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domingo, 5 de novembro de 2017

Menina que via Filmes: Depois Daquela Montanha [Crítica]

Título Original: The Mountain Between Us
Título no Brasil: Depois daquela montanha
Data de lançamento 2 de novembro de 2017 (1h 47min)
Baseado na obra de Charles Martin
Direção: Hany Abu-Assad
Elenco: Kate Winslet, Idris Elba, Beau Bridges mais
Gêneros Drama, Ação

Nacionalidade EUA
#103assistido
#104criticado


por Bianca Silveira
Um casal de estranhos até então luta pela sobrevivência após um acidente aéreo, que os isola em meio a montanhas congeladas. Ben Bass (Idris Elba) e Alex Martin (Kate Winslet) haviam embarcado em um voo alternativo após todos os outros serem cancelados por causa de uma tempestade. Ben é neurocirurgião e precisa chegar a tempo de uma cirurgia, já a fotógrafa Alex se casa no dia seguinte.
Feridos, praticamente sem comida (No meio de tanto gelo pelo menos água não vai faltar) e sem nenhuma perspectiva de resgate, pois o piloto não traçou nenhum plano de voo e eles não avisaram a ninguém que pegariam esse avião, os sobreviventes precisam decidir se esperam ou se procuram ajuda.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Menina que via Filmes : Conspiração e Poder [Crítica]

Título Original: Truth
Título no Brasil : Conspiração e Poder
Lançamento 24 de março de 2016 (2h6min) 
Dirigido por James Vanderbilt
Com Cate Blanchett, Robert Redford, Dennis Quaid mais
Gênero Drama , Biografia

Nacionalidade EUA








Mary Mapes ( Cate Blanchett) é claramente contra a reeleição de George W. Bush em 2004. Jornalista investigativa, ela trabalha para o 60 Minutes onde seu melhor amigo Dan Rather ( Robert Redford) é o apresentador. Focada em revelar ao mundo que Bush não combateu na Guerra do Vietnã por se privilegiar por vir de uma família rica, ela se esforça em mostrar ao mundo que o atual presidente não é o patriota que diz ser.
Para o público fica  a certeza de que ela o faz não somente para provar que ele mentiu - ou omitiu - essa informação, mas sim e também porque não apoia o presidente. O que acaba ocorrendo é que mesmo com toda sua equipe voltada em ajudar a encontrar provas que coloquem no ar o que muitos sabem que é verdade mas todo fogem de problemas com o  Bush, o que dificulta e muito a atuação deles.
Ajuda o filme ser com Cate e Redford, dois gigantes em cena que demonstram a tensão na medida certa para que o espectador sinta o como a frustração e o jornalismo andam lado a lado, quando se trata de falar a verdade.
Mary é claramente uma mulher que coloca o trabalho em primeiro plano e o que planeja não funcionar a faz ter ainda mais força para enfrentar quem quer que seja, mesmo que isso lhe cause muitos problemas, sabemos que nem sempre as pessoas estão prontas para ouvirem a verdade.
Enquanto isso, o próprio local que trabalha não parece muito focado em denunciar o presidente, a tratando como uma doida certas vezes que foi atrás de oficiais aposentados que não sabem o que estão dizendo. 
Há tensão no ar, a parte em que  Rather (Redford)  entrevista um ex combatente que está bem doente e a esposa fica com muita raiva de Mary é memorável, no relato dela fica difícil para gente saber se Mary está realmente certa em usar as pessoas para conseguir o que quer. 

A parte em que será investigada, lembrem se , ela acaba voltando o que planeja contra si, já que não tem provas suficientes e se precipita em colocar no ar a tempo das eleições, há um Delmot Muhoney no papel de advogado do diabo, fazendo de tudo para provar que Mary falhou em sua missão. 
É um filmaço, e lembra muito o Brasil, para que vive defendendo a grama do vizinho - EUA - é um filme perfeito para provar que aqui ou lá, o poder fala mais alto e a corda arrebenta do lado mais fraco.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Menina que via filmes : Álbum de família [Crítica]

Título original: August ; Osange County
Título no Brasil : Álbum de família
Direção : John Wells
Elenco: Meryl Streep, Julia Roberts, Chris Cooper, Juliette Lewis, Abigail Breslin, Ewan Mcgregor, Sam Shepard
Ano : 2013
Gênero : Drama
País : EUA
Idioma : Inglês
Censura : 12 anos
Duração: 1h 59 min




Barbara (Julia Roberts), Ivy (Julianne Nicholson) e Karen (Juliette Lewis) são três irmãs que são obrigadas a voltar para casa e cuidar da mãe viciada em medicamentos e com câncer (Meryl Streep), após o desaparecimento do pai delas (Sam Shepard). O encontro provoca diversos conflitos e mostra que nenhum segredo estará protegido. Enquanto tenta lidar com a mãe, Barbara ainda terá que conviver com os problemas pessoais, com difíceis relações com o ex-marido (Ewan McGregor) e com a filha adolescente (Abigail Breslin). 



