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domingo, 11 de setembro de 2016

[Resenha] Bordados @cialetras

Título Original: Broderies
Título no Brasil: Bordados
Autora: Marjane Satrapi
Editora Quadrinhos na Cia.
Tradução : Paulo Werneck








Sim, corri atrás de tudo que a maravilhosa Marjane já escreveu depois de me apaixonar por Persépolis. Mas infelizmente descobri que ela tem somente 3 livros publicados e um deles está esgotado.
Com Bordados na mão, iniciei mais uma prazerosa leitura sobre o mundo iraniano islâmico onde mulheres tem poucos direitos e homens são tratados somo seres supremos. Contado também no formato de quadrinhos, o livro pode ser lido em apenas um dia, dessa vez a autora nos leva ao mundo da avó dela, que sempre reunia as mulheres para " tricotar", só que lá são chamados de "bordados", daí o título ao livro. Enquanto após o jantar as mulheres lavam a louça, os homens descansam...mas há sempre tempo para as histórias engraçadas e escondidas ás vezes as sete chaves de seus maridos.
Agora, Marjane é mais uma coadjuvante, deixando para a avó e suas amigas serem as protagonistas que irão nos contar casos bem bizarros aos olhos de nós brasileiros por exemplo, como o de ter que fingir que ainda é virgem, o de casar com um porta-retrato...ali o que sentem de verdade é exposto uma à outra e somos " mosquinhas" que entramos na vida delas através dos bem feitos quadrinhos de Marjane.
É como se os homens compactuassem com o governo e ditassem as regras machistas e as mulheres quando mais velhas somente se sentissem libertas de toda essa opressão que de forma alguma é escolha delas.
O sonho de muitas é casar com um europeu e fugir da rotina de cama, mesa e banho que são fadadas pelo visto da vida só para satisfazerem seus maridos.
Há , claro, as que caem em ciladas por irem com sede ao pote atrás do sonho e isso gera histórias maravilhosas que nos fazem dar boas gargalhadas, mesmo que as vezes eu tenha achado que eu estava rindo da desgraça alheia.
Marjane tem um jeito único de nos inserir no mundo de seu país de origem, e quando você tiver tempo de ver algo, vai perceber que o livro acabou e que você queria muito mais.

sábado, 23 de julho de 2016

[Resenha] Persépolis @cialetras

Título Original: Persepolis 1,2,3,4
Título no Brasil: Persépolis
Autora : Marjane Satrapi
Editora Companhia das Letras
Tradução: Paulo Werneck











Eu disse que falaria mais desse livro, não bastou fotos em todas as redes sociais, tão pouco um vídeo falando dele. Achei que seria difícil ler algum livro que se tornasse um de meus favoritos da vida depois de tanto tempo. Mas estava enganada, errada demais de não ter lido esse livro antes.
Em formato de quadrinhos e em uma verão completa ( originalmente foi laçado em 4 partes) Persépolis é muito mais do que poderia esperar. Marjane começa o livro com apenas 10 anos e vai crescendo na nossa frente conforme a história vai sendo contada. Iraniana, a moça viu seu país se transformar para república muçulmana extremamente rígida. Isso queria dizer que seu cabelo não poderia mais ser mostrado, nem seus braços, pernas ou poderia usar qualquer tênis que fosse da moda. Seus pais, que eram maravilhosos, apoiavam a filha em não aceitar facilmente usar o que não queria mas ao mesmo tempo sentiam medo do governo e das consequências de não se fazer o que eles queriam. 
Foi assim que viu seu tio ser preso, dezenas de pais de suas amigas sumirem, e seu direito de dizer o que pensa ser cortado. Como entender que tudo o que fez agora passou a ser errado? Como aceitar que homens possam tudo e mulheres tenham que obedecê-los? 
Conforme a história do Irã vai passando, a vida da menina também passa, é o retrato de um país que criou seu próprio governo baseado em interesse de apenas alguns e que optou por manter seu povo aprisionado. Em seus trajes, e sem passaporte, o iraniano passou  a ter como maior sonho sair do país que nasceu.
Em guerra com o Iraque então as coisas só pioraram, e a menina então agora adolescente é separada da avó que ama e que lhe dá os melhores conselhos e de seus melhores amigos: seus pais. 
Na Áustria para onde é enviada, nem tudo são flores, ela vai aprender que não se deve confiar em todo mundo e sentir as dores de um primeiro amor, fazendo coisas que em seu país certamente seria levada presa, lá ela conta que mulheres aceitavam ficar de fiscalizadoras da moral e dos bons costumes, para que nenhuma mulher não seguisse os padrões aceitos por eles.
Forte, determinada e acima de tudo: única! Marjane é protagonista de sua vida de um jeito inesquecível que comparo a Anne Frank e Malala. São exemplos, são guerreiras, são mulheres de fibra.
Por favor, leiam. Contar mais seria estragar os detalhespreciosos dessa maravilhosa leitura. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

[Canal da Menina] Persépolis @cialetras

Eu amei tanto esse livro que fiz vídeo, mas estou super pensando em fazer resenha escrita. O que acham?


Para quem acompanha a menina pelo blog vai ter que aguentar Persépolis em dobro ;) mas juro que vale a pena!!