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sábado, 17 de novembro de 2018

[Resenha] Duas Vidas @editoranemo




































Título Original: Les Deux Vie de Baudouin
Título no Brasil: Duas Vidas
Autor: Fabien Toulmé
Tradução: Fernando Scheibe
Editora Nemo
Número de págs: 270
#145
por Raffa Fustagno

Quem tem irmãos sabe como é viver à sombra de comparações. Com Baudouin não é diferente, seu irmão Luc sempre foi mais descolado que ele, sempre beijou mais meninas que ele e sempre se saiu bem em tudo que tentasse fazer. Aos olhos de todo mundo e do próprio irmão, a vida de Luc não tinha absolutamente nada de errado.
De gênios muito diferentes, Luc sempre foi o mais corajoso, já Baudouin só conseguia se soltar com sua banda, sempre foi muito fã de rock, gênero que ama até hoje, sua casa é lotada de quadros de grandes ídolos como Jimi Hendrix, Rolling Stones e The Doors. Seu gatinho se chama Morrison - sobrenome do finaldo vocalista do The Doors, que morreu de overdose em 1971 - e volta e meia ele esquece sua nada mole vida cantando as músicas deles.
Sua vida não tem nada de especial, todos os dias ele vai para uma empresa onde ganha o razoável para se manter, é advogado, mas mal tem tempo para curtir a vida, sempre preocupado com algo do trabalho, e perde um bom tempo no transporte público onde foge da realidade quando algum músico toca perto dele.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

[Resenha] Orgulho & Preconceito @editoranemo em HQ

Título Original: Pride &Prejudice 
Título no Brasil: Orgulho & Preconceito ( em HQ)
Baseado na obra de Jane Austen
autores: Ian Edigton e Robert Deas
Tradução de Fernando Variani e Gregório Bert
Editora Nemo
Número de págs: 141
#108
por Raffa Fustagno

Vocês me conhecem, qualquer publicação envolvendo as histórias de Jane Austen me fazem ter curiosidade de lê-las, não foi diferente com essa HQ maravilhosa, logo pela capa os traços me ganharam, Elizebeth Bennet e Sr. Darcy estão perfeitos.
Quando comecei minha leitura então entrei em um caminho sem volta, aliás, um delicioso caminho sem volta, onde mergulhei mais uma vez em um dos meus livros favoritos, com personagens que me marcaram e com uma explicação de "árvore genealógica" da história que adorei, pois é sensacional para aqueles que nunca leram o livro original, sim, acho que publicações adaptadas são sempre incríveis, porque se a amamos, corremos para saber da onde veio aquela história maravilhosa, e qualquer publicação que gere mais livros lidos merece e muito seu sucesso.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

[Resenha] Nada a Perder @editoranemo





































Título original: Roughneck
Título no Brasil: Nada a Perder
Autor: Jeff Lemire
Editora Nemo
Tradução de Jim Anotsu
Número de págs: 272
#91
por Raffa Fustagno

Jeff Lemire é uma lenda dos quadrinhos, ainda que seja meu primeiro contato com ele, pude perceber o como ele manda muito bem, tanto na história quanto nos traços. E sim, o livro foi traduzido como Nada a Perder  tendo muito a ver com o momento vivido pelo protagonista  e nada a ver com a biografia do bispo Edir Macedo.
Derek é um ex jogador de hóquei, falido e cheio de problemas, não vê nenhuma luz no fim do túnel e desconta tudo em bebidas, aliás seu lugar habitual tem sido o bar.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

[Resenha] Deuses Americanos - Sombras @intrinseca

Título Original: American Gods - Shadows
Título no Brasil: Deuses Americanos - Sombras
autor: Neil Gaiman
Desenhos de P. Craig Russell e Scott Hampton
Editora Intrínseca
Tradução de Fernando Scheibe e Leonardo Alves
#68


Como sabem li Deuses Americanos, no formato de livro e resenhei para vocês. Por mais incrível que possa parecer para quem assim como eu é fã de Neil Gaiman, eu ainda não vi a série baseada nessa história. Eu sei e vocês sabem o como demoro para assistir séries e geralmente as vejo quando todos já o fizeram. 
Dessa vez a HQ é adaptada do livro e pelo que pesquisei será dividida em 3 livros. O primeiro deles é esse chamado de Deuses Americanos - Sombras vem contar praticamente  a mesma história de uma forma diferente e com quadrinistas que já trabalharam com Gaiman em outras oportunidades como por exemplo P. Craig Russell adaptou para HQ o maravilhoso O Livro do Cemitério - lembram que mostrei esse livro recentemente porque no livro mesmo os desenhos são de Dave Mckean - já Scott Hampton trabalhou com o mito em Livros da Magia, o2º pedaço, esse eu ainda não li e não tenho mas vi no Google, rs.  Talvez isso tenha ajudado porque o livro é fantástico.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

