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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Menina que via Filmes : As Virgens Suicidas [Crítica]

Título Original : The Virgins Suicide
Título no Brasil : As Virgens Suicidas
Lançamento 12 de maio de 2000 (1h36min) 
Dirigido por Sofia Coppola
Com Kirsten Dunst, James Woods, Kathleen Turner mais
Gênero Drama , Romance

Nacionalidade EUA
Formato visto : DVD






Depois de ter visto Cinco Graças precisei ver esse filme. Em todas as críticas as pessoas falavam o quão maravilhoso era o filme mas muito lembrava As Virgens Suicidas . Foi assim que consegui emprestado esse dvd que está fora de catálogo.  E devo informar : que filme!
Há sim algumas coisas que remetem ao filme franco-turco, mas as comparações param por aí , são histórias com pontos em comum mas com duas realidade diferentes, se em Cinco Graças as meninas sofrem pressão da sociedade para seguirem uma padrão e serem reclusas. Em As Virgens Suicidas temos 5 irmãs americanas, entre a idade de 13 e 17 anos, todas alunas da mesma escola , onde o pai delas Sr. Lisbon ( James Woods) ensina matemática e assim as controla ainda mais, para deleite de sua esposa Sra. Lisbon ( Turner) . Extremamente católicos eles acreditam que preservam as filhas as proibindo de terem contato com pessoas de sua idade inclusive meninos. O filme é narrado por um dos garotos que é  vizinho delas e que tem uma paixão platônica por elas, assim como todos os outros meninos do bairro e da escola. 
O primeiro ponto de atenção do filme é quando Cecilia, a filha mais nova de 13 anos tenta se matar. Preocupados os pais procuram um médico que recomenda que ela tenha mais contato com outras pessoas de sua idade, assim os pais vão liberando aos poucos a ida na casa delas...até que no meio de uma festa na casa ela consegue o que queria e se mata.
As irmãs ficam abaladas, mas os pais continuam achando que o método de repreensão é o melhor e nem quando Trip ( Josh Hartnett) se " apaixona" por Lux ( Dunst) eles aprovam que o rapaz saia com ela sozinho. O que acabam provando que quando dois querem não há como segurar.
Sem spoilers, mas já sabendo desses pontos, passemos para a avaliação. Coppola faz uma direção acertada, entramos no mundo cheio de regras das meninas, onde até discos de rock são queimados. Há claro, o perigo das decepções, que talvez exista no filme - não li o livro ainda! - para mostrar que os pais não tem como defender seus filhos das decepções.

O ponto crucial entre esse filme e o turco é que a sociedade americana não aprova o que os pais estão fazendo, exemplo disso é que  o pai é demitido quando para de deixar que as filhas frequentem a escola. Para os vizinhos o que fazem com elas é um absurdo. Para os meninos mais novos ou da idade delas, elas são um mistério maior ainda e portanto, objeto de desejo.
Ao prenderem todas em casa porque Lux não volta para casa conforme combinado após o baile de formatura, já sabemos pelo título o que virá pela frente. A vontade de viver de cada uma vai diminuindo , na medida que o mundo que há lá fora não existe para elas.
Forte, mas também delicado. O filme tem atuações maravilhosas que nos deixam pensando no como as atitudes de um casal podem prejudicar - ou reduzir  - a vida de suas filhas. 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Séries que Amamos : Penny Dreadful - 1a Temporada

Título Original:  Penny Dreadful
Título no Brasil : Penny Dreadful 
Criado por John Logan (2014)
Com  Eva Green, Josh Hartnett, Timothy Dalton mais
País EUA
Gênero Drama, Terror, Policial
Status Em produção
Duração 52 minutos ( cada episódio)
Total de episódios : 8
Formato visto : HBO GO












Como um seriado chega até você? Bem, normalmente como já disse aqui outras vezes sou a última a me atualizar dos seriados. Não tenho tv a cabo no meu quarto, não aceito baixar conteúdos de forma não politicamente correta, então isso contribui para que eu só veja quando todos já viram ou quando é lançado em dvd. 
No caso de Penny Dreadful  meu noivo havia visto 1 episódio e me avisou que eu iria amar, que ia aguardar para vermos juntos. Pois então, os 8 episódios da primeira temporada foram vistos pela gente entre a noite do dia 30 de dezembro até o dia 01 de janeiro. Não conseguia parar, que seriado é esse?

A história de Vanessa Ives ( Eva Green, trabalhada no Emmy) uma inglesa misteriosa que além de ter alucinações também recebe entidades , digamos assim, já é sinistra. A cada episódio quando descobrimos o porque do envolvimento dela com Sir Malcolm Murray ( nosso eterno 007 Timothy Dalton) cresce o medo e a raiva pela personagem, sabe aquele protagonista que amamos odiar?
Misturando histórias famosas como a de Dorian Gray, Drácula, Van Helsing , Jack O estripador, entre outros, a série nos envolve em uma atmosfera medonha onde qualquer personagem pode não ser desse mundo e nos surpreender. Se o roteiro não fosse bem amarrado poderia ser um tiro saindo pela culatra, mas ele o é, e
nem mesmo gastarem um episódio inteiro somente explicando a história de Vanessa antes do que vemos se torna enfadonho, pelo contrário, é um dos melhores episódios dessa primeira temporada.
Está certo que o elenco de primeira linha ajuda e muito, na busca pela filha Mirna, Sir Malcolm não vai contar centavos nem medir esforços para tê-la de volta, mas os traumas e mentiras da família rica do Sir vamos descobrindo aos poucos , o que exige que o seriado seja assistido com muita atenção, uma cena pode vincular a outra que ainda não tem sua história finalizada. E entre criaturas sinistras qual teria? Temos vampiros com cara de capiroto, temos Frankestein ( o doutor Victor  Frankestein é interpretado porHarry Treadaway, em um momento inspirado) e muitos outros personagens da Literatura que ao passarem na tela vamos querer reler os livros para lembrar de suas histórias. 

Para mim um ponto alto foi assistir o primeiro episódio sem saber que Josh Hartnett fazia parte da série. Para quem bate com minha idade vale lembrar que o galã de Pearl Harbor e de muitos filmes como A Prova Final  continua lindo de viver aos 36 anos, merece um A Menina Pira em breve!
Para ele ficou o papel de Ethan Chandler ( Hartnett) , um pistoleiro que é contratado para ajudar a matar as pessoas no caminho de Sir Malcolm enquanto procura pela filha sumida. O segredo de Ethan só vem a tona quase no último episódio e ele vai ter uma cena homo afetiva com Dorian Gray para fazer os boys magia pirarem . 
Ah sim, o ator que faz Dorian Gray também arrasa, Reeve Carney, o nome do moço.
Temos muitas outras histórias intercaladas mas os protagonistas são esses que citei, Penny Dreadful  ( a tradução seria algo como Centavo tenebroso, lembrando que antigamente em Londres
vendiam por um centavo histórias do gênero) é série para ter mais algumas temporadas e se mantiver a qualidade, que venham muita mais. 
O final deixou um quero mais , assistam ;)