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quarta-feira, 25 de abril de 2018

[Resenha] Recordando Anne Frank @grupoautentica

Título Original: Anne Frank Remembered - The History of the Woman who helped to hide the Frank Family
Título no Brasil: Recordando Anne Frank 
Subtítulo: A história contada pela mulher que desafiou o nazismo escondendo a família Frank. 
Autora: Miep Gies & Alison Leslie Gold
Tradução: Iris Figueiredo
Editora Gutenberg
Número de págs: 221
#52

por Raffa Fustagno

Miep Gies teve seu nome famoso e publicado em diversas matérias porque ela e seu marido eram os donos do local onde tinha o famoso sótão onde Anne Frank e sua família se esconderam por quase 2 anos durante a Segunda Guerra. Nascida na Aústria mas tendo ir morar na Holanda muito jovem em 1920, dois anos após o fim da Primeira Guerra Mundial. Seu nome original era Hermine, mas para se salvar de uma tuberculose ela foi enviada para uma família adotiva onde  a chamavam de Miep, já curada ela pediu para continuar morando com a nova família na Holanda, e os pais permitiram.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

[Resenha] Para Além do Diário de Anne Frank @editoraleya

Título Original: Anne Frank in het Achterhuis- Wie was wie?
Título no Brasil: Para Além do Diário de Anne Frank
O Dia a dia do esconderijo de todos seus habitantes
Autor: Aukje Vergeest
Apoio: Casa da Anne Frank
Tradução: NL Translations.com
Editora Leya
Número de págs: 189




Se tem um livro que marca para sempre todos que o leem, é O Diário de Anne Frank  Dessa vez a Editora Leya publica no Brasil um livro que foi feito com o apoio do museu onde até hoje existe a casa pela qual ela passou presa por 2 anos com mais 7 pessoas se escondendo dos nazistas. 
Trata-se de um livro para ser lido após O Diário de Anne Frank, sem ter lido esse não temos base para entender a importância de cada personagem na vida de Anne. Toda história de grande interesse gera continuações ou spin offs, não pense que o livro não agrega nada, ele é sim um anexo maravilhoso da história dolorida que infelizmente é verídica e da qual o mundo não pode e não deve esquecer.
Com curiosidades e a história de cada um dos demais personagens dessa história sem final feliz, vamos conhecendo os nomes verdadeiros de cada um deles - para quem não lembra, o pai de Anne, Otto, o único sobrevivente dessa história, não permitiu que fossem colocados os nomes reais dos envolvidos!- e sabendo o como morreram pós diário. Otto como único sobrevivente acabou tendo todos os direitos de publicação da obra da filha, ele inclusive constituiu outra família, eu resenhei o livro da "irmã" de Anne chamado Depois de Auschwitz. Também soube através desse livro que Margot, a única irmã de verdade de Anne, também escrevia um diário que infelizmente nunca foi achado.
Nessa edição sofremos ainda mais com cada um dos envolvidos, ao saber, por exemplo, que eles ficavam em um cômodo pequeno com somente um banheiro e sem poder dar descarga a semana inteira, se alimentando muito pouco e quando ficavam doentes não podiam ser tratados adequadamente. Lembrando que o esconderijo também contava com pessoas de mais idade.
Há também explicação de porque a família alemã de Anne foi parar na Holanda e não fugiram para países da América do Sul como muitos fizeram durante a Segunda Guerra, como sabemos, a Holanda foi invadida por Hitler assim como muitos outros países europeus. Famílias inteiras foram enviadas para campos de concentração. Anne que entrou no esconderijo com apenas 14 anos, saiu dele com quase 16 anos ( completaria em junho e morreu em fevereiro), enviada de volta para Alemanha para o campo com sua irmã e mãe, ela vê as duas morrerem e perde as forças para lutar pela vida. 
Essa e todas as outras histórias dos envolvidos são contadas com detalhes e a verdade que dói mas em se tratando dessas atrocidades deve sempre ser contada, para como sempre digo, evitar que isso aconteça novamente. 

