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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Menina que via Filmes: Histórias Assustadoras [Crítica]



Título Original: Scaries Stories to Tell in the Dark
Título no Brasil: Histórias Escuras para Contar no Escuro
Adaptação do livro: Histórias assustadoras para contar no escuro
Direção: André Øvredal
Produção: Guillermo del Toro. 
Roteiro: Kevin Hageman, Dan Hageman, Guillermo del Toro, John August
Elenco: Zoe Margaret Colletti, Austin Abrams, Natalie Ganzhorn, Gabriel Rush, Michael Garza, Austin Zajur, Dean Norris, Gil Bellows, Lorraine Toussaint, Kathleen Pollard, Jane Moffat. 
Data de estreia no Brasil: 08 de agosto de 2019
#185
por Larisssa Rumiantzeff

Todo escritor em algum ponto da vida já se fantasiou alterando a realidade com suas histórias. Já elaborou histórias e se colocou como protagonista, junto ao gatinho dos sonhos ou à sua banda preferida. Às vezes, incluiu os amigos em sua narrativa. Se você tem um amigo ou amiga escritor, com certeza já foi personagem. Até JK Rowling já confessou que fazia isso. 
Sarah Bellows não era diferente. Até a página dois. 
No século XIX, a adolescente problemática com saúde frágil criava pequenos contos nas horas vagas, para passar o tempo no porão onde fora trancafiada pela família. A diferença é que, se você aparecesse em um de seus contos escritos a tinta vermelha no seu livro, a probabilidade de bater as botas da forma imaginada pela jovem escritora era grande. E Sarah era bem criativa. 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Menina que via Filmes: Memórias Secretas [Crítica]

Título Original : Remember
Título no Brasil: Memórias Secretas
Data de lançamento 12 de maio de 2016 (1h 35min)
Direção: Atom Egoyan
Elenco: Christopher Plummer, Martin Landau, Bruno Ganz mais
Gênero Drama

Nacionalidade Canadá









O quão maravilhoso é quando vamos ao cinema e no final do filme o público aplaude? Amo essa sensação e dessa vez achei mais do que merecido. 
Em um asilo dois amigos se reencontram depois de muitos anos, os dois são judeus e  se conheceram em Aushwitz, no campo de concentração. Max ( Martin Landau) não anda mais, preso à uma cadeira de rodas e um respirador ele incentiva seu amigo Zev ( Christopher Plummer em uma das melhores atuações da carreira) com uma carta e as despesas praticamente todas pagas à ir atrás do carrasco nazista que matou toda a família deles.
Zev tem demência e esquece facilmente as coisas, por exemplo, não lembra diversas vezes que sua esposa já morreu e chama por ela. Toda vez que não sabe porque fugiu do asilo, ele relê a carta do amigo. 
Com essa missão ele passa em várias casas de pessoas com o nome do carrasco, ou melhor, que ele adotou depois da Segunda Guerra para fugir. Isso o faz viajar até o Canadá e várias cenas mostrando o como  a idade avançada e o esquecimento são dolorosos, são mostradas na telona. 

Seria um filme comum sobre nazismo, se Zev não fosse interpretado por quem foi, Plummer se destaca sem em nenhum momento deixar claro o que o final nos aguarda. E que final, há tempos não assistia nada tão bom quanto esse filme.
Ao contrário de alguns críticos não identifiquei tantos erros que atrapalhassem o filme, para mim há qualidade nele todo.
Até mesmo o nervosismo que o personagem sente ao se deparar com um filho de um cara com o mesmo nome - seria esse cara  o carrasco? - e super fã do nazismo e seu mini museu dentro de casa, é o mesmo sentido pelo espectador.
Assistam, é um filme estupendo!


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Menina que via Filmes: Olhos da Justiça [Crítica]

Título original : Secret in Their Eyes
Título no Brasil : Olhos da Justiça
Lançamento 10 de dezembro de 2015 (1h51min) 
Dirigido por Billy Ray
Com Julia Roberts, Nicole Kidman, Chiwetel Ejiofor mais
Gênero Suspense

