sábado, 22 de agosto de 2026

Só Por Uma Noite


 Título no Brasil: Só Por Uma Noite 

Título Original: One Night Only 

Ano: 2026

Direção: Will Gluck 

Roteiro: Will Gluck 

Elenco: Monica Barbaro, Callum Turner, Maya Hawke

País EUA

Nota: 4/5

Por Amanda Gomes

Eu adoro uma boa comédia romântica. Não preciso que ela reinvente o gênero, tenha um roteiro revolucionário ou me faça questionar a existência humana. Às vezes, tudo o que eu quero é sentar no cinema, me divertir, torcer pelo casal e sair de lá com aquela sensação gostosa de ter assistido a alguma coisa leve. E “Só Por Uma Noite” entrega exatamente isso.

A premissa, inclusive, foi o que mais chamou minha atenção. Em uma versão distópica de Nova York, o governo proibiu relações sexuais fora do casamento. A única exceção é uma noite por ano, quando os solteiros recebem autorização para fazer sexo durante algumas horas.

Sim, é exatamente tão absurdo quanto parece. E talvez seja justamente por isso que funciona.


A ideia me lembrou um pouco “Uma Noite de Crime”, só que, felizmente, sem toda aquela violência. Aqui, em vez de as pessoas saírem pelas ruas para matar umas às outras, elas passam o ano inteiro esperando pela única noite em que podem finalmente se envolver sexualmente sem serem punidas pelo governo. E o mais engraçado é perceber como isso transforma a cidade inteira em um enorme caos romântico.

Tem gente desesperada procurando um pretendente, pessoas tentando encontrar o par perfeito para aquela noite, encontros que dão errado, preservativos sendo procurados em cima da hora e todo tipo de situação que parece saída de uma comédia romântica exagerada. No meio disso tudo conhecemos Allie e Owen.

Allie é uma cantora que trabalha fazendo jingles e ainda acredita que pode encontrar uma conexão verdadeira com alguém. Owen, por outro lado, é dono de uma pizzaria e acabou de ser abandonado pela namorada justamente no pior momento possível: às vésperas da única noite do ano em que ele poderia aproveitar para conhecer alguém.

Ou seja, os dois estão solteiros, carentes e procurando alguma coisa que parece cada vez mais difícil de encontrar. Obviamente, eles se encontram. E obviamente também não é simples.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Editora Trama lança A Original, ficção científica sobre identidade e imortalidade assinada por Brandon Sanderson e Mary Robinette Kowal

 



A Original, novo lançamento da Editora Trama, ganha sua primeira edição impressa após ter sido concebido originalmente como um audiobook. Escrito em colaboração pelos premiados Brandon Sanderson e Mary Robinette Kowal, o romance se passa em um futuro distante em que a humanidade venceu a morte natural graças a "nanitos injetáveis" que circulam pelo corpo, reparando danos e prolongando a vida indefinidamente. Nesse cenário, a sociedade passou a viver sob um modelo de renda igualitária e automação plena. Mas esse aparente paraíso cobra um preço: check-ins semanais obrigatórios em Estações de Renovação, onde a continuidade da vida depende de um rígido sistema de monitoramento.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Champagne - Uma Viagem de Pai e Filho (Lindo Demais! Entrevista e bate-papo com Leo Alkemade)

 


Título no Brasil: Champagne – Uma Viagem de Pai e Filho Título original: Champagne Título internacional: Champagne – An Ode to Fatherhood Ano: 2026 País: Países Baixos (Holanda) Gênero: Drama / comédia dramática / road movie Duração: aproximadamente 90–93 minutos Direção: Tim Kamps Roteiro: Leo Alkemade e Rik van den Bos Produção: Jamel Aattache Produtoras: Aattache Films e Brabant Films Idioma original: Holandês, com francês em algumas cenas Distribuição no Brasil: Autoral Filmes Estreia nos cinemas brasileiros: 6 de agosto de 2026 Classificação indicativa no Brasil: 14 anos

sábado, 15 de agosto de 2026

O Fim da Rua {Crítica ]


 Título no Brasil: O Fim da Rua

Título Original: The End Of Oak Street 

Ano: 2026

Direção: Datvid Robert Mitchell 

Roteiro: David Robert Mitchell 

Elenco: Anne Hathaway, Ewan McGregor, Maisy Stella 

Nota: 4 /5

Por Amanda Gomes

Eu preciso começar essa crítica sendo completamente honesta: O Fim da Rua já tinha me conquistado antes mesmo de eu assistir.

Uma família vivendo em um subúrbio americano nos anos 1980 é transportada misteriosamente para um mundo cheio de dinossauros? Anne Hathaway e Ewan McGregor no elenco? Uma estética oitentista? Dinossauros perseguindo pessoas em um bairro residencial? Desculpa, mas como é que eu não ia querer assistir?

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Pequenas Criaturas


 Título no Brasil: Pequenas Criaturas 

País: Brasil

Ano: 2026

Direção: Anne Pinheiro Guimarães 

Roteiro: Anne Pinheiro Guimarães 

Elenco: Carolina Dickmann, Letícia Sabatella, Caco Ciocler

Nota: 4

Existem filmes que emocionam por causa dos grandes acontecimentos. Outros fazem exatamente o contrário: encontram beleza nas pequenas coisas. “Pequenas Criaturas” faz parte desse segundo grupo.

Confesso que entrei na sessão sem saber muito sobre o filme e fui completamente surpreendida. Não porque aconteçam reviravoltas gigantes ou cenas impactantes, mas porque ele consegue transformar momentos extremamente comuns em algo delicado e cheio de significado.

Ambientado na Brasília de 1986, pouco depois do fim da Ditadura Militar, o filme acompanha Helena, que se muda para a capital com os dois filhos enquanto o marido passa a maior parte do tempo viajando a trabalho. O que poderia ser apenas uma história sobre adaptação acaba se tornando um retrato muito bonito sobre família, solidão, amadurecimento e pertencimento.

O que mais gostei é que “Pequenas Criaturas” nunca parece ter pressa. A diretora Anne Pinheiro Guimarães parece muito mais interessada em mostrar o que acontece entre um grande acontecimento e outro. São os silêncios, os olhares, os dias quentes de férias, as conversas na piscina e os pequenos encontros entre vizinhos que realmente constroem essa história.

Talvez isso não funcione para todo mundo. É um filme contemplativo, que exige paciência e um olhar atento para os detalhes. Mas, para mim, foi justamente esse ritmo mais calmo que tornou tudo tão especial.


Carolina Dieckmann entrega uma atuação extremamente sensível. Helena é uma mulher que parece carregar um peso enorme sem conseguir colocá-lo em palavras. Ela tenta ser forte pelos filhos enquanto lida com suas próprias inseguranças e com a ausência constante do marido. É uma interpretação muito contida, mas cheia de emoção.

Ainda assim, quem realmente rouba a cena são as crianças. Théo Medon transmite muito bem todas as inseguranças da adolescência, vivendo as descobertas do primeiro amor e tentando entender as mudanças dentro da própria família.

Mas foi Lorenzo Mello quem conquistou completamente meu coração. Dudu é aquele tipo de personagem impossível de não gostar. Fascinado por Star Wars, Planeta dos Macacos, discos voadores e qualquer aventura que sua imaginação consiga inventar, ele enxerga um mundo mágico onde os adultos veem apenas rotina. Existe uma espontaneidade tão bonita na atuação dele que várias das minhas cenas favoritas acontecem simplesmente porque ele está em cena.

Acho que o filme acerta justamente ao mostrar como as crianças conseguem transformar qualquer lugar em um universo inteiro de possibilidades.