domingo, 18 de outubro de 2026

Marco Bechis recebe o Prêmio Humanidade na 50ª Mostra e apresenta seu mais recente filme, Retorno a Buenos Aires

 

  • O longa, exibido em competição no Festival de Veneza, recebeu o prêmio independente Francesco Pasinetti de Melhor Filme
     
  • A entrega do Prêmio Humanidade acontece no dia 22 de outubro, quinta, às 18h30, no Cultura Artística

 A potente filmografia do realizador Marco Bechis constrói um cinema político muito particular, que mistura vivências pessoais, testemunhos, contextos históricos e registros documentais. Nesta 50ª Mostra, o cineasta será homenageado com o Prêmio Humanidade e apresenta seu mais recente trabalho, Retorno a Buenos Aires.

 

O novo filme do cineasta ítalo-chileno, exibido em competição no Festival de Veneza, acompanha Mariano Guerra, que, após passar 33 anos na Itália, volta à Argentina para testemunhar no julgamento dos ex-militares que o sequestraram, torturaram e escravizaram durante a ditadura militar. Seu retorno a Buenos Aires o obriga a confrontar o que significa ter sobrevivido.

 

No dia 22 de outubro, quinta-feira, Marco Bechis recebe o Prêmio Humanidade na sessão de Retorno a Buenos Aires, no Cultura Artística, às 18h30.

 

Criado entre São Paulo e Buenos Aires, Bechis viveu diretamente a violência da ditadura argentina. Em 1977, foi preso pelo regime e posteriormente deportado, seguindo para Milão. A experiência marcou sua trajetória artística. Em 1982, realizou a videoinstalação Desaparecidos, Dove Sono?, trabalho que mais tarde serviria de base para Garage Olimpo (1999), filme sobre uma jovem ativista sequestrada e torturada durante a ditadura.

 

A relação do cineasta com o Brasil e com a própria Mostra atravessa sua carreira. Garage Olimpo já integrou a programação do evento, assim como Filhos e O Sorriso do Líder. Em 2008, Terra Vermelha, que acompanha indígenas brasileiros na luta pela retomada de seu território, abriu a 32ª Mostra. Bechis também foi um dos realizadores convidados para Mundo Invisível (2012), longa coletivo idealizado e produzido pela Mostra e filmado em São Paulo, e que também faz parte da programação desta 50ª edição.
 

A 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo tem o patrocínio master da Petrobras, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

Esta edição da Mostra tem ainda o patrocínio do Itaú, a parceria institucional do Sesc, a parceria da Spcine e da Prefeitura de São Paulo, e o fomento do ProAC (Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo), por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas.


 

PATROCINADORES DA 50ª MOSTRA

Neste ano, a Mostra conta com o patrocínio master da PETROBRAS, o patrocínio do ITAÚ, a parceria institucional do SESC, a parceria da SPCINE e da Prefeitura de São Paulo, o fomento do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, a colaboração da EMBRATUR e da NETFLIX, o apoio do PROJETO PARADISO, a promoção da GLOBOFILMES, do CANAL BRASIL, da FOLHA DE S.PAULO, da TV CULTURA, da ARTE 1, do INSTITUTO BANDEIRANTES e da REVISTA PIAUÍ, o apoio técnico da QUANTA e do CULTURA ARTÍSTICA. Realização: MINISTÉRIO DA CULTURA, através da LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA.

Street Fighter {Crítica]

 


Título no Brasil: Street Fighter

Título Original: Street Fighter 

Ano: 2026

Direção: Kitao Sakurai 

Roteiro: Dalan Musson, Kitao Sakurai 

Elenco: Noah Centineo, Andrew Koji, Callina Liang 

Nota: 3,5/5,0

Por Amanda Gomes


Adaptar videogames para o cinema nunca foi uma tarefa simples, e "Street Fighter" já sabe bem disso. Mas, nesta nova tentativa, o filme parece finalmente entender o que torna a franquia tão especial: não é preciso levar tudo a sério o tempo inteiro. Com cores vibrantes, golpes icônicos e personagens tão exagerados quanto nos jogos, a produção abraça o absurdo e transforma isso em parte da diversão.


Ambientado em 1993, o longa acompanha Ryu e Ken, antigos parceiros que seguiram caminhos diferentes após a morte de seu mestre, Gouken. Enquanto Ryu vive isolado, tentando controlar o próprio lado mais agressivo, Ken se tornou uma figura famosa, cercada de extravagância, mas escondendo suas próprias frustrações. É Chun-Li quem coloca os dois novamente no mesmo caminho ao recrutá-los para um novo torneio mundial, que acaba envolvendo conspirações e ameaças muito maiores do que eles imaginavam.


Andrew Koji e Noah Centineo funcionam bem juntos, especialmente porque seus personagens têm personalidades opostas. Ryu é mais contido e atormentado, enquanto Ken usa a arrogância e o bom humor para esconder suas inseguranças. Callina Liang também traz presença para Chun-Li, que tem sua própria motivação e não está ali apenas para acompanhar os protagonistas. A química entre o trio ajuda a sustentar a história, mesmo quando o roteiro não dá a todos os personagens o desenvolvimento que mereciam.



