terça-feira, 11 de outubro de 2022

Can Yaman e Viola come il Mare

 











Quando anunciaram que Can Yaman estaria em Viola come il mare, sua primeira produção não falada em seu idioma de origem, eu me animei muito para assistir . Por uma série de motivos, uma porque quando passei a assistir novelas turcas em 2020, Can já estava no meio de toda a polêmica com a mídia turca e entrevista na Espanha ( que até hoje acho que foi tirada de contexto, mas...preciso entender que as culturas são muito diferentes de um país para outro).



Por isso, obviamente que para mim que comecei vendo novelas por causa do Ibrahim Çelikkol, me encantei com o turco favorito da maioria após Erkenci Kus ( Pássaro Madrugador).

Após mais de 300 vídeos no canal comentando diversos filmes, novelas e séries da Turquia, essa é a primeira vez que comento no Canal em tempo real alguma produção dele. E confesso que estou impressionada com a quantidade de gente sem noção que surgiu comentando em meus vídeos.

Aqui nessa parte escrita do blog, onde sei que a maioria que passa por aqui é gente que me acompanha há anos, que não assiste aos vídeos me atacando ou me dizendo coisas desnecessárias pelo simples motivo de não concordar com meu comentário.

Modero os comentários como sempre faço por aqui, mas lá as pessoas estão atacadas, é uma paixão insana, que merece uma terapia porque nem permite que as pessoas parem para pensar que não gosta da série não quer em momento algum dizer que não gosto do ator, na verdade as pessoas nem se dão ao trabalho de verem que comentei boa parte das produções dele e não é porque sou fã do cara que vou dar nota máxima para tudo que tiver o nome dele.



Posso sim, torcer para que mesmo não sendo do meu gosto, faça sucesso. Afinal, a gente sempre quer mais e mais filmes e novelas com os atores que admiramos.

No caso de Viola Come il Mare, eu estou escrevendo esse texto após ter comentado no Canal os 3 primeiros episódios, onde 2 deles - os primeiros - não me agradaram, e onde o terceiro, achei infinitamente melhor. 

Porque é tão difícil para as pessoas entenderem que nem todo mundo ama uma série? 

Por ser italiana eu realmente esperava mais, falo de cinema italiano há 12 anos nas redes sociais, cubro os festivais de cinema do país, e a série perto de tantas outras não é nem de longe uma série de roteiro forte, que prenda atenção como tantas outras do país. Fico realmente feliz que tenha tido boa audiência, Can merece isso, e torço para uma segunda temporada sim.

Bom, nesses 3 episódios já assistidos, Can faz o papel de Francesco Demir, um policial que tem parte da família vinda da Turquia. A série é toda falada em italiano, não sou especialista no idioma, mas tenho achado que ele está muito bem no papel.

Uma coisa é elogiar o ator, a outra é elogiar o roteiro. Há roteiros que nem mestres da sétima arte como Anthony Hopkins conseguem salvar.  Viola Come Il Mare não é a pior série do planeta, mas até o momento é fraca. 



O tal policial vivido por Can, conhecerá Viola (Francesca Chillemi), uma jornalista que vai a Palermo em busca do pai  e de emprego, mas demorará até ter esse encontro e no primeiro dia na cidade terá mais sorte que azar, pois se esbarrará em Francesco - ele de moto - e se sujará toda, achará que matou uma mulher e no trabalho que se interessou as pessoas só sabem debochar dela por ter atuado sempre em jornalismo de Moda e ter sido Miss Itália. Aqui há algumas coincidências com a biografia da atriz de 37 anos. Francesca ganhou aos 18 anos o Miss Itália. Aliás a foto mostrada na série é real, dela quando tinha essa idade e ganhou o concurso.



Em várias entrevistas ela afirma que não gosta de ser reconhecida somente pela beleza, mas o roteiro peca em colocá-la muitas vezes como a jornalista que só arranca das pessoas o que quer saber por causa da beleza.

Quando comecei a assistir imaginei que teríamos cenas mais apimentadas, mas até o momento os capítulos estão bem parecidos com as novelas turcas que ele fazia. Can aparece em blusa muitas vezes sem nenhum motivo. O beijo até o momento foi somente um usado como desculpa para escondê-la. E as juras de amor eterno que amamos ouvir não existem por enquanto, aliás Francesco não acredita no amor, e diz isso na cara dela, que apesar de ter família desestruturada como a dele ainda acredita em relacionamentos.


O que é bem claro é que a série lembra muito as americanas, onde a cada episódio um mistério é resolvido, no caso dessa há uma morte para cada capítulo que vai ao ar. As vezes os mistérios são fracos, com um alívio cômico daqueles que nos fazem lembrar bons momentos do ator em cena, mas o suspense prometido talvez seja o calcanhar de Aquiles, não darei mais detalhes porque no Canal cada episódio está comentado com spoilers.

Mas aqui reafirmo de que os 2 primeiros episódios foram muito aquém do que eu esperava com uma mulher já adulta fazendo cenas como uma adolescente perdida tipo aqueles romancezinhos da Netflix. Francesca é uma mulher linda, mas sua Viola ainda não ganhou meu coração. Ainda que no  terceiro episódio eu tenha gostado muito da história e do desfecho, inclusive da forma como os traumas de Francesco foram trabalhados para ele não acreditar no amor. 



Cenas no terraço sem camisa, uma jornalista que a saia curta não condiz com a realidade de quem precisa correr o dia todo - e aqui não entra nenhuma questão machista, mas um conhecimento de causa, quando passo o dia todo na rua, a última coisa que desejo usar é uma saia curtinha, zero conforto isso, mas ela tem uma coleção delas, chegando a ser comentada pelo próprio personagem do Can como sendo uma coisa não muito comum - e momentos que relembram outros shipps que já tivemos com o ator, fazem dessa por enquanto uma série mediana, cujo maior atrativo é mesmo termos nosso querido Can em cena.



Aqui cabe um adendo de que não tenho como avaliar Francesca por somente essa personagem, e a química que acho que falta absolutamente nada tem a ver com idade, nacionalidade ou profissão deles, por favor. É questão de gosto, e isso cada um tem o seu, e todos merecem respeito. 

Até o próximo episódio.  

2 comentários:

  1. Não tô sabendo dessa polêmica com Can, mas já vou procurar kkk.
    Te entendo Raffa, nós fãs, as vezes, assistimos produções não tão boas só pra prestigiar nossos ídolos.
    Quanto aos comentários maldosos e sem noção: desejo s você paciência e que continue moderando os

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  2. Tudo está muito polarizado, como se só houvesse duas possibilidades na vida: amar e odiar. E quem tem opinião contrária a nossa deve ser detestado.
    Para os seres humanos que pensam assim, a ajuda de um psiquiatra é super bem-vinda.

    Danielle Medeiros de Souza
    danibsb030501@yahoo.com.br

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