domingo, 26 de junho de 2016

Menina que ia ao Teatro: Cinderella - O Musical [Crítica]






















Título : Cinderella - O Musical 
Teatro Bradesco ( Rio de Janeiro  - Shopping Village Mall) 
De sexta á domingo às 16 h e 21 h
Elenco:
Bianca Tadini (Cinderella)
Bruno Narchi (príncipe)
Totia Meireles(Madame, a Madrasta)
Ivanna Domenyco (Marie, a fada madrinha)
Bruno Sigrist (Jean-Michel)
Raquel Antunes (Charlotte)
Giulia Nadruz (Gabrielle)
Tiago Barbosa (Lorde Pinkleton)

Carlos Capeletti (Sebastian)















Da última vez que fui a São Paulo fiquei muito chateada por não ter visto essa peça, com o tempo reduzido, achei que não teria mais chance de vê-la. Mas...para minha alegria e de outros cariocas ela veio ao Rio de Janeiro, para uma temporada que começou no dia 24 de junho e vai até setembro.
Comprei praticamente no dia que começou a vender os ingressos e me preparei para o grande dia como uma criança. Amo a história da Cinderella e ver no teatro seria inédito. 
Mostrei muito do que vi no vídeo - calma, não filme a peça!!! Só a parte do beijo rs - e divido com vocês minha experiência nesse vídeo .



Única coisa chata é que como fui na sessão das 16 h o número de crianças era grande e eu sei que a peça é infantil mas a maioria delas falava MUITO, eu vou a muitos filmes infantis e as crianças ficam quietas, elas levantam ( ok!) , pedem pipoca ( ok, normal!) ....mas nunca vi tantas crianças falando ao mesmo tempo, nenhuma parecia estar prestando atenção. Por essa razão, recomendo que somente crianças acima de 6 anos assistam á peça. As menores pareciam cansadas, o roteiro me parece bem mais adulto do que dos filmes da Cinderella, a história que conhecemos é a da Disney e há muitas mudanças, nada que interfira na beleza do enredo, mas para a criançada a parte política dá sono...e os adultos pareciam se divertir muito mais.
Das 5 crianças sentadas atrás de mim, todas encheram o saco e pediram para ir lá fora, pediram para jogar no celular...nunca tinha visto algo do gênero.
Para os adultos tudo estava perfeito. a Cinderella de Bianca Tadini é na medida certa e a atriz está ótima no papel. O destaque vai para a irmã dela Gabrielle ( interpretada brilhantemente por Giulia Nadruz) e  a madrasta ( com a maravilhosa Totia Meireles) . Os diálogos trazidos para nossa época como gírias que falamos animam muito os pais e os sem filhos como eu. O cenário é a coisa mais linda e o figurino é deslumbrante.
Por favor, assistam enquanto está em cartaz, é uma graça essa peça e merece que muitos cariocas prestigiem.









[Resenha] Qualquer Outro Lugar @novo_conceito

Título Original: Ensnared
Título no Brasil: Qualquer outro lugar
Editora Novo Conceito
Autora: A.G Howard
Número de págs: 411










Foi bem difícil fazer a leitura desse livro, como recebi ele da editora sem ter lido os anteriores, fiz um exercício de ler resenhas dos livros anteriores para entendê-lo melhor. Na verdade vi que não teria tempo de ler os 3 livros, então vamos ao que entendi de uma das histórias que mais amo " da Disney", que é Alice no País das Maravilhas e essa série é baseada nele. 
A personagem Alyssa e seu pai Thomas estão desesperados para salvar a ma~e que ficou presa no país das Maravilhas, o nome do livro Qualquer OUtro lugar é um mundo de espeçlhos onde os expulsos de Wonderland ficam presos. Lá tudo é estranho e um tem medo do outro, sendo que diariamente tem que lutar para estarem vivos, são muitas ameçasas, acreditem. 
Alyssa tem que passar por esse lugar para chegar onde quer e salvar sua mãe, só que o que ela descobrirá é que quem se arrisca a entrar nesse local nunca mais será o mesmo, já que a cabeça sofre algumas mudanças e isso inclui esquecimento de muitas coisas.
Thomas acompanha a filha mas ele mesmo parece já ter sofrido com perda de memória em outros livros, ou seja, o lugar é um perigo para ambos, fiquei imaginando se eles iam esquecer o que foram fazer lá e a mãe nunca mais fosse salva...
Os dois encontram Morfeu e Jeb que demonstram não serem mais os mesmos, obviamente porque ali as pessoas de fato mudam o que são. A vilã da história se chama Vermelha ( vuilgo rainha de Copas...) o que ela descobre é que a única forma de fazer com essa mulher volte a si, já que parece ter o coração congelado de maldades é encontrar um cara que um dia ela amou para salvar tudo e todos inclusive sua mãe.

