Título Original: Barrage Título no Brasil: Barreiras Data de lançamento 23 de novembro de 2017 (1h 50min) Direção: Laura Schroeder Elenco: Lolita Chammah, Thémis Pauwels, Isabelle Huppert mais Gênero Drama
Nacionalidades Luxemburgo, Bélgica
por Bianca Silveira
Barreiras é um filme francês que mostra as relações entre avó, mãe e filha. Elizabeth é mãe de Catherine e avó de Alba. Catherine abandonou Alba ainda bebê e sumiu no mundo por 10 anos deixando a responsabilidade da criação da menina para sua mãe. Após todo esse tempo Catherine volta para tentar restabelecer os laços com sua filha.
Título Original : Elle Título no Brasil: Elle Data de lançamento 17 de novembro de 2016 (2h 10min) Direção: Paul Verhoeven Elenco: Isabelle Huppert, Laurent Lafitte, Anne Consigny mais Gênero Suspense Nacionalidades França, Alemanha #8 assistido #9criticado
No último Globo de Ouro, a atriz Isabelle Huppert saiu com o prêmio de melhor atriz por sua atuação nesse longa. A categoria drama foi a indicada. Merecido, mas não espere que o filme em uestão seja fácil de ser digerido.
Ao vermos o trailer nos deparamos com uma mulher sexagenária que é estuprada. O que esperamos? Suspense? Claro! Vingança? Sempre. Mas já vale avisar que nada nesse filme é lugar comum.
Título Original : Asphalte Título no Brasil : Fique Comigo Lançamento3 de março de 2016 (1h40min) Dirigido porSamuel Benchetrit ComIsabelle Huppert, Gustave Kervern, Valeria Bruni Tedeschi mais GêneroComédia dramática NacionalidadeFrança
Em tempos de redes sociais, há cada vez mais pessoas sós no mundo, e esse filme é exatamente sobre isso . Passado na França não mostra a linda Paris mas sim seu subúrbio bem menos conhecido pelos turistas.
Aqui o que se quer mostrar é como em um edifício com tantos moradores a solidão é o que há de comum em muitos deles. São 3 histórias. A Primeira delas talvez mostre a história mais interessante, um homem em uma reunião do condomínio se recusa a pagar pela reforma do elevador que ele não usa por morar no 1º andar. A cena e o jeito dele por si só já geram risadas na sala.
O homem que pouco se importa com os vizinhos vai sofrer um acidente vai precisar do elevador, piada pronta. Por mais que tenha bons momentos o filme peca no restante, as cenas patinam entre o engraçado e o entediante e a sala de exibição se divide.
Tirando a cena da reunião as demais cenas dele não tem nenhuma graça.
Em uma segunda história conheceremos um adolescente que a mãe nunca está em casa, ele acaba cismando com sua vizinha ( vivida por Isabelle Hupert, sempre maravilhosa atuando) que é uma atriz que não anda fazendo muito sucesso. Sem cenas engraçadas, talvez essa seja a história mais triste do longa.
O adolescente tem as vezes um ar psicopata e ela se auto destrói porque não passa nos testes de elenco.
A 3ª história - note que nenhum dos personagens se encontra com os da outra história - foi a que arrancou mais risos da plateia.
Uma imigrante árabe tem seu filho preso, sozinha ela assiste suas novelas e mal fala francês, até que um belo dia um astronauta ( Michael Pitt) da NASA aparece em seu quintal. As cenas dos dois são hilárias, principalmente quando ele resolve contar o final da novela que ela está assistindo.
No total o filme é bom sim, mas nada maravilhoso como muitas comédias francesas que já assisti , faltou mais roteiro.
Título Original: La Religieuse Título no Brasil : A Religiosa
Direção e roteiro adaptado: Guillaume Niclou Baseado na obra de Denis Diderot Elenco: Pauline Etienne, Isabelle Hupert, Agathe Bonitzer, Martine Gedeck País: França/ Alemanha/ Bélgica Idioma: Francês Ano: 2013 Censura: 14 anos Duração: 1h 47 min
No século XVII, a jovem Suzanne (Pauline Étienne) sonha em ter uma vida
livre, mas seus pais têm outros planos para ela: colocá-la em um
convento. Embora resista aos planos, Suzanne é forçada a seguir a
preparação para a vida religiosa, entre madres superiores tirânicas, e
outras carinhosas em excesso... Aos poucos, a jovem começa a preparar
seu plano de fuga.
Eu tinha visto o trailer do filme mas jamais imaginei que ficaria tão impressionada com alguma cenas, ao pesquisar vi que o filme é baseado no romance do escritor francês Denis Diderot, escrito em 1796, o livro baseia-se no relato verídico de Marguerite Delamarre, moça que foi trancada em um convento contra sua vontade e sofreu muito nas mãos de outros religiosos.
Pelo visto, o filme é bem fiel ao livro, nele vemos a jovem de 16 anos Suzanne ( Pauline Etienne, maravilhosa no papel) ser obrigada a ir para um convento virar freira, a princípio ela somente reza, tem uma vida normal para o que imaginamos a uma freira.
Os problemas começam por um motivo: no dia de jurar amor eterno a Jesus ela diz que não, a cena dá um nervoso, vontade de sacudir ela na tela e dizer " Pelo amor de Deus, jura!" porque os rostos das madres superiores já indicam o que virá pela frente.
Daí para frente nossa freirinha como literalmente o pão que o diabo amassou, com a troca de Madame de Moni ( Francoise Lebrun) por motivos de saúde pela malvada Irmã Christine ( Louise Bourgouin) tudo que a anterior abominava a nova faz questão de voltar com as antigas regras e isso incluí excluir e humilhar a pobre Suzanne.
Na cena em que ela implora por sua liberdade, a frieza da feira chefona é impressionante, ela diz que ela está possuída e não irá libertá-la.
Mas o que impressiona é a malvadeza com que pessoas que teriam que ser de bem como freiras tratam a jovem . Elas a humilham pisando nela, fazendo ela limpar mil vezes a mesma coisa e para completar cospem em seu rosto.
Não sei como ela aguentou tudo isso!
Mas depois de sofrer tudo isso, ela consegue ser transferida para outro convento onde a primeira vista as freiras são bem tratadas.
Já com 17 anos e meio, ela conhece a Madre Superiora desse novo convento ( a fantástica Isabelle Hupert!) que a primeira vista a faz se sentir em casa! Com o tempo ela percebe que a Madre quer bem mais do que ela reze, e sim ter algo com ela.
Com atuação digna de aplausos também temos a irmã Therese ( a fofa Agathe Bonitzer de " Uma garrafa no mar de Gaza" e " Além do arco-irís") que era o caso antigo da madre mas que correspondia e sofre muito quando vê que a Madre está querendo Suzanne.
As cenas em que ela investe em cima da sofrida Suzanne dão ainda mais pena dela que tenta de tudo para fugir da Madre pecadora.
O final é muito bom, tudo que sabemos que teve de errado da igreja católica na época da Revolução Francesa parece que está nesse filme.