terça-feira, 3 de outubro de 2017

[Menina que ia ao teatro] GOD -Crítica


















Título Original: An Act Of God
Título no Brasil: God
Elenco: Miguel Falabella e outros dois atores ( não encontrei os nomes em nenhum lugar!)
Teatro Oi Casagrande
gênero: Comédia
Curta temporada
  O que tanto me agradou em GOD, peça em curta temporada no Rio de Janeiro que já passou por outras cidades, foi exatamente o que os críticos não gostaram no roteiro. 
Miguel Falabella é um dos atores mais famosos de teatro do Brasil, suas comédias atuadas ou não por ele, e muitas escritas pelo próprio lotaram teatros do país todo. Ele é ainda o homem que interpretou um dos personagens maois populares da tv no saudoso Sai de Baixo. Caco Antibes era um pobre trambiqueiro que tinha horror a pobre e com seus bordões até quem era bem pobre achava graça e não se sentia humilhado.
A peça em questão é uma adaptação da Broadway para nossa realidade, Falabella é um Deus cansado, lembra e muito o Caco Antibes, nos trejeitos e nos discursos, mas quem assim como eu ama o personagem vai sair da peça feliz. Quem for muito religioso e não gostar de piadas com Deus, fuja dela. O texto brinca o tempo inteiro com que probabilidade teria de um único "homem" atender a tantas pessoas, pode lembrar as histórias que vemos de Papai Noel, o Deus de Falabella odeia as músicas que cantamos com seu nome, não gosta que o chame toda hora e acha um desrespeito quando transamos e envocamos o seu nome.
Real? Um pouco! A fé é algo discutível e nossas crenças também, não me senti ofendida, mas é bem óbvio que há um quê de ateísmo ao se fazer perceber que acreditarmos em alguém que pode ouvir bilhões de pessoas ao mesmo tempo e atender seus pedidos beira o ridículo, mas é uma explicação que a fé nos faz acreditar e ninguém tem nada a ver com isso, certo?
 Acompanhado de 2 outros atores nos papéis de Anjo Gabriel e Miguel, os assistentes de palco não tem o brilho de Falabella e arrisco dizer que não fariam falta se não estivessem na montagem.
Há, claro, como um bom Deus Antibes, as brincadeiras com os bairros, dessa vez ele não pega no pé nos tijucanos mas sim nos dos moradores de Curicica e suas centenas de integrações para se chegar onde deseja.
Ri muitas vezes, adorei o texto e o teatro lotado batia palmas e saiu falando bem, teatro é para isso, para entreter. Uma comédia não é para se fazer pensar e sim rir, e isso ele cumpre brilhantemente seu papel. 

4 comentários:

  1. Sou louca para ir ao teatro, principalmente para poder assistir uma peça como está em que e possível notar que capita as pessoas, de tão bem descrita, e elaborada. Eu particularmente não vejo problema em ouvir piadas em questão a religião, acho que a partir do momento que está trazendo alegria, e algo que gera satisfação na pessoa, já que algo positivo ali. Fiquei muito curiosa para saber mais, e até ir assistir, mas infelizmente não terei esta oportunidade.

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  2. Raffa!
    Acho o Miguel Falabella além de um magnífico ator, um escritor e diretor fenomenal e inteligentíssimo.
    A peça deve ser engraçada, além de trazer questões reias... Fé é algo bem pessoal, concordo, mas dá para rir um pouco, né?
    Que outubro venha carregado de boas energias!
    “A missão suprema do homem é saber o que precisa para ser homem.” (Immanuel Kant)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE OUTUBRO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  3. Pra mim ele sempre será o Caco Antibes, as vezes assisto no Viva, é muito bom. Se eu pudesse, assistiria a peça.

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  4. Olá.
    Nunca assisti a uma peça de teatro, mas adoraria. O Miguel Falabela é um ator incrível, e aposto que a peça deve ser muito divertida. Aposto que muitas pessoas devem se sentir bem incomodadas com as críticas a respeito da fé.
    Beijos

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