça-feira, 14 de junho de 2016

[Resenha] A Fera em Mim @univdoslivros

Título Original: The Beast Within
Título no Brasil: A Fera em Mim
Autora: Serena Valentino
Editora Universo dos Livros
Tradução: Alline Salles
Número de págs: 190







Apaixonada pela história de A Bela e a Fera quis ler o livro A Fera em Mim assim que começaram a brotar na minha timeline fotos deles compartilhadas do Facebook da editora. Comprei no sábado e um dia depois já tinha terminado o livro que me encantou ainda mais só completando o que já sentia pela história da moça que amava ler e do príncipe que só tinha amor por ele mesmo até ser transformado em um monstro e aprender a ver a beleza interior das pessoas.
Ah sim, aqui não há spoilers,afinal tudo já se sabe da história, mas o que poderia ser novidade? Bem, coisas que não lembrava ou que a autora deu sua versão, como por exemplo a amizade de Gastão com a Fera. Ou que Cerce era sua noiva e que estavam prestes a se casar, mas ele super preocupado só com a beleza da moça e com seu status de príncipe rico não gostou de saber que ela cuidava de porcos assim como seus pais,  e acabou terminando tudo com ela, provando que não a amava tanto assim.
Mas quem diria que ela teria irmãs poderosas?
Não cabe a mim contar as surpresas do texto mas é delicioso saber como termina mas se surpreender no como começou tudo, algo que não foi contado com tantos detalhes abrindo a chance de fãs como a autora certamente imaginarem como mesmo Fera virou Fera? Como era a vida do príncipe antes? Quantas namoradas teve?
Mergulhados no mundo do casal improvável mas que os contos de fada uniram e marcaram gerações, A Bela e Fera é junto com A Pequena Sereia meus 2 filmes/ livros favoritos do gênero.
Se ficaram perguntas, algumas são caladas com o livro de Serena Valentino, uma leitura rápida e agradável. Recomendo a todos. 

segunda-feira, 13 de junho de 2016

[Resenha] A Garota do Calendário - Janeiro @verus_editora

Título Original: Calendar Girl - January
Título no Brasil: A Garota do Calendário - janeiro
Autora : Audrey Carlan
Editora Verus











Há muito tempo atrás um filme discutiu até onde valeria uma noite de sexo por muito dinheiro, e tudo claro para salvar algo valioso como no caso de Proposta Indecente de 1993 que trazia Demi Moore no auge da beleza no papel da mocinha casada que se vê no dilema de passar uma noite com o milionário interpretado por Robert Redford em troca de um milhão de dólares e com isso ela salvaria a hipoteca da casa em que morava com o marido Woody Harrelson. Até onde você iria por grana? Anos mais tarde a história já não choca mais, os valores são outros ou melhor os valores variam de um para outro indivíduo o que faz com que A garota do Calendário não seja difícil de ser digerido, porque afinal de contas que filha deixaria que seu pai morresse se ele deve essa mesma quantia a um agiota que é seu ex namorado e deixou claro que seu pai não viverá muito tempo se a dívida não for paga?
Mia Saunders nunca teve sorte no amor, perdeu a virgindade com um babaca de partes baixas microscópicas e para completar seu último namorado é o tal agiota do pai. Quando uma amiga diz que a melhor forma de pagar a dívida do pai é sendo acompanhante de luxo em uma empresa da Sra. Milan! Sim, exato... ela topa acompanhar caras milionários mas não está incluído sexo, na verdade a agência tem regras rígidas - uma delas é a de que suas meninas não podem se deixarem ver sem estarem maquiadas - e se a moça quiser dormir com o cara ele pagará um adicional de 20 por cento que será somente dela. Parece estranho...e é. Quem não gostaria de ter essa grana fácil - caso estivesse solteira - para fingir ser a namorada de um cara que sabe se lá porque não tem uma namorada de verdade. O cara que ela vai acompanhar é um roteirista chamado Wes, o problema é que ela disse que não se envolveria mas o cara é lindo demais...como resistir? Não é um livro super hot, é mais puxado para o romance e a autora consegue nos prender porque obviamente a gente quer muito saber que final terá a história dos dois né...e se a garota á do calendário é porque ela vai ter mais carinhas para acompanhar...mês a mês...e estamos somente em janeiro. 
Antes que pensem " ah que safadinha!" , bom a moça leva o pai nas costas  e a irmã que ela quer pagar a faculdade, gostei bastante da protagonista porque a achei sincera, não ficou se fazendo de sofredora, acho que conhecer um bando de idiotas a ajudou a não sofrer tanto com a nova vida...
Bom, eu fiquei bem interessada em saber sobre a continuação dessa história e adorei ter recebido a prova da Verus Editora. Obrigada, que essa garota continue interessante nos próximos. 

