domingo, 24 de maio de 2015

[Resenha] O Filho Antirromântico @cialetras

Título Original : The Anti - Romantic Child: A History of Unexpected Joy
Título no Brasil : O Filho Antirromântico - uma história de alegria inesperada
Autora : Priscilla Gilman
Editora Companhia das Letras
Tradução : Caroline Chang
Número de págs : 347






Quem olha a moça na orelha do livro, de cabelos longos louros e sorriso bonito não imagina que ela tenha uma história de vida tão forte. Priscilla ainda estava na universidade quando engravidou de seu marido Richard. O que espantou muitos da carreira acadêmica que seguia mas que foi um motivo de muita alegria para o jovem casal. O que eles não esperavam é que Benjamin ou Benj como é chamado por ela o livro todo, seria uma criança especial.
E por especial não entenda um filho perfeito que deu muitas alegrias aos pais, leia-se por especial alguém com uma síndrome que afeta seu jeito de lidar com o mundo e com a própria mãe. A alegria aos pais veio de forma diferente, um amor tão grande que ao descobrirem que o fato do filho saber com 3 anos todas as letras e números não fossem sinais de ser superdotado mas sim de hiperlexia que também é conhecida como " síndrome da leitura precoce".
Priscilla sempre notou que seu bebê não agia como os outros, mamava sem ter ligação com seu corpo, agia estranho e com o tempo compará-lo as outras crianças era um dor grande : ele não se parecia em nada com nenhuma delas. Era só ver uma argola na orelha de alguém que ele saía correndo para puxar e gritava que era a letra " O", um macarrão virara um "S", não era esperteza do menino mas sim uma obsessão comum aos portadores da síndrome.
O casal teve que se adaptar com um " estranho no ninho", como se o mundo fosse algo a parte para ele, por mais que quisessem que o filho fosse aceito por todos, incluindo professores que não entendiam como ela poderia achar que teria como ele se matricular em uma escola pública - a história se passa nos EUA - e sim que ele deveria ser enviado para uma escola especial, os pais bateram o pé de que eram eles que deveriam se adaptar ao menino. 
Como na vida os problema parecem saber exatamente quando é a pior hora de darem as caras, o casal ainda teve que lidar com uma doença terminal da mãe de Richard e com a do pai de Priscilla. 
Ter Benj como filho era uma prova diária da força que tinham  , mas que Richard não soube suportar tanto quanto ela. É comum os pais se separarem quando tem crianças especiais e dessa vez não foi diferente, nada que tirasse o otimismo de Priscilla que à essa altura já tinha outro filho , que para espanto dos pais foi bem recebido por Benj que até gostava de ler histórias para o pequeno.
A diferença dele para as demais crianças e suas manias estava presente o tempo todo : no repetir das frases, no decorar das respostas, no não aceitar que fosse chamado de outra coisa que não fosse seu nome...
Voltando ao mercado de trabalho, com 2 crianças e agora divorciada, Priscilla é um exemplo para quem é mãe e para quem não é, filhos são bençãos e aprendemos desde cedo de que só trazem alegrias para os pais, na vida real sabemos que mesmo os que não tem nenhuma síndrome nem sempre fazem jus a frase, mas essa moça provou que a força que temos e nossa alegria está dentro de nós e só depende da gente buscá-la. Livro lindo e emocionante. 

3 comentários:

  1. Sempre tive comigo que pais de crianças especiais são escolhidos por Deus a dedo. Claro, tem umas exceções, como tudo na vida...mas acredito piamente nisso.
    Já havia lido e visto alguma coisa sobre este livro no mundo literário,mas nunca havia de fato parado para ler. Não conhecia a síndrome também,aliás, nem fazia ideia de algo semelhante e fiquei tentando imaginar como seria viver uma situação assim.
    Das dificuldades, superações,mas acima de tudo, do amor incondicional de uma mãe!
    Vai pra lista de desejados!!!!
    Beijo

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  2. Ainda não tinha ouvido falar desse livro e pouco conheço sobre a síndrome, mas creio que essa mãe tenha muito para ensinar aos leitores, tanto na parte da doença em si quanto na parte afetiva. Anotei a dica!

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  3. Me encantei pelo livro e quero muito ler ele.
    Eu ainda não tenho filhos mas quero ter num futuro próximo. Esse livro com certeza deveria ser lido por pessoas que não tem e querem ter filhos, não só as mulheres mas os homens também. Bato palmas para essa autora e mãe excepcional. Beijos

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