terça-feira, 20 de novembro de 2012

RESENHA DE "AMY, MINHA FILHA"

Título original: Amy, my daughter
Título no Brasil: Amy, minha filha
Autor: Mitch Winehouse
Editora : Record
Número de páginas: 347








  Jà havia lido uma biografia de Amy que nem de longe era tão emocionante quanto esta. A primeira qu efoi lançada no Brasil era não autorizada escrita por um jornalista inglês que sem ter muito conhecimento da realidade na vida da cantora pelo visto pegou tudo que havia lido nos tablóides e fez um livro. Amy ainda estava viva e o livro focava muito nos escandâlos, era mais um livro para fãs assim como eu sedentos por novidades sem muito mais a ser dito.
No entanto, um ano após sua morte em julho de 2011, o pai de Amy, Mitch Winehouse resolveu lançar esse livro contando sua história com a filha, o que faz qualquer pessoa seja fã ou não é se encantar com o amor que ele tinha por ela. Reza a lenda que pais são sagrados...que são os anjos protetores que nos acompanham sempre. No caso de Amy não entendi porque sua mãe era tão ausente em seus problemas enquanto seu pai era o melhor pai do mundo estando ao lado dela nos momentos tristes e felizes.
Mitch começa contando desde a infância de Amy até sua morte. O que impressiona no livro é que as últimas biografias que li a pessoa ainda está viva e é um relato de sobrevivência ao mundo de drogas e alcóol. Algumas biografias são relatos de mães - como a de Britney Spears- que apelam para um proteccionismo que beira o ridículo. Isso não ocorre com o pai dela, ele não a defende, ele não o defende, ele conta todo o sofrimento que ele passou com ela por causa da dependência , das crises de abstinência e do relacionamento dela com o destrutivo Blake Civil. Por sabermos o final já sentimos pena dele desde o início, Amy era fraca , um gênio no que se referia a cantar ou compor mas muito fraca no que se referisse a lutar pelas drogas, aos poucos, ele mesmo pareceu não eprceber de quando sua filha pulou do baseado para o crack, mas é notório que Blake é visto como o grande vilão, por tê-la introduzido ao mundo das drogas.
O bacana do livro, para quem é fã, e mesmo para quem não é , é que Mitch relata muitas coisas que podemos evr no You Tube se não temos conhecimento das mesmas. A amizade colorida com Pete Doherty e o vídeo que vazou na imprensa mundial dos dois se drogando e pegando em ratinhos, Amy quando ganhou o Grammy com Tony Bennet falando seu nome mas ela não pôde receber o mesmo porque era impedida de entrar nos EUA. Essa é outra história que Mitch explica bem e que eu não sabia da verdade, muitos diziam que os EUA a impedia de entrar, eu sabia que por ser inglesa ela nem precisava de visto, mas para fazer shows pelo que entendi ela não poderia entrar na categoria negócios, por ter sido presa certa vez por porte de drogas, o governo americano pedia para que Amy fizesse um exame anti drogas, o que toda vez dava presença da mesma no organismo da cantora.
O livro todo é a luta de um pai para livrar a filha do vício, Amy chegou ao estrelato muito rápido, influenciada pelo pai taxista que amava cantar e da noite para o dia ela tinha um dos cds mais vendidos do mundo. Mitch fala do primeiro álbum " Frank" com carinho, mas não faz o mesmo com "Back to Black", álbum que tem suas músicas inspiradas na relação que ela teve com Blake com quem foi casada.
De acordo cm Mitch, Amy foi viciada em drogas até 2008, quando trocou o vício por outro...e virou alcóolatra. Foram inúmeras as internações de Amy na London Clinic. Mais uma vez cito que não entendia aonde estava Janis, mãe dela, esse tempo todo. Nâo que eu ache que teria sido diferente, mas era sempre o pai, a mãe nunca estava nos momentos que a filha precisava, era ele quem viajava com Amy, ele que estava com ela no hospital...Janis era divorciada de Mitch mas nada explica o fato dela sumir da vida da filha esse tempo todo, são raros os momentos que ela é citada como estando no local que Amy estava.
Para nós, brasileiros, é bacana a parte em que ele conta que ela veio ao Brasil em janeiro de 2011 e fez 5 shows que foram um sucesso, ela ligou para ele falando muito bem do país , se dizendo encantada com as pessoas e o local, e conforme ele conta, foram poucos dias dela sóbria.
Senti falta dele explicando quando ela fez aquele monte de tatuagem e o que ele achou. Porque ele narra o visual quando ela mudou e apareceu daquele jeito que ficou mundialmente conhecido e de quando ela decidiu colocar silicone, mas não cita as tatuagens da Amy.
Antes de morrer Amy tinha um namorado, Reg, Mitch o adorava e pelo visto Amy se casaria com ele.
Infelizmente não deu tempo, e em julho de 2011 como todos sabemos, Amy bebeu mais uma vez e com não estava bem de saúde não aguentou.
Um livro maravilhoso, para lembrar dessa cantora que nos deixou precocemente mas que sua curta obra marcou muitas pessoas, como eu, que pude estar presente no show dela no Rio e vou guardar com carinho aquele momento, os dvds, cds, sua obra...essas ficam comigo para sempre.

2 comentários:

  1. Eu não sou fã da Amy, mas com certeza leria sua biografia...
    ela era polêmica e gosto de desmistificar essas coisas =)
    Adorei teu blog.
    Estou te seguindo! =)

    Beijos,
    Carol e seus livros.

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  2. Oi Rafa!

    Adorei a sua resenha. Amy, Minha Filha é uma das minhas biografias favoritas (afinal, sou um fã da cantora rs).
    Quanto a ausência da mãe de Amy, eu penso assim: Mitch, o pai e autor do livro, era realmente presente na vida da filha, mas, quando os pais se separaram, Amy morava com a mãe. Talvez Mitch tenha "esquecido" de citar coisas importantes relacionadas à mãe, Janis. Mitch possui certa obsessão pela fama. Ele gosta de holofotes, isso é fato. Então, acho eu, Janis não é ausente na vida de Amy, ela foi apenas "esquecida".

    Parabéns pelo blog, adorei tudo.

    Beijos,
    David
    Só mais um leitor

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