segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Cara-de-Barro


 Título no Brasil: Cara-de-Barro

Título Original: Clayface

Ano: 2026

Direção: James Watkins | 

Roteiro: Mike Flanagan, Hossein Amini 

Elenco: Tom Rhys Harries, Naomi Ackie, Eddie Marsan 

Nota: 4/5

Por Amanda Gomes


Confesso que acho muito interessante quando os filmes de super-heróis se permitem sair daquela fórmula que já conhecemos tão bem. E "Cara-de-Barro" faz justamente isso ao apostar no terror corporal para contar a origem de um dos vilões da DC. O resultado é um filme que mistura momentos grotescos, drama e uma reflexão sobre identidade, sem precisar transformar seu protagonista em um herói incompreendido. E confesso que por ser fã da DC, esseera um dos lançamentos para o qual eu estava mais empolgada.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Josephine - Fragmentos de Um Crime


 Título no Brasil: Josephine - Fragmentos de Um Crime

Título Original: Josephine
Ano: 2026
Direção: Beth de Araújo
Roteiro: Beth de Araújo
Elenco: Channing Tatum, Gemma Chan, Mason Lily Reeves
Nota: 3,5


Existe algo particularmente cruel em descobrir, ainda na infância, que o mundo não é tão seguro quanto os adultos tentam nos fazer acreditar. É a partir dessa ideia que Beth de Araújo constrói “Josephine: Fragmentos de um Crime”, drama sobre trauma, vulnerabilidade e a impotência de uma família diante de uma experiência que não consegue compreender inteiramente.

Aos oito anos, Josephine testemunha o estupro de uma mulher durante uma corrida matinal com o pai, Damien. Escondida entre a vegetação, a menina assiste à violência sem saber como reagir. A partir daquele momento, sua percepção do mundo muda, e aquilo que antes parecia familiar passa a representar uma ameaça em potencial.

O grande mérito do filme está em compreender que Josephine também se torna vítima daquela violência, mesmo sem ter sido diretamente agredida. Incapaz de elaborar o que presenciou, ela manifesta o trauma através de comportamentos agressivos, medos e reações que os próprios pais têm dificuldade de interpretar. A menina ainda não possui ferramentas emocionais para compreender o acontecimento, mas precisa lidar com suas consequências.

É nesse processo que o filme encontra seu conflito mais interessante: as diferentes maneiras como Damien e Claire tentam proteger a filha. Enquanto o pai procura transformar o medo em força física, acreditando que precisa prepará-la para enfrentar um mundo perigoso, a mãe tenta estabelecer um espaço de acolhimento e diálogo. Ambos agem por amor, mas também precisam reconhecer os limites da própria capacidade de proteção.

domingo, 18 de outubro de 2026

Marco Bechis recebe o Prêmio Humanidade na 50ª Mostra e apresenta seu mais recente filme, Retorno a Buenos Aires

 

  • O longa, exibido em competição no Festival de Veneza, recebeu o prêmio independente Francesco Pasinetti de Melhor Filme
     
  • A entrega do Prêmio Humanidade acontece no dia 22 de outubro, quinta, às 18h30, no Cultura Artística

 A potente filmografia do realizador Marco Bechis constrói um cinema político muito particular, que mistura vivências pessoais, testemunhos, contextos históricos e registros documentais. Nesta 50ª Mostra, o cineasta será homenageado com o Prêmio Humanidade e apresenta seu mais recente trabalho, Retorno a Buenos Aires.

 

O novo filme do cineasta ítalo-chileno, exibido em competição no Festival de Veneza, acompanha Mariano Guerra, que, após passar 33 anos na Itália, volta à Argentina para testemunhar no julgamento dos ex-militares que o sequestraram, torturaram e escravizaram durante a ditadura militar. Seu retorno a Buenos Aires o obriga a confrontar o que significa ter sobrevivido.

 

No dia 22 de outubro, quinta-feira, Marco Bechis recebe o Prêmio Humanidade na sessão de Retorno a Buenos Aires, no Cultura Artística, às 18h30.

 

Criado entre São Paulo e Buenos Aires, Bechis viveu diretamente a violência da ditadura argentina. Em 1977, foi preso pelo regime e posteriormente deportado, seguindo para Milão. A experiência marcou sua trajetória artística. Em 1982, realizou a videoinstalação Desaparecidos, Dove Sono?, trabalho que mais tarde serviria de base para Garage Olimpo (1999), filme sobre uma jovem ativista sequestrada e torturada durante a ditadura.

 

A relação do cineasta com o Brasil e com a própria Mostra atravessa sua carreira. Garage Olimpo já integrou a programação do evento, assim como Filhos e O Sorriso do Líder. Em 2008, Terra Vermelha, que acompanha indígenas brasileiros na luta pela retomada de seu território, abriu a 32ª Mostra. Bechis também foi um dos realizadores convidados para Mundo Invisível (2012), longa coletivo idealizado e produzido pela Mostra e filmado em São Paulo, e que também faz parte da programação desta 50ª edição.
 

