Baseado na obra de Cristovão Tezza
Data de lançamento 1 de dezembro de 2016 (1h 22min)
Direção: Paulo Machline
Elenco: Marcos Veras, Débora Falabella, Uyara Torrente mais
Gênero Drama
Nacionalidade Brasil
Desde que vi o trailer de O Filho Eterno quis assistir ao filme, o tema me pareceu ainda mais interessante por ter alguém na família que tem a síndrome de down, não posso contudo me colocar de forma alguma no lugar da mãe ou de alguém muito próxima - mesmo a criança sendo minha afilhada- porque essa coisa chamada vida fez com que eu a visse muito pouco nos últimos dois anos.
Admito que talvez porque minha vida tenha tido altos e baixos e não porque a criança tem a síndrome, porque isso de nada interferiu o papel que me propus fazer, esse primeiro parágrafo no entanto é mais para mostrar que não estando na pele dos pais, não me sinto capaz de julgar ou entender atitudes, mas aplaudo quem as tem como é o "correto".
No filme em questão baseado no livro de Cristovão Tezza, ele um autor que escreveu por ter vivenciado essa história, já que seu filho tem down, o longa traz algumas diferenças que por não ter lido o livro não poderei comparar, então notem que essa crítica vai toda em cima do filme.
Roberto ( Marcos Veras) é um homem apaixonado por futebol e com uma esposa amorosa ( Débora Falabella), ela está grávida e o filho deles vai nascer em pleno jogo da Copa do Mundo, o pai aflito torce para o jogo e para criança. O susto logo vem, quando o médico avisa que a criança tem mongolismo, ou como chamamos comumente de síndrome de down. A mãe chora mas é a reação do pai que nos desperta um misto de " e se fosse comigo o que eu faria?". Quando pensamos em ter filhos claro que imaginamos crianças perfeitas, como então aceitar que nosso filho tem "defeitos"? A cena em que ele suplica para o médico consertar ser filho é um misto do sentimento de pena como de algumas risadas ouvidas na sala, afinal, não há conserto!
Então começa a relação de um pai com filho conturbada, é visível o como ele sente vergonha do filho, e meio que culpa a mãe da criança pela síndrome, quer que ela assuma que não há como amar aquela criança sendo daquela forma.
No espectador ou pelo menos em mim, dá vontade de entrar na tela, de abraçar a criança que clama por atenção do pai e que na sua ingenuidade não entende quase nada das brigas do pais.
De uma forma tocante o diretor nos insere no mundo do casal que desmorona com o nascimento do filho imperfeito, não há mais amor entre eles, o pai arruma uma amante, a mãe trabalha mais e ama o filho demais.
Claro que ficamos com raiva do pai, lógico que entendemos que não o que entender de porque a vida nos coloca em situações que não desejamos, esse pai mesmo não tinha a menor estrutura para ter um filho " fora do comum".
A mim me incomoda as cenas, fico com pena da criança, raiva do pai e volto a ter pena da mãe, para depois me emocionar com o final. Não é para ser um filme fácil, mas ainda assim é lindo de se ver.
Destaque para o menino na fase dos 7 anos, Pedro Vinicius trabalha muito bem na pele de Fabricio.


