sexta-feira, 9 de março de 2018

Menina que via Filmes: Trem Para Paris [Crítica]

Título Original: 
The 15:17 to Paris
Título em Portugues: 15h17 - Trem para Paris

Data de lançamento 8 de março de 2018 (1h 34min)
Direção: Clint Eastwood
Elenco: Spencer Stone, Anthony Sadler, Alek Skarlatos 
Gêneros Drama, Suspense
Nacionalidade EUA
#27





por Bianca Silveira


O filme retrata o ato heróico de três jovens militares americanos que conseguiram desarmar e imobilizar um terrorista em um trem que ia para Paris. O longa começa com Spencer Stone  e Alek Skarlatos interpretados por eles mesmos na escola sofrendo bullying por parte dos colegas, em uma de suas idas a direção da escola eles ficam conhecendo Anthony Sadler, também interpretado por ele mesmo, que é figura carimbada por ali e acabam se tornando amigos.  Spencer Stone  e Alek Skarlatos eram vizinhos e suas mães são constantemente chamadas na escola pois alegam que eles têm déficit de atenção.
O tempo passa e eles já são jovens, Alek Skarlatos já não mora mais na mesma cidade já que se mudou ainda criança para morar com o pai, Spencer Stone e Anthony Sadler ainda moram na mesma cidade e os 3 ainda são muito amigos. Spencer Stone decide se tornar militar porque quer ajudar pessoas, salvar vidas. Quando os 3 já estão com a vida já um pouco encaminhadas eles decidem viajar pela Europa e durante um dos deslocamentos eles se deparam com uma situação que muda a vida deles, um terrorista está no mesmo trem. 

O filme foca mais em Spencer Stone, não entendi o porquê já que todos têm a mesma importância para os acontecimentos, talvez pelo fato de ser o mais enfático em querer salvar pessoas, na infância ele colecionava e brincava com armas, de plástico, mas super realistas. Uma parte do filme é sobre a infância, outra boa parte é a tal viagem para a Europa totalmente desnecessária, toda a viagem é resumida em selfies e bebedeiras deixando o ato heróico em si fica mais pro finalzinho, algo meio jogado. 
Uma coisa interessante é que durante a viagem, na Alemanha, um guia turístico dá uma cutucada nos americanos dizendo que os Estados Unidos não podem ficar com os créditos toda vez que o bem vence o mal. Bem, mas é exatamente isso que acontece no filme. Como já foi dito, o filme retrata o ato heróico dos três jovens e a direção fica por conta de Clint Eastwood que arriscou muito colocando os próprios envolvidos para atuarem no filme. Aliás todos os envolvidos na cena do trem, não somente os três, também foram interpretados pelos personagens reais. Essa ousadia de Eastwood não funcionou, os três jovens não são atores, é possível ver claramente o quanto eles não se sentem à vontade em frente às câmeras e o diretor não tem experiência em dirigir atores não profissionais prejudicando e muito o filme que ficou mais com cara de um programa de televisão. 




















por Raffa Fustagno

Eu sempre falo que mesmo que a gente leia uma crítica que odiou um filme ou livro a melhor coisa é termos nossa própria experiência, não quer dizer que porque uma pessoa gostou do filme que eu também vá gostar e vice versa.
A Bianca não curtiu nada o filme, mas eu tive outra opinião. 
Primeiro se você acompanha esse blog sabe que sou completamente apaixonada pelo trabalho de Clint Eastwood como diretor, mesmo que muitos critiquem seu gosto por filmes patriotas onde claro os Estados Unidos salvam o mundo no final.
Obviamente que a história verídica desse filme o atraiu, a ponto dele se interessar por ser diretor, mas afinal, que história é essa? Três amigos, Spencer Stone, Anthony Sadler e Alex Skarlatos, viajavam da Holanda para França em um trem quando um marroquino entrou preparado para fazer um atentado. Dois dos rapazes eram militares e um deles estudante, junto com um empresário britânico eles renderam o terrorista evitando assim a morte de todos no trem.
A ação em si demorou uns 5 minutos ou 10 minutos, não importa, a questão é que para se ter roteiro para tudo isso é algo bem difícil, Clint então, sempre pioneiro, arriscou em colocar os 3 rapazes de verdade atuando e em fazer um filme de duas horas. Claro que as críticas foram negativas! Mas fazem sentido? Sim e não.
De fato as falas não são as mais perfeitas nem mesmo para filmes do gênero, mas o que o diretor quis mostrar é que nas casas americanas se é criado para amar armas, para endeusar aqueles que protegem a nação, militares são heróis, assim como policiais. Sempre lembro que uma vez indo de Charlotte para Atlanta em um voo de 2 horas nos Estados Unidos o avião inteiro ficou de pé, eu assustada já achei que era algum ataque...mas era um grupo de militares que entraram e foram ovacionados pelo comandante e pelos passageiros por assim como disse o comissário "protegerem  nação".  Em um país como o nosso onde atacamos o exército e a polícia, é difícil entender tudo isso, sempre acho errado colocarmos no "mesmo caso" que todos são corruptos.
Enfim, Clint mostra desde a infância deles para provar o como sempre foram unidos, os problemas que tiveram na escola e também a luta que foi para Spencer ser aceito como militar, tudo isso nos envolve na paixão deles pode defender o país.
As atuações de fato deixam a desejar, mas principalmente de Skarlatos, que apesar de ser o mais bonito do grupo, arrancando suspiros da plateia, decorou o texto como eu cozinho, ou seja, ficou muito ruim mesmo.



















Uma coisa bacana do filme é que Eastwood mistura cenas que ele gravou  e outras que realmente aconteceram, a imagem acima é da época que houve o atentado, mas muitas são filmadas agora com eles pouca coisa diferentes e as cenas como por exemplo o primeiro ministro francês de época, François Hollande, entregando as medalhas, são as mesmas que passaram na tv.
















O que me impressiona nas críticas especializadas é acharem que os rapazes não fizeram nada demais...oi? A violência de nosso país e posso dizer, da cidade que vivo ( Rio de Janeiro) fez com que atos de extrema violência como esse fossem minimizados, como se não fossem absurdos!
Eu gostei muito do longa, achei válido, e adorei a cena em que um alemão debocha do que ensinam na escola americana sobre o local de morte de Adolf Hitler.
Vale a pena sim assistir.

* As fotos acima dão reais, do dia do atentado e do momento que foram condecorados. 

3 comentários:

  1. Raffa eu comecei a ler o post e já me interessei pelo filme, adoro filmes com o tema, faz algum tempinho que não vejo filmes assim , já qro conhecer!
    Bjs!

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  2. Puxa, tipo um filme que não tem atores? É isso mesmo??
    Que ideia fascinante!!!
    Sou fã de Clint, tanto como autor, ator, diretor e mais uma pah de coisas que esse gênio faz,mas tenho que admitir que foi um projeto ousado demais.
    Mas com certeza, verei o longa, até por ser baseado em fatos reais e trazer esse diferencial.
    Beijo

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  3. Não tinha ouvido falar deste filme, não fiquei muito interessada em vê-lo :(

    Beijos ^_^

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