Coração Selvagem
Título Original: Heart Of The Beast
Ano: 2026
País: Brasil
Roteirista: Cameron Alexander
Diretor: David Ayer
Elenco: Brad Pitt, J.K. Simmons, Anna Lambe
Nota: 4
Eu preciso começar essa crítica avisando uma coisa: eu chorei muito assistindo a "Coração Selvagem". E olha que o filme já começa deixando bem claro que o cachorro não morre no final, então pelo menos esse sofrimento a gente pode evitar. Mesmo assim, isso não significa que você vai passar pelas quase duas horas de filme sem se emocionar.
A história acompanha James, vivido por Brad Pitt, um ex-militar das Forças Especiais que decide se afastar de tudo e passar alguns dias acampando no Alasca ao lado de Odin, seu cão de combate. Os dois já carregam marcas das experiências que viveram juntos no exército e, naquele momento, parecem encontrar um pouco de paz na companhia um do outro. Até que uma tempestade muda completamente os planos e os dois acabam isolados em uma região ainda mais distante de qualquer sinal de civilização.
A partir daí, o filme é basicamente uma grande jornada de sobrevivência. James sabe o que está fazendo e rapidamente estabelece um objetivo: percorrer cerca de 90 quilômetros até encontrar uma estrada e, finalmente, conseguir ajuda. O problema é que o maior inimigo deles não é uma pessoa. É a própria natureza. Frio, chuva, floresta, terrenos difíceis, animais selvagens e uma distância enorme entre eles e qualquer possibilidade de socorro fazem com que cada pequeno avanço pareça uma vitória.
E acho que é justamente aí que Coração Selvagem funciona tão bem para mim. O filme não precisa ficar inventando grandes vilões ou situações mirabolantes. O simples fato de James e Odin estarem sozinhos naquele lugar já é suficiente para criar tensão. Mesmo sabendo desde o começo que Odin sobrevive, eu fiquei completamente apreensiva em vários momentos. A cena dos lobos, por exemplo, me deixou em cólicas.






