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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Menina que via Filmes : Promessas de Guerra [Crítica]

Título Original : The Water Diviner
Título no Brasil : Promessas de Guerra
Dirigido por Russell Crowe
Com Russell Crowe, Olga Kurylenko, Yılmaz Erdoğan 
Gênero Drama , Guerra

Nacionalidade Austrália , EUA , Turquia
Ano : 2015


Joshua Connor (Russell Crowe) perdeu seus três filhos na batalha de Galípoli, em 1919. Após a morte da mãe deles, Joshua promete que irá enterrá-la ao lado dos filhos. Desta forma, ele viaja até a Turquia decidido a recuperar os corpos deles, para que possa enterrá-los em sua terra natal. Por mais que o país esteja agora em paz, devido à derrota dos turcos para os ingleses, Joshua enfrenta muitas dificuldades para chegar ao campo de batalha onde eles teriam morrido. Ele recebe então a ajuda de Ayshe (Olga Kurylenko), uma mulher que está à espera do marido, enviado para a guerra, e de seu filho, o pequeno Orhan (Dylan Georgiades).

Tenho uma relação de amor e ódio com Russel Crowe, acho algumas de suas atuações excelentes, e outras um tanto quanto bizarras, parece que ele sempre faz as mesmas caras. Por exemplo o adoro em Gladiador e Uma Mente Brilhante e não entendo o como alguém pode gostar de filmes como Noé.
Dessa vez - e pela primeira vez - o moço antipático resolveu dirigir o filme, o resultado é um filme mediano, por alguns momentos muito parado e por outros com boas atuações e momentos.
O australiano Joshua ( Crowe) nunca mais viu os 3 filhos que foram mandados para guerra, sua esposa surtou, pede para que ele continue lendo histórias para os meninos que nunca mais voltaram. A história se passa em 1919 durante a batalha de Galípoli. A esposa decide tirar a própria vida deixando o pobre homem só, então ele faz uma promessa para si mesmo de que vai enterrar os 3 filhos. Começa aí sua saga , ele viaja pra Turquia onde conhece generais e soldados que lutaram com seus filhos.

















Se é uma coisa que Crowe faz bem nessa história é atuar. O pai poderia ser mais um daqueles heróis que se tenta construir em Hollywood, mas ele não é. Ele é desajeitado com armas e mulheres e meio e perdido, pensando em desistir a todo minuto . Só não o faz porque encontrar turcos amigos - e eles seriam inimigos!- que o ajudam a encontrar os corpos, mas a surpresa talvez já esperada é que um deles possa estar vivo. Entre tiros e explosões e olhares trocados com a turca Ayshe ( Olga Kurylenko) que nutre uma simpatia pelo viúvo mas ela mesma não sabe se ainda tem marido já que ele foi enviado para guerra e não voltou. Se por um lado há esperanças, por outro sobram toques e gestos que fazem com que o espectador tenha pena do pai que perdeu tudo que tinha. 
Não há lados errados, o longa não culpa ingleses e australianos de terem tentando após a primeira guerra mundial tomarem a Turquia dizimando muitos, ali o que se foca é nos males que a guerra brinda os dois lados, são cortes exatos e falas que nos fazem lamentar que tudo aquilo tenha ocorrido.
Sem sentimentalismo barato e com uma direção corretinha, sem cenas mal cortadas, sem atores no tempo errado, em uma afinação perfeita, o filme cumpre com louvor seu papel. Os atores estão maravilhosos e a história é bonita, a de um recomeço, que todos merecemos. Assistam! :)

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Menina que via filmes : Noé [Crítica]

Título Original : Noah
Título no Brasil : Noé
Direção : Darren Aronofsky
Elenco : Russel Crowe, Jennifer Connelly, Anthony Hopkins, Emma Watson
Ano : 2014
Gênero : Fantasia, Épico
País : EUA
idioma : Inglês
Duração : 2h 18 min











Noé (Russell Crowe) vive com a esposa Naameh (Jennifer Connelly) e os filhos Sem (Douglas Booth), Cam (Logan Lerman) e Jafé (Leo McHugh Carroll) em uma terra desolada, onde os homens perseguem e matam uns aos outros. Um dia, Noé recebe uma mensagem do Criador de que deve encontrar Matusalém (Anthony Hopkins). Durante o percurso ele acaba salvando a vida da jovem Ila (Emma Watson), que tem um ferimento grave na barriga. Ao encontrar Matusalém, Noé descobre que ele tem a tarefa de construir uma imensa arca, que abrigará os animais durante um dilúvio que acabará com a vida na Terra, de forma a que a visão do Criador possa ser, enfim, resgatada.



