segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Menina que via Filmes: Jogo Perigoso [Crítica]

Título Original: Gerald´s Game
Título no Brasil: Jogo Perigoso
Baseado na obra de Stephen King
Data de lançamento 29 de setembro de 2017 na Netflix (1h 43min)
Direção: Mike Flanagan
Elenco: Carla Gugino, Bruce Greenwood, Carel Struycken mais
Gêneros Suspense, Drama, Terror
Nacionalidade EUA
#93assistido

#94criticado


Se você já começou essa crítica achando estranho eu ter dado apenas 3 claquetes para algo do King, calma que entenderão.Um número sem fim de livros e contos do mestre tem sido adaptados para tv e pro cinema e nesse caso para a Netflix, vale lembrar que Jogo Perigoso é um livro publicado em 1992 pelo autor e que saiu no Brasil com 2 capas diferentes, uma lançada em 2000 e  a outra se não me engano, em 2011.
Todas as duas revelam uma mulher vendada que é de fato o que no livro pode ter sido citado mas no filme em nenhum momento isso foi mostrado. Informo ainda que até a publicação dessa crítica eu não tinha lido o livro ainda, o que pretendo fazer muito em breve, minha comparação é somente com resenhas publicadas e com entrevistas que ele deu na época do lançamento, ok?

Vamos à crítica: traduzindo do original o filme se chamaria O Jogo de Gerald, protagonista masculino aqui interpretado por Bruce Greenwood que casado com Jessie ( Carla Gugino) aluga uma casa de campo distante de tudo e todos para apimentar  a relação já que saberemos mais à frente que tem meses que eles não tem nenhuma relação sexual. Logo no trajeto ele coloca a mão nela, ela tira. Outro ponto é a preocupação que ela tem com um cão no  meio da estrada, esse cão aparecerá outras vezes e não se mostrará tão fofinho assim. Calma, Cujo não está nesse filme.
Chegando na tal casa a primeira coisa que fazem juntos é irem mesmo para cama, ela coloca uma camisola bonita, ele se prepara para fazerem sexo, um Viagra é visto na pia do quarto. É notável o quanto os dois apesar de casados estão incomodados com o que o outro vai achar, na verdade mais ela que faz caras e bocas e que se posiciona na cama como em um primeiro encontro. 
Ali já sabemos que os dois estão bem distantes de tudo e que nem celular ela levou, ao redor da casa não se escuta nem barulho de animais, cenário perfeito para algo do mestre, certo?
 Algo que já vi como uma diferença grande e nunca entendo muito porque mudam essas coisas, é que o ator que faz o marido é bem mais velho que ela e tem um corpo ótimo, daqueles coroas que se exercitam, sabe? No livro até mesmo pela sinopse sabemos que Gerald está SUPER acima do peso, não sei porque mudaram isso, mas enfim.
Assim que o marido vê a esposa na cama ele mostra as algemas que trouxe, a convence de prendê-la na cama de madeira e diz que aquilo vai excitar os dois, o que não é verdade, Jessie parece estar incomodada mas aceita, é o antigo " tudo para salvar a relação".
Antes de ficarem nús, o marido vai para cima da esposa e faz uma "brincadeira" como se fosse estuprá-la, o que excita ele está a deixando desesperada, que pede com que pare. A conversa que tem é interrompida quando ele começa a sentir o braço doendo e tem um infarto caindo por cima da esposa. E agora? Ela ainda acha que ele somente desmaiou,mas sabemos que ele morreu e a mulher está algemada a uma cama, sem ninguém para ouvir seus pedidos de socorro e começa o despero dela e o nosso.
Bem ao estilo de King, ela começa a ter alucinações, com ela mesma e com o marido, são como o diabinho e o anjinho dizendo à ela o que deve ser feito. O marido caído ao chão, o cão entrando na casa mais aterrorizando do que ajudando...
Toda a tensão e desespero são vividos juntamente com a protagonista, nos colocamos no lugar dela, o que fazer? Lembra Jogos Mortais....mas não há nenhum louco assistindo e querendo ver como ela sairá daquilo, não são dadas armas como no filme para que arranque o braço e saia dali, na cabeceira não há nada que possa ajudá-la.
Durante toda essa aflição ela passa a ter alucinações com o passado também e seus maiores traumas vem à tona em flashback, o que explica um pouco sua relação com o marido de amor e ódio, traçada por algo que aconteceu na infância na casa do lago com sua família.
Há também algo que lembra o maravilhoso Eclipse Total, li que essa história na época foi escrita por King juntamente com a do eclipse mas ele dividiu e transformou em coisas distintas, mesmo assim com alguns detalhes da outra, para quem lembra da história é um momento bem bacana, fiquei com ainda mais vontade de ler o livro. Na cama algemada também temos uma cena para estômagos fortes, fechei os olhos nela, não aguentei não.
O que me desagradou e logicamente que quero saber como é o livro, foi o final, ou para ser sincera, os 20 últimos minutos do filme, o que acontece com Jessie, não é exatamente um final que imagine King escrevendo, fiquei me perguntando se mudaram algo no Netflix?
Eu daria outro final, para mim o filme foi todo interessante, mas o desfecho é daqueles que você vê as letrinhas subindo e se pergunta: " Sério, isso?". 
E vocês já assistiram?

6 comentários:

  1. Olá, Raffa
    Assisti o filme esse fim de semana, sem saber sobre a história, somente com informações da sinopse e do trailer, eu achei bacana, fiquei tensa em algumas cenas e bem impressionada com a última cena da cama rs.
    Não fugi muito da sua avaliação, dei 3,5 ;)

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    1. Oi Jéssica.
      Acabei de comprar o livro, não aguentei de curiosidade!
      hahaha
      beijos

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  2. Admito que esperava muito mais desta estória, assistir ao trailer, e fiquei completamente esperando algo bem elaborado, um terror com mais intenso, e para mim foi algo meio real com um suspense cheios de altos e baixos. Enfim, não vi algo que me prendesse, ou me despertasse curiosidade, e por isto simplesmente não irei assistir.

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  3. Raffa!
    Não estranho não você ter dado 3 claquetes, porque depois que detonaram Torre Negra e a série Nevoeiro dele, tudo é possível.
    E sua análise foi muito bem feita e entendi todos seus argumentos.
    Pelo visto, apenas IT teve uma adaptação fenomenal.
    Que outubro venha carregado de boas energias!
    “A missão suprema do homem é saber o que precisa para ser homem.” (Immanuel Kant)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE OUTUBRO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  4. Como não li o livro acho que tenho mais chance de gostar. Pelo trailer acho que pode ser bom mas sua sensação do final me deixou preocupada, esses filmes/livros que o final estraga com a história é uó.

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  5. Oi Raffa, tudo bem?
    Não assisti ao filme, mas fiquei curiosa logo na primeira vez que vi o trailer. Quero ler o livro do King que baseou o filme e fazer minhas comparações.
    Beijos

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