A históriaé bem envolvente, mas fiquei com vontade de ter tido de tempo de veredade de ter lido os livros anteriores e bem curiosa.

[Resenha] Wicked @EditoraLeya

Título Original: Wicked- The life and times of the wicked of the West
Título no Brasil: Wicked
Autor: Gregory Maguire
Editora Leya
Número de págs: 495








Vocês acompanharam quando eu fui assistir a peça Wicked em SP, e nada mais justo do que agora ler o livro na qual a peça foi baseada. Tudo começa quando o casal Melena e Frex esperam um bebê mas então ele nasce completamente verde. 
Claro que levam um susto, o pai não aceita ter uma filha tão estranha assim dos padrões e se pergunta que criatura é aquela que nem chorar, chora quando nasce? Batizam a como Elfaba mas não tem muito apreço pela filha que não mama, que já nasce com dentes e que parece mais um monstro com suas diferenças.
Tudo isso se passa antes de O Mágico de Oz, ou seja, da famosa história de Dorothy que conhecemos. Elfaba cresce e vai para faculdade, onde é hostilizada por todos, acaba conhecendo Glenda que é seu oposto. Linda, amanda por todos e também nem um pouco humilde, elas acabam tendo que dividirem um quarto onde nasce uma amizade duvidosa onde o que no futuro já sabemos que virá a se tornar a Bruxa Boa do Norte ( Glenda) e a Bruxa Má do Oeste ( Elfaba) .
Os desafios vencidos pelas duas em encarar a sociedade de todas as suas formas nos mostram que Elfaba apenas devolveu ao mundo tudo que recebeu desde que nasceu diferente de todos: maldade. Quando sentimos o preconceito na pele entendemos porque é fundamental ser aceito e não se destacar por ser algo que as pessoas não entendem e ainda debocham.
O fato da linda Glenda e da estranha Elfaba disputarem o mesmo rapaz só coloca ainda mais óbvio uma situação que é comum em qualquer local. Geralmente o bonitão da turma se afeiçoa com o que todos veem como uma " sorte grande" estar ao lado, é muito mais fácil do que encarar tudo e todos por um amor que é estranho aos olhos de todos. 
Em certa parte essa história se resume em uma única frase da página 286: " Havia ódio demais nesse mundo, e amor também"

Wicked é para ler e reler, é para guardar na estante como um dos grandes clássicos já lançados. 


sábado, 25 de junho de 2016

Menina que Via Filmes: Mais Forte Que O Mundo [Crítica]

Título Original: Mais Forte Que O Mundo
Data de lançamento 16 de junho de 2016 (1h 55min)
Direção: Afonso Poyart
Elenco: José Loreto, Cleo Pires, Jackson Antunes mais
Gêneros Esporte, Biografia, Drama

Nacionalidade Brasil
Ano: 2016







Não sou fã de UFC, na verdade quando meu marido assiste eu saio do lugar para fazer qualquer outra coisa que seja homens quase se matando. Sim, amo boxe, mas o UFC tem algo que não me agrada, por essa razão não foi minha escolha ir ao cinema ver esse filme,  mas sim do Gabriel. 
Agradeço a ele pois se não tivesse visto esse filme me arrependeria muito. Primeiro porque Mais Forte Que o Mundo é a história de um entre milhões de brasileiros que passam necessidade e tem uma vida sofrida mas a diferença é que José Aldo é uma história de sucesso, e fã do esporte que o consagrou ou não, seu valor tem que ser reconhecido. Se fosse filme gringo seria campeão de bilheteria fácil, não amamos ver o sofrido Rocky com uma música bacana ganhando de seus adversários? Mas José é Brasil, nascido no Amazona, de pais muito humildes, ele conheceu desde cedo o que era ter problemas em casa. Seu pai ( o ótimo Jackson Antunes) bebia mais do que devia e sua mãe ( Claudia Ohana, em uma atuação maravilhosa) apanhava dele frequentemente. Filho mais velho de 3 irmãos, José não trabalhava, passava os dias com 2 amigos que não tinham muito futuro mas amava treinar jiu jitsu. 
Depois que sua mãe larga seu pai ele decide vir pro Rio atrás do sonho de se tornar um lutador de verdade, procurando seu amigo Marcos Loro ( Rafinha Bastos, o único fora da linha, a atuação é boa mas o sotaque carregado de paulista estraga tudo, como um personagem que veio do Amazonas morar no Rio fala assim?) em uma academia, onde faz limpeza com ele e divide um quarto muito pequeno com mais um auxiliar de limpeza. A parte dramática de sua terra Natal fica para trás, no Rio há mais alegria e os diálogos são recheados de humor. 
Na tal academia ele se encanta com Vivi ( Cleo Pires, deusa real!) que luta e não é uma princesinha, pelo contrário, o enfrenta o tempo todo e não engole sapos.

