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domingo, 5 de junho de 2016

[Evento] Tudo que rolou no 23º Evento da Menina
















Ontem foi dia de evento da Menina e mais uma vez chegar à Livraria da Travessa do Shopping Leblon  e ver uma fila de pessoas aguardando é sempre lindo. Quem nunca foi não saiba talvez que eu primeiro arrumo nas cadeiras os kits e testo os slides que serão passados e microfones, arrumando a mesa com os brindes com meu marido. Depois libero  a entrada entregando a senha de todos. Foi assim que ontem era para ter sido, mas imprevistos acontecem e eu me espantei quando meu PDF não rodava no computador deles, eu preparei slides e brincadeiras com o público e do nada eu não as teria, mas agradeço sempre a força dos amigos, a Lygia do Brincando com Livros estava lá para me dar uma força e mesmo não saindo como planejava ela conseguiu me acalmar e eu comecei o evento sem slides mesmo.
Um público de cerca de 100 pessoas compareceu e lotou a Livraria para ver as 3 autoras, agradecimentos especiais abaixo:
  • Editora Arqueiro
  • Editora Intrínseca
  • Editora GloboAlt
  • Autores Wagner RMS e Gika Mendonça



O primeiro bloco contou com a presença da autora Luiza Mussnich que lançou o livro Um dia o Amor vai encontrar Você que resenhei recentemente e que me emocionou em um dos textos. 
Ela contou - para meu espanto - que nem tudo que estão naqueles pequenos textos são reais, tem muito dela mas não há 100 por cento do que ela viveu nas páginas, e eu bobinha achando que ela tinha feito uma espécie de abertura do diário conosco. A plateia amou e duas sortudas levaram o livro da Luiza para casa.



A Cristina Tardáguila que era a segunda entrevistada do dia, demorou uns 5 minutos para chegar o que fez com que pudéssemos com a ajuda do Alexandre Nunes do Marketing da Rocco fazer uma surpresa a todos que tiraram fotos com os atores vestidos com os personagens de Harry Potter e ainda ganharam marcadores de livros e cards do último livro lançado pela editora.
Prontos para o segundo bloco a gente teve uma verdadeira aula de História da arte com a jornalista Cristina Tardáguila autora do excelente livro que fala sobre o roubo de artes da Chácara do Céu no Rio de Janeiro em 2006.




A participação do público foi fundamental para que Cristina falasse no como é espantoso que uma notícia como essa não tenha sido noticiada como deveria e no como não sabemos a cara dessas obras roubadas até hoje porque não tinham fotos em boa resolução para tal.
O assunto estava tão bom que foi o bloco que durou mais tempo e com o qual percebi que daria para fazer um evento somente com ele. 
Cristina sorteou um exemplar de seu livro, e uma sortudo levou para casa autografado.

O último bloco que começou já eram quase 17:30h - sim, tivemos um pequeno atraso porque o papo estava bom demais!- com a linda e talentosa Marina Carvalho. Sou fã da moça e adoro seus livros!


Foi lindo ver o como Marina falou de sua paixão pela literatura e por dar aulas - sim, alguns sortudos tem essa diva como professora- e ficamos sabendo que uma das inspirações dela foi a ida de Paula Pimenta na escola que ela trabalha, o que fez com que naquele dia vendo o carinho dos alunos com ela lhe incentivasse a publicar seu livro Simplesmente Ana. Marina já passou pela Editora Novo Conceito com 3 exemplares impressos e  1 em e-book  : Simplesmente Ana, De Repente Ana e Azul da Cor do Mar impressos e Ela é uma Fera em e-book. Também publicou o 3º livro  de Ana , Elena pela Galera Record e agora lança sua série de romances históricos pela Globo Alt com O Amor nos Tempos do Ouro. Foi sobre o lançamento que tive  o prazer dela vir ao Rio lançar em meu evento que falamos mais e no como me encantei com  a protagonista forte para época Cecile e com seu " salvador" Fernão. O público de fãs da autora entoou a questão das protagonistas fortes que são fundamentais e no lado romântico e encantador de suas histórias. Marina é tão linda por fora quanto por dentro e entrevista-la foi um sonho realizado.
Cinco sortudos foram sorteados e ganharam o livro da Marina, e claro muitos outros levaram brindes incríveis para casa. A imensa fila para autógrafos foi se formando aos poucos e muitos levaram todos os livros dela para serem autografados :) 