Nacionalidade EUA













Confesso que olhei com péssimos olhos esse filme. Lançado em 2009, O Segredo dos Seus Olhos - filme baseado no livro - é uma filme ganhador do Oscar de Melhor filme estrangeiro daquele ano, uma co-produção Argentina/ Espanha com o astro Ricardo Darín e grande elenco. Não vi necessidade alguma de " americanizarem" e fazerem esse remake.
Portanto, mesmo com diversas alterações, o filme não perdeu a essência  e a mensagem principal. Mas aqui nessa crítica farei comparações obviamente.
O investigador do FBI Ray ( Chiwetel) é muito amigo de Jess ( Julia Roberts, maravilhosa no papel) e arrasta uma asa para Claire ( Nicole Kidman) , todos trabalham juntos em uma divisão pós 11 de setembro que está focada na caça aos terroristas. Em uma dessas caçadas eles descobrem um corpo, que é da filha de Jess e começa aí a trama na qual o filme se desenvolve. Para quem não viu nenhum dos dois filmes não faz diferença....mas para você que viu e se pergunta aonde que esse filme lembra o original, eu ajudo: ao invés de Argentina pós ditadura temos um EUA pós atentado. Chiwetel faz o papel de Darín, sendo que tem cargos diferentes, claro. Jess não existe no original, mas Darín tem um melhor amigo que o ajuda nas investigações - papel do maravilhoso ator Guillermo Francella , do recente O Clã - , no papel de Kidman é Soledad Villamil, a mulher que ele sempre amou e que nunca pode ter, a tal vítima que fica sendo filha de um dos agentes é uma esposa na versão argentina que tem um marido destroçado pelo crime.

Pronto, encaixada as peças, vamos ao filme em questão. O elenco ajuda e muito que o longa funcione. Ver Julia Roberts despida de vaidade, sem maquiagem e sofrendo como a mãe que perdeu o amor de sua vida, é para bater palmas. Chiwetel também cumpre bem seu papel, seu personagem é atormentado por um detalhe que deixo para vocês descobrirem porque ele se sente tão culpado pela morte da filha da melhor amiga. Kidman como a linda moça que com os anos se torna chefe funciona mas não comove...ela parece um pouco um boneco de cera , não sei se devido as inúmeras plásticas que se submeteu . 
O filme se passa quando o crime acontece e 13 anos depois , quando ele retorna e acredita que pode finalmente prender o assassino. De início não temos certeza de nada, o principal suspeito pode não ter feito nada , mas Ray acredita que já tem o culpado e luta por isso como se a filha fosse dele.
Jess se decompõe em cena, a linda mulher vira um ser traumatizado que não vê alegria alguma em continuar vivendo. Mas que ao mesmo tempo parece inerte a tudo que Ray faz para achar o culpado.
O final choca como no original, e para quem não levava muita fé na versão americana, podem rever os conceitos, o filme é sensacional, só continuo ficando com o original na preferência, mas nada que não me faça colocar essa versão na lista de melhores filmes desse ano.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Séries que Amamos : Under The Dome -1ª Temporada


Título Original : Under The Dome
Título no Brasil : Under The Dome
Formato assistido: DVD
Baseado na obra de Stephen King 
Criado por Brian K. Vaughan (2013)
Com Mike Vogel, Rachelle LeFevre, Dean Norris mais
País EUA
Gênero Drama, Fantasia, Ficção científica
Status Suspense
Duração 42 minutos ( por episódio)








Apesar de terem mudado muito do livro, Under The Dome é muito bom, mas confesso que demorei mais do que meu normal quando amo séries para vê-la. Não a vi na tv a cabo ou em Netflix, mas sim em dvd, não aguentei e comprei, afinal, se é uma ´serie baseado em algo do mestre do terror que amo tenho que ter na coleção.
Exatamente por isso a expectativa era gigante, as atuações dizem ao que vieram e o suspense é bem amarrado mas o personagem Big Jim ( vivido pelo maravilhoso Dean Norris) é mau como um Pica-Pau e chega a irritar.

Ali naquela pequena cidade de nome Chester´s Mill, o pacato vira zona quando uma redoma inexplicável se forma ao redor dela, separando famílias e enlouquecendo as autoridades locais.
É bem verdade que ali a autoridade ´máxima sempre foi Big Jim, ele mandava e desmandava na fraca e inexperiente polícia local. 
A chegada de um estranho rodeado de mistérios também faz com que a cidade fique em polvorosa, Barbie - sim, esse nome mesmo, da boneca famosa - interpretador pelo lindo Mike Vogel é um dos protagonistas e por onde passa deixa vítimas, e demoramos para descobrir se o lindo é do lado do bem ou do mal.

Julia ( Lafrevre) se encanta com o misterioso homem e os dois começam a ter um affair, mesmo o marido dela estando sumido , bem, nos braços de Barbie e com tudo sendo uma loucura no local ela deve achar que isso não é pecado e manda ver nos beijos com o bonitão.
Também temos uma história do filho de Big Jim, o atormentado Junior ( Alexander Koch), obcecado pela ex namorada ele a prende no meio do caos.
Entre muitos mortes causadas por diferentes personagens e a redoma causando convulsões sinistras em alguns personagens, ainda temos um ovo nada a ver soltando raios rosa.

