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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Menina que via Filmes: Sete Homens e um Destino [Crítica]

Título Original: The Magnificent Seven
Título no Brasil: Sete Homens e um Destino
Data de lançamento 22 de setembro de 2016 (2h 13min)
Direção: Antoine Fuqua
Elenco: Denzel Washington, Chris Pratt, Ethan Hawke mais
Gêneros Faroeste, Ação, Aventura

Nacionalidade EUA
ano: 2016



Esse filme sempre vai me marcar não pelos motivos que deveriam. Super fã de faroestes e do ator Denzel Washignton claro que marquei na lista de filmes desejados esse e fui na semana de estreia. Acontece que nas dezenas de vezes que vi o trailer eu reconhecia alguns atores, dentre eles Ethan Hawke, mas a atriz que aparecia eu tinha certeza de que era Jennifer Lawrence, tanto que avisei a todos que era com ela, notei que o rosto dela estava um pouco diferente mas imaginei que fosse caracterização. 
Filme começado e visto, fui descobrir só depois que a atriz nunca foi Lawrence e sim Haley Bennett no papel de Emma Cullen, uma esposa que após ver seu marido  - o maravilhoso Matt Bomer em uma participação relâmpago - morto pelo vilão do filme, Bogue ( o ótimo Peter Sarsgaard) resolve unir suas economias e se vingar do homem que comprou o xerife da cidade e quer que todos entreguem suas casas por 20 dólares para ele. 
Não, não se trata de spoiler já que está no trailer e nas sinopses amplamente divulgadas na mídia. O diferencial do filme que não é igualzinho ao original de 1960 mas sim uma homenagem à ele, pois traz temas bem mais atuais como a diversidade. Para vocês terem ideia, o diretor Antonie Fuqua ( o mesmo de Dia de Treinamento que já tinha trabalhado com Hawke e Denzel) ele mesmo um afro descendente, deu um ar novo ao filme ao unir várias etnias. Temos latinos, orientais, brancos, índios e negros. E uma mulher que é mais macho que muito homem...só faltou mesmo o cowboy gay ( se bem que Bomer já preenche todas as cotas do planeta, eita homem lindo!).
Uma curiosidade, no papel do latino que ficou para Manuel Garcia Rufo, o diretor queria muito Wagner Moura, chegou a ligar para o ator pedindo que ele o fizesse, Moura infelizmente teve que recusar porque estava envolvido com as filmagens de Narcos, e o papel dele de Pablo Escobar exigia um peso extra - literalmente- do ator. 
Voltando ao filme, espere tudo de bom que um filme pode ter, uma moça que parece indefesa mas tem muita força, malvados que agem pro bem e vilões que assustam.

Sam Chisolm ( Denzel) pode até lembrar o recente personagem de Sanuel L Jackson em Os Oito Odiados mas o final revelador o põe em pedestal de um dos melhores papéis do astro.
Temos também um crescimento visível de Chris Patt como um dos gananciosos que com truques de mágica mata pessoas  como bebemos água. 
Cada personagem mostra sua força ao público entre diálogos bem feitos e cenas inesquecíveis. Com uma trilha sonora fantástica, resta ao espectador curtir cada minuto e querer ver o inspirador disso tudo, o filme de John Sturges. 
Eu amei, saí do cinema muito satisfeita com tudo. Só lamentei ter confundido Haley com Lawrence.
HALEY E MATT BOMER COMO O CASAL QUE TERÀ QUE ENTREGAR SUAS TERRAS


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Menina que via filmes : Um conto do destino [ Crítica]

Título Original : Winter´s tale
Título no Brasil : Um conto do destino
Baseado no livro de Mark Helprin
Direção : Akiva Goldsman
Elenco : Colin Farrell, Jessica Brown Findlay, Russel Crowe, Will Smith, William Hurt, Jennifer Connelly
Ano : 2014
Gênero : fantasia, romance
País : EUA
Idioma : Inglês
Censura  12 anos
Duração : 1h 58 min




Esta história fantástica, baseada em um romance literário, se desenvolve tanto na Manhattan dos dias atuais quanto no século XIX. Durante um inverno rigoroso, Peter Lake (Colin Farrell), um mecânico irlandês, decide roubar uma imensa mansão, fechada como uma fortaleza. Ele tem certeza que a casa está vazia, mas acaba encontrando uma garota (Jessica Brown Findlay) no interior. Quando ele descobre que ela está prestes a morrer, nasce uma história de amor entre os dois.




Você vê um livro sendo escolhido pelo NY Times como um dos 22 melhores romances já escritos, depois assiste o trailer do filme que é adaptado dessa história e vê que o elenco tem nada menos que Colin Farrell, Russel Crowe, Will Smith e William Hurt. O que você pensa? Que o filme é maravilhoso, certo?
Eu estava encantada com a história, Peter Lake ( interpretado por Colin Farrell) é um ladrão que vive fugindo de Pearly ( Russel Crowe, encarnando o Capiroto literalmente), um trabalhava para o outro, até que ele cisma que tem que matar Peter. No meio de uma das fugas ele encontra um cavalo branco que salta mais do que o normal, e o ajuda a fugir, ele logo vai descobrir que o cavalo é tipo o Ventania da She-ra e voa muito. Bizarro? Sim.
Entre uma escapada e outra, o cavalo vai fazer ele entrar em uma mansão, tentando assaltar o cofre da mesma Peter vai ouvir o som de uma pessoa tocando piano, ao conferir descobre que é a linda mas prestes a bater as botas Beverly ( Jessica Brown Findlay) , ela tem tuberculose e conta a ele que tem os dias contados. Ele mesmo se impressiona em o como a moça não sente medo dele e logo rolam olhares e os dois se apaixonam loucamente. Não sei se no livro é assim, mas achei bem exagerado o modo como ele sabe que ela é a paixão da vida dele, bom, voltamos ao filme.
Ela está de malas prontas para uma casa de campo de seu pai que é milionário Isaac ( William Hurt em uma ponta de luxo!) , lógico que Peter vai atrás desesperado, ao mesmo tempo que rolam coisas estranhas de se acreditar, como o fato do pai milionário aceitar um cara órfão que assume que é ladrão mas que é apaixonado por sua filha, o ainda mais estranho é Crowe mudar de cara ficando como o Capiroto e ir visitar Will Smith em um subterrâneo onde Smith é o próprio coisa ruim. Outra ponta mal aproveitada, o papel dele é bobo e a atuação de ambos atores deixa a desejar .
Por outro lado quando o amor de Beverly e Peter começa a ficar interessante nos deparamos com um final infeliz e aí pula para o presente onde descobriremos que tanto Colin quanto Russel tem a mesma cara, não envelhecem porque na verdade não são bem humanos...
E o romance? Fica um pouco em segundo plano e entra uma história de outras vidas de que pode se encontrar o amor e blá blá blá.
Filme chatinho e sonolento, ah sim, Matt Bomer é outro que faz o pai de Colin na primeira fase que é obrigada a abandona o filho porque está doente...nada justifica um elenco tão bom, um filme tão fantasioso e tão sem noção que vi pelo menos  3 pessoas cochilando no cinema!
A linda e talentosa Jennifer Connelly aparece na segunda fase...o papel dela? Não posso estragar contando spoiler..vejam e me digam se concordam que o filme é um desperdício de talentos.