Eu estava bem animada para ver Noé , sempre fui muito fã de Russel Crowe, tão fã que me arrisquei a conhecê-lo e fui atrás dele com umas amigas no Rio de Janeiro onde ele esteve uma semana antes da estreia do filme para divulgar o mesmo.
Quando criamos expectativas tendemos a nos decepcionar, Crowe ser humano não é nada simpático, não faz a menor questão de ser, tem aversão a seus fãs e ainda falou bem mal do Rio de Janeiro ( coisa que me desculpem , por pior que a cidade seja não acho educado falar mal da cidade dos outros quando se está de visita e convenhamos que ele não viu o lado ruim!).

Passado isso, falaremos do filme que fui convencida a ver pelo meu namorado, já que não poderia perder um filmaço desses. Mas é filmaço?


Vejamos, se você vai ao cinema atrás da versão bíblica,esqueça esse filme. O filme bebe da fonte da história de Noé mas cheira bastante pó de Nescau o café da manhã no restante da história.

Russel, claro é o Noé do título, e como tal ele deixa transparecer toda sua raiva do mundo, se não era isso não funcionou,a impressão que tenho é de que Russel Crowe está sempre de mau humor, somente em Mentes Brilhantes  ele fez algo diferente. Mas ele está lá como o neto do Matusalém ( Hopkins, em uma ponta mas mesmo assim sendo sensacional como sempre!) que tem visões de Deus e que tem qeu salvar o mundo.

Para tal, ele precisa construir uma arca, ele não terá tempo e nem deve salvar os humanos que já perderam a chance deles, Noé deverá levar 2 animais de cada espécie para que possam se reproduzir e começar uma nova vida.

Acontece que Noé tem 3 filhos e é casado ( com a sempre maravilhosa Jennifer Connelly) e no meio do caminho ainda adota a personagem de Emma Watson que é estéril , ele avisa a família que embarcarão dessa forma e que não podem levar mais ninguém, mal como um Pica-pau ele não quer nem saber se o filho não tem como quem procriar.




No espectador paira o nervosismo de ver pessoas morrendo e ele fechando a arca quando há a enchente, mas talvez a cena pior seja quando ele quer matar os próprios netos. Spoiler? Talvez, mas prefiro que os mais sensíveis sejam avisados . Noé com sua missão não poupa lágrimas e Russel está mais para vilão do que para mocinho, senti medo dele no filme.

Não sei quais eram as expectativas do filme mas passou longe de ser um filme bíblico, a megalomania da atuação de Crowe não convence como Noé do bem, se era esse o espírito, ponto para o diretor.

Uma Connelly que nunca envelhece também peca na sequência quando os anos passam mas não para ela que deve beber Renew da Avon!

Esperava muito mais, é um filme bem feito e ponto. O charme de Emma Watson em cena é sugado por cenas muito fortes onde ela sofre mais que Maria do bairro.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Menina que via filmes : Um conto do destino [ Crítica]

Título Original : Winter´s tale
Título no Brasil : Um conto do destino
Baseado no livro de Mark Helprin
Direção : Akiva Goldsman
Elenco : Colin Farrell, Jessica Brown Findlay, Russel Crowe, Will Smith, William Hurt, Jennifer Connelly
Ano : 2014
Gênero : fantasia, romance
País : EUA
Idioma : Inglês
Censura  12 anos
Duração : 1h 58 min




Esta história fantástica, baseada em um romance literário, se desenvolve tanto na Manhattan dos dias atuais quanto no século XIX. Durante um inverno rigoroso, Peter Lake (Colin Farrell), um mecânico irlandês, decide roubar uma imensa mansão, fechada como uma fortaleza. Ele tem certeza que a casa está vazia, mas acaba encontrando uma garota (Jessica Brown Findlay) no interior. Quando ele descobre que ela está prestes a morrer, nasce uma história de amor entre os dois.




