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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Menina que via Filmes: O Contador [Crítica]

Título Original: The Accountant
Título no Brasil: O Contador
Data de lançamento 20 de outubro de 2016 (2h 10min)
Direção: Gavin O'Connor
Elenco: Ben Affleck, Anna Kendrick, J.K. Simmons mais
Gêneros Ação, Suspense, Drama

Nacionalidade EUA
Ano . 2016









Christian Wolff ( Ben Affleck) é um menino com alto grau de autismo, ele quase não se comunica com seus familiares e tem surtos constantes. Isso faz com que seus pais desesperados procurem um lar especializado em crianças com autismo e sua mãe queria interná-lo, o pai não aceita o que ocasiona na separação do casal, o pai que é militar fica com os dois filhos sozinho.
O tempo passa e Christian se transformou em um contador, muito inteligente mas com hábitos estranhos ele trabalha para as mais perigosas organizações criminosas do mundo. É um homem metódico que arruma os talheres em posições idênticas e tem uma espécie de esconderijo onde guarda parte de seus pagamentos do crime, incluindo quadros de pintores famosos.
Investigado pelo governo - J.K Simmons é Ray King o agente que vai contratar uma especialista para pegar quem está por trás dos números do crime- ele tenta se desvencilhar como pode, enquanto passa os dias com seu hobby que aprendeu com seu falecido pai, atirar. Seu irmão não aparece boa parte do filme.
Em seu caminho para fazer par romântico teremos Anna Kendrick como Dana, uma colega de trabalho que vai entrar na furada com ele e também correr risco de vida por saber demais.
O filme tem seus pontos positivos como um elenco ótimo e afinado, único porém é Anna Kendrick, não achei que ela estava bem no papel, parecia uma menina saída da sessão da tarde perdida no filme. Diferente de papéis em que esteve maravilhosa como Sem Escalas.

Impressiona que Wolff saiba atirar melhor que o Sniper Americano e a forma como seu pai morreu, explicando porque o irmão se afastou ainda mais deles...não posso soltar spoilers, mas algo que não entendi muito no longa foi o tempo que ele e o irmão ficaram sem se falar e se reconhecem por causa de uma música. Entendi errado?
Ficou a dúvida, quem assistir me diga aqui nos comentário ( ok, vai ser spoiler de qualquer forma!).

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Menina que via Filmes : Whiplash - em busca da Perfeição [Crítica]

Título Original : Whiplash
Título no Brasil : Whiplash - em busca da perfeição
Dirigido por Damien Chazelle
Com  Miles Teller, J.K. Simmons, Paul Reiser mais
Gênero Drama , Musical
Nacionalidade EUA
Duração : 1h 47 min

Globo de Ouro de Melhor ator coadjuvante para J.K Simmons em 2015






O solitário Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana como fez Buddy Rich, seu maior ídolo na bateria. Após chamar a atenção do reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Fletcher (JK Simmons), Andrew entra para a orquestra principal do conservatório de Shaffer, a melhor escola de música dos Estados Unidos. Entretanto, a convivência com o abusivo maestro fará Andrew transformar seu sonho em obsessão, fazendo de tudo para chegar a um novo nível como músico, mesmo que isso coloque em risco seus relacionamentos com sua namorada e sua saúde física e mental.



Há filmes que são tão bons que não precisam de muito esforço para que o espectador sinta vontade lendo uma crítica de ir ao cinema mais próximo vê-lo. No caso de Whiplash o filme é tão maravilhoso que eu saí da sala de exibição e  o pessoal ainda batia palmas para o filme.
Andrew ( Milles Teller, um talento escondido em filmes de péssimo gosto como Namoro ou liberdade) tem apenas 19 anos e seu sonho é ser baterista reconhecido de jazz. Para isso saiu de casa e foi viver próximo a melhor faculdade do gênero : Shaffer.
Abandonado pela mãe quando nasceu e criado pelo pai ele se diverte indo ao cinema com ele ( no papel de Paul Reiser) mas espera ser muito mais que um professor, profissão que o pai teve a vida inteira.
O que ele não sabe é que chegar próximo do sonho é passar pelo rígido professor Terence Fletcher ( J.K Simmons, sensacional, ganhador do Globo de Ouro de Melhor ator coadjuvante desse ano e sério candidato ao Oscar) , um homem que não tem pena de seus alunos e acredita que um método pouco usual , de humilhação e carga psicológica podem melhorar o desempenho dos que ele escolhe para massacrar . 
Se a primeira vista as atitudes de Fletcher podem parecer horrendas, o diretor não perde tempo em nos mostrar o como Andrew também não é muito normal em busca do que quer. Ele não exita em por exemplo perder um importante ensaio mesmo depois de quase ter morrido, termina com a namorada para que ela não atrapalhe seus treinos e acha normal ter as mãos sangrando sob as baquetas depois de treinar horas  a fio.
Sim, temos em menos de duas horas de filme a comprovação de que para que exista um professor não convencional há um aluno que também não é lá muito normal. 
Os dois atores duelam não somente na tela mas também na dúvida de quem assiste de definir quem está melhor. Não consigo achar que somente Simmons está excepcional, Teller sai de si e dá lugar ao Andrew sem que saibamos separar o ator do personagem.
A pressão em fazer sucesso, a dura vida de quem não pensa em desistir mas tem sempre alguém que faz de tudo para que o faça estão nesse filme.

Difícil não achar que o filme trata somente de pessoas em busca da fama, é óbvio que por Andrew ser músico o filme foca nisso, mas me lembrou muito o concorrido mercado de trabalho e seus chefes " diabo veste Prada".
Até onde o ser humano aguenta a pressão sem enlouquecer? Até que momento o saudável vira insano? 
Quando achamos que sabemos de tudo nos mostram a cena final, e é para aplaudir mesmo, de pé. Que filme!