Título no Brasil : Cidades de Papel
Baseado na obra de John Green
Dirigido por Jake Schreier
Com Nat Wolff, Cara Delevingne, Halston Sage mais
Gênero Aventura , Romance , Drama
Nacionalidade EUA
Ano : 2015
Duração : 1h 49 min
Cidades de Papel não é meu livro favorito de John Green, mas o filme tem chances grandes de ser. Assisti na semana que em que John Green veio ao Brasil, no dia 30 de junho, confesso que não esperava amar tanto o filme. Tenho que agradecer à parceira Intrínseca pelo convite, para variar, eles arrasam!
Voltando ao filme, Quentin ou Q ( Nat Wolff, o rapaz parece ter nascido para esse papel de tão bem que está) é um adolescente terminando o ensino médio que não conseguiu esquecer o grande amor - que ele chama de milagre - de sua vida : Margo ( Cara Delanvigne) . Quando crianças os dois que são vizinhos, brincavam, riam um com o outro...bons tempos aqueles, mais velhos, a menina se tornou ainda mais linda e a amizade parece algo que só existiu no imaginário de Q, ele aprecia a moça saindo de casa com o namorado, desfilando pela escola, e nunca sonhou em ter outra menina que não fosse ela.
Politicamente correto, Q tem ao seu lado dois outros nerds que completam o quadro de amigos para toda obra da história. Ben ( Austin Abrams) é o amigo engraçado que bebe além da conta e que mente que já transou, Radar ( Justice Smith) é um estudante negro que ama sua namorada e tem uma família que o deixa envergonhado por ter uma coleção um tanto quanto estranha :o maior número de Papai Noéis negros .
O certinho menino toma uma susto quando Margo entra em seu quarto, aquele momento que ele sempre imaginou, sonhou...e ela ali, depois de anos na sua frente e falando com ele. Logo notamos que ela quer usá-lo, pede o carro da mãe dele emprestado, ele acha que é um revival da amizade, mas a moça quer mesmo é se vingar do namorado que a traiu.
Green desperta no espectador um misto de torcida para que os dois fiquem juntos e uma dose de " essa menina é perigo"!, mesmo que quem não leu o livro não possa imaginar o que o final reserva.
Vingança, humor e auto-estima andam lado a lado no filme que posso afirmar, na minha opinião, ficou muito melhor que o livro.
Chega a ser assustador ver quantos de nós já não nos sentimos Q mesmo quando temos namorado, é o se amar menos do que ama o outro, Green sempre fala que ninguém merece ser o milagre de ninguém , que somos seres humanos com qualidades e defeitos.
Q cria uma expectativa em Margo, como se ela fosse a única mulher que pudesse lhe fazer feliz. Ao mesmo tempo temos dois amigos e uma melhor amiga dela que incentivam a busca pela moça depois que ela some na manhã posterior a noite de vingança. Claro que a plateia ri muito de quando Margo coloca seu plano em ação, quem nunca quis se vingar do ex traíra? E quem nunca foi Q torcendo para que o término do namorado da pessoa desejada culmine no início do seu relacionamento com ela?
Margo parece ter deixado pistas para que Q a encontre , o menino apaixonado vai atrás como se não houvesse amanhã, ou melhor, como se amanhã sem Margo não tivesse razões para existir. O nome cidades de papel vem da explicação dada no próprio filme, alguns cartógrafos invetavam cidades para ter certeza de que o mapa era deles.
Com um final que muitos não vão esperar, o filme cumpre brilhantemente seu papel , Cara não fica tão bem como Margo, mas os outros atores estão perfeitos. Já quero e preciso ver novamente esse filme!
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