segunda-feira, 30 de março de 2026

Eles Vão Te Matar [Crítica]

 


Título no Brasil: Eles Vão Te Matar

Título Original: Theo Will Kill You

Ano: 2026

Direção: Kirill Sokolov

Elenco: Zazie Beetz, Patricia Arquette, Heather Graham

Nota: 3,5/5,0

País; EUA e África do Sul

Por Amanda Gomes



Se tem uma coisa que "Eles Vão Te Matar" deixa bem claro desde o início é que ele não está interessado em ser sutil e, honestamente, talvez esse seja justamente o seu maior charme.


À primeira vista, é impossível não lembrar de Kill Bill, principalmente pela violência estilizada e por algumas escolhas visuais bem marcadas. Mas, conforme a história avança, dá pra perceber que o filme é mais uma mistura meio caótica de referências: tem um pouco da ação coreografada, um toque de terror que flerta com e até uma energia meio “videogame”, como se cada andar do prédio fosse uma nova fase a ser vencida. E sim, essa mistura toda poderia dar errado mas aqui funciona… pelo menos na maior parte do tempo.


A história acompanha Asia, uma mulher que acabou de sair da prisão e aceita um trabalho misterioso como governanta em um prédio luxuoso em Nova York. Só que, claro, nada é normal ali. O lugar esconde um culto satânico formado por gente rica e completamente sem noção, e é nesse cenário que ela tenta encontrar a irmã desaparecida enquanto luta, literalmente, pela própria sobrevivência.



O começo até faz você se perguntar que tipo de filme está assistindo, mas essa dúvida dura pouco. Quando a primeira morte acontece, o tom se estabelece: é exagerado, sangrento, meio absurdo e totalmente consciente disso. Não é um terror que quer te deixar tensa o tempo inteiro, mas sim um que mistura susto com humor ácido e uma boa dose de ironia.


Visualmente, o filme é quase um brinquedo. A direção aposta em cenários que parecem montados como fases, personagens que entram e saem como “chefões” e uma protagonista que, em vários momentos, parece estar dentro de um jogo mesmo. É estiloso, é dinâmico e, principalmente, é divertido de assistir.


A Zazie Beetz segura muito bem o protagonismo, especialmente nas cenas físicas, ela entrega uma presença que mantém o filme de pé mesmo quando o roteiro decide não se aprofundar tanto. E esse é, talvez, um dos maiores problemas aqui: existe uma tentativa de trazer um lado emocional com a história da irmã, mas isso acaba ficando meio de lado no meio de tanta pancadaria e sangue.


O filme também flerta com críticas sociais, principalmente sobre classe e poder, mas sem se comprometer muito. Está ali mais como pano de fundo do que como algo realmente desenvolvido. E tudo bem, porque dá pra sentir que a intenção nunca foi ser profundo, e sim estiloso. O problema é que, lá pelo final, essa fórmula começa a cansar um pouco. As situações se repetem, os personagens não evoluem tanto e aquela energia inicial vai perdendo força. Nada que estrague a experiência, mas dá a sensação de que poderia ter ido além.


No fim das contas, "Eles Vão Te Matar" é exatamente o tipo de filme que você assiste sabendo o que vai encontrar: violência, ritmo acelerado e uma estética bem trabalhada. Não reinventa o gênero, não se aprofunda tanto quanto poderia mas diverte. E às vezes, sinceramente, é só

terça-feira, 24 de março de 2026

DITTO: CONEXÕES DO AMOR🎬VERSÃO ATUALIZADA DE COMÉDIA ROMÂNTICA CULT DO CINEMA SUL-COREANO

 


🎬🎬🎬🎬 ELENCO Yeo Jin-goo | Yong Cho Yi-hyun | Mu-nee Kim Hye-yoon | Han-sol Na In-woo | Young-ji Bae In-hyuk | Eun-sung FICHA TÉCNICA Direção | Seo Eun-young Roteiro | Seo Eun-young Baseado em | Ditto, de Kim Jung-kwon Produção | Lee Jeong-eun Fotografia | Jeong Gi-wook Montagem | Kim Hyeong-ju Trilha sonora | Kim Hong-jib Título original | Donggam País | Coreia do Sul Ano | 2022 Duração | 114 minutos Distribuição no Brasil | SATO Company