Menina que via Filmes : Invocação do Mal 2 [Crítica]

Título Original : The Conjuring 2
The Enfiled Poltergheist
Título no Brasil: Invocação do Mal 2 
Data de lançamento 9 de junho de 2016 (2h 14min)
Direção: James Wan
Elenco: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Frances O'Connor mais
Gênero Terror

Nacionalidade EUA
Ano : 2016







Quando disserem que não se fazem mais bons filmes de terror como antigamente, lhes apresente esse. Dessa vez o casal do primeiro filme Lorraine ( Vera Farmiga) e Ed ( Patrick Wilson) estão se aposentando do mercado após o último caso. Mas convocados pela igreja católica acabam aceitando sair dos EUA e irem à Londres onde um casa com uma mãe e 4 filhos está sendo atormentada. 
Desde o início os sustos são garantidos, na tal casa as 4 crianças merecem o Oscar do terror, quando uma delas, Janet, é possuída por um fantasma chamado Billy a família resolve se mudar para casa dos vizinhos, mas como tudo que envolve terror é sempre difícil as pessoas acreditarem que há o capiroto na menina até mesmo o casal de especialistas é enganado pelo coisa ruim e acreditam que a garota está fingindo. Mesmo que as coisas levitem, mesmo que tudo leve a crer que de fato a menina que aparenta ter uns 11 anos esteja possuída. São camas levitando, mulheres aparecendo no corredor, objetos voando e a menina com a cara demoníaca sobrevoando os móveis. 
O que impressiona no roteiro são os sustos bem amarrados e plausíveis, não há tempo para risos, não é o terror mal feito que se pergunta " que tipo de pessoa compraria uma boneca horrenda para seus filhos?", por mais que Anabelle venha do primeiro filme, nesse o capiroto vem de todas as formas, e da mais temida: entrando no corpo de uma criança indefesa e sua família aparentemente normal sendo assustada com as consequências.
Não sei o que assusta mais, se a garota trabalhada no capeta ou uma freira from hell que aparece volta e meia para Lorraine e nos conhos de Ed, que tem a brilhante ideia de pintar em um quadro essa mulher monstruosa, mas que rende bons sustos à plateia. 
Vale pelos sustos e pela história, não é filme de terror ruim, é um dos melhores já filmados, o cinema bateu palmas no final e merecidamente.

Misturar meninas indefesas com o coisa ruim sempre deu certo, desde o Exorcista, nesse segundo volume da franquia o resultado é maravilhoso, é terror de verdade, aquele para dormir com a luz acesa quando chegar do cinema. Assistam. 

domingo, 12 de junho de 2016

[Resenha] Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca Foi @edvalentina

Título Original: Wann wird es endlich wieder so, wie es nie war
Título no Brasil: Quando Finalmente Voltará a Ser como Nunca Foi- A Loucura está do Lado de Dentro ou de Fora? 
Autor: Joachim Meyerhoff
Editora Valentina
Número de págs: 348
Tradução: Karina Jannini


