segunda-feira, 11 de junho de 2018

50 SÃO OS NOVOS 30 I FESTIVAL VARILUX 2018 I CRÍTICA




Título Original: Marie-Francine Título no Brasil: 50 são os novos 30 Diretor: Valérie Lemercier Roteiristas: Valérie Lemercier e Sabine Haudepin Elenco: Valérie Lemercier, Patrick Timsit, Hélène Vincent, Philippe Laudenbach e Denis Podalydes Produtor: Edouard Weil Duração: 1h35 Ano: 2017 Países: França
#86
por Raffa Fustagno



**A Bianca Silveira assistiu na cabine de imprensa**

Aos 50 anos Marie-Francine (Valérie Lemercier) vê sua vida virar de cabeça pra baixo. Primeiro seu marido a troca por uma mulher muito mais jovem e depois ainda perde seu emprego. Sem ter como alugar um novo apartamento para morar sozinha ela precisa voltar a morar com os pais. Como se sua situação não fosse ruim o suficiente, seus pais a tratam como misto de criança com uma velha encalhada. Ao mesmo tempo que impõe regras com horários para chegar em casa e sua mãe a acorda com brincadeirinhas infantis. Seus pais tentam empurrar vários caras querendo que ela arrume um novo pretendente a qualquer custo. Os pais de Marie são muito engraçados porque eles tentam de um jeito atrapalhado ajudar ela a arrumar um novo emprego, mas eles não fazem ideia do que ela faz. Ela trabalhava em um laboratório de pesquisas de células tronco e a mãe passava em qualquer laboratório perguntando se tinha vaga para a filha (Bem igual minha mãe fazia na minha época desempregada). Na verdade, os pais estavam doidos para se livrarem dela porque eles tinham uma vida bastante independente.
Suas filhas nem parecem se importar com a situação que a mãe está passando, encaram numa boa a traição do pai e ainda ficam amiguinhas da nova madrasta. Seus amigos? Esses sumiram e nenhum a procurou após a separação. Enquanto não consegue um novo emprego Marie-Francine aceitou trabalhar em uma loja de cigarro que os pais inventaram de abrir. Ali conheceu um cara chamado Miguel (Patrick Timsit) que trabalha em um restaurante ao lado e começam a se conhecer melhor. Ele é um cozinheiro que está em uma situação semelhante. Separado da ex-esposa ele também mora na casa dos pais com o filho adolescente e não tem coragem de contar para Marie. Os dois logo se identificam e engatam uma amizade que pode virar algo mais se eles tiverem oportunidade de conseguirem um pouco mais de privacidade, porém nenhum dos dois tem um cantinho próprio e moram com seus respectivos pais, aí fica difícil.
O filme é bem divertido, no entanto, ao mesmo tempo mostra as dificuldades de se construir uma nova relação diante de tantas adversidades. O nome do filme original é o nome da protagonista Marie-Francine e a história é toda sobre ela. Sobre como ela sai de casa após ser largada pelo marido para ficar com uma mulher mais nova, ter que ouvir da própria filha detalhes íntimos sobre o ex-marido e a atual namorada. Para uma mulher já de meia idade ter que lidar com essas situações e ainda ter que ouvir dos próprios pais que ela precisa encontrar outra pessoa, além disso pessoas aleatórias a julgando pela sua aparência desleixada não é fácil, mas Marie-Francine vai lidando bem com isso aparentemente não se importando com a opinião dos outros e se permitindo começar um novo relacionamento. Já a tentativa de engatar o namoro proporciona diversas cenas divertidas pois mostra a dificuldade que normalmente seria de pessoas mais jovens de conseguir um pouco mais de privacidade e sofrendo com a interferência dos pais, mas que estão acontecendo com um casal mais maduro.

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* A opinião do filme ou das resenhas pertence ao colaborador que se compromete a enviar uma crítica de sua autoria para ser publicada no blog e divulgada nas demais redes sociais.


*Cabine de imprensa à convite da distribuidora.


3 comentários:

  1. Oi, Raffa.

    Esse é um dilema que vale a pena ser retratado, por ser comum e real.

    Ver a personagem dá a volta para cima, encontrar um novo amor, é que o mais bacana.

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  2. Desgraça pouca é bobagem no caso da personagem.
    Ser trocada, perder o emprego, voltar para a casa dos pais, não ter o apoio das filhas e amigos. Caramba!rs
    Mas mesmo sendo até engraçado em alguns momentos(você citou os pais da moça),o filme parece abordar temas comuns em nosso meio, infelizmente. E claro, cada um reage de uma forma a este tipo de acontecimento.
    Nem todas vão encontrar um novo amor, nem todas irão recomeçar depois de terem sido trocadas.
    Por isso, quero muito ter a oportunidade de conferir o filme assim que for possível.
    Beijo

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  3. Oi Raffa!
    Vixe! Quanto sofrimento, hein? Perder o marido e o emprego ao mesmo tempo, deve ser horrível.
    E não entendi porque foi ela que teve de sair de casa e ficou sem nada.
    Nossa! Ela merece ser feliz, mas encontrar alguém com um segredo, é doloroso.
    Mas se é um segredo bom, acho que vale a pena.
    Ah! Tá, duplo porque faz uma gêmea, bacana.
    cheirinhos
    Rudy

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