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quinta-feira, 7 de março de 2019

Menina que via Filmes: As Filhas do Fogo [Crítica]

Título Original: Las Hijas Del Fuego
Título no Brasil: As Filhas do Fogo
Data de lançamento 14 de março de 2019 (1h 51min)
Direção: Albertina Carri
Elenco: Cristina Banegas, Sofía Gala, Erica Rivas mais
Gêneros Drama, Erótico

Nacionalidade Argentina







por Cecilia Mouta

Não recomendado para menores de 18 anos.
As Filhas do Fogo, filme dirigido por Albertina Carri, traz uma narrativa muito particular para contar a história de mulheres que resolvem desvincular-se dos padrões da sociedade e entregar-se ao poliamor. 
A história inicialmente se passa em Ushuaia, uma cidade argentina conhecida como a Terra do Fogo. Mas o título do filme também traz todo um simbolismo com o corpo feminino como terra, vindo da mitologia grega de Gaia, a mãe-terra, representando a fertilidade feminina. Já o fogo é chama da paixão. Portanto, a Terra do Fogo traz um simbolismo do corpo feminino como local de amor e prazer. 

sexta-feira, 11 de maio de 2018

OS MELHORES FILMES DE RICARDO DARIN + LA CORDILLERA



Título Original: La Cordillera Título no Brasil: A Cordilheira Data de lançamento 3 de abril de 2018 para filmes online (1h 54min) Direção: Santiago Mitre Elenco: Ricardo Darín, Dolores Fonzi, Erica Rivas mais Gênero Drama Nacionalidades Argentina, Espanha, França
#54

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Menina que ia ao teatro : Escenas de La Vida Conyugal [Crítica] + Meu encontro com Ricardo Darin e Penélope Cruz


























Título Original : Escenas de La Vida Conyugal
Autor : Ingmar Bergman
Elenco : Ricardo Darín e Erica Rivas
Direção : Norma Aleandro
Teatro Canal ( Madri) 
Duração : 1h 40m


Desde que havíamos decidido ir a Madri, eu já tinha colocado na cabeça que teríamos que ver Ricardo Darín atuando. Vocês me conhecem, sabem de todo meu amor pelo ator, não teria como não aproveitar que ele estava em curta temporada na cidade - depois de ter passado por Barcelona e sem seguida iria a Valencia - com a peça. 
O Teatro Canal ficava bem próximo ao metrô, nem precisávamos atravessa a rua, chegamos com 1 hora de antecedência , sabíamos que os ingressos estavam esgotados. Nossa fileira era a 1! Imagina ver Darín atuando na fila do gargarejo? Entramos e nos sentamos, nossos assentos eram os primeiros do lado direito. Antes da peça começar há avisos para desligar o celular como em qualquer teatro mas o que emocionou naquele dia foi a homenagem, na caixa de com uma voz pedia 1 minuto de silêncio pelas vítimas do atentado no dia anterior em Paris, no mesmo instante o teatro inteiro - cerca de 300 pessoas - se levanta. Todos baixam a cabeça e aguardam o minuto , uma pessoa grita no final " Viva Paris" e todos aplaudem. Me arrepio só de escrever isso, parece tão surreal que no dia anterior também estivesse com meu marido na mesma cidade e agora aquilo. Feliz por termos nos salvado, triste por existirem seres cruéis como os que causaram a morte de inocentes.
A peça começa. O cenário é simples, há apenas uma cama , um criado-mudo e uma poltrona, Darín entra com Rivas, agora eles são Juan e Mariana. Casados por 18 anos o casal enfrenta na frente da plateia todas as dores e delícias de um casamento . Há a cumplicidade, há brigas e traição. Tudo que os dois vivem é sentido pelo público, Darín não mede esforços para que seu personagem seja sentido pela gente, quando sofre, nós sofremos. Por mais que tenham momentos de risos nas brigas e implicâncias do casal, nas atitudes exageradas de Mariana ( Erica Rivas, sempre excelente) com os filhos , com a mãe e com o próprio marido, há ali um misto de admiração e culpa. 

 Vivemos a separação, mas eles mantem os encontros , do meu lado a raiva pela traição e a antipatia pelo personagem de Darín, na verdade Juan é o anti-herói. 
Como se eles se bastassem, não precisamos de mais atores para que entendamos que eles tem filhos, que ele tem amante, etc Dois grandes atores em cena duelando , um casal como tantos, mas na medida exata para que se faça uma peça que merece ser aplaudida de pé. Palmas para os dois.



Quando conheci Ricardo Darín
No dia que cheguei em Madri  - calma que ainda tem postagem completa para vocês, gente!! - eu pedi ao Gabriel para irmos na porta do teatro porque queria tentar vê-lo, eu só ficaria 3 dias e meio na cidade, então queria aproveitar todas as chances. Dito e feito, a peça nesse dia tinha 2 sessões, e terminava às 22h. Fomos para porta do teatro, mas fazia muito frio, não sei precisar quanto, mas achei que ficaria de cama 1 semana depois. 