Também fiz um vídeo no Canal falando dos dois livros, se você quiser assistir, basta clicar abaixo:


domingo, 10 de janeiro de 2016

[Resenha] O Diário de Anne Frank @editorarecord

Título Original : The Diary of a Young Girl
Título no Brasil: O Diário de Anne Frank
Autora : Anne Frank ( com adaptação de Mirjam Pressler) 
Editora Record
Tradução de Alves Calado
Número de págs: 414





Acredito que todo mundo que ame ler tenha uma história particular com esse livro. A minha começou ainda criança - não lembro exatamente a idade  - quando minha mãe contou que sua escola chamava Escola Municipal Anne Frank e que ela decorou músicas israelistas para apresentar ao pai de Anne , Otto, na viagem que fez ao Brasil. Claro que depois disso me interessou e muito saber mais sobre quem era Anne Frank, então quando eu tinha uns 13 anos entrei na finada loja Sodiler e adquiri um pocket book - que tentei encontrar para mostrar a vocês, mas até o momento não achei o - do livro em inglês. 
Devorei o em poucos dias, confesso que naquela época meu inglês não era tão fluente quanto o de hoje, mas com a ajuda do dicionário entendi boa parte. Hoje, ao pegar o livro para ler novamente, me peguei lembrando de poucas coisas.
Agora com essa linda versão da Record com a capa imitando o diário dela e com trechos que eram proibidos a publicação por determinação do pai, me vi durante 3 dias mergulhada no triste mundo da menina dos 13 aos 15 anos.
Anne era uma garota comum, judia, com sonhos e anseios de uma menina de sua idade. Em 1942 quando começa o diário, o mundo era muito diferente de hoje, e na Holanda onde morava as tropas nazistas começavam a invadir, entre trechos comuns a adolescente se via com medo pelo futuro do que viria por causa da Segunda Guerra.
Não por acaso seu pai havia proibido os trechos que ela falava sobre sexualidade - nada demais, comuns para idade, mas naquela época um tabu - e também sobre sua mãe, com quem Anne definitivamente não se dava nada bem, por vezes eu diria que pelo que ela escreveu ela não tinha nenhum amor por ela. 
Talvez muito se desse por causa das comparações entre Anne e sua irmã mais velha, Margot, que todos achavam ser a perfeição em pessoa. Anne sempre foi mais " rebelde" e isso era mal visto, apenas seu pai , Otto, chamado por ela de Pim no diário parecia compreendê-la. 
Durante 2 anos Anne esteve em um esconderijo na parte de cima de um armazém, com seus familiares, mais a família Van Daan e depois um dentista, bem chatinho, de acordo com ela. 
Graças a um casal que os protegeu durante esse tempo, ele tivera, o que chamo de sobrevida, todos sabem -  e isso não é spoiler, certo? - que Anne não sobreviveu, aliás, de todos, apenas seu pai saiu vivo e veio a falecer somente em 1980.
O que impressiona, não são os relatos de Anne sobre suas mudanças de corpo e a visão que tem do que está se passando lá fora. Ela sabe pelo rádio que muitos estão sendo enviados para os campos de concentração e que eles tem sorte de estarem vivos. Os trechos onde mesmo diante do caos, a mãe da outra família, a sua mãe e o tal dentista se preocupam com coias totalmente fora do propósito, parecem insanas, como por exemplo, a implicância com ela por causa de uma mesa de estudos . Na crise , no meio da guerra, sério mesmo que eles estão preocupados com isso?
Os encantos de Peter, filho da outra família, aos olhos de Anne também fazem desse livro uma história que apesar de triste é bonita de ver o como meninas mudam diante de meninos, o rapaz sem graça, do nada vira encantador. Ok, nesse caso, a falta de escolha também influenciou muito.
Esse livro é daqueles que se pessoa nunca leu, precisa correr para livraria mais próxima. Não por acaso entra ano, sai ano, aparece na lista dos mais vendidos, e ele foi publicado pela primeira vez em 1947!