segunda-feira, 17 de outubro de 2016

[Resenha] A Cor da Coragem @edvalentina -

Título Original: The Colour of Courage
Título no Brasil: A Cor da Coragem
Autor: Julian Kulski
Editora Valentina
Tradução de Clóvis Marques
Número de págs: 412





Geralmente contada pelo lado dos judeus, a Segunda Guerra Mundial teve diversas histórias marcantes, dessa vez ela chega contada por um cristão polonês que começa seu diário com apenas 10 anos e o finaliza aos 16 anos com o fim da mesma. Não menos vítima, mas de uma outra forma, o menino Julian Kulski descreve o dia em que soube que a Alemanha invadia seu país e quando entendeu que de fato aquilo mudaria sua vida e de sua família para sempre. Filho do vice-prefeito de Varsóvia, ele que sempre teve fartura em casa e mesmo muito jovem já namorava uma menina - judia- viu seu dia a dia ser alterado por soldados atacando os lugares que frequentava, soando toques de recolher e prendendo seus amigos pelo simples fato de serem judeus. Seu pai apesar de ter parentes muitos distantes que eram da religião - ou da raça, como Hitler julgava - era visto pelos nazistas como sendo um que não era puro totalmente.
Julian passou a odiar os nazistas e no início ele fazia coisas infantis mas já que demonstravam sua raiva por eles, como indicar locais errados e arrancar placas colocadas pelos soldados. Era um risco que o menino não importava em correr para atrapalhar aqueles que invadiram e destruíram seu país. Aos 12 anos ele se alista e luta contra os nazistas, vê amigos morrerem, vê sua família se separando e por fim acabará sendo preso. Prisão essa da Gestapo onde muitos morriam por maus tratos e tantos outros desapareceram sem que a família soubesse onde foram parar.
Julian enfrenta frio e fome para combater os nazistas e só o que tem é a certeza de que não desistirá enquanto não vencer os alemães.
Forte e comovente o livro nos leva para a vida de um combatente que só desejava ver sua família salva e seus conterrâneos soltos. Sabemos que a guerra dizimou muitos e que nem todos tiveram a sorte de Julian de poderem ver publicados seus livros, diferente de Anne Frank que morreu nos campos e de muitos outros, Julian conseguiu escapar e ao final da guerra com o país devastado pelos anos de massacre aceitou ir morar nos Estados Unidos, onde reside até hoje. Hoje, se sente americano, e informa no livro que acha que deve um imenso favor ao país que o acolheu, mas que claro não esquece sua origens e tudo que passou. 
Um diário comovente, recomendo a leitura para todas as idades. No final há perguntas sobre o livro que são ótimas para relembrarmos o que lemos.


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Também tem vídeo no Canal falando sobre o livro:

3 comentários:

  1. Estes livros precisam de fato serem mais falados, mais resenhados. Tem gente que torce o nariz, mas esse período da nossa história tem tanto ainda a ser mostrado e contado.
    E não adianta dizer que não mexe com a gente, porque mexe. Precisamos ainda dessa indignação.
    Não sei se vou gostar do formato diário.. Mas se puder, lerei com certeza!!
    Beijo

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  2. Raffa!
    Bom ver um ponto de vista que ão seja de um judeu sobre essa época, embora me pareça que o sofrimento seja o mesmo e todas as dificuldades da época também.
    Gosto de livros em estilo de diário.
    “A simplicidade representa o último degrau da sabedoria.” (Arthur Schopenhauer)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de OUTUBRO com 3 livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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  3. Livros como este têm que ser bastante divulgado, tem que ser lido para que o passado não se repita.
    Adorei a resenha e o vídeo, vai entrar para minha lista de desejados.

    Beijos :)

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