Logo que chegamos o Teatro era imenso e tinham 2 salas, a dele era a Sala Roja ( Vermelha). Tinham 2 outras fãs do nosso lado e conversei muito com elas. Darin demorou muito para sair, a peça terminou as 22 h mas ele só deu as caras às 23 h. As fãs e agora minhas amigas falaram que ele sempre saía em seguida...e acharam estranho. Estava com meus dvds e com a máquina a postos quando na frente dele vinham Penélope Cruz e Javier Bardem de mãos dadas. Não acreditei! Ao lado a mãe de Bardem com  o irmão Carlos e logo atrás Darín.
Pessoal , eu não acreditava, algumas pessoas foram no Darín e eu vi Penélope fazendo a egípcia com as fãs, Bardem fingiu estar no celular nem olhou para gente enterrando o boné. Eu cheguei perto da Penélope e disse : " Oi, sou do Brasil , poderia tirar só uma foto comigo?" Ela sorriu, disse " Ok" e posou para foto. O marido dela nem parou e foi ficando ao lado da família dele.
Enquanto isso Darín atendia as selfies, autografou 2 dvds meus e tirou foto. Eu disse que estava de Lua de Mel e que convenci meu marido a ir a Madri só para vê-lo, ele riu e disse :" Oi marido!"
O carro chegou e eles foram embora...mas ainda teve a parte 2 do encontro!
Ah sim, a Erica saiu logo depois, foi uma fofa , tirou foto com todos e ainda autografou meu dvd de Relatos Selvagens.


Parte 2
No dia da peça, relatada acima, eu também aguardei a saída de Darín. Foi bem mais rápido mas tinham muito mais pessoas, cerca de 50  aguardavam ele na porta do teatro. Darín com pressa atendeu umas 10 pessoas e saiu correndo para o metrô. Quando desci não o vi mais , mas meu marido havia o visto, então fomos na direção dele e ele estava dando autógrafos na plataforma. O bacana é que o metrô de Madri mostra a hora que o próximo trem passará, então tínhamos 7 minutos para ele tirar a foto. Ele autografou mais um filme meu e tirou outra foto. Um lindo <3! até agora não acredito que o conheci!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Menina que via Filmes : Relatos Selvagens [ Crítica]

Título Original : Relatos Salvajes
Título no Brasil : Relatos Selvagens
Direção : Dámian Szifrón 
Ano > 2014
Gênero :  Comédia, Drama
Elenco : Ricardo Darín, Erica Rivas, Nancy Duplaá, Rita Cortese
País : Argentina/ Espanha
Idioma : Inglês
Produção : Pedro Almodóvar
Censura : 14 anos
Duração : 2h 2 min




Diante de uma realidade crua e imprevisível, os personagens deste filme caminham sobre a linha tênue que separa a civilização da barbárie. Uma traição amorosa, o retorno do passado, uma tragédia ou mesmo a violência de um pequeno detalhe cotidiano são capazes de empurrar estes personagens para um lugar fora de controle.


Sempre acho que filme bom tem que ser tratado como no teatro, no final o espectador aplaude. Foi assim com Relatos Selvagens produção argentina que entrou em cartaz ontem e que tem em seu elenco ninguém menos que meu argentino preferido : Ricardo Darín.
Com 6 curtas dentro de um filme e basicamente todos com o mote vingança difícil é sair ileso de uma das histórias. A primeira delas, prefiro não contar muito pois trata-se de um final tão bom que qualquer coisa poderia estragar quando descobrimos o que está acontecendo. Começa com uma moça que é modelo indo pegar um avião , ela se senta próxima a um crítico de música e descobrem que conhecem uma pessoa em comum. 
O segundo apresenta uma garçonete que vê entrar no restaurante em que trabalha o homem que fez seu pai se matar e traumatizou sua mãe pelo resto da vida. Ele não a reconhece mas ela jamais esqueceria aquele homem. O restaurante está vazio, a cozinheira nada convencional a apoia a vingar-se, o final é espetacular, além de mesmo com drama gerar risos da plateia.
A terceira história conta com um homem rico que irritado com um carro velho na estrada xinga o motorista e acelera , mais a frente seu carro ficará com o pneu furado colocando os dois frente a frente. Essa foi a única história que achei algumas cenas dispensáveis. Mas o final é muito bom.

Finalmente na quarta história temos Ricardo Darín, como Simon, um engenheiro especialista em explosões que tem seu dia de fúria - lembrando muito o filme de Michael Douglas - quando vai buscar o bolo do aniversário da filha e rebocam seu carro. O meio fio não está pintado informando que é proibido estacionar e para tirar o carro do local ( o Detran deles) ele precisa pagar muito . Revoltado com a situação ele reclama com o atendente que nada faz. Acaba chegando em casa atrasado e a filha canta parabéns sem ele. A partir daí o personagem vive seu inferno astral, tudo piora na vida dele e ele não descansa enquanto não luta por seus direitos. Dá para ver o quanto lá quanto aqui há corrupção e para variar Darín dá um show de interpretação!

O quinto episódio vai lembrar muito o recente caso de atropelamento do filho de Eike Batista, um rapaz cujo pai é milionário atropela e mata uma mulher grávida. Os pais não tem dúvida, vão pagar o caseiro para assumir a culpa. Começa aí um jogo de extorsões em cima do pai do rapaz ( atuação sensacional de Oscar Martinez como Mauricio) que tem um final inesperado. Deu para lembrar de casos daqui onde nenhum famoso ficou preso ( Alexandre Pires, Edmundo, etc) e ver que a justiça argentina parece funcionar melhor.

No último episódio, talvez propositalmente guardado para um gran finale uma noiva , Romina ( Erica Rivas, digna de aplausos depois dessa atuação) , descobre que seu noivo a trai no meio da festa da casamento com uma colega de trabalho. O que vem a seguir ninguém espera, mas o desfecho é para glorificar de pé. 
Vejam o filme ! Vale muito a pena!





Confiram o trailer!