[Resenha] A Marcha Livro 1 @editoranemo

Título Original: March: Book One 
Título no Brasil: A Marcha - Livro 1
Autor: John Lewis/ Andrew Aydin/ Nate Powell
Editora Nemo
Número de págs: 124
Tradução de Érico Assis
#61


No Brasil talvez não se tenha a dimensão exata do que foi a segregação racial nos Estados Unidos. Certa vez quando trabalhava no Consulado Americano falei que era feriado para algumas amigas em homenagem à Martin Luther King, apesar de já terem ouvido falar dele não sabiam exatamente sua importância.
Quando a Editora Nemo me enviou a sinopse eu pensei que John Lewis relatasse o último dia antes do assassinato do Pastor King, quando na verdade é mais focado na luta de Lewis em defesa do fim da segregação racial e por assim sendo seu encontro com King no famoso dia da Marcha que dá nome ao livro. Trata-se de uma trilogia e nesse primeiro conhecemos quem é John Lewis - ele está vivo- de uma forma muito bacana.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

[Resenha] Justin @editoranemo

Título Original: Justin
Título no Brasil: Justin
Subtítulo: como é ser um menino preso em um corpo de menina?
Autor: Gauthier
Editora Nemo
#48


por Raffa Fustagno


Essa foi minha primeira HQ de Gauthier, a quadrinista francesa que fez sucesso com O enterro das minhas exs tratando de sexualidade, retorna com uma história marcante falando sobre transexualidade. À primeira vista pode parecer bobinho pelos desenhos simples, mas ao se abrir o livro percebemos o quanto o assunto é importante e merece ser abordado de debatido.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

COMO FUI PARAR NO MEIO DA GUERRA DA SÍRIA I KOBANE CALLING


Resenha #45
As resenhas de livros em quadrinhos ou em outros formatos tem saído somente em vídeo, as demais resenhas continuarão sendo publicadas no blog e/ou em vídeo para vocês! 
No caso desse livro a resenha será somente em vídeo.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

[Resenha] Ghost World @editoranemo

Título Original: Ghost World
Título no Brasil: Ghost World
Autora: Daniel Clowes
Editora Nemo
Número de págs: 144
#172



Ghost World não é um quadrinho ingênuo, apesar da capa enganar um pouco. Pesquisando descobri que o original foi publicado há 20 anos atrás e essa é uma versão especial para comemorar a data. A história que conta uma fase da vida de 2 adolescentes que tiram sarro da vida já parou nos cinemas em uma adaptação que tinha a presença de Scarlet Johansson no elenco.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

[Resenha] Uma bolota molenga e feliz @editoraseguinte

Título Original: Big Mushy Happy Lump
Título no Brasil: Uma Bolta Molenga e Feliz
Autora: Sarah Andersen
Editora Seguinte
Número de págs: 125
#168












Fiquei apaixonada pelo primeiro livro da Sarah Andersen, Ninguém vira adulto de verdade , passei a seguir sua página e virei fã mesmo, ela e sua personagem são um barato! Sua famosa bonequinha é ela mesma, por isso não lembro em nenhuma página de aparecer algum nome para ela. Deve se chamar como a autora: Sarah. 
A protagonista sincera que sofre com problemas femininos como cólicas menstruais e depilação encanta a todos. Difícil ler alguma das tiras  e não se identificar com o jeito dela, sempre dramática, muito saudosa da infância e nunca perde o bom humor.
Comer muito, roubar o moletom do namorado e gastar o dinheiro em livros mas achar um absurdo o preço de qualquer outro produto, poderia ser minha biografia. Tem dias que assim como ela acho me maquiar um saco, não desejo sair da cama e demoro para ficar satisfeita com um look.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

[Resenha] Como Falar com Garotas em Festas + Crítica do Filme


























Título Original: How to Talk to Girl At Parties
Títulono Brasil : Como Falar com Garotas em festas
Autores: Neil Gaiman/ Fábio Moon e Gabriel Bá
Editora: Quadrinhos na CIA
Número de págs: 78
# 141