E, claro, as lutas são um dos grandes destaques. Os confrontos incorporam movimentos conhecidos dos jogos de um jeito que funciona na tela, sem perder a identidade exagerada da franquia. A direção de arte também acerta ao apostar em cenários coloridos, enquanto a trilha sonora e as referências à cultura dos anos 1990 ajudam a criar aquela sensação gostosa de nostalgia. Um dos detalhes mais especiais são os flashbacks em animação desenhada à mão, que remetem às adaptações animadas da época e demonstram carinho pelo material original.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Assisti Parasita do Coração (Heartworm) - luto, vulnerabilidade e força! ( Festival do Rio)

 



nformação Detalhes 🎬 Título brasileiro Parasita do Coração 🇺🇸 Título original Heartworm 📅 Ano 2026 🌎 País Estados Unidos 🎭 Gênero Drama / Ficção científica ⏱️ Duração 107 minutos 🔞 Classificação no Festival do Rio 12 anos 🗣️ Idioma Inglês 🎥 Direção Miriam Louise Arens e Mitchell Arens ✍️ Roteiro Miriam Louise Arens e Mitchell Arens 📷 Direção de fotografia Mitchell Arens 🎨 Direção de arte Molly Martin e John Savage 👗 Figurino Shannon Fitzgerald 🎵 Música Anderson Alden, Joshua Hill e Mitchell Arens ✂️ Montagem Mitchell Arens 🏢 Produtora Normandie Films 🎞️ Fonte da cópia Normandie Films ⭐ Elenco principal
  • Amber Gray — Avena
  • Juan Riedinger — Mark
  • Ellie Reine — Zamira
  • Lillias White — Lillian
  • Derrick Baskin — Steve

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Your Mother Your Mother Your Mother, com Mahershala Ali, terá exibição no Festival do Rio

 Thriller de ação dirigido por Bassam Tariq acompanha assassino de aluguel em uma jornada marcada por violência, crise de fé e família


O longa-metragem Your Mother Your Mother Your Mother, distribuído pelo Amazon MGM Studios e produzido pela Orion Pictures, será exibido pela primeira vez no Brasil durante a 28ª edição do Festival do Rio. Dirigido e escrito por Bassam Tariq (Mogul Mowgli), o filme é estrelado por Mahershala Ali (Moonlight: Sob a Luz do Luar), vencedor de dois Oscars, em uma história que aborda temas como fé, luto e família.

Na trama, Ali interpreta Latif, um assassino de aluguel profundamente religioso que tenta equilibrar as exigências de seu trabalho com sua fé e as responsabilidades da paternidade. Após a morte de sua esposa, ele embarca em uma jornada desesperada por Houston para proteger os filhos, enquanto enfrenta forças que se fecham ao seu redor e as próprias crenças, que começam a ser colocadas à prova.

O elenco conta ainda com John Cho, Giancarlo Esposito, Tramell Tillman, Abubakr Ali, Laith Nakli e  Tiffany Boone. O filme teve sua estreia mundial no TIFF (Festival Internacional de Cinema de Toronto), em setembro, onde foi aclamado pela crítica. Após a passagem por Toronto, o longa segue para o BFI London Film Festival e Festival do Rio. 

Sessões no Festival do Rio

https://www.festivaldorio.com.br/br/filmes/your-mother-your-mother-your-mother 

07/10 (Qua), 21h30 — Cinesystem Belas Artes Botafogo 4

09/10 (Sex), 14h45 — Estação Claro Gávea 5

14/10 (Qua), 16h30 — Estação Claro Rio 4

Estrela da Broadway indicada ao Tony, Amber Gray vem ao Brasil apresentar ‘Parasita do Coração’ no Festival do Rio

 Estrela da Broadway indicada ao Tony, Amber Gray vem ao Brasil para apresentar ‘Parasita do Coração’ no Festival do Rio


Atriz protagoniza longa-metragem que aborda o enfrentamento do luto em tempos de IA e tem produção da brasileira Flavia Amon
 

Amber Gray em cena de ‘Parasita do Coração’ - foto: divulgação



 Pela primeira vez no Brasil, a estrela da Broadway Amber Gray vem ao Rio para apresentar “Parasita do Coração”, um dos longas em competição na Mostra Expectativa do Festival do Rio 2026. “Estou animada para compartilhar com o público brasileiro nosso filme, que aborda um tema particularmente importante: o poder da conexão humana”, diz ela. “‘Parasita do Coração’ é um lembrete extremamente necessário nessa era incerta de IA, tecnologia e isolamento”, avalia.
 

Amber é reconhecida por sua atuação em musicais como Hadestown, vencedor do Tony Awards (2019), e no qual foi indicada ao prêmio como atriz coadjuvante de musical por Perséfone; e em peças da Broadway como “MacBeth”, quando atuou ao lado de Daniel Craig, “Sonho de Uma Noite de Verão”, “Oklahoma!” e “The Rocky Horror Show”, encenada atualmente no Studio 54, em Nova York. Na TV, participou de séries como “The Gilded Age”, “Long Bright River” e “Law & Order: Special Victims Unit”.
 

“Parasita do Coração” acompanha a história de Avena (Amber Gray) e Mark (Juan Riedinger, de “Narcos”), pais devastados pela perda da filha. Na dura convivência com o luto, eles recorrem à NeuraLife — um ecossistema digital idêntico à realidade, que oferece simulações avançadas geradas por IA, capazes de recriar memórias, vozes e personalidades. Quando uma falha misteriosa se propaga pelo sistema, memórias antigas ressurgem e o passado compartilhado pelo casal se recusa a permanecer enterrado.
 

Com produção da brasileira Flavia Amon, “Parasita do Coração” marca a estreia da dupla de roteiristas Miriam Louise e Mitchell Arens na direção de longas-metragens e terá sua première no Festival do Rio em 9 de outubro. Para Miriam, Amber é a alma e o coração pulsante do longa. “A maneira como ela combina força com uma vulnerabilidade contida é pura magia”, diz a cinesta.