quarta-feira, 28 de março de 2018

Menina que via Filmes: Jogador Nº 1 [Crítica]




Título Original: Ready player One
Título no Brasil: Jogador Nº 1
Data de lançamento 29 de março de 2018 (2h 20min) 
Direção: Steven Spielberg 
Elenco: Tye Sheridan, Olivia Cooke, Ben Mendelsohn  
Gêneros Ficção científica, Ação, Aventura
Nacionalidade EUA
#31

por Reinaldo Barros


Nesse novo longa de Steven Spielberg embarcaremos mais uma vez para o futuro, dessa vez para uma sociedade distópica e atual. A princípio pode parecer confuso por conta do login e logout do protagonista, mas logo você se acostuma com essa alternância entre real e virtual.
O filme se baseia no livro homônimo de Ernest Cline, escritor e amante da cultura pop, e traz inúmeras referências do universo nerd durante todo o filme. Não é necessário um estudo prévio antes de assistir, a adaptação foi muito bem-feita e não exclui ninguém! As referências estão presentes nos detalhes para serem apreciadas sem prejuízo ao conteúdo principal.

Falando em conteúdo... A história se passa numa época não muito distante na qual as pessoas têm como passatempo um jogo de realidade virtual, entretanto não se trata exclusivamente de uma diversão e sim uma fuga da realidade, pois essa é dura e implacável com a maior parte da sociedade mergulhada na miséria, porém com internet IMPECÁVEL! Viver fora do Oasis (Nome do universo virtual) é praticamente insuportável tanto para jovens, quanto para crianças e adultos de mais idade, temos aí a relação de dependência presente em diversas sociedades atuais.

         Jogador Número 1 é um “arcade” que começa com o jovem Wade Watts/Parzival (Tye Sheridan) em mais uma tentativa de encontrar um easter egg (Uma espécie de recompensa rara) e evoluir no jogo bem como seus amigos virtuais. A busca por essa recompensa vai além de uma simples conquista pessoal para os jogadores, essa recompensa possibilitará o total domínio do jogo e trará conquistas fora dele também. A aventura começa a esquentar quando a admiração rapidamente se transforma em paixão e a busca ganha um tom mais ideológico, agora é necessário vencer o mal para garantir um futuro democrático para a plataforma virtual.
         Uma das coisas mais incríveis nesse filme são TODAS as referências contidas nele, não somente as dos filmes, livros, músicas, jogos, mas também as referências ao que estamos vivendo hoje no Brasil e nesse mundo cada dia mais conservador e retrógrado. Viver fora da realidade e se isolar numa bolha com seus pares pode parecer um sonho para muitos, no entanto é apenas uma fuga e não muda nada, pelo contrário só agrava o caos. É justamente essa crítica o brigadeiro no topo do bolo (Não curto cereja), é o que faz dele um filme redondo, capaz de entreter e levar à reflexão falando sobre política e comportamento.


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* A opinião do filme ou das resenhas pertence ao colaborador que se compromete a enviar uma crítica de sua autoria para ser publicada no blog e divulgada nas demais redes sociais.

*Cabine de imprensa à convite da distribuidora.
































por Bianca Silveira

Ontem foi dia de conferir a cabine, lá no Imax, do tão esperado Jogador Número 1. Dirigido por Steven Spielberg o filme marca o retorno do cineasta aos velhos tempos. Jogador Número 1 é um culto à cultura pop, repleto de referências como Jurassic Park, King Kong, O Iluminado e muitos outros, tanto de filmes quanto de livros e músicas. Com belos efeitos visuais a cabine não poderia ter sido em lugar melhor, a qualidade do som e imagem colaboraram bastante para uma ótima experiência!
As cenas de ação do filme são realmente empolgantes, mas a cada referência que vai surgindo na tela, que não são poucas, arranca aplausos e leva o público ao delírio.
 O filme se passa no ano de 2045 numa época na qual as pessoas desistiram de resolver seus problemas e apenas sobrevivem, passam a maior parte do tempo em um jogo de realidade virtual justamente para ter o mínimo possível de contato com esse mundo problemático. Esse jogo se chama Oasis (E não é à toa) e é um mundo virtual onde as pessoas podem ser o que quiserem, sem muitas limitações.
O jogo foi criado por James Halliday (Mark Rylance) que se tornou uma mega celebridade, um Deus do mundo digital e passou a ser cultuado por todos em Oasis. Infelizmente não pode aproveitar por muito tempo a fama e o sucesso, pois faleceu pouco tempo depois do lançamento do jogo. Entretanto Halliday deixou um vídeo póstumo onde revela a existência de 3 easter eggs no jogo e quem os encontrar terá o controle total do jogo e claro terá também acesso a toda a sua fortuna.
Wade Watts, um jovem de 17 anos, órfão de pai e mãe mora com sua tia, mais um dos milhares que usam Oasis com válvula de escape de uma vida pobre e de sofrimento. Wade é um grande fã, aliás um dos maiores fãs e estudiosos de Halliday, é também um dos mais empenhados em encontrar os easteregg, que mesmo depois de 5 anos depois da morte do criador ninguém ainda havia encontrado uma pista sequer.
Após muitos anos tentando Watts, ou melhor Perzival, seu nome no mundo virtual finalmente ganha a primeira chave e aí começa sua jornada. Perzival precisa agora encontrar as outras duas chaves e para isso conta com a ajuda de seus amigos e parceiros do clã High Five: Samantha/Art3mis (Olivia Cooke); Aech / Helen (Lena Waithe) seu melhor amigo no jogo; Daito (Win Morisaki); e Sho (Philip Zhao). Durante a busca Wade precisa fugir de Sorrento (Ben Mendelsohn) um CEO opressor e megalomaníaco da Innovative Online Industries (IOI) disposto a tudo para conseguir concluir as missões e ficar com toda a fortuna de Halliday.
Quando soube que assistira um filme do Spielberg logo fiquei ansiosa, afinal ele sempre esteve à frente de filmes excelentes. Saí da sala encantada com tudo o que vi, tantas referências ali juntas fizeram com que eu me lembrasse de momentos felizes da minha infância e tenho certeza de que você também vai lembrar de bons momentos, sejam eles da década de 80, 90 ou dos anos 2000. Super recomendo!













Como já tivemos 2 críticas do filme vou apenas  listar algumas razões para assistir ao filme Jogador nº1

1- Eu não li o livro então vou focar somente no filme, ok? Uma razão boa são os atores que estão ótimos;
2- Steven Spierlberg dirige o longa;
3- Há várias referências sobre filmes que amamos, mas a melhor deles é sobre O Iluminado, para quem ama Stephen King como eu, ver o cenário do famoso hotel fazendo parte do jogo é um presente de Spielberg aos fãs
4- A história lida com uma realidade que parece bizarra mas que não foge muito de tudo que temos vivido
5- Como não amar algo que mexe com referências?

3 comentários:

  1. Fala-se em Spielberg, a gente já sabe que só vem coisa boa! Não há como não fazer essa comparação.
    Não vejo a hora de poder conferir este filme e também se puder, ler o livro.
    Como já passei muito da fase dos 30 anos, imagina ver e sentir esse monte de referências??
    Impossível não querer entrar neste universo e também me jogar no jogo.
    Verei e lerei com certeza.
    Beijo

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  2. Tô interessada nesse filme desde que vi o trailer, meu marido é fã do gênero e tbm quer mto curtir o filme, e não vemos a hora de conferir!
    Bjs!

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  3. Eu quero muuuuito ver este filme!!!! E também quero ler o livro ^_^


    Beijos :)

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