Muito obrigada às autoras pela participação e a cada um que compareceu, algumas fotos abaixo dos ganhadores e participantes!


















quinta-feira, 31 de março de 2016

[Resenha] A Arte do Descaso @intrinseca

Título Original :A Arte do Descaso
Autora : Cristina Tardáguila
Editora Intrínseca
Número de págs: 188


Parece incrível que um roubo nessa dimensão não seja falado. Ah, sim há 10 anos atrás ele saiu no Jornal Nacional, e certamente algumas pessoas se preocuparam, mas não muitas, a ponto da investigação ser um verdadeiro fiasco e até hoje não terem recuperado nenhuma das obras ou prendido nenhum os ladrões. 
Certamente foi esse espanto de todos nós que começamos a ler o livro que a jornalista Cristina Tardáguila teve ao ver que o crime de arte no Brasil é pouco elucidado. Os ladrões nunca são presos, e isso inclui por exemplo artes sacras, que não são o caso dos roubos na Chácara do Céu - onde as peças foram levadas - mas que também só parece deixar marcas nas pessoas que amam e se interessam por arte. Pela nossa polícia parece um crime sem qualquer razão para se correr atrás dos suspeitos. 
Com uma série de erros, a autora nos descreve muito bem o como os ladrões tiveram grande facilidade em entrar no local, render as poucas pessoas que lá haviam e levarem em plena luz do dia os quadros que incluíam obras de Matisse, Monet, Salvador Dalí e Picasso. Incrível, não é mesmo? A Chácara fica em um local de difícil acesso, e em época de Carnaval o bloco das Carmelitas fecha a rua, impossibilitando a chegada de carros, o que só aí já dificultaria o trabalho da polícia ( e aqui abro um parêntese, são coisas assim que me fazem ter mais raiva desses blocos de rua que privam o direito de ir e vir da sociedade que não gosta deles, o direito dos foliões não pode atrapalhar a vida de quem não os curte) .
Impressiona em várias páginas ver que os bandidos nem sequer foram reconhecidos, o retrato falado nunca foi feito com os turistas que ali estavam no dia. Os seguranças pouco foram interrogados e boa parte deles não demonstrou muito interesse em ajudar a relembrar o caso quando a autora quis entrevista-los. A curadora do Museu, que estava à frente da casa há muitos anos, Vera de Alencar, chegou a ser apontada como suspeita porque nem sequer apareceu no Museu no dia, indo para uma festa com uma amiga, mas em seu depoimento talvez tenha ficado claro que essa foi a forma que ela encontrou para fugir de seus problemas, há os que duvidem de sua capacidade e da forma com que geria o museu, a chácara e as obras foram deixadas para o governo já que o dono não tinha herdeiros, Castro Mays morreu aos 74 anos e era além de um homem de posses, uma pessoa amante das artes. Sua casa era cheia de obras que em vida já dariam uma exposição. Teria morrido novamente se visse seu Picasso destruído como relatou um dos seguranças, de acordo com ele na fuga o menor de idade que fazia parte do grupo de ladrões deixou a obra despencar sobre uma pedra. Só de ler já me dá arrepios.
Um motorista de kombi chegou a ser preso, e realmente parecia fazer parte do roubo, no entanto, a falta de provas e os constantes erros da polícia em elucidar o caso o fizeram ser liberado.
A jornalista levantou uma série de erros na investigação que se mostram absurdos de não serem pensados antes por especialistas.
Parece e é surreal que obras que foram deixadas para apreciação pública tenham sido levadas tão facilmente e seu roubo tenha sido tão mal solucionado. Dez anos depois não sabemos o paradeiro dos quadros e muito menos de quem os levou. O livro é para ser devorado e questionado, que país é esse que não liga para seu acervo? Em outros países como na Argentina a autora dá exemplos de casos parecidos mas com os casos solucionados. Inclusive o roubo em nosso país, em 24 de fevereiro de 2006 foi listado como um dos 10 casos mais importantes de roubos de arte no mundo, o único país da América Latina a fazer parte da lista.
Para nossa tristeza e da autora, não temos muita esperança de que essas obras ainda voltarão para onde devem e seus ladrões estejam onde merecem: na cadeia.
Livro incrível, parabéns a jornalista por fazer voltar à tona algo que não deveria ser esquecido mas sim solucionado.