Título no Brasil: Cara de Um, Focinho de OutroTítulo Original: Hoppers
Ano: 2026
País: Estados Unidos
Diretor: Daniel Chong
Roteirista: Daniel Chong, Jesse Andrews
Dublagem: Piper Curda, Melissa Villaseñor, Bobby Moynihan
Nota: 4
Durante muito tempo, a Pixar transformou brinquedos, monstros e sentimentos em histórias que pareciam simples, mas carregavam camadas emocionais profundas. Animais falantes, inclusive, sempre fizeram parte desse imaginário, mas quase nunca a pergunta central foi: e se um humano realmente invadisse esse mundo? É justamente aí que mora a graça de “Cara de Um, Focinho de Outro”.
O filme parte de uma premissa que soa quase caótica: Mabel, uma jovem universitária ainda atravessando o luto pela avó, descobre que pode transferir sua consciência para o corpo de um castor robô criado pela universidade. O objetivo? Impedir que uma clareira cheia de memórias afetivas seja destruída por um prefeito mais interessado em reeleição do que em preservação ambiental.
A clareira onde Mabel encontrava paz com a avó está prestes a virar pó para dar lugar a um viaduto. O problema é que os animais da região desapareceram e sem eles, não há impedimento legal para a obra. Ao se transformar em castor, Mabel descobre que os bichos não apenas têm uma sociedade organizada, mas também reis, hierarquias e uma política interna que beira o épico. De repente, o filme deixa de ser apenas uma aventura ecológica e vira uma fantasia política com pitadas de ficção científica e até um leve tempero de terror. E é nesse caos criativo que o longa brilha.
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