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domingo, 4 de setembro de 2016

[Resenha] Pensei que Fosse Verdade @EdValentina

Título Original: What I Thought Was True
Título no Brasil: Pensei que Fosse Verdade
Autora: Huntley Fitzpatrick
Editora Valentina
Tradução: Heloísa Leal
Número de págs: 335








Tenho fugido um pouco de romances, apesar de amar o gênero ultimamente tenho me decepcionado com os livros que abordam amores como se um imitasse o outro.
Huntley Fitzpatrick autora de Pensei que fosse verdade é também autora de um livro que adorei Minha Vida Mora ao Lado, apesar de não ter a ver uma história com a outra arrisquei no projeto da editora Valentina "Vamos ler Juntos". Acabei atrasando um pouquinho a leitura mas depois que comecei a ler foi bem difícil parar. A razão principal é ter me apaixonado pela protagonista, Gwen tem 17 anos e não é mimada, e meu Deus, como isso é ótimo! Filha de uma mãe faxineira e um pai que é dono de um pequeno bar, ela não vive uma vida de luxos e a Ilha que mora espera que ela não se destaque,como se já estivesse fadada a ter a mesma profissão de sua mãe. 
Sua vida não é um mar de rosas, seu único irmão é uma pessoa com deficiência e ela divide a pequena casa do avô com todas eles mais um primo( seus pais são separados) . O sonho de Gwen é ir para universidade e ela quer acreditar que irá conseguir, mesmo trabalhando muito e cuidando do irmão, ela usa o pouco tempo que resta para estudar.
Com a história contada em primeira pessoa, senti falta da visão de outros personagens, um deles é a de Cassidy Sommers, o menino rico que ´já partiu o coração de nossa protagonista, e a gente mesmo assim fica torcendo pelos dois juntos, quando ele é obrigado a voltar para a mesma escola dela quando é expulso da anterior. 
Gwen é forte, decidida...mas é humana. E com isso ela acaba não resistindo muito ao chamar de Cass, mesmo que sua razão diga que não dará certo, que ele já a fez sofrer, que a diferença social deles é grande...a menina vai viver um drama que nos fará ficar vidrada nas páginas esperando uma resposta da autora.
Outra parte que curti bastante foi o namoro da amiga Vivien e do primo Nic que mora com ela, é divertido ver as confusões que se metem.

A paixão fica no ar, é nesse clima que me peguei no final do livro querendo ler mais romances, acabando com a má impressão dos outros livros. Depois de ter gostado bastante de dois livros da autora, já quero ler mais coisas dela.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

[Resenha] Minha Vida Mora ao Lado @EdValentina

Título Original: My Life Next Door
Título no Brasil: Minha Vida Mora ao Lado
Autora : Huntley Fitzpatrick
Editora Valentina
Número de págs: 319
Tradução: Carolina Selvatici








Talvez o maior trunfo dessa história seja a simplicidade com que a autora nos coloca no mundo de Samantha. Ela não é linda, ela não tem super poderes e sim, sua vida não tem nada de perfeita, por mais que sua mãe insuportável tente fazer com que se pareça. 
Os Reed são as família de Samantha, que tem uma irmã meio nada a declarar chamada Tracy e uma mãe que só se preocupa com ela mesma, as coisas que já não andavam bem ficam ainda piores quando lhe arrumam um padrasto : Clay. 
Na casa ao lado moram os Garrett, e eles sempre foram tão normais que Sam os inveja, pudera, eles se sujam, não cortam a grama sempre, não seguem as regras e a mãe deles é tão legal que um dia pede para Samantha tomar conta do mais novo, lhe arrumando um emprego de babá da criança que a adora.
Claro que a mãe dela é super contra, os Garrett são algo proibido, já que são tudo que ela não quer que suas filhas sejam, já não basta ela ter sido abandonada pelo pai das meninas, pelo menos não tinha nenhum problema com dinheiro e tinha que manter as aparências para campanha de deputada. O almofadinha do namorado que logo vai morar na casa delas é um dos personagens mais ridículos que já li na vida, sempre tentando tirar vantagem de tudo e fazendo a mãe das meninas de marionete sem que ela perceba.
Mas se você está se perguntando sobre o título do livro, entenda que não é somente o estilo de vida que Sam gostaria de levar, naquela casa também vive Jase, o menino que ela vai se apaixonar e poder fugir da loucura de ser  correta que sua mãe transforma seu lar. Um exemplo é de que a casa mesmo limpa sempre precisa ser limpada. 
Mas obviamente que a história dos dois é linda e a gente torce por um final feliz, acontece que para colocar uma pitada de emoção na história, a autora opta por nos mostrar mais uma vez que para ter uma mãe como a de Sam era melhor ter somente um pai, mesmo que ele tenha fugido. O que acontece dá tanta raiva, e o que Clay e a mãe dela sugerem e como eles agem é tão surreal que o livro tem seus vilões. 
Para mim  o ponto alto do livro foram as atitudes de Sam, provando que nada tinha de parecida com sua mãe, a menina é madura e honesta e age da forma mais bacana possível com todos. Rapaz de sorte esse Jase. Mas...dá aquele friozinho na barriga, porque o mistério do final coloca o romance deles em risco e a gente fica se perguntando se no lugar deles perdoaria ou não. E você, o que faria?
Eu agiria como Sam, me tornei fã! História envolvente e um final acertado fazem desse livro uma excelente opção de leitura.