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terça-feira, 10 de julho de 2018

Menina que via Filmes: Uma Quase Dupla [Crítica]

Data de lançamento 19 de julho de 2018 (1h 30min)
Direção: Marcus Baldini
Elenco: Tatá Werneck, Cauã Reymond, Louise Cardoso mais
Gênero Comédia
Nacionalidade Brasil












por Cecilia Mouta


Uma Quase Dupla conta a história de Keyla, uma investigadora que é chamada para a pacata cidade de Joinlândia para desvendar um crime. Lá, ela conta com a ajuda do atrapalhado subdelegado Claudio e os dois, entre encontros e desencontros, tentam solucionar uma série de crimes que vem acontecendo na cidade.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Menina que via filmes : Tim Maia [Crítica]

Título Original : Tim Maia
Baseado na obra : Vale Tudo - o som e a fúria de Tim Maia de Nelson Motta
Direção : Mauro Lima
Elenco  : Babu Santana, Robson Nunes, Alinne Moraes, Cauã Raymond
Ano : 2014
Censura : 16 anos
País : Brasil
Idioma : Português
Duração : 2h 20 min






Cinebiografia do cantor Tim Maia, baseada no livro "Vale Tudo - O Som e a Fúria de Tim Maia". O filme percorre cinquenta anos na vida do artista, desde a sua infância no Rio de Janeiro até a sua morte, aos 55 anos de idade, incluindo a passagem pelos Estados Unidos, onde o cantor descobre novos estilos musicais e é preso por roubo e posse de drogas.




Tim Maia faz parte de minha vida, de verdade. Sempre ouvi desde que me conheço por gente minha mãe contando que quando muito nova achou o máximo após um show ser convidada com as amigas para  jantarem com a produção e ele . Imagina você é fã, vai no camarim do cara e ele fala : " Estamos saindo para jantar, quer vir?" Minha mãe sempre foi fã dele, pelo menos 3 vezes fui com ela na finada casa de shows Canecão aqui no Rio ver o show do ' síndico" como era chamado por amigos.
Mas nada ou muito pouco sabia da vida dele, uma vez voltando da Bienal comprei o livro que deu origem ao filme e dei para minha mãe, nada mais natural do que ir com ela ver esse filme.
Tijucano e mulato o astro que embala gerações nunca foi muito pobre, ele estudava em colégio de padre, ajudava sua mãe a entregar marmitas mas nunca faltou amor em sua casa nem comida. Mas Tim, ou no original Sebastião, não estava nada satisfeito. Ele estava exausto de acharem sempre que o mulato não poderia ser cantor, o confundiam com entregador . Assim quando reuniu um time de vizinhos para criar a Sputnik ( note que os amigos eram Roberto Carlos, Jorge Benjor, Erasmo Carlos, etc) nem podia imaginar que dali sairia gênios da música brasileira.
Na tela ao decifrarmos por exemplo que um dos atores é o Rei Roberto Carlos logo pensamos : Que banda era essa?
Os amigos que começaram a se apresentar no programa de Carlos Imperial logo se separaram, e Roberto Carlos foi o primeiro a virar fenômeno. Tim não se conformava por ser o negro que as meninas não voavam em cima , resolveu ir para os Estados Unidos onde morou ilegal até ser preso e expulso do país. 

O sucesso veio mais tarde , ao dar uma música para Roberto Carlos gravar, assim conseguiu ser reconhecido , ter dinheiro e começar uma vida sem limites ao lado do cantor Fabio ( Cauã Raymond). 
O ator que o interpreta o faz com maestria, quem já viu um show dele identifica os trejeitos do cantor. 
Do menino da Tijuca a um dos maiores compositores que esse país já teve , a trajetória de Tim está toda no filme. Alinne Moraes faz Janaína a esposa que ele teve mas não aguentou ficar com ele por causa das loucuras. Tim era viciado em drogas e amava ser polêmico, não ligava para autoridades, para a família  , e nem para ele mesmo.

Morreu em 1998 aos 55 anos, depois de abusar do direito de comer desregradamente , de beber muito e de cheirar tudo que podia. 
Impossível sair do cinema sem cantar alguma música.... " A semana inteira fiquei te esperando, para te ver sorrindo, para te ver cantando..."

sábado, 12 de abril de 2014

Menina que via filmes : Alemão [Crítica]

Título Original : Alemão

Direção: José Eduardo Belmonte
Elenco : Caio Blat, Antonio Fagundes,  Cauã Raymond, Otávio Muller, Milhem Cortaz
Gênero : Drama
Ano  : 2014
País : Brasil
Idioma : Português
Censura : 16 anos
Duração : 1h 49 min









Novembro de 2010. Cinco policiais trabalham infiltrados no Complexo do Alemão, uma área que reúne diversas favelas e é considerada um dos locais mais perigosos do Rio de Janeiro. Desmascarados pelos traficantes, eles agora estão presos e aguardam que ou sejam executados ou resgatados pelas forças policiais, o que significaria na divulgação de uma missão clandestina realizada pela polícia militar.






Quando começaram a fazer propaganda desse filme logo me interessei a vê-lo.

Longe de mim gostar de desgraça alheia ou como muitos disseram de ver o que já temos todos os dias nos telejornais.  Para mim filmes com esse tema abrem os olhos, o que já estamos acostumados a fechar e fingirmos que aquilo nem sequer existe!


As atuações perfeitas, o tom "da favela"nas falas , tudo está presente, e por mais que a história não seja dada como verídica, sabemos que tinham policiais infiltrado no complexo do alemão , favela imensa do Rio de Janeiro onde se passa o filme.

Com os atores globais em peso o filme por si só já seria um chamariz, mas o diferencial está em contar a história do policial , desde aquele que tem mai grana e é filho do delegado como aquele mais humilde que foi criado na favela.

Como se manter íntegro com medo do tráfico? Os moradores parecem não saber a resposta e são sinceros ao dizer que mais temem os policiais miliciantes do que os traficantes que os defendem.

Os 5 policiais são Caio Blat, Gabriel Braga Nunes, Otávio Muller , Milhem Cortaz e Marcelo Jr. 
Como Samuel, Caio Blat é um dos que está em melhor atuação , fazendo emocionar no final com um Antonio Fagundes como sempre iluminado atuando!


Claro que para quem não está acostumado pode assustar ver o galã Cauã Raymond de traficante também achei a atuação dele bem convincente na pele de Playboy, o bandido que manda no morro.

Passado em 2010 quando a favela foi ocupada para instalar uma UPP _ Polícia Pacificadora do Governo - as cenas que vemos nos telejornais são reais e igualmente assustadoras com as "inventadas".

A crítica não gostou e o público apesar de ter sido bom não foi nem de longe o de um "Tropa de Elite"ou "Cidade de Deus"filmes aclamados por todos.

Eu, como cinéfila achei o filme na medida certa, tem a violência que sabemos que existe, atuações bacanas e um roteiro que segura as pontas até o final.
Não daria 5 estrelas mas 4 com certeza!