terça-feira, 5 de maio de 2026

Era Uma Vez Minha Mãe [Crítica]

 















Título Original: Ma mère, Dieu et Sylvie Vartan

Título no Brasil: Era Uma Vez Minha Mãe

Paíse: França e Canadá

Ano: 2025

Direção e Roteiro | Ken Scott
Música | Nicolas Errèra

Gênero | drama, comédia, biografia
Duração | 102 minutos
Distribuição | California Filmes

ELENCO
Leïla Bekhti | Esther Perez
Jonathan Cohen | Roland Perez
Joséphine Japy | Litzie Gozlan
Lionel Dray | Maklouf Perez
Jeanne Balibar | Mme Fleury
Sylvie Vartan | Sylvie Vartan
Milo Machado-Graner | Jacques Perez

Há filmes que nos deixam marcados de uma maneira que queremos dividir com todos o que sentimos. E Era Uma Vez Minha Mãe é um deles. Com estreia marcada para o dia 7 de maio, na semana em que comemoramos o Dia das Mães no Brasil, o filme é um presente para qualquer filho ou mãe que queira se emocionar.

'Amor de Aluguel' terá maratona de episódios em sua estreia no Noverama TV

 


A novela “Amor de Aluguel” (“Kiralık Aşk”), um dos maiores fenômenos da teledramaturgia turca, já chega ao Noverama TV, no YouTube, com três episódios de uma vez, convidando o público a maratonar. Os capítulos seguintes serão exibidos de segunda a sábado, a partir das 19h. 

Com 148 capítulos, a novela inaugura a publicação diária no recém-criado Noverama TV, uma aposta da SOFA DGTL para o formato digital, unindo o hábito de consumo da TV aberta à escala e precisão de dados do streaming. A novela ficará no ar até o fim de outubro, gratuitamente.

PRODUZIDO E PROTAGONIZADO POR OMAR SY, SUSPENSE PSICOLÓGICO ‘FORA DE CONTROLE’ ESTREIA NOS CINEMAS BRASILEIROS EM 28 DE MAIO

 

Com direção de Anne Le Ny e discutindo as consequências de um episódio de infidelidade, novo filme do astro francês será distribuído no Brasil pela California Filmes 


Desde que roubou o coração do público em Intocáveis, há mais de 15 anos, Omar Sy se transformou num dos maiores astros do cinema francês, garantindo ao ator o status necessário para produzir alguns de seus projetos. Um desses filmes, FORA DE CONTROLE, suspense dramático dirigido por Anne Le Ny – colega de elenco de Sy no filme que o revelou – chega aos cinemas brasileiros no próximo dia 28 de maio, com distribuição da California Filmes.

Na trama, o ator vive um homem casado há 15 anos cuja relação entra em crise quando uma ex-namorada de infância reaparece em sua vida. O longa, que teve sua estreia no Tallinn Black Nights, retoma o tema da infidelidade, que a diretora já havia explorado em seu longa anterior, Le Torrentque trazia no elenco José Garcia, que já estrelou três filmes ao lado de Omar Sy.

Rodado na região francesa da Bretanha e descrito pela revista Screen Daily como “uma espécie de Atração Fatal com inversão de gênero”, FORA DE CONTROLE traz ainda no elenco as veteranas Élodie Bouchez, de Rosas Selvagens e Enzo, e a cantora e atriz Vanessa Paradis, conhecida por filmes como Faca no Coração e por ser a voz por trás do hit “Joe le Taxi”. No longa, os quatro convivem com as consequências de uma traição.

Suspense que testa os limites das relações amorosas, FORA DE CONTROLE tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros para o dia 28 de maio. 

 

SINOPSE
Um casamento de 15 anos é abalado quando a ex-namorada de infância de Julien, Anaëlle, reaparece. Consumida pelo ciúme, Marie começa um caso com seu chefe manipulador, Thomas, o que a leva a uma espiral perigosa que ameaça sua família.

O DIRETOR
Anne Le Ny nasceu em uma família ligada ao meio acadêmico, filha de um professor universitário e de uma pesquisadora em química. Após concluir o ensino com formação literária, ingressou no conservatório e iniciou sua trajetória artística no teatro, onde atuou por cerca de uma década.

A partir daí, construiu uma carreira consistente no cinema e na televisão, com diversos papéis coadjuvantes que a tornaram um rosto conhecido do público francês. Progressivamente, passou a se dedicar também à escrita e, posteriormente, à direção.