Quando li o conto de Gaiman em e-book eu amei, tem até a resenha aqui no blog. Foi um de meus primeiros e-books lidos, e como sabem sou super fã do jeito eclético com que Gaiman conta suas histórias, não há um gênero único, ele consegue escrever e bem sobre muitos assuntos.
Assim sendo, quando a Compahia das Letras avisou que lançaria a versão em quadrinhos eu curti ainda mais, adoro ler HQs, ainda mais adaptadas de histórias que já conheço. Dessa vez a obra chega em um formato interessante, pelas mãos de 2 brasileiros, os gêmeos ilustradores Fábio Moon e Gabriel Bá, esse ano resenhei outro livro adaptado deles, o Dois Irmãos!

domingo, 9 de julho de 2017

[Resenha] A Diferença Invisível @editoranemo

Título Original: La Difference Invisible
Título no Brasil: A Diferença Invisível
Autores: Mademoiselle Caroline e Julie Dachez
Tradução de Renata Silveira
Editora Nemo
Número de págs: 191
#99




Quadrinhos quando levam para temas mais sérios me ganham logo de cara, dessa vez a Nemo publicou a história de uma moça autista, mais precisamente com a síndrome de Asperger, um tipo de autismo mais 'light" mas que precisa de atenção e de tratamento específico.
A autora Julie Dachez foi descoberta sendo portadora da síndrome e desde então pôde entender porque era considerada tão diferente das demais pessoas. E é essa a história de Marguerite, que tem 27 anos e não entende como mesmo sendo "normal" pelo lado de fora é considerada tão diferente na sociedade. Escrito em conjunto com a jornalista Mademoiselle Caroline, ela que é famosa na França por ter escrito livros falando de suas depressões,  o livro é muito sensível e por vezes emocionante.

sexta-feira, 10 de março de 2017

[Resenha] Dois Irmãos @cialetras

Título Original: Dois Irmãos
Autores: Fábio Moon e Gabriel Bá
Baseado na obra de Milton Hatoum
Editora Quadrinhos na Cia.
#36








Nunca li o livro de Miltom Hatoum, assisti 2 capítulos da minisérie que passou recentemente na  Rede Globo e não me prendeu a atenção, estava preparada para não gostar dos quadrinhos quando felizmente comecei a leitura e não consegui fechar o livro até chega no epílogo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

[Resenha] @edvalentina A Garota do Cemitério: Livro 1 - Os impostores

Título Original: The Pretenders
Título no Brasil: A Garota do Cemitério
Livro 1: Os impostores
Autores: Charlaine Harris, Christopher Golden e Don Kramer
Editora Valentina
Tradução: Heloísa Leal
#20




E mais uma vez a maravilhosa Charlaine Harris - de True Blood- nos brinda com uma história sombria e maravilhosa ao mesmo tempo. Nossa protagonista já começa nos contando uma história de dentro de um cemitério, ela perdeu a memória e só lembra de ter sido jogada em uma cova naquele local. Com medo de que quem a jogou lá esteja atrás dela e tente mais uma vez matá-la, ela resolve ficar morando por lá mesmo. 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

[Resenha] Moana - A história do filme em quadrinhos

Título Original: Moana

Título no Brasil: Moana


Autor: Jared Bush

Adaptação do manuscrito: Alessandro Ferrari
Ilustrações: Alberto Zanon e equipe
Desenho/tinta: Veronica di Lorenzo e Luca Bertele
Cor/personagens: Dario Calabria
Capa:Alberto Zanon
Cor/cenário: Massimo Rocca, PierLuigi Gasolino
Editora Pixel Media
Número de págs: 55
#18





O livro chegou em minhas mãos após assistir o filme, o que sinceramente acredito que não faria tanta diferença já que a história de Moana não é complexa, fica naquele misto de entreter as crianças e encantar os adultos. E o que Moana mais tem chamado atenção é no quesito diversidade, como a maioria das princesas da Disney são brancas, ela com seus cabelos crespos e traços nada delicados faz com que um número imenso de crianças se identifique ainda mais com ela. Caso tenham perdido minha crítica da animação ela segue nesse link

sábado, 14 de janeiro de 2017

[Resenha] Azul É A Cor Mais Quente @emartinsfontes

Título Original: Le  bleu est une couleur chaude
Título no Brasil: Azul é a cor mais quente
Autora: Julie Maroh
Editora Martins Fontes
Tradução de Marcelo Mori
Número de págs: 158
#8








