sábado, 23 de julho de 2016

[Evento] Lançamento de Princesa das Águas de Paula Pimenta

Sábado à tarde e uma das suas autoras favoritas lançando seu último livro próximo à sua casa, claro que eu ia! E fui...Paula Pimenta é uma de minhas autoras nacionais favoritas, adoro o jeito dela de escrever, e o modo como trata seus fãs é uma delícia. 
O Rio Sul inteiro estava de tiara de Princesa para autografar os livros com ela. Cheguei às 17 horas e tinham cerca de 100 pessoas á minha frente, comprei meu livro - era obrigatório apresentar o último exemplar para receber a pulseira com a senha- e fui dar uma volta no shopping aguardando minha vez.











Claro que encontrei várias amigas na fila, claro que tirei fotos com algumas e coloquei o papo em dia.
















Acima, eu e Frini na fila para ver a Pimenta ( a Frini lança o 1º livro dela mês que vem na Bienal #SouFaeAgora e estarei lá para contar tudinho para vocês!) 
Eu fiz vídeo também, corre lá pro Canal pra saber tudo que eu gravei para vocês.




Autografei dois livros dela, tirei selfie ( e foto oficial que ainda  não foi divulgada!) e ela me reconheceu :) amo quando isso acontece <3!

Obrigada Paula, por ser essa diva linda sempre.






[Resenha] Persépolis @cialetras

Título Original: Persepolis 1,2,3,4
Título no Brasil: Persépolis
Autora : Marjane Satrapi
Editora Companhia das Letras
Tradução: Paulo Werneck











Eu disse que falaria mais desse livro, não bastou fotos em todas as redes sociais, tão pouco um vídeo falando dele. Achei que seria difícil ler algum livro que se tornasse um de meus favoritos da vida depois de tanto tempo. Mas estava enganada, errada demais de não ter lido esse livro antes.
Em formato de quadrinhos e em uma verão completa ( originalmente foi laçado em 4 partes) Persépolis é muito mais do que poderia esperar. Marjane começa o livro com apenas 10 anos e vai crescendo na nossa frente conforme a história vai sendo contada. Iraniana, a moça viu seu país se transformar para república muçulmana extremamente rígida. Isso queria dizer que seu cabelo não poderia mais ser mostrado, nem seus braços, pernas ou poderia usar qualquer tênis que fosse da moda. Seus pais, que eram maravilhosos, apoiavam a filha em não aceitar facilmente usar o que não queria mas ao mesmo tempo sentiam medo do governo e das consequências de não se fazer o que eles queriam. 
Foi assim que viu seu tio ser preso, dezenas de pais de suas amigas sumirem, e seu direito de dizer o que pensa ser cortado. Como entender que tudo o que fez agora passou a ser errado? Como aceitar que homens possam tudo e mulheres tenham que obedecê-los? 
Conforme a história do Irã vai passando, a vida da menina também passa, é o retrato de um país que criou seu próprio governo baseado em interesse de apenas alguns e que optou por manter seu povo aprisionado. Em seus trajes, e sem passaporte, o iraniano passou  a ter como maior sonho sair do país que nasceu.
Em guerra com o Iraque então as coisas só pioraram, e a menina então agora adolescente é separada da avó que ama e que lhe dá os melhores conselhos e de seus melhores amigos: seus pais. 
Na Áustria para onde é enviada, nem tudo são flores, ela vai aprender que não se deve confiar em todo mundo e sentir as dores de um primeiro amor, fazendo coisas que em seu país certamente seria levada presa, lá ela conta que mulheres aceitavam ficar de fiscalizadoras da moral e dos bons costumes, para que nenhuma mulher não seguisse os padrões aceitos por eles.
Forte, determinada e acima de tudo: única! Marjane é protagonista de sua vida de um jeito inesquecível que comparo a Anne Frank e Malala. São exemplos, são guerreiras, são mulheres de fibra.
Por favor, leiam. Contar mais seria estragar os detalhespreciosos dessa maravilhosa leitura. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

[Canal da Menina] Persépolis @cialetras

Eu amei tanto esse livro que fiz vídeo, mas estou super pensando em fazer resenha escrita. O que acham?