Você vê um livro sendo escolhido pelo NY Times como um dos 22 melhores romances já escritos, depois assiste o trailer do filme que é adaptado dessa história e vê que o elenco tem nada menos que Colin Farrell, Russel Crowe, Will Smith e William Hurt. O que você pensa? Que o filme é maravilhoso, certo?
Eu estava encantada com a história, Peter Lake ( interpretado por Colin Farrell) é um ladrão que vive fugindo de Pearly ( Russel Crowe, encarnando o Capiroto literalmente), um trabalhava para o outro, até que ele cisma que tem que matar Peter. No meio de uma das fugas ele encontra um cavalo branco que salta mais do que o normal, e o ajuda a fugir, ele logo vai descobrir que o cavalo é tipo o Ventania da She-ra e voa muito. Bizarro? Sim.
Entre uma escapada e outra, o cavalo vai fazer ele entrar em uma mansão, tentando assaltar o cofre da mesma Peter vai ouvir o som de uma pessoa tocando piano, ao conferir descobre que é a linda mas prestes a bater as botas Beverly ( Jessica Brown Findlay) , ela tem tuberculose e conta a ele que tem os dias contados. Ele mesmo se impressiona em o como a moça não sente medo dele e logo rolam olhares e os dois se apaixonam loucamente. Não sei se no livro é assim, mas achei bem exagerado o modo como ele sabe que ela é a paixão da vida dele, bom, voltamos ao filme.
Ela está de malas prontas para uma casa de campo de seu pai que é milionário Isaac ( William Hurt em uma ponta de luxo!) , lógico que Peter vai atrás desesperado, ao mesmo tempo que rolam coisas estranhas de se acreditar, como o fato do pai milionário aceitar um cara órfão que assume que é ladrão mas que é apaixonado por sua filha, o ainda mais estranho é Crowe mudar de cara ficando como o Capiroto e ir visitar Will Smith em um subterrâneo onde Smith é o próprio coisa ruim. Outra ponta mal aproveitada, o papel dele é bobo e a atuação de ambos atores deixa a desejar .
Por outro lado quando o amor de Beverly e Peter começa a ficar interessante nos deparamos com um final infeliz e aí pula para o presente onde descobriremos que tanto Colin quanto Russel tem a mesma cara, não envelhecem porque na verdade não são bem humanos...
E o romance? Fica um pouco em segundo plano e entra uma história de outras vidas de que pode se encontrar o amor e blá blá blá.
Filme chatinho e sonolento, ah sim, Matt Bomer é outro que faz o pai de Colin na primeira fase que é obrigada a abandona o filho porque está doente...nada justifica um elenco tão bom, um filme tão fantasioso e tão sem noção que vi pelo menos  3 pessoas cochilando no cinema!
A linda e talentosa Jennifer Connelly aparece na segunda fase...o papel dela? Não posso estragar contando spoiler..vejam e me digam se concordam que o filme é um desperdício de talentos.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Menina que via filmes : O homem de aço [Crítica]

Título Original: Man of steel
Título no Brasil : O homem de aço
Direção: Zack Snyder
Elenco: Henry Cavill, Amy Adams , Diane Lane, Kevin Costner, Russel Crowe
Ano : 2013
Formato visto : DVD
Gênero : Ação
País : EUA/ Canadá / Reino Unido
Idioma : Inglês
Censura : 12 anos
Duração : 2h23min



Nascido em Krypton, o pequeno Kal-El viveu pouco tempo em seu planeta natal. Percebendo que o planeta estava prestes a entrar em colapso, seu pai (Russell Crowe) o envia ainda bebê em uma nave espacial, rumo ao planeta Terra, e levando com ele importantes informações de seu povo. Contrariado com tal atitude, o General Zod (Michael Shannon) tenta impedir a iniciativa e acaba preso. Já em seu novo lar, a criança foi criada por Jonathan (Kevin Costner) e Martha Kent (Diane Lane), que passaram a chamá-lo de Clark. O tempo passa, seus poderes vão aparecendo e se tornando, de certa forma, um problema, porque isso evidencia que ele não é um ser humano. Já adulto, Clark (Henry Cavill) se vê obrigado a buscar um certo isolamento porque não consegue resistir aos salvamentos das pessoas e sempre precisa sumir do mapa para não criar problemas para seus pais. Mas o terrível Zod conseguiu se libertar e descobriu seu paradeiro. Agora, a humanidade corre perigo e talvez tenha chegado a hora das pessoas conhecerem aqueles que passarão a chama de o Super-Homem. 



