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quarta-feira, 8 de abril de 2015

[Resenha] Sábado À Noite @babidewet

Título Original : Sábado À Noite
Autora : Babi Dewet
Editora Generale 
Número de págs : 324









Tem pouco tempo que descobri o que era fanfic. Podem me chamar de ET, como sempre acompanhei os vídeos da autora Babi Dewet sabia que seu livro Sábado à noite era uma, mas exatamente o que era fui descobrir esse ano em janeiro somente.
Devo ainda informar que não conheço uma música do McFly, banda inspiradora da história, nem lembro se sei o nome de algum integrante. Então se havia alguma identificação dos fãs em cenas ou atitudes dos personagens, não havia como eu ter percebido.
Mas vamos a história : Amanda é a adolescente principal da história. Sim, eles tem aquela idade campeã dos livros entre os 16 e 17 anos. E ela como toda menina gosta de um cara, Daniel. Gente, mas porque ela tem tanto problema em se declarar logo para ele? Se ela soubesse o como a vida é muito mais complicada quando você começa a pagar contas...mas enfim.
Temos também outros personagens femininos que aparecem bastante que são as outras quatro amigas de Amanda : Guiga, Anna , Maya e Carol formam o quinteto fantástico conhecido pela escola inteira.
No núcleo masculino temos Daniel ( que já citei, e que particularmente o achei fofíssimo) , Rafael, Bruno, Caio e Fred. Espero que não tenha esquecido ninguém porque sou péssima com nomes de personagens. Os meninos fazem parte de uma banda chamada Scotty mas são conhecidos como " Os Marotos" que como toda banda começa de brincadeira como quem não quer nada e de repente...todo mundo ama quando estouram. Como os meninos usam máscaras os outros alunos não sabem quem eles são. Vale lembrar que nem nossas amigas citadas acima os reconhecem. 
Claro que um livro com adolescentes os hormônios estão a flor da pele , e combinar uma fase da vida de mais dúvidas que certezas com música dá uma mistura bacana que a autora consegue segurar o interesse do leitor mesmo o livro não sendo pequeno . Claro que para quem está ali lendo fica a identificação com as músicas - eu cantei e dancei mentalmente algumas delas como a do Pussycat Dolls , recomendo não lerem em local impróprio para pagamento de micos - e com os personagens. Apesar de não ter morrido de amores por Amanda não consegui odiá-la, e se puxar pela memória muitas protagonistas são dignas de puxões de orelha para acordarem para vida não é mesmo? 
Para ser muito sincera acho que em poucos livros que tenha lido - e que me lembre - gostei muito mais do núcleo masculino que do feminino,  Os Marotos são tipo : " me apresenta para todos, por favor!" . Imaginei os na minha mente , curti as músicas ( inventei melodias próprias, ok! me deixa! rs) e achei lindo os mais ainda no companheirismo, no quesito amizade. 
Ok, que a amizade das meninas também pode ser vista por muitos como muito legal, afinal Amanda não se relaciona com Daniel ( alô Drama Queen) porque outra amiga gosta do cara e elas tem tipo uma " irmandade" para não se relacionarem com o carinha que uma delas goste...típico da idade, certo? Nos dias de hoje com a escassez masculina, um cara como Daniel que ainda compõe músicas para te ganhar até vale quebrar " o pacto"  e ser feliz. #mejulguem
Se você ficou curioso do porquê do título, o " Sábado à noite" é onde acontecem os bailes da escola onde a banda toca. Queria ter estudado em uma escola assim , na minha época tinha nada disso não.

Juntando romantismo, amizade e música Babi acerta no primeiro livro da trilogia e nos presenteia com uma história bem bacana, não se desanime com o início do livro que pode parecer um pouco parado, pense que ele é necessário para conhecermos melhor os personagens e o que pensam, e tente parar antes da última página. Eu , confesso, tive dificuldades ( sempre quero saber o que acontece ...mas como é trilogia apesar de ter um final que curti, sei que não foi exatamente o final e teremos mais histórias...) de largar. Recomendo. 

