Título no Brasil: Mestres do Universo
Título Original: Masters Of The Universe
Ano: 2026
Direção: Travis Knight
Roteirista: Chris Butler
Elenco: Nicholas Galitzine, Camila Mendes, Alison Brie
Nota: 4/5
País; EUA
Por Amanda Gomes
Eu nunca assisti ao desenho original de He-Man. Minha referência ao personagem sempre foi mais visual: o herói musculoso de cabelo loiro. Por isso, entrei na sessão de “Mestres do Universo” sem a bagagem nostálgica que muitos espectadores provavelmente carregam. E talvez tenha sido justamente isso que tornou a experiência tão interessante.
O filme não tenta se transformar em algo mais sério ou complexo do que realmente é. Pelo contrário: abraça seu lado extravagante, divertido e até um pouco brega, e isso funciona muito bem.
Nicholas Galitzine entrega um Adam carismático e humano, distante daquela imagem de herói perfeito e inalcançável. Antes de se tornar He-Man, ele é um jovem cheio de dúvidas e inseguranças, o que torna sua jornada mais fácil de acompanhar. O elenco de apoio também cumpre bem seu papel, especialmente Camila Mendes como Teela, que ganha espaço próprio na narrativa e não existe apenas para orbitar o protagonista.
Visualmente, o filme abraça a fantasia sem vergonha. O Esqueleto, interpretado por Jared Leto, surge exatamente como um vilão clássico deve ser: exagerado, ameaçador e divertido. Eternia parece saída diretamente de uma animação dos anos 80, mas com a tecnologia que uma superprodução atual permite.
A produção também tem senso de humor suficiente para rir de si mesma. Algumas das melhores cenas acontecem justamente quando o filme reconhece o quão absurda sua própria proposta pode parecer. E sim, há uma referência ao famoso meme envolvendo He-Man que arrancou risadas da sessão inteira.
Nem tudo funciona perfeitamente. Em alguns momentos, a história segue uma fórmula muito conhecida de filmes de origem de heróis, o que tira um pouco do impacto da narrativa. Ainda assim, o carisma dos personagens e o tom leve compensam boa parte dessas escolhas.
No fim, “Mestres do Universo” não tenta mudar o cinema nem reinventar o gênero. É uma aventura divertida, visualmente caprichada e consciente de sua própria identidade. Para quem, como eu, não cresceu assistindo ao desenho, o filme funciona como uma boa porta de entrada para esse universo. E para quem tem uma ligação afetiva com He-Man, provavelmente será uma viagem ainda mais especial.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sua opinião é muito importante para mim! Me diga o que achou dessa postagem e se quiser que eu visite seu blog, informe o abaixo de sua assinatura ;)