Para quem acompanha a menina pelo blog vai ter que aguentar Persépolis em dobro ;) mas juro que vale a pena!!



terça-feira, 19 de julho de 2016

Menina que via Filmes: Um Belo Verão [Crítica]

Título Original: La Belle Saison
Título no Brasil: Um Belo verão
Data de lançamento 7 de julho de 2016 (1h 46min)
Direção: Catherine Corsini
Elenco: Cécile de France, Izïa Higelin, Noémie Lvovsky mais
Gêneros Drama, Romance

Nacionalidades França, Bélgica
Ano: 2015



*** ESSE FILME É RECOMENDADO PARA MAIORES DE 18 ANOS ASSIM COMO A LEITURA DESSA CRÍTICA***


Depois de Azul é a Cor Mais Quente e Carol o cinema parece ter tido mais abertura para os casais formadas por mulheres. Todos os exemplos acima são filmes de excelente qualidade onde o amor vencendo ou não no final, já sai vitorioso na gigante barreira do preconceito. São filmes com índices ótimos de bilheteria. Um Belo Verão talvez não alcance o sucesso desses dois citados. Parte, acredito, porque não é mesmo tão bom quanto os anteriores. E outra porque a diretora se perdeu lá pela metade do filme.
Delphine (Izia Higelin) tem apenas 23 anos e foi criada na fazenda de seus pais. Ela sempre soube que sua paixão era por meninas, até que levou um fora de alguém que achava que teria futuro e viu que havia uma vida toda para ser vivida fora daquele mundo em que foi criada. É essa liberdade que a leva para Paris, para fazer faculdade lá. 
Mal chega e se depara com Carole ( Cecile de France), uma mulher linda e casada, que luta na década de 70 pelo feminismo. Pertencente a um grupo que entende que deve ter os mesmos direitos dos homens, ela passa boa parte do tempo da faculdade em protestos, um dos atos de rebeldia mais marcantes consiste em retirar de uma clínica para doentes mentais um amigo dela que foi internado por ser gay. Parece absurdo,e é.
A amizade das duas vão criando laços imensos, Delphine demonstra que quer algo mais com Carole mas ela no início não sabe se gosta dela como amiga ou para outras coisas mais. A descoberta de Carole é vista na tela, são momentos onde a atriz pode mostrar a força da personagem, mas confesso que as cenas de sexo foram decepcionantes. As duas parecem não ter muita química em cena, o sexo são beijos frios e as duas nuas com a câmera focando em suas partes baixas. A emoção que se espera da química entre as atrizes envolvidas, mesmo para quem ainda se espanta com essas cenas, não acontece, é tudo bem mecânico, e a nós nos resta torcer para que em algum momento as atrizes percebam que não estão convencendo como apaixonadas. 
Carole ainda vai melhorar no decorrer do longa, sua paixão por Delphine quando essa opta por voltar para fazenda depois de uma piora no quadro de doença do pai, diz ao que a atriz veio.
Na fazenda as cenas ficam melhores, a mãe de Delphine não desconfia que a filha gosta de meninas,ou parece se enganar muitas vezes.

O filme é a luta entre sentimentos, descobertas e direitos, e o final pode deixar os mais românticos desesperançosos. 
Vale  a ida ao cinema, mas se comparado aos filmes citados no início dessa crítica, faltou paixão. 

[Canal da Menina] Book Shelf Tour #1

Fiz um tour pela minha estante, uma delas. Já tinha postado um vídeo no dia anterior mas saiu super escuro. Problema resolvido, foi a vez de colocar no ar! Ainda pretendo fazer mais 3 vídeos, com cada estante daqui da casa nova.