Muita viagem em alguns pontos mas um suspense bacana onde mais uma vez King nos coloca em um ponto onde prova que quando não há lei a ser seguida o ser humano surta e faz sua própria lei, roubando e matando quem ele quiser.
 O final deixa a desejar porque ainda tem continuação, o que simplesmente eu acho que já fugiu e muito do livro original, mas como King é o roteirista pretendo assistir, só não prometo que breve, tem uma lista de seriados a ser seguidos para esses meses rs.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Menina que via filmes : Homens, Mulheres e Filhos [Crítica]

Título Original : Men, Women & Children
Título no Brasil : Homens, Mulheres e Filhos


* Baseado na obra de Chad Kultgen
Dirigido por Jason Reitman
Com Ansel Elgort, Jennifer Garner, Adam Sandler mais
Gênero Comédia dramática

Nacionalidade EUA
censura 14 anos
duração : 1h 59 min



Adultos, adolescentes e crianças amam, sofrem, se relacionam e compartilham tudo, sempre conectados. A internet é onipresente e, nesta grande rede em que o mundo se transformou, as ideias de sociedade e interação social ganham um novo significado. Algumas situações como um casal que não tem intimidade; uma garota que quer ser uma anoréxica melhor; um adolescente que vive em num mundo de pornografia virtual, fazem o expectador repensar a relações humanas.







Na hora de escolher o filme da quinta - sim, tenho ido nos cinemas as quintas exatamente para ver aqueles filmes que o noivo não curte e minha mãe e as amigas amam - fiquei na dúvida se veria esse ou Boa Sorte , adoro Deborah Secco, mas a escolha foi muito acertada! Baseado no livro de Chad Kultgen o filme conta a história de pais e filhos , todos os adolescentes estudam na mesma escola.
O que o diretor já nos mostra logo de início é sua crítica a sociedade que vivemos, onde estar on line faz parte dela e praticamente respiramos e acessamos as redes sociais.
Os adolescentes do filme trocam mensagens mesmo estando um lado do outro, os pais descobrem um mundo novo virtual e cheio de coisas erradas que na idade de seus filhos jamais sonhariam conhecer.
Vamos as casas : Tim ( Alsel Egort, de A Culpa é das estrelas) está traumatizado porque sua mãe abandonou a ele e seu pai. Desiste assim de jogar no time da escola, e ele era o melhor jogador. O diretor da escola o chama e avisa que se preciso for ele pode pedir para os professores passarem menos coisas para ele mas que ele precisa voltar para o time. 
Kent ( Dean Norris, o ótimo ator de Under The Dome) é o pai dele, zeloso e sofrido por ter perdido sua esposa ele até tenta se encantar com a mãe de uma colega de turma de seu filho, a estranha Donna Clint ( Judy Greer) . Porque ela é estranha? Porque ela acha muito natural que sua única filha de apenas 16 anos tire fotos semi nuas e as coloque na internet, em um site que a própria mãe alimenta e passa o tempo todo tirando fotos da filha em diferentes posições.

Tim vai se apaixonar por Kaitlyn , uma menina que tem a mãe mais maluca e controladora do mundo, Patricia ( Jennifer Garner) sabe todas as senhas da filha e monitora onde ela está com um GPS do celular. 
Enquanto isso temos estudando na mesma sala, um garoto que é filho de Adam Sandler no filme . Ele vai se relacionar com a filha  de Donna . 
O filme é um drama só, mas muito inteligente e perfeito para assistir com aquela sua amiga que ama tanto cinema quanto você , muitos atores são famosos de seriados e mesmo os mais conhecidos do cinema como é o caso de Sandler, estão nesse filme de forma tão diferente do que conhecemos que fica difícil reconhecer.
Don ( Sandler) vai em busca de sites pornôs todos os dias para se masturbar, quando isso não o atrai mais ele procura uma prostituta., enquanto isso sua esposa cada dia dorme com um homem.
O tema da anorexia e da falta de amor próprio típicos da idade também vem a tona com as cenas da ótima Elena Kampouris no papel de Allison!
O filme vale muito a pena. 

* Momento tiete. Quando ei estava entrando na sala do cinema com uma amiga e minha mãe vi que o Selton Mello ( ator que amo!) estava sentado mexendo no celular! Cheguei perto e pedi uma foto, ele balançou a cabeça fazendo que sim mas fez um " Eu?" antes ( ok, como se ele não fosse mega super famoso né!) . A foto é essa abaixo onde estou mais horrenda que o normal! Mas ele é mais bonito do que imaginava!