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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

[Resenha] O Jogo do Anjo + O Labirinto dos Espíritos @Suma_BR

Sou muito fã de Zafón, e havia um tempinho que não lia nada dele. Procurei aqui no blog as resenhas e somente encontrei de 3: O Palácio da Meia-Noite, Marina e As luzes de setembro. Já tinha lido em pocket book O Jogo do Anjo acho que em 2011 – sou péssima com datas- mas não resenhei nem no Skoob. Também li A Sombra do Vento mas cadê resenha? Juro que releio em breve e conto tudinho para vocês, mas na empolgação de ler esse mito novamente me empolguei e li dois livros dele que vocês podem conferir as resenhas abaixo, os 2 livros são o primeiro volume e o último da série, mas vocês podem ler separadamente, eu acabei lendo fora de ordem também, para saber a ordem confira abaixo:

Série Cemitério dos livros esquecidos

  • A Sombra do Vento (2001)
  • O Jogo do Anjo (2008) resenhado abaixo
  • O Prisioneiro do Céu (2011)
  • O Labirinto dos Espíritos (2016) resenhado abaixo


sábado, 31 de agosto de 2013

[Resenha] As luzes de Setembro @Suma_BR

Título Original : Las luces de Septiembre
           Título no Brasil : As luzes de setembro
Autor : Carlos Ruiz Zafón
    Editora : Suma de Letras
    Número de págs : 231






Pode parecer brega, mas a cada livro de Zafón, eu sinto que não os leio, eu os sinto. É como se eu entrasse na história e estivesse vivendo ali com os personagens, enfrentando seus medos, descobrindo as coisas. Amo o jeito dele escrever e acho muito bacana a ideia dele explicar como escreveu cada livro ao leitor, isso faz com que fiquemos mais próximos dele. Por mais que ele informe que são livros juvenis, discordo, as histórias de Zafón não tem idade certa, não tem validade, por serem extremamente bem escritas envolvem a qualquer leitor mais atento.
Nesse volume ele conta a história de uma família, a mãe Simone Sauvelle vivia uma vida de luxo com os filhos e o marido, no entanto ele falece, deixando uma penca de dívidas para a família, os filhos Dorian e Irene tem que crescer a força ajudando a ganhar o pão de cada dia, por mais que mãe foque sua vida neles.
Convidada a trabalhar na Normandia, Simone deixa Paris acompanhada dos jovens, que já estão na adolescência, Irene a protagonista tem 14 para 15 anos e já se sente uma adulta perto do que a vida lhe aprontou. 
Ao chegarem na casa do novo patrão da mãe, o Sr. Lazarus, um sinistro fabricante de brinquedos que vive em uma imensa casa praticamente sozinho já que sua esposa sofre de uma doença rara e não se lembra de ninguém, apesar de jovem, ela agora passa os dias em sua cama e tem cuidados especiais.
Encantados com a cordialidade do dono da mansão Cravenmoore, a família logo vai adorar também Hannah, uma jovem que é cozinheira da casa e que a sinopse entrega que morrerá de forma estranha iniciando todo o suspense desse livro. 
Prima de Ismael, um pescador que logo vai se encantar por Irene, os dois vão dividir uma paixão e a busca pela verdade no que diz respeito a morte da cozinheira.
Diário encontrado na mansão e lido por Irene, máquina fabricadas pelo dono da casa que parecem ter vida a noite e barulhos vindo do bosque ao lado da casa completam o suspense surpreendente escrito por Zafón.
Nada do que conheceram é a pura verdade, o que veem também não é o que parece, com isso qualquer coisa que more ou rodeie a casa tem um mistério que envolve a alma, o coração e a sombra das pessoas. Até mesmo a lenda local da mulher que nunca voltou pode estar mais próxima do que imaginam da realidade deles.
Fácil gostar desse livro maravilhoso, difícil é conseguir largar depois que se começa. Mais um cinco estrelas do autor.  

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Marina ( Resenha ) da @Suma_BR

Título original: Marina
Título no Brasil: Marina
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora : Suma 
Número de páginas: 189