 Se você chegou até essa crítica e está com pressa, lamento lhe informar que como esse espaço é onde as pessoas me aguentam, esse post será um pouco maior.
Porque não posso simplesmente despejar o que achei de um filme do segundo herói que mais gosto o primeiro é o Batman mas não deixem ele saber! sem explicar bem o motivo.
Primeiro devo lembrar que estava muito ansiosa para estreia desse filme, contando os dias, todo mundo só falava do Henry Cavill e o Superman anterior tinha deixado muito a desejar, então esperei de verdade que um Christian Bale da vida salvasse o que Christopher Reeve perpetuou em minha infância.  Mas, a vida de adulto não é nada fácil, primeiro fiquei feliz ao saber que tinha ganho 2 convites com direito a pipoca e o filme em primeira mão através do site que adoro Nivel Épico, como alegria de pobre dura pouco, o dia seria exatamente quando eu estaria a trabalho em Macaé, dei os ingressos para 2 amigos meus que claro amaram tudo.
Depois, tentei assistir o filme no cinema por duas vezes, na primeira estava esgotado, na segunda estava na fila, encontrei duas amigas, fiquei feliz de saber que elas iriam no mesmo filme, mas quando chegou na nossa vez a bilheteira disse : " Só tenho mais 2 lugares" , elas tinham chegado antes  e estavam juntas, acabei assistindo Smurfs 2 nesse dia tudo azul, só que não!
  Revoltada, desisti, disse que só veria em dvd, dito e feito, ao entrar nas Americanas dei de cara com o box que vem com o dvd e uma bolsa do Superman, comprei na hora, obviamente. 
Ufa! História longa para chegar a crítica, mas vamos lá, sou do tempo que Marlon Brando era pai do Superman, que Christopher Reeve era cool com aquela cueca vestida por cima da calça de helanca sim, era assim que era chamado!
Mas o tempo voa, Reeve nem está mais entre nós, nem Brando e por esse motivo fiquei com saudades de Dean Cain, podem me odiar, mas eu amava aquele seriado e Teri Hatcher para mim era a melhor Lois Lane !
O filme "  O homem de aço" é o primeiro de Henry Cavill fazendo as honras de Clark/ Kal-El ou melhor, Superman! Lindo de viver, o mais novo herói do pedaço ganhou fácil o coração do público feminino e sua atuação é mesmo boa , não compromete em nada a história, e claro que aquela beleza toda só ajuda!
SUPERMEN com N mesmo! ;)
 A cena de início do filme é tensa, com o nascimento de Kal-El, seus pais sabem que o malvado Zod não o deixará viver para manter a linhagem, se rebelando contra o governo, ele quer a morte de todos que não lhe apoiarem, o que Jor-El ( o maravilhoso Russel Crowe , pode bater palmas de pé!!) se recusa, com isso ele tem uma ideia com sua esposa de mandarem o bebê em uma cápsula espacial para outro planeta, já que o destino de Krypton é uma incógnita. 
O bebê então vai parar na Terra, mas nada disso é mostrado para gente, já vemos Clark na fase criança e adulta sofrendo bullying por ser forte demais e nem ele entende porque é tão diferente de todos.
Os pais são os atores veteranos Diane Lane e Kevin Costner, como podem ver o elenco foi escolhido a dedo, só com atores do primeiro time. 
Incomodados com o assédio ao seu único filho, os pais de Clark pedem para que ele não conte aos outros a força que tem e que veio de outro planeta, pois acreditam que o mundo não está preparado para isso.
HENRY CAVILL E DIANE LANE
 Claro que vai ter uma Lois Lane, mas estranhei o fato dela se ruiva e sinceramente não consegui ver química alguma no casal , Lane é interpretada por Amy Adams. 
Casal sem sal, que não me disse a que veio, Lois tem como chefe Perry White ( Laurence Fishburne, mais um ator de peso!) que não acredita muito em sua jornalista que cisma em dizer que conheceu um homem de outro mundo, se julgarmos pela beleza de Cavill , ele deve ser mesmo de um planeta distante infelizmente
Para quem é fã vai estranhar algumas modificações na história, na ordem das coisas, no motivo dele ter saído de Krypton e ainda no que mais estranhei, ele não começa sendo jornalista no Planeta Diário e conhece Lois lá, mas ela na verdade já sabe de seu segredo antes . Confuso para quem é fã , não?
RUSSEL CROWE
  Sinceramente esperava gostar muito mais do filme, mesmo tendo todo o cuidado com os efeitos, a história mudada me incomodou mesmo nas menores coisas, como uma cor de cabelo diferente, por exemplo.
Mesmo achando que iria amar esse filme, não me agradou tanto quanto eu esperava! E vocês, já viram?