terça-feira, 11 de junho de 2019

Menina que via Filmes: A lenda de Golem [Crítica]



Título no Brasil: A Lenda de Golem
Data de lançamento: 13 de Junho de 2019 (1h 35min)
Direção: Doron Paz e Yoav Paz
Elenco: Hani Furstenberg, Ishai Golan, Brynie Furstenberg
Gênero: Drama/Terror
Nacionalidade: Israel
por Bernardo Freitas

Com uma narrativa mais dramática e um foco maior em seus personagens, e um tanto quanto parecido com A Bruxa (2015), A Lenda de Golem consegue inovar apresentando elementos dramáticos e características em um filme de terror em um filme só. 
A trama apresenta uma comunidade judaica vivendo em uma vila afastada em 1673, e por conta disso, não foram afetados por uma grande praga mortal que está espalhada pela região ao redor deles. Um dia, um grupo de homens invade a vila, e ordena que a curandeira local cuide da filha infectada de um dos homens. Assim, eles se instalam na vila, começando um reino de dominação sobre os moradores. Inconformada com essa situação, Hanna (Hani Furstenberg) decide recorrer a forças místicas para por um fim nisso, e assim, acaba conjurando o Golem, uma criatura da tradição Judaica, feita através da lama, com o intuito de proteger sua vila. Porém, ele acaba se tornando um perigo maior do que os homens que invadiram a vila.

Com a direção dos irmãos Paz, o filme se consagra ainda mais, por sua beleza. Através da bela fotografia, a sensação é que em algumas cenas estamos admirando uma pintura. Arriscando-se em usar efeitos visuais em cenas gore o filme ganha ainda mais personalidade própria. A imersão nesse universo é inevitável. A sensação de angústia da personagem principal mediante a violência na vila é representada muito bem através da atuação de Hani Furstenberg. E através da narrativa, a angústia geral do universo; a praga mortal; o invasores; o Golem, tudo é muito bem elaborado, fazendo com que o filme se mantenha fiel ao espectador até o final, cumprindo com sua proposta. 

Por fim, A Lenda de Golem é um excelente filme. Fugindo dos clichês dos filmes de terror e tendo mais personalidade própria para ser classificado como um, o filme consegue ser relevante ao contar uma história nova sobre uma criatura de uma tradição Judaica, contribuindo a um novo gênero de Drama/Terror criado a partir de A Bruxa, e gerando reconhecimento para o cinema israelense, apesar da linguagem do filme ser inglês americano. 


Cabine de imprensa à convite da distribuidora
*Nossos colunistas são voluntários, os textos assinados por eles são originais de suas autorias.

4 comentários:

  1. Confesso que ainda não tinha lido ou visto nada a respeito desta obra,mas mesmo não sendo nadinha um estilo que eu goste(eu sou medrosa assumida), adorei demais tudo que li acima, até por apresentar o terror/horror de outra forma, de outro jeito que traz também até uma pontinha de história.
    Verei com certeza.
    Beijo

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  2. Eu não gosto de terror, mas essa coisa de uma comunidade fechada, que acabando sendo invadida me chamou a atenção kkkkk

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  3. Não conhecia esse filme. Achei interessante. Mesmo muito medrosa gosto de assistir filmes de terror. Esse parece ser bem diferente dos filmes de terror a que estamos acostumados. Vou tentar assistir!

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  4. Olá! Não sou fã de terror, mas achei interessante a premissa do filme. Fiquei curiosa acerca dessa criatura de uma tradição Judaica, nunca assisti nada parecido. Fiquei curiosa com a história, mas ainda não sei se assistiria o filme kkkk. Beijos!

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