 Amo início de ano, porque perto do Oscar eles começam a lançar esses filmes sensacionais! Vi algumas pessoas falando que não gostaram de " Álbum de família" e claro que respeito essa opinião, mas para quem ama cinema como eu ver em cena um monstro sagrado como Meryl Streep atuando como nunca e duelando com uma possuída pelo espírito do Oscar Julia Roberts, me fizerem achar esse filme maravilhoso.
Por mais que a história seja triste, o que vemos na telona é nada mais do que uma família esmiuçada na nossa frente, ali não se tem papas na língua, se fala o que pensa e é logo no início que vemos que Violet ( Meryl Streep) é uma víbora, mas daquelas que sem ela o filme não teria  a menor graça!
São delas os melhores bordões, é com ela que presenciamos que mesmo uma pessoa a beira da morte pode continuar agindo como sempre agiu e se esquecer que o câncer a toma a cada dia. Nem ela tem pena dela, apesar de ter um câncer de boca ela fuma muitos maços nas quase duas horas de filme. E não há quem a faça parar.
 Morando com o marido que é alcoólatra ( Sam Shepard) , um dia ele desaparece e então ela convoca os filhos e uma irmã que parece ser tão má quanto ela.
Barbara ( Julia Roberts) está infeliz no casamento com Bill ( Ewan Mcgregor em um papel apagadinho), tem uma filha na aborrescência ( a eterna Miss Sunshine Abigail Breslin) e pelo jeito mal tem tempo de pintar os cabelos. Para os fãs é a primeira vez que vemos Julia sem maquiagem - e mesmo assim ainda uma linda mulher - e com os cabelos precisando pintar a raiz. 
O que se quer mostrar é que ela após ser trocada por alguém com metade da sua idade, não tem mais vaidade mas não perde tempo quando é para atacar sua mãe.
As outras irmãs de Barbara  são  Ivy ( Julianne Nicholson) e Karen ( Juliette Lewis, que está acabadinha...nem a maquiagem salvou). Mesmo se esforçando as duas não chegam aos pés da atuação de Julia, a voz chata de Juliette e o jeito meio esquisito de Julianne não conseguem muito gerar boas cenas que não tenham uma das duas - Meryl ou Julia - presentes.
Karen ainda tem um noivo ( Delmot Muhoney, para mim ele é o eterno cara de Twin Peaks!) que só quer pegar a sobrinha dela, e os dois nem ligam quando o pai dela morre. Fofos só que não!
Para completar a tia mala e gorducha que é casada com Chris Cooper maltrata o lindinho do filho Little Charles,para quem gosta da série Sherlock vai odiar mais ainda ela, porque o personagem é interpretado por Benedict Cumberbatch.
UFC no cinema...ou melhor Julia e Meryl rumo ao Oscar?
  Se nos acostumamos a ver filmes felizes onde no final quem fez o mal leva a pior, nesse é um pouco diferente e isso que amei, ele parece muito real, porque família tem sempre podres, tem sempre aquele filho que se sente menos amado, aquele pai ou mãe que dizem coisas erradas nos momentos mais impróprios e esse filme é cheio de cenas que já vivemos.
A dor de Violet não nos faz esquecer que ela maltrata tudo e todos, que ela é viciada em remédios e não sente pena dos filhos, pelo contrário ela sente prazer em vê-los mal.
Se fosse outra atriz poderia comprometer o filme, mas rodeada de bons atores, Meryl brilha em um palco que já conhece muito bem, o de fazer de um filme melhor ainda quando ela aparece.
Dizem as apostas e a crítica que ela concorrerá ao Oscar e ao Globo de Ouro . Sinceramente já acho barbada, Meryl é para mim como Jack Nicholson , não há um filme que veja com ela que não ache que ela mereça todos os prêmios.
  E Julia também não fica para trás nesse filme , a vontade que eu tinha era de levantar no meio do cinema e bater palmas de pé. 
Chris Cooper também tem o tom certo do personagem, um homem infeliz no amor mas que ama demais seu único filho.
COOPER CONSOLANDO BENEDICT
 Para completar - desculpe se acharem spoiler - mas PRECISO citar algumas pérolas de Meryl no filme, vejam abaixo:

" Não existe mulher que não precise de maquiagem. A  única mulher que não precisava de maquiagem era Elizabeth Taylor, e mesmo assim ela se pintava muito!"

"Todo mundo tem seu filho predileto, você diz que não tem porque seu filho é único"

"Minha filha, a verdade na vida é que não se pode competir com mulheres mais novas, elas sempre ganham, aceite "

"Ninguém velho fica mais bonito , veja você ( apontando para a filha Karen) é a prova concreta disso!"


Trailer :