Toda semana de evento dedico a as resenhas dos livros de autores que estarão conosco nele. Babi Dewet estará com a gente no sábado. Se você é do Rio, aproveite! Leia o livro, pegue seu exemplar para autógrafo e compareça! 

domingo, 11 de maio de 2014

[Resenha] Por enquanto, adeus

Título Original : Por enquanto, adeus
Autora : Janda Montenegro
Editora : Generale


















 Tudo que li em " Adeus por enquanto" é tão real com a vida de uma jovem do Brasil que choca por vermos nas páginas uma realidade do cotidiano. Brasileiros que sonham com um intercâmbio, que não ligam para terem empregos que no Brasil jamais aceitariam desempenhar as funções como garçonete, lavador de pratos...e tudo isso porque? Porque chamam de experiência, fazer isso em países de primeiro mundo é " chique", não pega mal e afinal de contas é uma troca de cultura pois se fala em outro idioma com as pessoas que se trabalha. Eu, particularmente nunca entendi como pode ser legal pagar para viver em outro país e ser atendente do Mc Donald´s mas trabalhar no Mc da esquina é pagar mico.

Sofia é como a grande maioria, vê no intercâmbio uma chance de em 3 meses realizar um sonho, não pensa duas vezes e acredita que ao ganhar dos pais a viagem de presente para passar 3 meses em Miami viverá a melhor fase de sua vida.
No início procurei ansiosa pelo nome da protagonista que só aparece lá pela página 15....depois talvez por trabalhar na área esperei que ao ganhar as passagens de presente que ela citasse a dificuldade e tensão que sempre é para um brasileiro conseguir um visto americano ( hoje em dia menos mas as datas do Consulado nem sempre batem com a data de viagem...), o que foi devidamente explicado mais a frente quando ela explica que teve sorte e conseguiu tudo dentro do tempo para pode viajar.

A tensão na imigração também é sempre uma constante já que sabemos que a hostilidade dos agentes de imigração de muitos países é uma dor de cabeça durante o voo...o frio na barriga em ser chamada na fila...o alívio por ter o passaporte carimbado e assim sua entrada permitida nas terras de Obama...quem nunca passou por isso? Gostei muito de ter sido tão bem relatado!
Ao chegar no país, todas as dúvidas, os anseios...são sentidos junto com a protagonista pois são muito bem descritos.
Estranhei o abraço da Sra Lili porque tirando os imigrantes italianos e nós brasileiros, nem mesmo o povo mexicano tem costume do abraço.

O fato dela dividir o quarto com a insuportável Melody é sentido por nós também, sabemos que aguentar alguém seja no trabalho, na faculdade ou pior ainda como nesse caso dividindo um quarto que tem prazer em implicar conosco é extremamente desagradável.
NO decorrer do livro Melody tem alguns momentos de legal mas logo a máscara cai e ela continua insuportavelmente chata, tem inveja de Sofia, a acusa de tudo e tem aquele preconceito típico dos americanos com os imigrantes.

Ao arrumar um emprego de garçonete no Fridays ela nem imagina o que está por vir...na verdade nem nós imaginamos: é ali que ela vai conhecer os 3 caras que ficarão apaixonados por ela - Tristan por quem ela vai ter o amor recíproco, Pablo que é o namorado de Melody e só por aí já dá para ver a encrenca que arruma e Benito um chatonildo que vive a perseguindo .
Dos 3 admiradores...ela se envolve de certo modo com..os 3! O que meu lado puritano se chocou um pouco....porque sempre acho que quem ama não trai e isso vale beijinhos supostamente inocentes. Mas como não bebo e a desculpa dos outros 2 beijos ( com Pablo e Benito) são o fato de ela estar alta...não me sinto muito apta a opinar pelo caso.

Medalha de bom moço e namorado perfeito para Tristan, que a ama intensamente daqueles amores de livro e filme que te fazem suspirar em cada fala e torcer pelo final feliz.
Eu gostei de verdade da história mas quando estava remetendo a Nicholas Sparks pelo final triste...li que ela é baseada em fatos reais. Isso é muito triste...porque saber que alguém encontra o grande amor, daqueles de verão verdade...mas o perde não para a distância mas sim para a morte...nossa...achei forte!

Parabéns Janda pela história, envolvente, emocionante e ainda que triste no final nos faz pensar que como diria Renato Russo " é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã..."