Primeiro devo avisar que se você é sensível demais se prepare para esse livro com uma caixinha de kleneex do lado.
A linda história de Óscar Drai, um jovem que vive em um internato e tem uma vida sem graça até encontrar sua melhor amiga Marina, é no mínimo tocante. Zafón já começa com Oscar narrando o presente e dizendo que em maio de 1980 ele sumiu por uma semana. O mistério começa e Oscar conta todos os momentos até o dia em que após sua aula tediosa resolve entrar em uma casa e rouba um relógio. O tal objeto tem marcado iniciais, sua consciência faz com que ele retorne a casa para devolver ao objeto.
É nesse retorno que conhece Marina, a menina que vai se transformar em sua melhor amiga e sua paixão não declarada. Junto com Marina vamos conhecer seu pai, Gérman, um viúvo muito gente boa mas que de acordo com sua filha sofre de uma doença muito grave, o que faz com que Marina não frequente a escola para ter mais tempo de ficar com seu pai.
Na casa imensa da família Oscar vai se sentir acolhido e vai criar laços fortes que nem vai se lembrar muito de sua família de verdade, gostando muito mais dos tempos em que passará na companhia de Gérman e Marina do que no internato com aulas chatas e sem nenhum amigo de verdade.
Marina e Oscar vão andar sempre juntos e vão começar a ter visões de uma mulher de preto que some do nada. Curiosos, vão começar a investigar quem é ou quem era a tal mulher e vão entrar em um mundo perigoso em uma história de anos atrás na qual além de muitas trapaças muitas pessoas se machucaram e morreram.
Mesmo sabendo do perigo, os dois continuarão a querer saber o que havia por trás da história de falência de uma das maiores empresas que já tiveram em Barcelona na qual o dono era Mijail Kolvenik, um homem misterioso que se casou com Eva Irinova, uma bonita jovem que teve sua vida marcada opr uma tragédia que a marcaria fisicamente para sempre.
Cada personagem que aparece tem um importante papel na história e faz com que o mistério fique ainda maior. O livro é todo emocionante e com um drama no final que faz o leitor se emocionar com essa linda amizade .
Mais uma vez Zafón encanta o que já não é muita surpresa quando falamos de um autor que tem mantido a qualidade em seus livros. 
  

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

[Resenha] O Palácio da Meia- Noite @Suma_BR

Título : O Palácio da Meia-Noite 
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras
Número de págs: 272
















Cada livro do Zafón que chega em minhas mãos me encanto mais ainda com a forma única que ele tem de contar suas histórias.
Difícil escolher um livro favorito quando eu me sinto culpada por interromper uma leitura de qualquer livro dele no meio.
Dessa vez a história se passa em Calcutá na Índia, onde um casal de irmãos gêmeos será ameaçado de morte por um inimigo do pai deles e serão separados para serem salvos.
Sem nem lembrarem um do outro a avó do menino após perder sua filha para o malvado Jawahal, se vê em uma difícil situação: ficar com apenas uma das crianças e dar a outra para adoção.
A escolha de Aryami ( a avó dos meninos) é ficar com Sheere, já o menino que será chamado de Ben por Carter, diretor da escola que irá acolher o menino até este completar 16 anos.
Afastados e sem saber da existência um do outro, Sheere vive fugindo de cidade em cidade sem endereço fixo com a avó. Já Ben vive uma vida mais feliz com os amigos do orfanato no qual faz parte da Chowbar Society, onde seus amigos prometem lhe ajudar e se unirem sempre que precisarem.
O livro começa narrado por Ian, um desses amigos que consegue realizar o grande sonho de ser tornar médico, no entanto, o que ele presenciou durante sua amizade com Ben e Sheere o marcou para sempre e ele mesmo diz que sente ser ele a contar a história porque os envolvidos não sabe onde estão no presente.
Zafón como sempre guarda todo o suspense para o final onde tudo que foi revelado não é tão verdade assim, ao sabermos quem é Jawahal de verdade nos assustamos e tememos pela vida dos irmãos que sabendo agora do passado resolvem não mais ficar fugindo e enfrentarem o homem que matou seus pais.
O que nos deixa tenso durante a leitura é que não sabemos o que esperar do vilão, e o que de verdade ele é. Para completar uma figura misteriosa ainda aparece volta e meia no orfanato e muitos acreditam ser um vulto que fica ao redor da cama de Ben.
Tudo que acontece é emocionante, desde os irmãos fugindo com os amigos até as histórias do passado na qual o autor nos envolve para explicar porque aquele homem tem tanto interesse em matar os gêmeos mesmo depois de passados 16 anos.
Ben é adorável e Sheere também, senti pena quando eles dizem que não vão mais fugir com a avó porque achei que meio abandonaram a senhora que só fez da vida proteger um deles e optou por separá-los pois acreditava que assim Jawahal não mataria os dois, seria mais seguro.
O final teve um ponto que não gostei, mas não posso contar claro !
Mas lamentei muito essa parte e esperei que tivesse lido errado.
Infelizmente Zafón não nos dá um final mega feliz mas na medida certa para nos prender com mais uma história muito bem contada por esse autor fantástico. Vale muito a pena !