O filme de Azul é a cor mais quente fez tanto sucesso que lotou as salas de cinema e o livro que já era um sucesso esgotou em muitas livrarias. Fiz o caminho inverso e após assistir ao filme ( tem crítica aqui) comprei o livro na Bienal de 2015 e o li somente agora.
Em formato de HQ a autora nos leva para o mundo de Cleméntine e Emma, duas moças que se apaixonam, bom, isso você já sabe.
Mas o que eu não sabia era que o livro é diferente do filme, em algo crucial, e essa diferença é tão importante que muda totalmente o que achei de uma das protagonistas.
Logo no início Emma, a moça de cabelos azuis, está no ano de 2010 e se prepara para ficar na casa dos pais de Cleméntine. Como assim? Não sei como falarei desse livro sem spoilers, mas ele começa com o que de mais importante aconteceu após o envolvimento das duas e de como será a vida daqui para frente.
Indo e vindo na história, Emma vai relembrar desde o dia que esbarrou com sua amada, e quando os pais dela descobriram que elas não eram somente amigas.
Muitas cenas do livro não estão no filme, e como sempre a gente fica tentando entender porque mudaram  a história, porque sinceramente agora lendo a HQ eu a considero infinitamente melhor.
Não que tenha conseguido tirar o rosto das atrizes de minha lida, depois de visto o filme considero praticamente impossível. 
Mas ao ler pude me envolver de outra forma, já ciente do final diferente me entreguei a uma história que assim como a outra não tem o felizes para sempre mas muda drasticamente o ter ou não uma continuação para o casal.
A autora teve a delizadez nos traços de nos apresentar o mundo das moças quase que em preto e branco e colorir somente o cabelo de Emma e alguma cenas que envolviam o "azul sendo algo irresistível". 
A famosa cena de sexo é desenhada à perfeição e é tão intensa quanto.
A descoberta de Cleméntine, a paixão de Emma, o amor das duas é esmiuçado sem precisar de muitos balões, as imagens falam por si.
O que me incomodou nos quadrinhos foi a letra muito pequena, li à noite, de uma tacada só e tive que acender a luminária.
De resto, a história faz jus ao sucesso, é a declaração sincera de um casal que se ama intensamente, mas cada uma em uma fase da vida, e isso talvez faça toda a diferença para o que teremos no final.
Tal qual o filme, o livro é perfeito, e eu já queria mais livros dessa autora para ler.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

[Resenha] Ninguém Vira Adulto de Verdade @editoraseguinte

Título Original: Adulthood is a Myth
Título no Brasil: Ninguém Vira Adulto de Verdade
Autora: Sarah Andersen
Editora Seguinte
Número de págs: 111
Tradução: André Czarnobai
#6







Se você assim como eu ainda não conhecia Sarah's Scribbles ( link) está na hora de conhecer. A Editora Seguinte publicou o livro da cartunista Sarah Andersen que tem quase 2 milhões de seguidores só no Facebook e seu livro foi publicado em mais de 20 países do mundo.
Sarah é uma moça, no início da juventude ela é claramente sua inventora, um misto de criança e adulto, sem saber onde exatamente se identificar, suas dúvidas e ânsias normais da idade sore presente e principalmente futuro são típicas de qualquer nacionalidade, por isso não por acaso, ela é americana mas poderia ser brasileira.
Como exemplo as tirinhas dela não querendo ter filhos e não aguentando mais  ouvir de todos que vai um dia querer, ou quando em outra página não quer interagir com ninguém, e ainda quando morri de rir com ela imaginando como as lojas escolhem o tamanho de suas roupas.

De capa dura, o livro já ganha pelo charme da edição cuidadosa, e o talento da autora complementa com humor o que nós mulheres passamos durante a vida adulta, onde exigem que tenhamos atitudes maduras mas quando as vezes tudo que queremos é ficar em nossos quartos enterradas no Netflix e em nossos livros, como se ali tivesse um mundo à parte onde não existem contas para pagar nem decisões difíceis a serem tomadas.
Em uma tira ela fica feliz ao receber seu salário e depois vê que não dá para quase nada e que já precisa do próximo, quem nunca? 
Ela também conversa com seu bichinho de estimação que é um coelhiho, não sei se fato ela tem um coelho na vida real, mas o bichinho fala e tem diálogos ótimos com ela.
Me lembrou muito os quadrinhos que amo da Fernanda Nia, que já postei as resenhas dos dois livros publicados de sua Niazinha. 
Gostosa demais essa leitura, vontade de fazer quadros com as triinhas  pendurar no quarto, a autora tem uma loja virtual, mas como tudo hoje em dia convertido de dólar para real não fica tão acessível.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

