sábado, 10 de fevereiro de 2018

Menina que via Filmes: Três Anúncios para um Crime [Crítica]





















Título Original:  Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
 Título em PortuguêsTrês anúncios para um crime
Data de lançamento 15 de fevereiro de 2018 (1h 56min)
Direção: Martin McDonagh
Elenco: Frances McDormand, Woody Harrelson, Sam Rockwell
Gênero Drama
Nacionalidades Reino Unido, EUA

por Bianca Silveira

Imagina você ter uma filha assassinada brutalmente e mesmo depois de meses nenhum envolvido foi identificado, muito menos preso. Essa é a situação de Mildred Hayes (Frances McDormand) que, cansada de esperar a polícia se mexer para descobrir quem matou sua filha, resolve alugar três outdoors e colocar em cada um frases cobrando explicações da polícia, especialmente do delegado Bill Willoughby (Woody Harrelson) responsável pela delegacia local. 

Não pense que esse é um filme daqueles que vamos acompanhando tudo e no final o crime é solucionado, não é isso. O foco do filme são as consequências do desespero de uma mãe que cansada de esperar e vendo o caso de sua filha ser deixado de lado resolve colocar o dedo na ferida da polícia cobrar de uma forma inusitada e tem que arcar com as consequências de seus atos. Após o anúncio o que vemos é uma sucessão de acontecimentos, além disso muita gente da cidade fica contra sua atitude acham que ela foi injusta na cobrança, principalmente injusta com o delegado Willoughby já que ele sofre de um câncer terminal. O delegado por sua vez compreende a atitude da mãe desesperada e não a recrimina. Mas não é só ela que tem que lidar com as consequências de suas atitudes, muitos a sua volta acabam sofrendo de alguma forma, como por exemplo o dono da empresa responsável velo outdoor recebe represálias um tanto quanto assustadoras e Robbie Hayes, filho de Mildred e irmão da jovem assassinada sofre com piadas na escola. 


Apesar de tratar de um assunto pesado o filme é carregado de um humor negro que proporciona vários momentos engraçados. A mãe da jovem é uma mulher amarga, incapaz de dar um elogio a alguém, mas seu sarcasmo a torna, de certa forma, cômica. O oficial Dixon (Sam Rockwell) é outro que tem seu comportamento carregado de humor negro. Dixon é um policial racista, homofóbico e violento que acha que por ser policial está acima dos outros. Ele não é uma má pessoa, diversas circunstâncias o levaram a ser dessa forma e ao longo do filme conseguimos até sentir um pouco de compaixão por ele. Sam Rockwell juntamente com Woody Harrelson foram indicados ao Oscar de melhor ator coadjuvante.
Aos poucos os personagens vão aprendendo a lidar com sua dor, seja a mãe que não se conforma com a perda da filha seja o policial que parece ter raiva do mundo. Frances McDormand está perfeita na pele de Mildred. Ao mesmo tempo que ela transparece toda a amargura pela morte da filha ela também consegue mostrar compaixão, generosidade e se mostra uma mãe amorosa. Todas essas características ela mostra com a mesma facilidade e intensidade. Sua excelente atuação rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz. Além das indicações de melhor atriz e melhor ator coadjuvantes o filme recebeu ainda mais 4 indicações:  Melhor montagem, melhor roteiro original, melhor trilha sonora original e obviamente melhor filme. 


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* A opinião do filme ou das resenhas pertence ao colaborador que se compromete a enviar uma crítica de sua autoria para ser publicada no blog e divulgada nas demais redes sociais.

*Cabine de imprensa à convite da distribuidora.

5 comentários:

  1. Conforme o Oscar vem se aproximando, fui ouvindo falar mais sobre esse filme, tenho vontade de vê-lo.

    Beijos ^_^

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  2. Oii!
    Eu estou no aguardo pra ver o filme, desde que vi o trailer fiquei interessada e o maridão tbm.
    Bjs!

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  3. Agir por impulso é um grande problema. Claro que a mãe não queria trazer problemas a ninguém mas é assim que as coisas funcionam, ela se achou no direito de fazer e outros pensarão que tb têm este direito.

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  4. Bianca!
    Além de amar os atores que protagonizam o filme, já está aqui anotado para poder assistir, porque parece um filme carregado de drama, bem do jeitinho que gosto.
    Um carnaval de alegria e moderação e desejo uma nova semana!
    “Ninguém é assim tão velho que não acredite que poderá viver por mais um ano.” (Cícero)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA FEVEREIRO: 3 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  5. Um dos grandes filmes para o Oscar deste ano. Ainda não consegui ver ele, mas tenho acompanhado tudo que vai saindo desde que ele foi indicado e todos salientam isso: não é o crime que move o enredo. Mas sim, o desespero da mãe.
    Sei que verei em breve e tomara que a atriz seja premiada pela atuação impecável.
    Beijo

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