Em 2007, participou de seu primeiro longa-metragem, Ceux qui restent, ao lado de Vincent Lindon e Emmanuelle Devos, indicado ao César de melhor filme de estreia. Como diretora, assinou títulos como Les Invités de mon père (2010), Cornouaille (2012), On a failli être amies (2014), La Monnaie de leur pièce (2018), Le Torrent (2022) e FORA DE CONTROLE (2025).

FILMOGRAFIA
2007 — Ceux qui restent
2007 — Drap dessus drap dessous (curta-metragem)
2010 — Les Invités de mon père
2012 — Cornouaille
2014 — On a failli être amies
2018 — La Monnaie de leur pièce
2022 — Le Torrent
2025 — Fora de Controle

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quinta-feira, 30 de abril de 2026

O Diabo Veste Prada 2 (Criítica)

 


Título no Brasil: O Diabo Veste Prada 2

Título Original: The Devil Wears Prada 2 

Ano: 2026

Direção: David Frankel 

País; EUA

Roteirista: Aline Brosh McKenna 

Elenco: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci 

Nota: 4/5

Por Amanda Gomes

Vinte anos depois de o grande sucesso de “O Diabo Veste Prada” e de ter se consolidado como um verdadeiro marco da cultura pop, retornar ao universo de Miranda Priestly parecia, honestamente, um risco enorme. Afinal, sequências tardias costumam viver de nostalgia vazia ou de tentativas desesperadas de reviver uma fórmula que já funcionou no passado. Mas “O Diabo Veste Prada 2” surpreende justamente por entender que seu maior trunfo não está apenas em revisitar personagens icônicos, e sim em inseri-los em um mundo que mudou radicalmente e que talvez não tenha mais espaço para eles da mesma forma.

Dessa vez, a Runway não enfrenta apenas dramas editoriais ou crises de ego, mas uma ameaça muito mais contemporânea: a corrosão da mídia impressa, o domínio das redes sociais, a lógica do conteúdo rápido e a transformação da arte em algoritmo. É um filme profundamente consciente de seu tempo, e isso faz toda a diferença. A sequência não tenta recriar o brilho do original de forma artificial, mas utiliza sua própria existência para discutir justamente o colapso da indústria que ajudou a eternizar.


Andy Sachs retorna mais madura, agora como uma jornalista respeitada que também foi atingida pela precarização brutal do mercado editorial. Sua volta à Runway é menos sobre repetir velhos passos e mais sobre encarar, sob outra perspectiva, o quanto o mundo profissional, especialmente para mulheres, continua exigindo concessões difíceis. Anne Hathaway traz uma segurança muito interessante para essa nova fase da personagem, mantendo seu carisma intacto, mas agora com uma bagagem emocional que enriquece sua trajetória.

Meryl Streep, por sua vez, continua simplesmente magnética. Miranda Priestly permanece afiada, intimidadora e deliciosamente calculista, mas há aqui uma vulnerabilidade inédita. Não porque a personagem tenha perdido sua essência, mas porque agora até figuras como ela precisam confrontar a obsolescência em um sistema que transforma tudo em produto descartável. É fascinante ver Miranda, antes uma força quase inabalável, precisando negociar sua sobrevivência em uma indústria que ela ajudou a moldar.

Emily Blunt continua ótima, embora seu arco sofra um pouco mais com as limitações do roteiro, que por vezes se rende a soluções previsíveis e diálogos expositivos demais. Stanley Tucci, como Nigel, segue sendo uma presença calorosa e essencial, funcionando como o coração emocional dessa narrativa.

O filme também acerta ao manter o glamour que tornou o original tão irresistível. Moda, locações luxuosas, cameos e referências continuam presentes, mas agora carregam uma melancolia quase palpável. Existe uma sensação constante de que esse brilho pode desaparecer a qualquer momento, e talvez essa seja justamente a proposta.

Claro, há problemas. A montagem excessivamente acelerada, a estética visual mais plastificada e certas concessões narrativas ao público da era TikTok acabam criando uma contradição curiosa.

No fim, “O Diabo Veste Prada 2” funciona porque entende que amadurecer não significa perder identidade, mas adaptar-se sem abandonar completamente aquilo que nos define. Mais do que uma simples continuação, o longa se transforma em uma reflexão elegante sobre moda, jornalismo, envelhecimento profissional e relevância cultural.

Talvez não fosse uma sequência necessária. Mas, surpreendentemente, é uma sequência que faz sentido e que prova que algumas histórias, quando revisitadas com inteligência, ainda têm muito a dizer.