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sábado, 9 de janeiro de 2021

Menina que via filmes: Pieces of a Woman

 


🎬🎬🎬🎬 Título Original: Pieces of a Woman Título no Brasil: Pieces of a Woman País: Hungria, EUA, Canadá Ano: 2020 Direção: Kornél Mundruczó Roteiro: Kata Wéber Elenco: Vanessa Kirby, Shia LaBeouf, Ellen Burstyn Formato visto: Netflix Gênero: Drama #07 de filmes vistos em 2021

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Menina que via Filmes : A Incrível História da Adaline [Crítica]

Título Original : The Age of Adaline
Título no Brasil : A Incrível História de Adaline
Dirigido por Lee Toland Krieger
Com Blake Lively, Michiel Huisman, Harrison Ford mais
Gênero Romance , Fantasia , Drama

Nacionalidade EUA
Ano : 2015


















O melhor de assistir a um filme desses é sair do cinema satisfeita por cada centavo pago. Para mim que acompanho Blake Lively ( a Adaline do título) , foi uma grata surpresa descobrir o como ela cresceu como atriz. Sim, poderia ter sido melhor ainda com atrizes que tem mais experiência, mas a moça não faz feio.
Adaline tem exatos 104 anos, mas tem carinha de menos de 30. Como pode isso? Um belo dia ela sofreu um acidente, ela já era mãe e viúva e ao acordar do mesmo viu que nunca mais envelheceu um ano sequer. As pessoas que conhecem a ela e sua filha começam a reparar que há algo de estranho, os guardas a param e pedem identidade e se espantam com a idade do documento achando que ela roubou de outra pessoa. Chega  a hora de fugir de tudo e todos, e Adaline se especializa nisso, é como se por todas as vezes ela sentisse que de 10 em 10 anos precisa mudar de local, sua filha passa a viver a vida dela e Adaline trabalha e manda dinheiro para ela. 

Para muitos a vida eterna, seria como dizer que ela foi abençoada , quem nunca quer envelhecer, certo? Mas o filme leva para o lado da maldição, não é fácil viver para sempre. Ver sua filha envelhecendo, seus amores morrendo e você fadada a juventude, há uma doçura na voz da personagem de quem já viveu demais e já viu tudo que poderia imaginar, por não querer mais magoar os homens ela foge deles como o diabo da cruz.
E é em um dos empregos que ela conhece Ellis ( Michiel Huisman), um milionário que ama doar livros raros para a biblioteca que Adaline trabalha, claro que o óbvio acontece e ele se apaixona por ela que tenta fugir mais uma vez. É no pedido da filha já com uns 80 anos ( a sensacional Ellen Burstyn) que ela se toca que não pode passar o resto da vida fugindo . E então resolve se entregar para esse amor.
O que vem pela frente se contar é spoiler e quer muito que todos assistam esse filme lindo. Basta informar que Harrison Ford entra na história como o pai de Ellis e ele guarda um segredo que vai mudar todo o rumo da história. Incrível como a entrada de um grande ator com um papel fundamental pode agregar tanta coisa a uma trama.

Achei fantástico, tanta a história - ok, surreal, mas linda mesmo assim - como o desfecho apresentado. Esqueça o que poderia ser ou não realidade, o locutor até tenta explicar que o que fez Adaline ficar jovem para sempre só será descoberto em 2035, não ligo, é mentira sim, mas ainda assim uma história deliciosa sobre o amor. 



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Menina que via filmes : O Jardim dos Esquecidos [Crítica]

Título Original : Flowers in the Attic
Título no Brasil :  O Jardim dos esquecidos
Direção : Deborah Chow
Elenco : Heather Graham, Ellen Burstyn, Kiernan Shipva, Mason Dye
Ano : 2014
Formato visto : on line
Gênero : Drama
País : EUA/ Canadá
Idioma : Inglês 
Duração : 86 min


Após a morte do pai, Chris, Cathy, e os irmãos gêmeos Carrie e Cory são levados pela mãe para o único lugar onde poderiam morar: a casa dos avós, a mansão Foxworth Hall. Enganadas, achando que a nova vida seria cheia de luxos e sonhos realizados, as crianças não imaginavam que os avós as consideravam frutos do Demônio. Também não sabiam que seus pais eram parentes de sangue e que haviam cometido um pecado ao se casarem e terem filhos e que, segundo a avó, tais aberrações deveriam ser trancadas num pequeno quartinho na ala norte, tendo apenas um sótão onde brincar. Refilmagem de um clássico de terror de 1987.


Quando um livro fica na sua cabeça como Proibido não adianta , você acaba procurando outros filmes e livros com o tema . Foi contando a história do livro para um amigo do trabalho que ele me disse : " Nossa, mas outro dia vi um filme que era muito parecido, onde os adolescentes irmãos tinham que fazer as vezes de pais!" 
Não deu outra,procurei o filme na Netflix, não existia . Tentei comprar em dvd, nada também. Encontrei somente para assistir on line em um site e lá fui eu ( mas prometo que assim que ver em dvd compro para mim! ) .
O filme começa mostrando uma família de comercial de margarina. A felicidade deles é vista de longe por todos do bairro. A mãe Corrine ( Heather Graham, muito bem no papel) sorri o tempo todo para o marido, finge que é dona de casa e finge que gosta dos filhos. O relacionamento com o filho mais velho Christopher ( Mason Dye) é estranho, ele vê na mãe uma heroína e ela vê na filha Cathy uma inimiga. 
Tudo vai relativamente bem quando o pai morre, sem grana para manterem a casa chique a mãe informa que eles vão morar com avós que eles nem sabiam que tinham. Para os maiores a incerteza é ainda maior com todo suspense da mãe sobre o local, os pequenos gêmeos que aparentam terem uns 6 anos parecem não se incomodar com a mudança.
Chegando na casa as desconfianças de Cathy e do telespectador só aumentam. De um lado temos uma avó com cara de madrasta de filme da Disney ( a excelente Ellen Burstyn) que avisa que o avô ( Beau Daniels em uma participação mísera) não pode sequer imaginar que os filhos do pecado existem.
Trancados em um quarto, a mãe que no início parece sofrer com eles se escondendo do avô, depois mostra que se importa somente com ela mesma, esquecendo literalmente os filhos nessa verdadeira prisão familiar.
Enquanto ela tenta reconquistar  o coração do pai que não a perdoou por ter se casado com alguém de seu próprio sangue os filhos vivem um mundo a parte no quarto.
Se em livro já impressiona , na tv pode chocar ainda mais, apesar de as cenas serem insinuantes e não mostrarem de verdade nada. Os irmãos vão se apaixonar, a mãe vai mostrar seu lado verdadeiro e a gente fica com cara de " que filme é esse, porque eu ainda não conhecia?" ao ver que um livro que fez muito sucesso lá fora - pesquisei pois também não conhecia - virou um filme muito bom onde os tabus são esquecidos já que o egoísmo e a maldade de uma mãe são maiores do que qualquer conceito que temos.