quinta-feira, 18 de abril de 2019

Menina que via Filmes: Cópias - De Volta à Vida [Crítica]



Título Original: Replicas
Título no Brasil: Cópias - De Volta à Vida
Data de lançamento 18 de abril de 2019 (1h 48min)
Direção: Jeffrey Nachmanoff
Elenco: Keanu Reeves, Alice Eve, Thomas Middleditch 
Gêneros Ficção científica, Suspense
Nacionalidades EUA, Reino Unido, China, Porto Rico

por Bernardo Freitas

CRÍTICA COM SPOILERS
Com uma premissa interessante e um tema mais ainda, “Cópias - De Volta à Vida” não consegue cumprir com a própria promessa. O longa apresenta uma família que sofre um acidente de carro em que todos morrem, e estranhamente, o pai é o único a sobreviver. Ele pede a ajuda de um amigo, e os dois retiram a consciência dos corpos da família, invadem a empresa que trabalham, conseguem roubar equipamentos de alto custo sem serem notados pela segurança e realizam uma clonagem humana no porão de casa. Esses são apenas alguns aspectos do filme que fazem com que ele não tenha credibilidade. O roteiro é falho em inúmeras cenas. O desleixo dos roteiristas é tão grande, que até para o universo ficcional em que a trama está inserida, tudo se torna irreal e incoerente. 

O filme começa com Will Foster, (Keanu Reeves) e Ed Whittle (Thomas Middleditch) em uma tentativa de transferir a consciência humana de um homem recém morto, para um andróide com força sobre-humana. A tentativa falha, e Jones (John Ortiz), o dono da empresa para que trabalham, os pressiona dizendo que eles só tem mais uma tentativa de fazerem o experimento dar certo, se não ele iria encerrá-lo. Will decide levar sua esposa Mona (Alice Eve), e seus filhos, Sophie, Matt e Zoe (Emily Alyn Lind, Emjay Anthony, Aria Lyric Leabu, respectivamente) para uma viagem de barco. Entretanto, no meio da viagem, a família sofre um acidente de carro. Will é o único que sobrevive. Decidido a não perder sua família, ele liga para Ed, e juntos, eles retiram as consciências dos corpos recém mortos da família, e os armazenam em uma espécie de “caixa” metálica. Eles invadem a empresa que trabalham e roubam equipamentos necessários para realizarem uma clonagem humana.

Eles levam os equipamentos para a casa de Will, e no porão, montam um laboratório improvisado para realizarem a clonagem. Ed informa que há apenas três tanques, para quatro integrantes da família. Will se vê na difícil escolha de sacrificar alguém de sua família. Ele anota os nomes em papéis e os coloca numa jarra. Ele sorteia e o nome que sai é o de Zoe, sua filha mais nova.  Ed inicia o processo de clonagem e informa que os clones estarão prontos em dezessete dias. Durante esses dias, Wil tenta manter o desaparecimento de sua família em controle. Will decide apagar as lembranças de Zoe da memória de sua família, para evitar que eles sofram com a perda. No último dia, eles esvaziam os tanques e descobrem que a clonagem foi bem sucedida, entretanto os batimentos cardíacos só respondem ao toque de Will. Assim, Will descobre que o experimento na empresa deu errado pois a mente precisa do batimento cardíaco e da respiração, fornecida apenas por um corpo humano, e não um corpo de android.  
Na manhã seguinte, ele acorda e encontra a família dele tomando café. Nada parece estar fora do normal para eles. Mas não demora muito para eles perceberem que há algo errado. Matt passa a confundir seu prato com um copo. Mona passa a sentir falta de Zoe e sentir dor no peito, proveniente da causa de sua morte (Um tronco de árvore a perfurou), e Sophie passa a ter pesadelos com a morte da mãe. A partir disso, Will conta a Mona a verdade. Na empresa, Will e Ed falham mais uma vez. O cérebro do paciente sofreu danos demais, impossibilitando a extração da consciência. 
Will então, decide clonar sua consciência substituir a do paciente. Jonas informa que o projeto irá acabar, e Ed se preocupa com o chefe descobrindo que eles roubaram equipamentos da empresa. Uma noite, Jonas aparece na casa de WIll e o confronta revelando que sabe que a família dele são clones. Ele pede a Will o algoritmo que possibilitou a clonagem ser bem sucedida, e fala que não vai poder deixar a família viva. Desesperado com medo de perder sua família mais uma vez, Will dopa Jonas e destrói o algoritmo no microondas. Ele e a família fogem, mas acabam sendo capturados. No final, Will decide se render a Jonas. Ele dá o algoritmo ao chefe, que é surpreendido com a chegada do andróide do ínicio do filme. Agora, com a consciência de Will. O andróide derrota os seguranças de Jonas, permitindo que a família fuja. Tempos depois, vemos a família vivendo uma vida feliz em uma praia, e Will conseguindo clonar o corpo de Zoe, deixando sua família completa mais uma vez. No Emirados Árabes, vemos que o andróide se tornou chefe da empresa, e agora fornece clonagem humana para quem quiser.
Assim, o filme se finaliza de uma forma clichê e surreal. A família tradicional tem seu final feliz, enquanto um andróide vira um bussinessman. A direção e roteiro é feita por Stephen M. Gillbert, e o roteiro é assinado por ele e Daniela Grittner. Por fim, o filme é um desastre. Os efeitos visuais do andróide são ruins. A atuação é genérica. Não há emoção nos personagens. 
Infelizmente, o filme não é marcante, tampouco recomendável. Se não tiver nenhum filme melhor em cartaz, e estiver disposto a gastar dinheiro em vão, assista esse filme. 


Cabine de imprensa à convite da distribuidora
*Nossos colunistas são voluntários, os textos assinados por eles são originais de suas autorias.


4 comentários:

  1. Me admira demais Keanu se meter em enrascadas assim..rs
    Puxa, nos últimos tempos, o ator vem se lascando em produções nada a ver. Espero que esta fase passe, senão logo teremos um Cage em outra forma ;/
    Primeira crítica que leio sobre este filme e se já estava bem desanimada, imagina agora? rs
    Verei? Sim. E provavelmente, não curtirei. rs
    Beijo

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  2. Nossa, adoro o Keanu Reeves, mas vou passar longe deste filme.
    Beijos 😊

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  3. Que loucura de filme, vou passar bem longe

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  4. Olá!
    Eu apenas li alguns detalhe, não li todo porque não sou muito fã de spoiler. Tem um enrendo bom, ainda mais que envolve coisas da ciências que adoro bastante. Espero ter a oportunidade de ver!

    Meu blog:
    Tempos Literários

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