Título Original: Ma mère, Dieu et Sylvie Vartan
Título no Brasil: Era Uma Vez Minha Mãe
Paíse: França e Canadá
Ano: 2025
Direção e Roteiro | Ken Scott
Música | Nicolas Errèra
Gênero | drama, comédia, biografia
Duração | 102 minutos
Distribuição | California Filmes
ELENCO |
Há filmes que nos deixam marcados de uma maneira que queremos dividir com todos o que sentimos. E Era Uma Vez Minha Mãe é um deles. Com estreia marcada para o dia 7 de maio, na semana em que comemoramos o Dia das Mães no Brasil, o filme é um presente para qualquer filho ou mãe que queira se emocionar.
Aqui conhecemos a história de Roland Perez ( Jonathan Cohen na fase adulta) que desde que nasceu com uma deficiência em um dos pés, sua mãe Esther ( a sempre maravilhosa Leila Bekhti) se recusa a aceitar esse diagnóstico, e se apega à fé e ao milagre que sabe que fará seu sexto filho caminhar como todos os outros.
A princípio a visão que temos é de uma mulher imigrante do Marrocos que com pouco estudo acredita que a fé é maior que a Medicina, e que isso justifica que seu filho não frequente a escola para não sofrer bullying e se rasteje pela casa, pois ela se recusa em colocar a órtese que todos os profissionais indicam para o caso dele.
Por se tratar de um filme baseado em uma história real, em livro escrito pelo próprio Roland, sabemos que ela estava certa. A insistência dela removeu montanhas junto com sua fé, utilizando métodos pouco comprovados.
Mas a história é muito mais do que mostrar uma dona de casa que foi contra tudo e todos para fazer seu filho ter uma vida normal, a trama também vai fundo ao abordar os excessos, inclusive o de amar demais, que é o caso dessa relação nem sempre sauável entre mãe e filho.
Como se Roland precisasse de proteção sempre, mesmo quando já é um advogado formado, ela segue dando os mesmos conselhos e sofrendo como se ele tivesse dez anos.
O drama que as vezes nos faz rir com alguns alívios cômicos, fala muito mais da potência de um amor materno do que do julgamento do mundo. Ao entender que sua mãe nunca foi como as outras, mas ele também nunca foi como os outros, Roland nos entrega uma história para emocionar. Difícil segurar as lágrimas quando frases como "Deus não pode estar em todos os lugares, então ele criou as mães" são ditas.
Arrisco dizer que é um dos filmes mais belos desse ano.


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