CLEO PIRES E JOSE LORETO NO FILME COMO VIVIANNE E JOSE ALDO
Destaque para o Marcius Melhem como treinador Dedé, adoro esse ator e mais uma vez ele tem o tom certo que o personagem pede.
Da pobreza e traumas que deixou para trás até ganhar o cinturão do UFC o filme passa por todo os períodos da vida do lutador. É a prova de que o Brasil faz filmes excelentes quando o roteiro e os atores ajudam. Estou cansada de só ver comédias nos cinemas quando falamos de cinema nacional. Palmas para Loreto, parece ter encarnado o lutador e sua entrega é visível na tela.
O CASAL NA VIDA REAL :) 
 
É filme para emocionar, para se identificar e para aplaudir. Perfeito. 

[Resenha] Todo Seu @EditoraParalela

Título Original:One With You 
Título no Brasil: Todo Seu
Autora: Sylvia Day
Editora Paralela
Número de Págs: 318
5º Volume da Série Crossfire
Tradução: Juliana Romeiro e Alexandre Boide





Sylvia Day é minha autora de livros eróticos favorita, e isso se deve principalmente à dua história mais famosa do ricaço Gideon Cross com Eva Trammel. Comparado com Cinquenta Tons de Cinza posso lhes garantir que Day escreve infinitamente melhor do que  El James e isso faz com que cada livro dela seja prazeroso de ser lido!
Depois de tantos traumas, muito sexo e amor incondicional de ambos os lados, o que o último livro da série poderia nos presentear? Bom, com uma história que mesmo com o sexo dessa vez demorando para acontecer - e isso eu não vou contar para vocês o motivo, porque quem está acompanhando a série sabe do que estou falando - o amor dos dois sempre fala mais alto
Temos nesse final, a mãe de Eva em destaque contando um segredo que nunca imaginei e que coloca o mundo de Eva de pernas para baixo, mas que faz super sentido se lembrarmos de todo o histórico do tratamento da mãe com Eva. Lembrando que agora a mãe tem um caso com o pai de Eva mas continua com o padastro. Safadinha. não? Contando pontos a mais pro inferno com louvor.
Para colocar água no chopp do casal temos Corine, a mulher que promete lançar um livro devastador sobre o famoso e desejado Gideon Cross, ou seja, mais uma no hall das mulheres mal amadas que não aceitam que perderam para outra. Cresça, mulher!
Ao mesmo tempo Eva está às voltas com a confusão na vida de seu melhor amigo que será pai e de seu casamento, agora com convidados, e tendo que aturar fotógrafos para onde quer que vá com seu marido.
O que amei é que Day não perde a mão nesse final e nos prende, quando os dois finalmente se entregam é um revival de todas as cenas de amor maravilhosamente narradas por Day e isso ela faz com perfeição.
Gideon é  o homem que todas querem, ele não tem contratos loucos, ele a defende, não a bate, e a ama muito, só não curti muito quando ela para de trabalhar, mas enfim, cada um sabe como será feliz. 
Vou sentir muita falta dos diálogos com " Meu anjo", " Garotão"...como amo essa série. Claro que faz sucesso, a escrita é boa, a vida de luxos é uma delícia - não tem momento Eva lavando cueca do marido...já basta a nossa vida real!- e o amor vence. Leiam essa série. Parabéns para Sylvia, diva da escrita sempre.