quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Menina que via Filmes: Liga da Justiça [Crítica]

Título Original: Justice League
Título no Brasil: Liga da Justiça
Data de lançamento 16 de novembro de 2017 (2h 00min)
Direção: Zack Snyder
Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot mais
Gêneros Ação, Ficção científica

Nacionalidade EUA
#106assistido
#107criticado










por Reinaldo Barros

Finalmente um dos filmes mais aguardados do universo da DC chega ao cinema trazendo melhorias em relação aos dois últimos produzidos pela Warner. Com muito mais ação e efeitos especiais Liga da Justiça não tem momentos entediantes, nem arrastados como Batman v.s. Superman (2016) e tem bem menos enquadramentos clichês e cabelos esvoaçantes como em Mulher-Maravilha (2017). Outro ponto positivo foi a duração que caiu para duas horas, dá até para esperar passarem todos os créditos e assistir a segunda cena extra.

    Para quem esperava o poderoso Darkseid invadindo a Terra e destruindo tudo, não foi dessa vez, mas o tio dele (Lobo da Estepe) chegou com tudo e trouxe sua tropa de parademônios famintos para tocar o terror e também procurar por uns “cubos mágicos” protegidos pelos povos antigos, familiares dos membros da Liga.
Como boa parte do público já sabe a Liga da Justiça é reunião dos principais super-heróis da DC com o objetivo de proteger o planeta de ameaças externas e manter a ordem por aqui. Nos quadrinhos e nas animações existem algumas versões diferentes com outras composições, porém não é preciso conhecê-las para entender, esse filme é autoexplicativo em relação ao enredo principal (Criação da Liga). Dessa vez o longa foi bem montado e pensado não só para os fãs, mas também para o grande público, o qual pode ter uma parcela convertida em consumidores fiéis da franquia e de seus produtos.
Caso você não tenha assistido os outros dois filmes não se preocupe, ninguém vai ficar boiando dessa vez, dá para entender praticamente tudo numa boa, talvez um ou outro diálogo não tenha graça e não faça sentido, aí vai ser preciso entender o contexto. Quem não precisa de contexto prévio são Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller), esses vão sendo apresentados em sequência com uma rápida explicação sobre cada um.
Dos três, Flash é o que aparece menos na introdução, nada prejudicial ao personagem. Para os fãs do jovem criminalista saibam que esse é melhor Flash de todos, a atuação do jovem Ezra nos faz esquecer completamente do seriado horroroso ainda em exibição. Falando em atuação, dessa vez Ben Affleck conseguiu melhorar um pouco, até arranca uma risada ou outra enquanto apanha do coleguinha da equipe. Já os outros integrantes da Liga estão muito bem Ezra, Gal, Henry, Jason (Para variar o sujeito mal-encarado) e o iniciante no cinema Ray.
    Outra evolução foi em relação a dimensão do perigo enfrentado. Nos filmes anteriores os inimigos parecem invencíveis, suas forças são altamente destrutíveis, no entanto acabam sendo derrotados sem muita dificuldade. Em Liga da Justiça o vilão (Lobo da Estepe) é um deus, extremamente cruel e poderoso, só que dessa vez com fraquezas mais evidentes e plausíveis. A única falha aqui é o machado sinistro capaz de abrir fendas no chão que não faz nenhum corte sequer.


    Para os ansiosos de plantão eu não recomendo ver a última cena extra, pois ela é uma breve introdução do filme com os vilões sob a liderança de Lex Luthor. Quando vai sair? Sem previsão.


*Filme assistido na cabine de imprensa no Kinoplex São Luiz em 14 de novembro à convite da  da Aliança de Blogueiros do RJ e da Warner Bros

