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quinta-feira, 10 de maio de 2018

[Resenha] A Fogueira

Título Original: Bonfire
Título no Brasil: A Fogueira
Autora: Krysten Ritter
Editora Fábrica 231

por Bianca Silveira














A fogueira é o livro de estréia de Krysten Ritter, que também é atriz mais conhecida por interpretar a famosa heroína Jessica Jones na série homônima da Netflix. Além de atriz, musicista e ex-modelo, Krysten agora também é escritora. O livro conta a história de Abby Williams, uma advogada ambiental de Chicago que volta à sua cidade natal Barren para investigar e provar que a maior empresa da região polui a represa da cidade. A empresa Optimal recebeu algumas denúncias de alguns poucos moradores e Abby e sua equipe foram até Barren para investigar. Mas voltar para sua cidade natal significa reabrir antigas feridas que nunca cicatrizaram.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Meu Nome é Amanda

Título Original: Meu Nome é Amanda
Autora: Mandy Candy
Editora : Fábrica 231
Número de págs:136












Eu lembro exatamente o dia que soube que a Mandy existia. Ela fez uma participação no vídeo do Canal Nunca Te pedi Nada com uma paródia de " Miga, sua louca".  Nos comentários as pessoas falavam " essa Mandy é mulher?" e aí explicavam, uns de maneira educada, outros nem tanto, que ela era trans.
Entrei no Canal e me apaixonei pelos vídeos dela. E aí foram inúmeros minutos com ela. Sempre divertida e com temas muitas vezes polêmicos, ela me ganhou, e lógico que assinei seu Canal.
Quando soube que o livro dela seria lançado, e peguei logo a senha na Bienal de SP - on line dessa vez - para poder autografar o livro.
Ao pega-lo devorei em um dia. Para quem gosta da moça, ou para quem tem curiosidade sobre o tema redesignação sexual, é um prato cheio.
Nunca entendi muito o que era ser transgênero e lendo com as palavras de Amanda - nome que adotou oficialmente pós cirurgia, ela não menciona o nome original em nenhuma parte - muita coisa me pareceu "mais simples", até mesmo as dores dela sentimos. Imagina o como deve ser ruim você não se identificar no gênero em que você nasceu. Muitas coisas na vida a gente consegue alterar, mas isso é difícil. Como explicar para sociedade que já começa a aceitar os gays, que você não é gay, você não quer ser homem gostando de homem e tendo relações com ele dessa forma. Você se sente e quer ser mulher, com tudo - ou quase tudo - que ela veio de fábrica.
No relato de Mandy - seu nome artístico - vamos com ela desde que ela percebeu que não gostava da menina mais linda da escola, mesmo ela sendo sua namorada. E que ao ver os homens tinha ereção, mas que tinha zero vontade de que eles a vissem como um homem. 
Ao ir se descobrindo viu na mãe seu alicerce e cúmplice para que pudesse ir atrás de seu sonho: fazer a cirurgia de mudança de sexo.
Desde seu primeiro beijo com um menino que ela viu que não daria para continuar com o que Deus lhe deu, ela precisava se livrar " daquilo" e esse tipo de cirurgia é bem delicada, então procurou o melhor que fez as cirurgias de Léa T e Ariadna. 
Na Tailândia onde ficam os melhores do mundo, ela finalmente conseguiu o que queria. Seus vídeos tem muitos desses relatos até mais a fundo.
Ela conta até mesmo porque decidiu morar em Hong Kong. Lugar que ainsa reside.
Amanda ou Mandy é um exemplo de que não devemos desistir de sermos o que quisermos. Ela agora se sente completa. 
No sábado passado tive o prazer de conhecê-la na Bienal de SP, ela me atendeu mesmo eu chegando super atrasada para sua tarde ed autógrafos, e para os que não tinham o livro ela disse pro segurança : " Eu vou tirar foto com todos!".
Mandy é só amor <3!

sábado, 2 de abril de 2016

[Resenha] Redenção de Um Cafajeste

Título Original  : Redenção de Um Cafajeste
Trilogia Redenção - Livro 1 
Autora : Nana Pavoulih
Editora : Fábrica 231
Número de págs: 559



Trazer os personagens à nossa realidade é sempre uma delícia. Sempre falo que os autores podem colocar suas crias em qualquer lugar do mundo, mas obviamente a identificação será maior se a mocinha pega  o trem do subúrbio todos os dias, se o lindo empresário que ela se apaixona mora ou passa por lugares que conhecemos bem. 
No caso de Redenção de Um cafajeste a autora optou por isso, e esse foi um imenso fator para eu adorar ainda mais essa história. Maiana é jovem, linda de morrer, rala muito trabalhando em um escritório de advocacia e ainda concilia com a faculdade. Sua vida não tinha conto de fadas, como se morasse com  a madrasta má, ela vive com uma mãe que nunca gostou de trabalhar mas ciente da beleza das filhas acha que o correto é elas tirarem proveito de suas belas formas se oferecendo para homens ricos.Moradoras de Nova Iguaçu, Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, as irmãs Maiana e Juliane são bem diferentes: uma faz de tudo para se formar e realizar seu sonho que é dar aulas de História, mas sempre arrumando tempo para colocar dinheiro em casa. Já Juliane se transformou aos 19 anos em tudo que a mãe que não vale muita coisa, planejou. Parou de estudar, só sai de casa com roupas minúsculas e toda maquiada atrás de homens com condição e nem se sabe com quem anda ultimamente, mas a mãe ambiciosa acha que a correta é a filha que corre atrás da " sorte grande", ou seja, de um homem rico para casar com ela, tira-la da casa humilde que vivem e logicamente ainda sustentar a sogra.
Sim, a vida de Maiana não é fácil, acho que eu já teria saído correndo daquela casa dos horrores, onde a mãe e a irmã são totalmente fora da caixinha. 
Juliane anda apaixonada por um rico  e lindo empresário do ramo de publicações, Arthur. É esse homem que dá o título de cafajeste ao livro. E ok, ele tem todos os fatores para o odiarmos com força: não se apega a nenhuma mulher, trata as todas como um objeto e tem tara por meninas com metade da sua idade. Claro que é por ele que nossa protagonista boa praça irá se apaixonar. Não, vocês não leram errado, e confesso aqui que isso me incomodou bastante na leitura. Eu, jamais teria algo com um homem que minha irmã já teve muito mais do que beijos e abraços. E diga-se de passagem, a autora devida ganhar uma medalha, é uma das melhores escritoras que já li de cenas hot, nem precisa de imagens, a mesma as descreve com uma perfeição assustadora!
Juliane vai provar que na verdade só queria dinheiro mesmo, Arthur vai ficar doido pela irmã dela, e Maiana vai tentar fugir dessa tentação, lembrei até daquela música da Ana Carolina : " E cada vez que eu fujo eu me aproximo mais...". 
Lá pelo meio do livro  a química dos dois já era tão grande e tão intensa que nem lembrava mais da mala da Juliane, eu só queria que Maiana desdobrasse aquele homem insaciável e que ele percebesse que nem tudo na vida são mulheres à disposição.
Lendo o livro em pouco mais de 2 dias, entendi porque Nana faz tanto sucesso. A autora nos insere no mundo de seus personagens de uma maneira deliciosa, que apoiando ou não suas decisões, nos tornamos cúmplices e em certo momento só conseguimos torcer para que eles sejam felizes. Que final, que livro!