quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Menina que via Filmes: Eksi Elmalar [ Crítica]

Título Original: Eksi Elmalar
Título no Brasil: Eksi Elmalar
Data de Lançamento: 27 de outubro de 2016(1h 54min)
Direção:Yilmaz Erdogan 
Elenco:  Yilmaz Erdogan, Farah Zeynep Abdallah,Songul Oden
Nacionalidade:
Turquia 
Gênero:Drama 








por Letícia Nascimento



Sinopse:

Em uma cidade do interior turco,pretendentes batem à porta do prefeito e pai de três belas filhas, que escolhem seguir seus próprios caminhos.

Crítica: 


Quando você lê essa sinopse, você pensa: "Caramba esse filme vai ser emocionante!",  me perdoem abrir os olhos de vocês  para uma verdade: acreditem em mim, não vai.
Que decepção sério!Não vou dizer para vocês que esse filme é bom ou ruim, eu acho que quando eu comecei a assistir não sei se foi e a sensação de “achar que entendi bem a história" me deu uma certa raiva do personagem principal  que é o pai, que é  o prefeito, mas esse filme ele é  bem diferente do que eu costumo ver.
Esse longa conta a história de três mulheres que são filhas do prefeito de uma cidade do interior da Turquia, apaixonadas pela vida, as três irmãs lutam para ser ouvidas.

Eu acho que nessa era que nós estamos e mesmo sabendo que algumas vezes sou chata com isso, eu acho que é importante  ver alguns tipos de filmes e livros mesmo que seja ficção ou realidade , que  mostra como a mulher é retratada,  e sendo tratada  daquela forma não só por uma pessoa de sua própria família que  se recusa a ouvi-las e por uma sociedade extremamente machista como na Turquia e não só lá como no mundo inteiro. Esse  filme é  do ano de 2016,  vocês devem estar pensando "mas Letícia esse filme é de época e elas moram num vilarejo e naquela época era desse jeito e etc.." mas eu fico imaginando como as mulheres eram tratadas no passado e ainda são e por isso acredito tanto na importância do empoderamento feminino, do lugar da mulher ser onde ela quiser  e de histórias que retratem mulheres assim lutando pelo seu lugar e provando que elas  possam ser quem quiserem ser.
Para vocês entenderem bem eram três irmãs, e elas tinham uma sede de viver, de se apaixonar e de ser livres, cada uma foi para um caminho, a mais velha se casou no início parecendo ser com o homem dos sonhos mas nunca é,  não é mesmo?
A segunda irmã casou com um homem imposto por seu pai que não permitiu que ela casasse com o engenheiro na cidade por não o considerar um bom partido para sua filha e assim a deixando com um vazio imenso que é bem retratado no filme. A caçula que me foi uma surpresa, por uma decisão de sua mãe que eu não vou contar ela ficou cuidando dos pais e nunca tendo se casado mais esperando o grande amor de sua vida. Elas tiveram que passar por todo sofrimento e infelicidade, para poderem lutar para ser quem elas quisessem ser e não me ficou claro se todas as três conseguiram isso.
Eu sei que parece uma história totalmente boba e apesar de eu não ter gostado desse filme eu achei interessante a forma como ele foi feito, com o passar dos anos apesar das mágoas as irmãs nunca perderem o vínculo e amor entre elas.
Ele também aborda o perdão e a nunca pagar mal por mal, e o cuidado que elas tinham com seu pai que mesmo tendo as privado na felicidade, nunca o abandonaram.
Esse filme  faz você repensar na vida e mostra como é bom ser livre e ter o direito de ser, confesso que depois dele eu agradeci a Deus por ser dona de mim e não ter minha liberdade privada mas, ao mesmo tempo ele dá uma dor no coração  em pensar que nem todas  as mulheres tem essa liberdade, orei a Ele pedindo para que todas nós um dia tenhamos o direito de ser donas da nossa própria vida e não ser obrigada a nada, eu realmente espero que esse dia chegue .
Eu espero que mesmo eu não gostando,  vocês assistam esse filme e venham me falar o que acharam.

Um comentário:

  1. Ser mulher não é fácil e sim, a gente aqui pode agradecer diariamente e ainda será pouco. Em muitos lugares e isso é muito real, a mulher ainda é vista como objeto ou até um nada, que só serve para o trabalho e procriar.
    E se formos vasculhar isso, dói na alma!
    Não conhecia este filme e mesmo com alguns pontos negativos, deu vontade ver. O cinema turco é rico demais em cores e músicas e eu adoro isso!
    Beijo

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