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A ansiedade era tanta que mesmo no meu primeiro dia de férias eu fiz questão de comprar para sessão de meia-noite e ver o filme. Já tinha feito isso por alguns outros, mas acho que conto nos dedos.
A diferença nesse caso é que o desenho da Liga da Justiça marcou minha infância, e meus heróis favoritos são Mulher Maravilha e Batman. Sim, sou Team DC.
A melhor escolha que eu e meu marido fizemos foi comprar aquelas cadeiras D-Box na Cinemark, é certo que eu poderia ter cochilado por melhor que o filme fosse em uma sessão tão tarde depois de um dia repleto de coisas feitas. 
As 3 salas lotadas do cinema com muitos cosplays, pessoas como eu de camiseta de um deles, ou de todos eles, a fila imensa de quase 1 hora para ter os copos, ali era o meu mundo e eu me arrepiei quando o filme começou com o grito dos fãs, certamente essas sessões não são para qualquer um, ali talvez 10 por cento tenha ido acompanhar alguém, mas o restante era assim como nós, muito fãs.
Filme começado, aqui já deixo registrado que amei ver em 3D com essa cadeira, era muito legal sentir tremer e se mexer - e se mexe MUITO- a cada tiro, a cada soco...vale cada centavo pago ( ela é em média 10 reais mais cara ou 20 se você não paga meia-entrada). 
Logo no início já recordamos de Superman ( Henry Cavill), sim, ele está morto, para nossa tristeza, de Lois ( Amy Adams) e de sua mãe ( Diana Lane). O mundo parece outro e Batman /Bruce Wayne ( Ben Affleck) parece culpado, ele desabafa com Alfred ( Jeremy Irons) que também sente falta de outros tempos. Achei sensacional o como retrataram o personagem nesse filme, por ser o único sem superpoderes - ele mesmo responde que seu único poder é ser rico - ele dá sinais de exaustão. Mas nada que comprometa ainda sua preocupação com a humanidade, uma ameaça está vindo e ele precisa reunir um time de super heróis para combatê-la, é aí que entra em cena Diana/Mulher Maravilha ( Gal Gadot) que por sinal está, desculpe o trocadilho, maravilhosa em cena, a moça parece estar mais à vontade com o papel, o que faz toda a diferença. 
Eu nunca "aceitei" ela no papel de Mulher Maravilha, sim, sempre quis Megan Fox, gosto dela e a falta dos olhos claros ainda me incomoda, você lê uma vida inteira histórias que ela é de uma forma e quando lançam o filme ela é de outra. 
Com os 2 reunidos é hora de conhecermos outros heróis que nem sempre entenderão o como o mundo precisa deles, Aquaman é um deles, Jason Momoa para mim é sempre o cara de Game  of Thrones.



Olhem o desenho ao lado, esse era o Aquaman, e ok, eu tenho que aceitar o novo padrão de todos eles, Batman também não é o mesmo, a roupa da Mulher Maravilha também não tem tanto  as cores da bandeira americana. Mas me deixem reclamar.
Entendam que eu gosto do ator, mas ainda estranho o no papel.
Ezra Miller em sua primeira aparição faz bonito no papel de The Flash, ele lembra um pouco os heróis da Marvel nos filmes, lembram que não curti muito Thor por causa do excesso de piadas? Aqui Flash faz as honras, o que imaginei é que mudança de direção possa ter ocasionado isso, Zack Snyder no meio das gravações soube que sua filha de apenas 20 anos tinha tirado a própria vida, que pai continuaria o filme? Ele e a esposa que trabalhavam na produção abandonaram o projeto deixaram a cargo de Whedon, que já havia feito os Vingadores, da Marvel.









Cyborg ( Ray Fisher) também faz bonito, mas ele era um personagem que eu nem lembrava dos meus desenhos e eu ainda sonho com os Super Gêmeos, será que a DC lembrará deles algum dia?
O vilão da vez é O Lobo da Estepe(  Ciará Hinds), nome terrível até para um vilão né? Mas o bicho é uma mistura de Vingadores com armadura dos Cavaleiros do Zodíaco, e acreditem que assusta e muito e cumpre bem o papel que lhe deram.
Não é spoiler a esse momento afirmar que lógico que Cavill volta, assistam para saber como, e as cenas ficam ainda mais emocionantes com a presença dele, é outro que parece nesse filme ter incorporado o saudoso Reeve, até as poses estão presentes, que saudades desse ator! Para mim o eterno Superman de verdade.
Para finalizar essa crítica preciso falar da trilha sonora, que mudança, que espetáculo, não tinha visto ainda quem a assinava e tem até músicas do Beatles.
Danny Elfman, o eterno Oingo Boingo, assina a trilha,ele que é conhecido demais da sétima arte, que fez trilhas incríveis para os filmes que amo de Burton, arrasa nesse filme.
Ah, tem cenas pós crédito e apesar de uma mais boba e a outra um tremendo spoiler do que vem por aí, fiquem, vale MUITO a pena.

*Raffa Fustagno assistiu o filme na pré estreia do Cinemark Botafogo RJ. 




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