segunda-feira, 8 de outubro de 2018

[Resenha] A Escrava Isaura @grupoautentica

Título Original: A Escrava Isaura
Autor: Bernardo Guimarães
Editora Gutenberg
Número de págs 172
#128





por Raffa Fustagno








Você certamente conhece a novela, seja a que tinha Lucélia Santos como protagonista, seja a que tinha Bianca Rinaldi anos mais tarde. A história que na dramaturgia foi assistida por milhões de pessoas, até mesmo vendida ao redor do mundo, é baseada no livro de Bernardo Guimarães, e eu era mais uma que ainda não tinha lido o livro.
Isaura sempre teve a pele clara, mas por ser filha de escravos assim também a foi vendida para uma senhora que tinha uma imensa fazenda, local esse que ela foi criada e como ela gostava muito da menina e a criou praticamente como filha. Mesmo com toda educação e cuidado com ela a senhora nunca lhe deu a carta de alforria, que era o que libertava os escravos de seus donos - parece tão surreal citar isso em pleno 2018, mas como viver sabendo que pessoas se sentiam donas das outras pelo tom de pele? - , para seu azar a senhora faleceu sem assinar o documento e com isso ela automaticamente passou a pertencer ao único herdeiro, o filho dessa senhora que era extremamente malvado, sem se parecer nada com a mãe. 

Isaura é filha de um português, Miguel, um homem branco que a teve com sua mãe que era escrava. O pai dela a visitava esporadicamente e juntava o dinheiro para que a filha pudesse ser libertadas, mas Leôncio, agora seu dono, não aceita alegando que está de luto pela morte da mãe. O que na verdade é uma desculpa porque ele queria Isaura, mesmo casado com Malvina que ao perceber que ele tem segundas intenções com a escrava volta para casa dos pais.
A protagonista é assediada não somente por seu dono, mas por outros homens na fazenda incluindo o irmão de Malvina, todos se encantavam com sua beleza. Leôncio irritado que ela não cedeu às suas investidas a tira de dentro de casa e manda- a para a senzala junto com os demais escravos.
Isaura fugirá com o pai onde encontrará um homem disposto a amá-la sabendo de sua condição e a respeitando, Álvaro.
Acho que todos sabemos o final dessa história, sem romantizar a escravidão, Bernardo nos deu um clássico para ser lido a vida inteira.
Se ainda não leram, aproveitem essa edição linda a Gutenberg. Já virou um queridinho da estante. 

*Fotos tiradas no Parque das Ruínas no Rio de Janeiro
* Exemplar cedido em parceria com a Editora Gutenberg




3 comentários:

  1. Eu não li o livro ainda..rs(tambem), mas vi a primeira adaptação na época que eu assistia novelas.
    Não há como negar que é um clássico o e a Editora acertou e muito em trazer o livro assim,com uma capa tão linda!!!
    Se tiver oportunidade, quero sim, conferir.
    Beijo

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  2. Gutenberg está fazendo um trabalho muito bonito nessa coleção de clássicos, não vi as novelas, mas tem muito tempo li um livro sobre a escrava Isaura...

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  3. Nossa Raffa...amei!!! Eu vi as duas versões da novela, e veria se passasse outra vez, amo essas novelas de época!! Quero esse livro.

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