quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Menina que via Filmes: Olhando para as Estrelas [Crítica]

Título Original: Olhando para as Estrelas
Direção: Alexandre Peralta
Elenco: atores desconhecidos
Gênero Documentário

Nacionalidades Brasil, EUA















por Bianca Silveira

Olhando para as estrelas é um documentário sobre a Associação de Ballet para Cegos Fernanda Bianchini. A Associação, como o nome já diz, ensina deficientes visuais a dançarem balé.  Fernanda Bianchini é a criadora do primeiro método de ensino de ballet clássico para deficientes visuais. O filme nos apresenta a história de Fernanda, Geysa e Thalia. Com 15 anos Fernanda começou a dar aulas de ballet para crianças cegas. Para isso ela entrou no mundo de suas alunas deficientes para aprender a como ensinar uma dança que é puramente visual. Ela também pediu orientação às suas professoras de ballet, mas essas disseram que era impossível ensinar cegos a dançarem. Mas Bianchini não desistiu e hoje sua escola forma bailarinas há 22 anos, realizando sonhos de diversas meninas de poderem dançar.


Foi durante suas aulas voluntárias que Fernanda conheceu Geiza, que tinha apenas 9 anos e tinha acabado de perder a visão. Geysa é bailarina há 17 anos.
No documentário ficamos conhecendo também a Thalia, uma adolescente que também enfrenta os desafios de dançar.
O documentário retrata o dia-a-dia dessas bailarinas, suas dificuldades e o preconceito que sofrem por serem deficientes visuais. Mas engana-se quem pensa que o documentário é sobre o sofrimento delas. Não. É sobre pessoas que vivem e enfrentam dificuldades como todos nós.
Ao longo dos 4 anos em que foi rodado vamos acompanhando a rotina delas. O casamento de Geysa que é a realização de um sono. Suas inseguranças quando seu filho nasce, mas nunca abandonando o balé que é sua maior realização.
Com Thalia vamos vendo uma jovem saindo da infância e entrando na adolescência, mas já tendo que lidar com o preconceito de seus colegas que não interagem de forma alguma com ela e Thalia é obrigada a se conformar com a solidão da escola. Thalia também é escritora e já tem um livro de ficção publicado. Além disso vamos acompanhando seu empenho pela busca da independência em suas aulas sobre como andar sozinha na rua. É aí que vemos o quanto as cidades são despreparadas para qualquer tipo de deficiência
O objetivo de todas elas não é a excelência no balé, mas sim a excelência em viver e não deixar que nada as impeça de realizar seus sonhos.

*Filme assistido na cabine de imprensa com debate no dia 13 de novembro à convite da  Sinny Assessoria. 

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* A opinião do filme ou das resenhas pertence ao colaborador que se compromete a enviar uma crítica de sua autoria para ser publicada no blog e divulgada nas demais redes sociais.


5 comentários:

  1. No mínimo, este documentário deve ser lindo!!!
    Em uma época onde as diferenças por um lado andam aumentando assustadoramente, por outro lado, estas diferenças do âmbito de "ser normal" ou não, andam conseguindo render bons frutos de aprendizado e parcerias!
    Todos somos iguais, uns com uma dificuldade diferente dos outros e taí o Enem que jogou isso na cara de muita gente que não fazia ideia dos mundo dos surdos e seu ser inserido a todo momento na sociedade.
    Todo mundo pode fazer tudo que quiser, seja cedo, surdo, mudo...ou "normal" como todo nós somos!
    Se tiver oportunidade, quero muito poder ver e me emocionar!
    Beijo

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  2. Olá! Nossa deve ser de arrepiar esse documentário.

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  3. Oi Raffa...
    Só de ler essa crítica já percebi o quanto esse documentário é emocionante... No dia a dia podemos perceber o quanto a sociedade é despreparada para qualquer deficiência em várias situações... Ao mesmo tempo, percebemos o quanto essas pessoas são capazes de se superar... Com certeza quero assistir a esse documentário...
    Beijinhos...

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  4. Nossa, que legal! Quero muito ver!!!

    Beijos :)

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  5. Aain que lindo Raffa!
    Não conhecia esse filme, já qro ver hj msm...
    Amo esses filmes que emociona...
    Bjs!

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