A 89º edição do prêmio mais importante do mundo do cinema foi marcada de uma forma que ainda me dói acreditar que seja verdade. Em um ano onde o apresentador era bem sem graça e o discurso de todos era contra o atual presidente americano Donald Trump, a premiação de melhor filme teve um erro tão surreal que vamos deixar para o final.
O tapete vermelho lotadode de celebridades e os assentos do teatro com todos aqueles atores que amamos desde sempre. Era Denzel Washigton , Jennifer Aniston, Meryl Streep, e tantos outros que a gente nem sabia para onde olhar.
Título Original: La La Land Título no Brasil: La La Land- Cantando Canções Data de lançamento 19 de janeiro de 2017 (2h 08min) Direção: Damien Chazelle Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, John Legend mais Gêneros Comédia Musical, Romance Nacionalidade EUA # 5 criticado #7 assistido
Vamos começar explicando uma coisa: eu não odiei La La Land mas por amar musicais e ter ouvido as músicas sensacionais há quase 1 mês no repeat e ainda o filme ter ganho Globo de Ouro, eu esperei muito dele. E digamos que o que tive foi 70 por cento ( ok, confesso que quando saí da sala estava em 50 por cento, mas depois com a cabeça fria e analisando friamente, vi que foi um filme bom).
Acostumada a ver musicais desde pequena, eu amo o gênero e que me lembre o último filme que me decepcionou foi Chicago mesmo tendo aquele elenco ótimo e muita gente tendo amado.
Mas vamos ao filme. Já devo informar que a abertura é fantástica no meio de um super engarrafamento onde os personagens principais se "conhecem" no meio de uma cena com muita gente cantando feliz, ame ou odeie, essa parte já diz a que o filme veio,teremos muitas cenas felizes no meio de situações e claro que isso é ótimo para quem assim como eu ama o gênero.
Mia ( Emma Stone, muito bem no papel) é uma atendente de uma cafeteria cujo sonho é se tornar atriz, para isso ela trabalha dentro dos estúdios de cinema onde diariamente esbarra com famosos e tem tempo para fazer seus testes para papéis, mas ela não anda tendo sorte com estes.
Até cansada de correr atrás de pessoa influentes em festas chatas que suas amigas que moram com ela a empurram ela resolve entrar em um clube onde encontrará Sebastian ( Ryan Gosling) um ótimo pianista fã de jazz mas que não anda dando sorte na profissão, no exato momento em que está sendo demitido ( por ninguém menos que JK Simmons que mesmo em uma ponta já arrasa).
Daí para frente eles começam a se esbarrar mais e a combinar saídas, o que obviamente vira um lindo caso de amor com cenas belíssimas, fotografia maravilhosa e figurinho invejável. Aliás só entendi que não se passava a década de 50 quando Mia usa o celular - depois ela vai usar outros objetos modernos - porque as maquiagens, trejeitos e roupas são Pin Up. Palmas para o figurino.
Acho que já citei as músicas lá em cima, mas merecem cada prêmio que levarem, os dois vão se juntar em projetos para realizar o sonho de ambos mas nem tudo são rosa e nisso claro que o roteirista acerta em cheio, a vida não é mesmo o que esperamos, isso ele prova lindamente de uma forma que não me agradou em nada no final do filme.
Mas vamos à mais uma parte importante, a participação de John Legend como Keith, adoro esse cantor e sinceramente achei a participação dele maravilhosa, e a partir do que acontece pós encontro com o personagem de Legend é que comecei a "implicar"com o que o roteiro preparou para Mia, sabe aquelas personagens chatinhas que a gente tem vontade de entrar na tela e perguntar a ela o que ela está fazendo? Sim, foi o que senti, por mais que a atriz esteja ótima senti dessa parte um desespero de dar um final diferente, que achei totalmente desnecessário e sem muita explicação do que aconteceu de verdade. E por favor, depois de assistirem me digam se concordam, porque meus amigos acharam o mesmo.
Ryan Gosling foi uma grata surpresa, além de mais lindo do que nunca está super bem no papel, parece mesmo que o papel foi feito para ele!
La La Land merece ser visto, ainda que o "puxa, poderia ser diferente" ainda me faça não dar cinco estrelas para esse filme.
Provavelmente deve concorrer e levar o Oscar porque a Academia vai amar o final inusitado tal "a vida como ela é", mas talvez seja isso, eu esteja cansada da vida com finais inesperados, e nem sempre felizes, para cair na "sofrência"eu já vou preparada para os livros e filmes de Nicholas Sparks.
* Esse filme foi visto no dia 10 de janeiro de 2017 no Cinemark Botafogo, um oferecimento da Paris Filmes, agradecimentos à Aliança de Blogueiros do RJ pelo convite. Assista ao trailer: