Título Original: Maps to the Stars
Título no Brasil : Mapas paras as Estrelas
Dirigido por David Cronenberg
Com Julianne Moore, Mia Wasikowska , Olivia Williams mais
Gênero Drama
Nacionalidade Canadá , EUA , França , Alemanha
Censura : 16 anos
Duração : 1h 51 min
Ano : 2014
Não tenho boas recordações de David Cronenberg, o filme Cosmópolis para mim foi uma experiência traumatizante. Ao ver Mapas para as estrelas imaginei que seria tão ruim quanto mas o fato Julianne Moore me fez ir em uma tarde de sábado com a família ver o filme.
O início é morno e depois as coisas vão se encaixando , Agatha ( Mia Wasivoska, tão diferente que demorei a reconhecê-la , para quem também não lembra ela é a Alice no País das Maravilhas com Johnny Depp de Tim Burton) estranhamente usa luvas nas mãos, dessas que pegam até o cotovelo, seu cabelo também cobre parte do rosto e ela paga o chofer Jerome ( Robert Pattinson em participação especial, pois não diz ao que veio) para levá-la a conhecer a casa das estrelas em Los Angeles. Com caras e bocas misteriosas a personagem é extremamente afetada e isso é visível.
Em seguida conhecemos Benjie Weiss ( Evan Bird) um adolescente mimado que tem muitas fãs por causa de um filme e que trata mal tudo e todos, inclusive seus pais toda vez que pode, ah, sim ... o pai dele o tal Dr Weiss é terapeuta de estrelas de Hollywood e é ninguém menos que John Cusack que está a cara do Nicholas Cage.
Na casa de Weiss a família é toda 22, a mãe fuma sem parar e parece ter medo do filho de 13 anos, o pai tem olhar de serial killer e só pensa me ganhar dinheiro e é ainda mais tenso quando descobrimos que Agatha é filha deles também, mas uma filha que ninguém quer ver nem pintada de ouro porque quase matou o irmão e tacou fogo na casa deles anos atrás.
Vocês devem estar se perguntando onde está Julianne Moore nessa história toda, certo?
Explico : Julianne é a estrela maior do filme, como Havana Segrand ela simplesmente arrasa no papel de uma atriz em crise lutando para ter um papel que preste e passando por cima de todos se for necessário para chegar a isso.
Havana é insuportavelmente linda e inescrupulosa, Julianne arrasa aos 54 anos em cenas de lingerie onde mocinhas de 20 cortam os pulsos em segundos. Como se não bastasse o talento dela está mais uma vez na telona, ela se doa de tal forma que mesmo o mais louco dos filmes tem seu valor se tem Julianne em cena.
E para ser muito sincera Mapas para as Estrelas pode até ter coisas muito loucas nele mas é um bom filme. Eu dispensaria a cena de menage com Moore e um pênis de fora porque realmente achei fora do contexto, bastava filmá-los nus, mas ok, vamos deletar da mente e focar na história.
Agatha quer tanto se aproximar dos pais e do irmão que sem Havana saber a faz ser contratada como sua assistente pessoal e com isso ela transita pelos mesmos meios dos dois o tempo inteiro.
Com um olhar na loucura Agatha não é nada normal, vai se apaixonar por Jerome mas ver que ele é um cara que não vale nem as meias que usa.
Todo esse cenário serve de pano de fundo para Cronenberg nos mostrar o como a vida das estrelas muitas vezes é cercada de futilidade e nós as alimentamos lindamente.
O final é muito bom, a cena final de Agatha e Havana mereceu algumas palmas do cinema, e olha que é forte, muito forte!