sábado, 13 de outubro de 2018

[Resenha] Celular @Suma_BR

Título Original: Cell
Título no Brasil: Celular
Autor; Stephen King
Tradução de Fabiano Morais
Editora Suma
Número de págs: 381
#132









por Raffa Fustagno


Pare para pensar o quantas vezes em um dia você usa seu celular. Eu sei que em pleno 2018 é muito menos para chamadas telefônicas e mais para acessar aplicativos com os quais nos conectamos com várias pessoas ao mesmo tempo. Sei também, porque eu sou assim, que esquecer o celular em casa é como sair sem a parte debaixo da roupa, você se sente desprotegida.
É surreal pensar que quando eu tinha 18 anos eu nem tinha um celular, só fui tê-lo aos 20 e mesmo assim ele só atendia e fazia chamadas mesmo, pesando quase o mesmo que minha bolsa inteira hoje em dia.
King, sempre ele, magnífico como sempre, faz com que o Celular seja o grande vilão dessa história onde quem atende chamadas deixa de ser humano, eu não diria que são zumbis porque as pessoas continuam vivas, mas elas não sabem quem são, não tem qualquer rastro de memória e somente quem se safou são as poucas pessoas como o artista gráfico Clayton Ridell que não tem um celular, enquanto ele está longe da família ele tem esperanças que eles também não tenham sido atingidos já que seu filho adolescente tem um celular mas vive o esquecendo em casa.
O protagonista se junta assim com outras pessoas que não estão nesse estado de apocalipse total - e que são chamados de normies - para tentar chegar com vida em casa e reencontrar sua família.
Já aviso que Tarantino passou por aqui, porque as narrações dos primeiros capítulos são massacre puro, os "atingidos" matam e não tem só nem piedade de ninguém.
O livro foi lançado originalmente em 2007, parece pouco mas são 11 anos e isso faz imensa diferença nessa nova versão. A gente não tinha whatsapp, vocês lembram? Muitas pessoas ainda usavam o Orkut! Só para terem ideia de como isso faz diferença e é preciso lembrar para não influenciar a leitura e acharem que é muito fora de comum não terem celular. Meus pais aderiram nessa época e mesmo assim minha mãe tem apenas 2 anos que aceitou entrar em redes sociais e sabe mexer corretamente em tudo. 
Muita gente fala mal desse livro e diz que não gostou muito, eu vou ser da turma do contra, eu gosto bastante dele. Gosto do Clayton, gosto da forma como ele descobre que está acontecendo o "pulso" vendo as pessoas atacarem uma às outras. Imagina uma pessoa estar de boas tomando um sorvete e ver que as pessoas passam a se matar? Sim, lembra muitos filmes. 
Adoro a forma como ele faz "novos amigos" como por exemplo o Tom que vai se unir à ele como um dos poucos que não está enlouquecido com o tal do pulso.
Sei que muitas coisas ficam sem resposta, mas no total é uma história que gosto muito porque nos faz pensar o como somos totalmente reféns da tecnologia.
Não vou falar mais para não soltar spoilers.

*foto tirada no Parque da Chacrinha 

2 comentários:

  1. Sou apaixonada pelo trabalho do Mestre King e só ele para trazer essa alienação dos celulares e tecnologia em mais um de seus livros.
    Pelo que li acima, é mais um livrão daqueles onde o autor consegue colocar a nossa mente em constante trabalho o tempo todo.
    Está na lista de desejados e espero ler e ter o quanto antes!!!
    Beijo

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  2. Adorei a resenha. Esse o sobrenatural parece mais "fraco", leria numa boa kkkkk

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