Título Original: The Bridges of Madison County
Título no Brasil : As Pontes de Madison
Dirigido por Clint Eastwood
Com Meryl Streep, Clint Eastwood, Annie Corley
Gênero Drama , Romance
Nacionalidade EUA
Duração : 2h 15 min
Ano : 1995
Censura : 12 anos
Para quem sabe que sou fã de Meryl Streep e de Clint Eastwood, certamente se assustará ao saber que somente agora assisti a esse filme. Lançado em 1995 e um sucesso de bilheteria, As Pontes de Madison me arrancou tantas lágrimas que não consegui dormir sem pensar no filme. E sim, existia uma razão para não tê-lo visto até hoje, minha mãe desde que assistiu me disse que o filme se tratava de traição , como odeio o tema, ela achou que eu odiaria a história.
Nem eu sei dizer a vocês o porque, pela primeira vez, uma traição de 4 dias mexeu tanto comigo, achando as história linda e a aceitando.
Francesca ( Meryl Streep, na época indicada ao Oscar de Melhor Atriz pela atuação) é uma italiana de meia idade que vive em uma cidade pequena com o marido e seu casal de filhos adolescentes. A vida dela se resume a cozinhar, lavar, passar e cuidar da plantação que tem ao redor da casa. O relacionamento com o marido já não é carnal há muitos anos, os dois se respeitam e só isso, na verdade o marido aparece muito pouco durante as mais de duas horas de filme.

As Pontes de Madison começa com os dois filhos já adultos indo encontrar o advogado para lerem juntos o testamento de Francesca, enquanto olham a casa que viveram o advogado lhes informa que ela quer ser cremada , para espanto da família católica que tem até jazigo perpétuo, tudo parece não vir da mãe que conheceram até que encontram um caixa com cartas e diários, onde ela escreve para os filhos uma realidade que exceto para melhor amiga nunca teve coragem de contar a ninguém, mas achou que após sua morte seus filhos deveriam conhecer.
Francesca conheceu quando eles eram muito jovens - com 16 e 17 anos - um fotógrafo chamado Robert ( Clint Eastwood) que estava a trabalho na cidade para conhecer e fotografar a ponte de Madison. Ao se perder ele pede ajuda a dona de casa que o leva até o local que quer mas começa a partir daí uma troca de olhares e convites para jantar que terminam em uma paixão avassaladora.
O marido e os filhos tinham ido passar 5 dias fora em uma exposição o que é exatamente o tempo em que Francesca tem de romance com Robert. Ele, um homem acostumado ater diferentes mulheres e a rodar o mundo se vê encantado com a dona de casa de corpo grande e jeito interiorano e que até então só havia se deitado com seu marido na vida.
Os quatro dias em que vivem juntos dentro da casa não fazem com que o espectador lembre que ela é casada, eles dormem juntos, comem, fazem juras de amor, mas sabem que não é eterno. Robert entende que Francesca não é dele.
Em atuações sensacionais de dois mitos do cinema, o filme poderia ser mais um em que eu odiasse o quesito ser traído, mas o diretor, o próprio Eastwood, nos envolve na atmosfera dos dois onde o amor que vivem não parece ser errado, afinal, como o personagem mesmo informa : " Essa certeza a gente só tem uma vez na vida"
São tantas frases lindas, tantos olhares apaixonados que não nos resta outra opção, senão a de torcer pelo casal...e querer que o tal marido que um dia vai voltar arrume outra mulher que o ame da mesma forma.
Mas o que acontece no final, é o esperado, Francesca opta pela família, por acreditar que aquele amor não duraria passando das portas daquela casa, e a cena do carro com a chuva é de cortar o coração. A gente torce para que ela saia do carro e fique com ele, mas ao mesmo tempo pensa do coitado do marido que é bom para ela e não merece sofrer assim.
Lindo, épico e único. Entrou para lista dos melhores .