Dirigido por Cesc Gay
Com Javier Cámara, Ricardo Darín, Dolores Fonzi mais
Gênero Comédia dramática
Nacionalidade Espanha , Argentina
Ano : 2015
Me desculpem os brasileiros, mas o maior nome do cinema latino atende por Ricado Darín , e é argentino. Fã de carteirinha dele, não perco nenhum longa que o tenha no elenco, por esse motivo ao ver que ele estaria com seu último filme no Festival do Rio corri para comprar ingressos.
Em parceria com a Espanha, Cesc Gay , o diretor, disse em inúmeras entrevistas que escreveu o personagem pensando no ator, pudera , não é exagero dizer que Darín muda um filme de mediano para excelente com sua participação.
Dessa vez no papel de um ator argentino que vive há anos em Madri e se vê tendo um câncer em estado terminal, ele não somente faz com que a plateia se emocione como também ria de sua própria desgraça, Darín tem esse mérito.
Júlian ( Darín) é um homem desacreditado da Medicina, sabe que mesmo que continue o tratamento vai morrer, a chegada de seu melhor amigo que vive no Canadá com a esposa faz com que ele reviva seus últimos meses em 4 dias ao lado de quem lhe conhece melhor do que ninguém, mais um acerto do diretor que escalou o sensacional Javier Cámara para o papel de Tomás. O amigo que deu certo, que tem dinheiro de sobra e que chega a pedido da prima de Julian ( no papel da argentina Dolores Fonzi, cada dia mais bonita) com o intuito de convencê-lo a continuar o tratamento.
Parece um filme para baixo, mas não o é. Carregado de sentimentos o filme foca com humor nos últimos meses de vida do protagonista , na verdade nem ele sabe ao certo quanto tempo irá viver, e sua maior preocupação é seu cão Truman, ele precisa encontrar um lugar para o cão morar.
Divorciado e com o único filho morando na Holanda, Julian é um homem em sua grande parte do tempo sozinho, faz uma peça de teatro nos finais de semana mas mal tem dinheiro para se sustentar, nos 4 dias com Tomás vive o que não sentia há muito tempo, o poder ir aonde quiser e ter o que quiser sendo bancado pelo amigo, acreditem, essas cenas são hilárias.
Não há Darín careca fazendo quimioterapia nem ele sofrendo pelo câncer, o diretor optou por nos tocar com o que já sabemos , que a certeza de todos é a morte mas alguns já sabem que viverão menos do que outros.
Cada cena com Darín e Javier é um presente para o telespectador que ainda ganha de brinde um fundo com Madri e seus lugares lindos para apreciar um filme que poderia ser comum, mas não o é, e a plateia aplaudiu com força, merecido, cada filme que vejo com ele tenho mais certeza de que não há filme ruim com ele, é garantia de boa história e de uma excelente atuação.