13 dias 13 noites🎬 quando a França precisou sair de Cabul às pressas

 


🎬🎬🎬🎬🎬 FICHA TÉCNICA Título original | 13 Jours, 13 Nuits Direção | Martin Bourboulon Roteiro | Martin Bourboulon e Alexandre Smia, com colaboração de Trân-Minh Nam Baseado no romance de Mohamed Bida Produção | Khaled Haffad, Dimitri Rassam e Ardavan Safaee Fotografia | Nicolas Bolduc Montagem | Stan Collet Direção de Arte | Mobsitte Saad e Stéphane Taillasson Figurino | Sandrine Bernard Música | Guillaume Roussel Gênero | Biografia, Drama, Ação, Guerra País e ano de produção | França/Bélgica, 2025 Duração | 112 minutos Distribuição | California Filmes ELENCO Roschdy Zem | Comandante Mohamed Bida Lyna Khoudri | Eva Sidse Babett Knudsen | Kate Christophe Montenez | Martin Sina Parvaneh | Sediqi Yan Tual | JC Fatima Adoum | Amina Shoaib Saïd | Nangialay Sayed Hashimi | Haider Nicolas Bridet | Martinon Grégoire Leprince-Ringuet | Nicolas Roche Athena Strates | Nicole Gee

sábado, 21 de março de 2026

Cara de Um, Focinho de Outro

 


Título no Brasil: Cara de Um, Focinho de Outro

Título Original: Hoppers
Ano: 2026
País: Estados Unidos
Diretor: Daniel Chong
Roteirista: Daniel Chong, Jesse Andrews
Dublagem: Piper Curda, Melissa Villaseñor, Bobby Moynihan
Nota: 4


Durante muito tempo, a Pixar transformou brinquedos, monstros e sentimentos em histórias que pareciam simples, mas carregavam camadas emocionais profundas. Animais falantes, inclusive, sempre fizeram parte desse imaginário, mas quase nunca a pergunta central foi: e se um humano realmente invadisse esse mundo? É justamente aí que mora a graça de “Cara de Um, Focinho de Outro”.

O filme parte de uma premissa que soa quase caótica: Mabel, uma jovem universitária ainda atravessando o luto pela avó, descobre que pode transferir sua consciência para o corpo de um castor robô criado pela universidade. O objetivo? Impedir que uma clareira cheia de memórias afetivas seja destruída por um prefeito mais interessado em reeleição do que em preservação ambiental.


A clareira onde Mabel encontrava paz com a avó está prestes a virar pó para dar lugar a um viaduto. O problema é que os animais da região desapareceram e sem eles, não há impedimento legal para a obra. Ao se transformar em castor, Mabel descobre que os bichos não apenas têm uma sociedade organizada, mas também reis, hierarquias e uma política interna que beira o épico. De repente, o filme deixa de ser apenas uma aventura ecológica e vira uma fantasia política com pitadas de ficção científica e até um leve tempero de terror. E é nesse caos criativo que o longa brilha.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Enzo 🎬 o que vale no filme é a presença de Pierfrancesco, o protagoinista é bem "enzo " mesmo

 


ENZO

França | 2025 | 102 min. | Drama | 16 anos


Título Original: Enzo

Direção: Robin Campillo

Roteiro: Robin Campillo, Laurent Cantet, Gilles Marchand

Elenco: Eloy Pohu, Pierfrancesco Favino, Élodie Bouchez

Distribuição: Mares Filmes


SinopseEnzo, de 16 anos, desafia as expectativas de sua família burguesa ao iniciar um trabalho como aprendiz de pedreiro, um caminho muito distante da vida prestigiosa que haviam imaginado para ele. Em sua luxuosa vila no ensolarado sul da França, as tensões fervilham enquanto perguntas e pressões implacáveis pesam sobre o futuro e os sonhos de Enzo. No canteiro de obras, no entanto, Vlad, um carismático colega ucraniano, abala o mundo de Enzo e abre as portas para possibilidades inesperadas.