[Resenha] Bear volume 3 @editoranemo

Título original: Bear - volume 3 
Autora: Bianca Pinheiro
Editora Nemo
Número de págs: 88













Vi a autora pela primeira vez na Gibi Con em 2014 em Curitiba, na época não conhecia seu trabalho e acabei pegando autógrafo somente da querida Fernanda Nia. Passados dois anos passei a ver mais publicações da moça e super me interessei em ler Bear, que apesar de ser uma continuação dá bem para entender lendo somente o terceiro volume porque ela faz um resumo na frente. Claro que apaixonada como fiquei pelos personagens pretendo comprar muito em breve as 2 edições anteriores e como bem me conhecem irei atrás dela na próxima oportunidade para autografar todos.
Bear conta a história de Raven uma menininha que se perdeu dos pais e está em busca deles, ela não tem idade definida, tem algo em torno de 5 a 7 anos, é uma graça com dente faltando e óculos grandes e tem tiradas geniais com seu melhor amigo Dimas. Esse um urso que era imenso mas ao entrar na cidade das crianças nos volumes anteriores ficou quase do tamanho da Raven.



















Nessa edição eles estarão dormindo quando a cabana encherá de água e eles conhecerão o culpado por isso, um gigante dono do Rio - ou melhor, o próprio Rio- que perdeu seu cetro. Na busca pelo objeto eles conhecerão novos personagens, encontrarão antigos e nos divertirão de uma forma muito bacana.



















Inteligente e super bem desenhado os personagens nos deixam com sabor de quero mais, como quando amamos algo e queremos que virem gibis para lermos muito mais aventuras.
Pelo final apresentado ainda teremos o volume 4 e eu obviamente fiquei ainda mais interessada em ler todas as histórias anteriores. Aguardem que assim que eu comprar leio rapidinho e solto resenha para vocês. 


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

[Resenha] Fazendo Meu Filme em Quadrinhos 3 @editoranemo

Título Original: Fazendo meu filme em Quadrinhos 3
Não Dou, Não Empresto, Não vendo!
Autora: Paula Pimenta
Ilustrações: Ghost Jack Entertainment
Editora Nemo
Número de págs: 88






  No 3º volume da série de quadrinhos de Paula Pimenta a protagonista fofa Fani está planejando o que fazer com seus 3 dias de feriado prolongado. Chateada porque seus melhores amigos viajarão, ela acaba tendo que se juntar à Natália que já traçou vários planos para as duas.
Mesmo assim, Fani ainda tem esperança que conseguirá salvar o feriado, mas ao chegar em casa seus pais lhe dão a ótima notícia de que ela tomará conta dos filhos de seu irmão mais velho. Que programão, né? 
Mas o que mais amei na história foi e identificação que veio de cara no subtítulo, Fani como sabem tem uma coleção invejável de dvds e cuida super bem deles. Assim como eu ela não curte nada empresta-los, natural já que infelizmente as pessoas não tem o mesmo cuidado que a gente. Ela vai surtar quando a sobrinha dela pegar uns emprestados sem ter pedido.
Divertido, de rápida leitura e com um design incrível, esse 3º volume da série de quadrinhos vale muito a pena. Quando curto assim as histórias sempre quero que saiam mais vezes, de 15 em 15 dias já está bom!
E se você está se perguntando se tem romance, ainda não queridos...Léo nessa edição está viajando e são apenas bons amigos.

domingo, 11 de setembro de 2016

[Resenha] Bordados @cialetras

Título Original: Broderies
Título no Brasil: Bordados
Autora: Marjane Satrapi
Editora Quadrinhos na Cia.
Tradução : Paulo Werneck








