segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Menina que via Filmes: Colo [Crítica]

Título Original: Colo
Título no Brasil: Colo
Data de lançamento 16 de novembro de 2017 (2h 16min)
Direção: Teresa Villaverde
Elenco: João Pedro Vaz, Alice Albergaria Borges, Beatriz Batarda mais
Gênero Drama

Nacionalidade Portugal



por Reinaldo Barros

Mais um longa-metragem europeu abordando uma temática relevante e atual, entretanto um bom filme não é feito apenas de boas ideias. Muito se critica os chamados Blockbusters por serem “vazios”, ou meramente comerciais e por isso são vistos com maus olhos. Em contrapartida os classificados como Cult carregam um prestígio natural justamente por fazerem uma “oposição” e serem carregados de significado, sem se importar com o lucro.

Comecei com essa brevíssima, e de certo modo superficial, introdução para chamar a atenção para essa estereotipagem comum entre acadêmicos, profissionais e consumidores também. Quando fazemos isso corremos o risco de condenar uma boa obra ou engrandecer algo sem o devido mérito, por essa razão é necessário se despir de preconceitos ao analisar qualquer obra de arte seja ela a segunda, terceira ou a sétima.Colo é um longa-metragem português que retrata a dificuldade de interação e convívio de uma família em meio à crise econômica em Portugal. Uma mãe com dois empregos, um pai enlouquecido pelo desemprego e uma filha adolescente sem muito interesse pelos estudos. Juntos eles... quase não ficam. Dá para contar nos dedos de uma única mão as vezes em que os três estiveram na mesma cena, ou estavam no apartamento ao mesmo tempo. A maioria dos diálogos dentro de casa são sobre o parente sumido, e ainda assim sem muita profundidade. Conversar parece um martírio. Quando assistimos essa relação numa tela parece distante e até irreal, mas é apenas um retrato atual sem retoques.

O filme chama a atenção pela qualidade impecável das câmeras, enquadramento, fotografia, tudo que elas puderam captar foi feito com muita primazia, de fato excelente! Mas para por aí. O som ambiente está sempre muito alto, o entorno dos personagens acaba chamando mais atenção em diversos momentos. Trilha? Só em dois momentos lá para o final. O que dizer sobre o texto? Artificial. Os diálogos sem nenhuma emoção assim como a interpretação precária dos personagens principais e coadjuvantes. Um bom nome para o filme seria Apatia, pois todos os personagens não conseguem demonstrar nenhum sentimento, parecem robôs com falas e ações programadas, inclusive as falhas.
Falar sobre esse drama familiar pode trazer uma reflexão a respeito do modo como nos relacionamos nos nossos ciclos íntimos, porém os elementos que compõe essa narrativa não casaram tão bem e acabaram deixando filme enfadonho do início ao fim.

*Filme assistido na cabine de imprensa no Espaço Itaú de Cinema dia 9 de novembro  à convite da  Zeta Filmes.
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