Recentemente ouvi em uma entrevista com um diretor que tinha feito um filme sobre um hospício que a sociedade não aceita os loucos porque eles não produzem. Parei muito para pensar e é verdade, fugimos deles, nos encondemos quando temos alguém da família desse jeito e sentimos vergonha se a loucura está em nós mesmos, é difícil para o ser humano aceitar e reconhecer que a loucura pode fazer parte de nós mas que existem limites em que podemos conviver com ela e quando eles passam do aceitável precisam e devem ser tratados.
Em Quando Finalmente Voltará a Ser Como Nunca foi - A Loucura está do lado de dentro ou de fora? o autor alemão Joachim Meyerhoff mergulha no ambiente de uma família nada comum. A capa do livro lembra de outro sensacional Precisamos Falar Sobre Kevin mas aqui o vilão não é o protagonista. A loucura em outra medida e tratada e aceita por uma família que aprendeu a conviver com ela.
O pai de Joachim ( o autor empresta seu nome ao personagem) é diretor do hospital psquiátrico com mais de 1200 pacientes com deficiências mentais e físicas, acostumado a conviver com esses pacientes o menino tem dificuldade para saber o que é normal e o que não é, já que volta e meia almoça com os doentes mentais e passa as tardes com eles inclusive se acostumando a dormir com os gritos destes.
O livro começa com o protagonista aos 7 anos indo para escola pela primeira vez sozinho e se deparando com um homem morto, o que poderia causar um trauma em muitas crianças para ele acabou virando lugar comum, afinal nada na sua vida era como na casa das outras crianças. Sempre acompanhado de seus outros 2 irmãos, a família convivia entre o surreal e o normal, deixando com que a atenção que o pai deveria dispensar em casa fosse recompensada com horas de terapias eternas mais tarde. Sem perceber o como era ausente para seus filhos e excelente para seus pacientes, o pai vai levando a vida enquanto a mãe é cúmplice e aceita que a casa seja apenas um anexo do trabalho dele. A impressão que temos é que o hospital está sempre em primeiro lugar e os filhos em segundo, Joachim passa sua vida e vai crescendo com personagens que não acrescentam ensinamentos mas sim o perturbam sem que haja uma explicação e uma atenção maior da onde é comum d forma que agem e da onde estão passando dos limites.
Exemplo disso é quando seus pais aceitam hospedar em sua casa uma menina que tentou se matar, a garota em nada ajuda os, pelo contrário, ela os contagia com sua baixa energia e sua vontade de dizer adeus ao mundo. Parece e o é incrível que um pai tão por dentro da mente humana esqueça de aplicar o que aprendeu em sua própria casa. 
Ao vermos a família crescendo e o tempo passando o leitor tem certeza que os fantasmas da loucura vão fazendo vítimas a como - por exemplo- cada vez que Joachim tem ataques de cólera sem motivo. Ou teriam motivos sim, guardados a sete chaves mas que precisam ser tratados e o pai não dá a menor atenção aos sintomas.
O filho mais velho é um belo exemplo de que as coisas não andam bem na casa, já é repetente 3 vezes e aos 20 anos ainda está na escola, mas não parece haver cobranças nesse quesito. Soa bizarro e é.

O autor nos leva ao mundo da família onde como espectadores temo certeza de que faltou não somente atenção mas também amor às filhos que tentam se adaptar à realidade que os colocaram. Com o passar do tempo o perfeccionismo da relação do pai com a mãe cai por água abaixo e o que resta é que se separarem, cada um vai para  o seu lado e os filhos já grandes saem de casa.
Quando Joachim vai para os EUA e recebe uma ligação sobre a morte de alguém da família faz com que ele retorne urgente tentando reatar laços que nunca foram bem construídos.
De todas as formas o livro mexeu comigo, a loucura é algo escondido e não revelado e quando temos alguém próximo que a tem a escondemos de todos, de certa forma temos vergonha e culpa quando isso acontece e só quem passa por isso consegue entender o como sofremos calados antes de procurarmos ajuda especializada.


Terminei a leitura impressionada no como o autor mergulha no mundo diferente da loucura e nos coloca em uma situação de repensar no como temos lidado com isso. Tão delicado quanto forte, tão insano quanto real esse livro merece ser lido, não é romance com final feliz, é realidade e como sabemos fora da ficção nem tudo são flores, sensacional esse livro.