Sim, corri atrás de tudo que a maravilhosa Marjane já escreveu depois de me apaixonar por Persépolis. Mas infelizmente descobri que ela tem somente 3 livros publicados e um deles está esgotado.
Com Bordados na mão, iniciei mais uma prazerosa leitura sobre o mundo iraniano islâmico onde mulheres tem poucos direitos e homens são tratados somo seres supremos. Contado também no formato de quadrinhos, o livro pode ser lido em apenas um dia, dessa vez a autora nos leva ao mundo da avó dela, que sempre reunia as mulheres para " tricotar", só que lá são chamados de "bordados", daí o título ao livro. Enquanto após o jantar as mulheres lavam a louça, os homens descansam...mas há sempre tempo para as histórias engraçadas e escondidas ás vezes as sete chaves de seus maridos.
Agora, Marjane é mais uma coadjuvante, deixando para a avó e suas amigas serem as protagonistas que irão nos contar casos bem bizarros aos olhos de nós brasileiros por exemplo, como o de ter que fingir que ainda é virgem, o de casar com um porta-retrato...ali o que sentem de verdade é exposto uma à outra e somos " mosquinhas" que entramos na vida delas através dos bem feitos quadrinhos de Marjane.
É como se os homens compactuassem com o governo e ditassem as regras machistas e as mulheres quando mais velhas somente se sentissem libertas de toda essa opressão que de forma alguma é escolha delas.
O sonho de muitas é casar com um europeu e fugir da rotina de cama, mesa e banho que são fadadas pelo visto da vida só para satisfazerem seus maridos.
Há , claro, as que caem em ciladas por irem com sede ao pote atrás do sonho e isso gera histórias maravilhosas que nos fazem dar boas gargalhadas, mesmo que as vezes eu tenha achado que eu estava rindo da desgraça alheia.
Marjane tem um jeito único de nos inserir no mundo de seu país de origem, e quando você tiver tempo de ver algo, vai perceber que o livro acabou e que você queria muito mais.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

[Resenha] Steve Jobs - Insanamente Genial @editoraseguinte

Título Original : Steve Jobs : Insanely Great
Título no Brasil : Steve Jobs  - Insanamente Genial - Uma biografia em quadrinhos
Autor : Jessie Hartland
Editora Seguinte
Número de págs: 235










Por trás do gênio , criador da Apple, a marca mais cobiçada do mundo, detentora do celular mais querido do mercado, existia um homem que como todos sabem morreu de câncer em 2011 . Deixou para trás todo um legado, e que obviamente a mídia não passaria despercebida em fazer filmes e livros sobre a vida do homem que nunca terminou a faculdade mas que ganhou muito mais dinheiro dos que qualquer um que tenha se formado na turma que começara. 
Tendo já visto um filme sobre sua vida - aquele com Ashton Kutcher - pensei que não gostaria de saber nada mais sobre Jobs, primeiro porque me causou certa antipatia saber que nunca assumira a filha com a primeira namorada e que a tratou muito mal quando soube que estava grávida. Segundo porque também veio mais à tona os podres dele, como ter " passado para trás" alguns colegas e tratar seus subordinados na base do grito e da humilhação. 
Em formato de uma biografia em quadrinhos simpática, dessa vez a Editora Seguinte nos apresenta um Jobs em desenho, portanto, um pouco menos sisudo , ali está em jogo nos contar de uma forma mais simples, em um outro formato, com desenhos simples e diálogos fáceis como o gênio foi criado, como ele começou e como terminou seus dias.

























Aqui, há sim  , um Jobs perfeccionista, que até para comprar uma máquina de lavar dentro de sua casa fazia um estudo, mas não entra muito no mérito dele ser muito duro com seus funcionários.
Entendo que a autora, Jessie Hartland, tenha foco nas crianças, talvez por isso o livro tenha traços simples - marca registrada dela - e a história não entre em por menores, aqui basta entender o como o gênio se formou, o como um simples estudante que largou  a faculdade, com poucos recursos conseguiu construir um império.
A história que todos os americanos - e ok, qualquer nacionalidade - ama ouvir, o de como quem não tinha nada, ou quase nada , conseguiu vencer na vida. E definitivamente esse é o caso de Steve Jobs, seus pais adotivos - ele foi criado por eles, já que os biológicos o entregaram para adoção por serem muito novos - não eram ricos, e deram até onde podiam para que Steve conseguisse estudar e ter um trabalho. Como sabemos ele foi muito além, certamente nem ele acreditou que pudesse chegar tão longe, e para nós aos virarmos cada página fica um revival dos momentos de que o primeiro celular com um botão só - por exemplo - foi criado, seu lema era simplicidade, era ter por menos o mais, e ao confiar nisso fazia com que seus técnicos descobrissem um jeito de se fazer valer o que ele queria ver em todas as lojas sendo vendido.

























Sem dúvidas, uma biografia interessante e rápida de ser lida, para todas as idades.