segunda-feira, 14 de maio de 2018

Menina que via filmes: Estrelas de cinema nunca morrem [Crítica]

Título Original: Film Stars Don´t Die in Liverpool
Título no Brasil: Estrelas de Cinema Nunca Morrem
Data de lançamento 26 de abril de 2018 (1h 46min)
Direção: Paul McGuigan
Elenco: Annette Bening, Jamie Bell, Julie Walters mais
Gêneros Drama, Biografia, Romance

Nacionalidade Reino Unido
#58










por Raffa Fustagno

O quão bom é ir ao cinema e achar que verá um filme OK e sair da sala achando o um dos filmes mais maravilhosos que assistiu na vida?
E talvez essa crítica seja um pouco grande, mas será o máximo de sincera que eu puder ser. Não conhecia Gloria Graheme ( Anette Bening em ótima atuação), a atriz que ganhou o Oscar de Melhor Atriz coadjuvante por No Silêncio da Noite  de 1953, aparece aqui já no final da década de 70 vivendo na Inglaterra e fazendo uma peça de teatro. Sabemos que ela foi uma atriz muito famosa e conhecemos seu agora namorado, Peter Turner ( Jamie Bell, o ator de Billy Elliot), muitos anos mais jovem que ela. Enquanto ela é uma atriz que não tem sido chamada para muitas coisas ultimamente mas que carrega a glória de ter ganho a estatueta mais cobiçada do mundo, ele é um aprendiz de ator, de uma família de classe média cujo os pais são grandes fãs da atriz. Imagina quando ele diz a eles que estão juntos?

Parece surreal e é, mas os dois se conhecem em uma pensão em Londres - ele é de Liverpool - e acabam ensaiando juntos e tendo um relacionamento que deixa na cara o quanto o preconceito sempre existiu, se ainda tem nos dias atuais, imagina há décadas atrás?
A postura de Peter é o que impressiona no filme, totalmente apaixonado e encantando por Gloria ele vive sua vida em função de sua carreira que passa  a ser chamada para algumas produções e eles vão juntos a Nova York. Muitas vezes é em flashbacks que sabemos disso, pois já a vemos sendo cuidada por ele e por sua família na casa deles, Gloria tem câncer mas não quer que ninguém saiba.

Teimosa e de difícil relacionamento, sobra para o espectador apreciar o como Peter foi paciente com ela. Foram crises de estrelismo, jantares em família intragáveis com ataques da irmã dela que pelo jeito não gostava dela - e esse com a participação especial da maravilhosa Vanessa Redgrave que faz a mãe de Gloria- até mesmo alguns diálogos duros onde ela não é nada romântica com ele e Peter carrega a inocência de um primeiro amor, por alguém que tem a profissão bem sucedida que sempre sonhou. Uma admiração imensa e zero preocupação com a diferença de idade.
Os pais dele também são o casal mais bacana do mundo, as conversas com o filho e o apoio que dão aos dois é fundamental para que eles se amem e não tenham medo de ser felizes na presença deles. Não há julgamento, não há nenhuma conversa dizendo ao filho para que ele não fique mais com ela, quando se intrometem é de uma forma justa para o bem dela, e somente quando ela já está muito doente para tomar qualquer decisão sozinha. 
Gloria por outro lado não sei se ganha tanta empatia do público, mesmo com o roteiro sendo baseado em um livro do próprio Peter que de acordo com quem a conhecia ele foi bem bonzinho porque ela erá difícil de lidar, causa estranheza que ela tenha tido 4 filhos e não tenha criado nenhum deles após os divórcios. 
Isso é visto depois quando ela está doente e somente um dos filhos vem vê-la. 
A ATRIZ GLORIA GRAHEME CONTRACENDO COM BOGART
Por mais que eu mesma tenha esperado um desfecho como vemos em outras histórias baseadas em fatos reais, onde ou o homem mais jovem larga a mulher mais velha ou a trai, dessa vez a sensação foi de que isso não é medida para o amor, o filme emociona, nos faz acreditar nas diferenças e querer bater palmas no final, mesmo sabendo que o final para ser igual o da vida real, não poderia ser exatamente o que chamamos de feliz.
Eu amei esse filme. Confiram e me digam o que acharam.

3 comentários:

  1. Quando você falou sobre este filme, acho que no Instagram, eu fui buscar informações sobre ele, afinal, nem fazia ideia de que ele existia.
    E parece realmente ser um filme fabuloso e especial. Por trazer tanto amor, aceitação e muita realidade.
    Com certeza verei assim que tiver oportunidade.
    É o tipo de enredo que me encanta.
    Beijo

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  2. Nossa eu nunca tinha ouvido flar desse filme, parece ser lindo, amei a capa tbm, eu qro ver com toda ctz...
    Bjs!

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  3. Parece realmente ser muito bonito, e uma história real ainda, legal. :)

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