A 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo tem o patrocínio master da Petrobras, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

Esta edição da Mostra tem ainda o patrocínio do Itaú, a parceria institucional do Sesc, a parceria da Spcine e da Prefeitura de São Paulo, e o fomento do ProAC (Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo), por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas.


 

PATROCINADORES DA 50ª MOSTRA

Neste ano, a Mostra conta com o patrocínio master da PETROBRAS, o patrocínio do ITAÚ, a parceria institucional do SESC, a parceria da SPCINE e da Prefeitura de São Paulo, o fomento do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, a colaboração da EMBRATUR e da NETFLIX, o apoio do PROJETO PARADISO, a promoção da GLOBOFILMES, do CANAL BRASIL, da FOLHA DE S.PAULO, da TV CULTURA, da ARTE 1, do INSTITUTO BANDEIRANTES e da REVISTA PIAUÍ, o apoio técnico da QUANTA e do CULTURA ARTÍSTICA. Realização: MINISTÉRIO DA CULTURA, através da LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA.

Street Fighter {Crítica]

 


Título no Brasil: Street Fighter

Título Original: Street Fighter 

Ano: 2026

Direção: Kitao Sakurai 

Roteiro: Dalan Musson, Kitao Sakurai 

Elenco: Noah Centineo, Andrew Koji, Callina Liang 

Nota: 3,5/5,0

Por Amanda Gomes


Adaptar videogames para o cinema nunca foi uma tarefa simples, e "Street Fighter" já sabe bem disso. Mas, nesta nova tentativa, o filme parece finalmente entender o que torna a franquia tão especial: não é preciso levar tudo a sério o tempo inteiro. Com cores vibrantes, golpes icônicos e personagens tão exagerados quanto nos jogos, a produção abraça o absurdo e transforma isso em parte da diversão.


Ambientado em 1993, o longa acompanha Ryu e Ken, antigos parceiros que seguiram caminhos diferentes após a morte de seu mestre, Gouken. Enquanto Ryu vive isolado, tentando controlar o próprio lado mais agressivo, Ken se tornou uma figura famosa, cercada de extravagância, mas escondendo suas próprias frustrações. É Chun-Li quem coloca os dois novamente no mesmo caminho ao recrutá-los para um novo torneio mundial, que acaba envolvendo conspirações e ameaças muito maiores do que eles imaginavam.


Andrew Koji e Noah Centineo funcionam bem juntos, especialmente porque seus personagens têm personalidades opostas. Ryu é mais contido e atormentado, enquanto Ken usa a arrogância e o bom humor para esconder suas inseguranças. Callina Liang também traz presença para Chun-Li, que tem sua própria motivação e não está ali apenas para acompanhar os protagonistas. A química entre o trio ajuda a sustentar a história, mesmo quando o roteiro não dá a todos os personagens o desenvolvimento que mereciam.



E, claro, as lutas são um dos grandes destaques. Os confrontos incorporam movimentos conhecidos dos jogos de um jeito que funciona na tela, sem perder a identidade exagerada da franquia. A direção de arte também acerta ao apostar em cenários coloridos, enquanto a trilha sonora e as referências à cultura dos anos 1990 ajudam a criar aquela sensação gostosa de nostalgia. Um dos detalhes mais especiais são os flashbacks em animação desenhada à mão, que remetem às adaptações animadas da época e demonstram carinho pelo material original.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Assisti Parasita do Coração (Heartworm) - luto, vulnerabilidade e força! ( Festival do Rio)

 



nformação Detalhes 🎬 Título brasileiro Parasita do Coração 🇺🇸 Título original Heartworm 📅 Ano 2026 🌎 País Estados Unidos 🎭 Gênero Drama / Ficção científica ⏱️ Duração 107 minutos 🔞 Classificação no Festival do Rio 12 anos 🗣️ Idioma Inglês 🎥 Direção Miriam Louise Arens e Mitchell Arens ✍️ Roteiro Miriam Louise Arens e Mitchell Arens 📷 Direção de fotografia Mitchell Arens 🎨 Direção de arte Molly Martin e John Savage 👗 Figurino Shannon Fitzgerald 🎵 Música Anderson Alden, Joshua Hill e Mitchell Arens ✂️ Montagem Mitchell Arens 🏢 Produtora Normandie Films 🎞️ Fonte da cópia Normandie Films ⭐ Elenco principal
  • Amber Gray — Avena
  • Juan Riedinger — Mark
  • Ellie Reine — Zamira
  • Lillias White — Lillian
  • Derrick Baskin — Steve